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Abelhas - Página 3
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HISTÓRIA DAS ABELHAS

A classificação zoológica das abelhas, segundo os biólogos, é a seguinte:

REINO- Animal, FILO- Arthropoda, CLASSE- Insecta, ORDEM- Hymenoptera, SUBORDEM- Apocrita

SUPERFAMÍLIA- Apoidea NOME CIENTÍFICO: Apis mellifera, NOME COMUM: Abelha e NOME EM INGLÊS: Bee

Abelha é um inseto que pertence à ordem dos himenópteros e à família dos apídeos. São conhecidas cerca de vinte mil espécies diferentes e, são as abelhas do gênero Apis mellifera que mais se prestam para a polinização, ajudando a agricultura, produção de mel, geléia real, cera, própolis e pólem.

As abelhas são insetos sociais que vivem em colônias. Elas são conhecidas há mais de 40 mil anos. A abelha do mel acha-se espalhada pela Europa, Ásia e África. A apicultura, a técnica de explorar racionalmente os produtos das abelhas existe desde o ano de 2400 a.C.. E os egípcios e gregos desenvolveram as rudimentares técnicas de manejo que só foram aperfeiçoadas no final do século XVII por apicultores como Lorenzo Langstroth (ele desenvolveu as bases da apicultura moderna).

Inseto trabalhador, disciplinado, a abelha convive num sistema de extraordinária organização: em cada colméia existem cerca de 60 mil abelhas e cada colônia é constituída por uma única rainha, dezenas de zangões e milhares de operárias.As abelhas podem ser consideradas de acordo com seus hábitos, ou outras conveniências, em três categorias: sociais, solitárias e parasitas.

Abelhas sociais - são as que vivem em enxames, isto é, em grande número de indivíduos no mesmo ninho, e onde haja divisão de trabalho e separação de castas. As castas são os membros da colméia, normalmente uma rainha, zangões e operárias. Embora sejam a minoria dentre as várias espécies, trazem em si o que realmentecaracteriza a essência do reino das abelhas.

Abelhas solitárias - são as que vivem sozinhas e morrem antes que seus filhos atinjam a fase adulta. Constroem ninhos no chão, em fendas de pedras e árvores, em madeira podre ou em ninhos abandonados de outros insetos. Normalmente as fêmeas fecundadas preparam cuidadosamente o ninho, suprem cada célula com uma quantidade adequada de alimento preparado é base de pólen e mel, e colocam o ovo sobre essa camada de alimento. Então fecham cada célula, fecham o ninho por fora e vão embora.

Abelhas parasitas - Uma abelha somente parasita outra abelha e utiliza-se apenas do trabalho e do alimento que o hospedeiro armazenou. Na maioria dos casos, o parasita invade os ninhos, coloca seus ovos nas células já prontas e aprovisionadas pelo hospedeiro e deixa que seus filhos se desenvolvam aos cuidados deste. Em alguns casos, o parasita passa a conviver com o hospedeiro e pode, até mesmo, desenvolver algum tipo de trabalho em conjunto.

Um outro tipo de parasitismo interessante é encontrado num gênero de abelhas (Lestrimelitta, conhecida popularmente por abelha-limão) socialmente bem evoluídas. As espécies deste grupo (duas) constroem seus próprios ninhos, porém o material de construção e as provisões são roubadas de outros ninhos de espécies afins, como jatitubiba, abelha-canudo, etc. Essas abelhas saem em grande número, pois suas colônias chegam a ter milhares de indivíduos, invadem o ninho das outras e daí levam o material que necessitam. Esses ataques duram, às vezes, vários dias, e muitas abelhas morrem.

Outro aspecto peculiar é que esses parasitas passam a defender o ninho conquistado contra pilhagens ou parasitas secundários, enquanto levam o material roubado. As abelhas-limão são tão bem adaptadas a este comportamento que sequer possuem as corbículas (Orgão situado no último par de pernas destinado à coleta de pólem).

Introdução no Brasil

A abelha do mel acha-se espalhada pela Europa, Ásia e África. A sua introdução no Brasil é atribuída aos jesuítas que estabeleceram suas missões no século XVIII, nos territórios que hoje fazem fronteira entre o Brasil e o Uruguai, no noroeste do Rio Grande do Sul.

Essas abelhas provavelmente se espalharam pelas matas quando os jesuítas foram expulsos da região e delas não se teve mais notícias.

Em 1839, o padre Antonio Carneiro Aureliano mandou vir colméias de Portugal e instalou-as no Rio de Janeiro. Em 1841 já haviam mais de 200 colméias, instaladas na Quinta Imperial. Em 1845, colonizadores alemães trouxeram abelhas da Alemanha (Nigra, Apis mellifera melífera) e iniciaram a apicultura nos Estados do sul. Entre 1870 e 1880, Frederico Hanemann trouxe abelhas italianas (Apis mellifera lingústica) para o Rio Grande do Sul. Em 1895, o padre Amaro Van Emelen trouxe abelhas da Itália para Pernambuco.

Em 1906, Emílio Schenk também importou abelhas italianas, porém vindas da Alemanha. Por certo, além destas, muitas outras abelhas foram trazidas por imigrantes e viajantes procedentes do Velho Mundo, mas não houve registro desses fatos. Iniciava-se assim a apicultura brasileira. Durante mais de um século ela foi se desenvolvendo, principalmente nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Também em São Paulo e Rio de Janeiro havia uma atividade bem desenvolvida.

Fonte: www.saudeanimal.com.br

ABELHAS

A polinização consiste no transporte de pólen desde as anteras até ao estigma de uma flor.

As plantas destinadas à produção de frutos e sementes devem ser polinizadas, ou seja, as flores destas plantas devem receber pólen em quantidade suficiente para se transformarem em frutos e estes por sua vez produzirem sementes.

Em determinadas espécies a polinização pode ser directa, isto é, a transferência de pólen faz-se para o estigma da mesma flor. Todavia, a maior parte das espécies vegetais necessitam de polinização cruzada, ou seja, da transferência de pólen de uma flor para outra, na mesma planta ou em plantas diferentes da mesma espécie. Para que a polinização ocorra, nas espécies que necessitam de polinização cruzada, é necessário que o pólen seja transportado geralmente ou pelo vento - polinização anemófila - ou pelos insectos - polinização entomófila.

As relações ecológicas entre as plantas entomófilas e as abelhas datam de há cerca de 80 milhões de anos ( ORTEGA SADA, 1987 ). Esta relação recíproca consiste no fornecimento de néctar e pólen às abelhas necessários à sua alimentação e estas, por sua vez, proporcionam às plantas a polinização.

A introdução de abelhas nas áreas agrícolas é uma técnica que permite aumentar a produtividade sem ameaçar o meio ambiente ( GODINHO, 1995 ).

Axenogamia1 oferece às plantas uma descendência muito mais variável, em termos genéticos que a autogamia, e com maiores possibilidades de produzir variedades que se adaptem a novos ambientes, competir com outras espécies e ocupar novas posições ecológicas.

Uma abelha pode visitar, para conseguir uma carga de néctar, entre 1000 a 1500 flores e pode fazer até 20 viagens por dia ( ORTEGA SADA, 1987 ).

Quando a abelha efectua a colheita de néctar ou de pólen arrasta-se entre os estames e, os grânulos de pólen aderem aos pêlos de todo o seu corpo. São estes grânulos de pólen que viajarão com a abelha de flor em flor, polinizando novas flores.

As abelhas que desenvolvem a polinização possuem pêlos por todo o corpo, especialmente nas patas traseiras, onde podem transportar até cinco milhões de grânulos de pólen ( ORTEGA SADA, 1987 ).

A abelhamelífica2 não é a única que efectua a polinização cruzada, existindo cerca de 15 a 20000 espécies de abelhas sociais, semi-sociais e solitárias que realizam esta função, contribuindo também para esta área vários outros insectos e pássaros, mas calcula-se que a abelha leva a cabo 80% da polinização entomófila.

As abelhas são politrópicas, pois realizam a sua actividade polinizadora numa grande variedade de plantas.

PAIXÃO (1974) diz que um sábio norte americano declarou que a riqueza em mel e cera, produzida pelas abelhas nos E.U.A, nada é em comparação com os serviços que elas prestam na fecundação das plantas, indispensável à formação dos frutos.

Estudos levados a cabo na Hungria, Roménia e Espanha mostram claramente que a instalação de colmeias em zonas de cultivo de girassol pode aumentar a colheita em cerca de 30%. Também no cultivo do melão, o aumento devido a uma boa polinização pelas abelhas pode ser superior a 50% (ORTEGA SADA, 1987).

Fonte: www.dacostadesigns.com

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