
Este processo constitui-se na transferência dos grãos de pólen da parte masculina da flor para a parte feminina, possibilitando a sua fecundação e conseqüente desenvolvimento do fruto e das sementes. A maioria das plantas que produz flores depende dos animais como aves, morcegos e, principalmente, insetos para sua polinização, sendo as abelhas um dos principais polinizadores. Grande parte de plantas brasileiras é polinizada exclusivamente pelas abelhas popularmente conhecidas como Jataí, espécie nativa do território brasileiro. Estas abelhas são encontradas na natureza em fendas de rochas e troncos de árvores, daí a necessidade de se evitar o desmatamento desordenado, as queimadas, o uso indiscriminado de agrotóxicos e a extração do mel em ambiente natural, garantindo desta forma a sua sobrevivência.
As abelhas Jataí (Tetragonisca angustula), também conhecidas
como "abelha indígena sem ferrão", são altamente
sociais. Cada colônia compõe-se de três castas: a rainha
(fêmea fértil), as operárias (fêmeas estéreis)
e os zangões (machos férteis).
O que faz uma abelha se tornar rainha ou operária é a quantidade
de geléia real recebida nos primeiros dias de vida.
A Própolis, substância resinosa muito conhecida pelo seu valor
medicinal, é produzida pelas abelhas e utilizada para revestir a colméia
e protegê-la da proliferação de bactérias e fungos.
O mel produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores, e a geléia
real, secretada pelas glândulas de abelhas jovens, são muito
utilizados pelos seres humanos como excelentes fontes de vitaminas e sais
minerais.
A quantidade de mel produzida pelas abelhas Jataí é bem menor
que a produzida pela Apis mellífera, sendo mais claro e mais liquido.
Culturas como de laranja, café, pêssego, maçã e
abóbora melhoram a produção e qualidade dos frutos quando
as abelhas são utilizadas como polinizadoras.
Fonte: www.cdcc.sc.usp.br
O pólen (do grego "pales" = "farinha" ou "pó") é o conjunto dos minúsculos grãos produzidos pelas flores das plantas angiospérmicas (ou pelas pinhas masculinas das gimnospérmicas), que são os elementos reprodutores masculinos ou microgametófitos, onde se encontram os gâmetas que vão fecundar os óvulos, para os transformar em frutos.
Os grãos de pólen são normalmente arredondados, embora os dos pinheiros sejam alados, e podem ser muito pequenos, apenas alguns micra. O mais pequeno grão de pólen conheido é o do Myosotis, com cerca de 6 µm (0.006 mm) de diâmetro. A forma e ornamentação dos grãos de pólen é típica de cada família ou mesmo espécie de plantas.
O pólen contém uma grande proporção de proteínas (16 a 40 %) contendo todos os aminoácidos conhecidos, assim como numerosas vitaminas, principalmente as vitaminas C e PP, sendo a principal fonte de alimentação das abelhas. Outro importante produto fabricado com pólen é a geleia real. Esta composição do pólen pode ser responsável pelas alergias que lhe são atribuídas.

Os grãos de pólen são produzidos por meiose no microsporângio das plantas angiospérmicas, que é o estame, ou a escama masculina das gimnospérmicas.
Cada grão de pólen é um gametófito que contém dois núcelos haplóides, um maior que corresponde a uma célula vegetativa e outro mais pequeno que é o verdadeiro anterozóide, que vai fecundar o óvulo.
Esta célula "dupla" encontra-se encerrada numa cápsula de celulose, a intina, recoberta por um envólucro muito resistente de esporopolenina, um biopolímero ligado a ceras e proteínas. Esta camada externa é denominada exina e é composta de três partes:
tectum, que contém os elementos esculturais que dão a forma
exterior ao grão de pólen; columelas, uma estrutura em forma
de colunas; e base, uma estrutura sólida formada sobre a intina.
Este envólucro possui ainda pequenas aberturas (pontos de menor resistência)
por onde sairá o tubo polínico, que penetra no estigma para
fecundar o óvulo.

A honeybee carrying pellet of pollen in its corbicula.A transferência dos grãos de pólen dos órgãos onde são produzidos até à estrutura reprodutiva feminina (o carpelo das angiospérmicas ou a escama feminina das gimnospérmicas) chama-se polinização.
Durante o processo evolutivo, as plantas desenvolveram várias estratégias reprodutivas, para assegurar a sua multiplicação e colonização dos habitates. As espermatófitas, ou seja, as plantas que produzem flores, apresentam várias modalidades de polinização como estratégias reprodutivas:
Autopolinização - algumas espécies de plantas admitem a germinação dos grãos de pólen no estigma da mesma flor que o produziu, ou em outras flores da mesma planta; esta estratégia diminui as possibiidades de recombinação genética, mas assegura que maior número de óvulos sejam fecundados. A maior parte das espécies, no entanto, desenvolveu estratégias para aumentar as possibilidades de recombinação - a trasnferência dos grãos de pólen por elementos exteriores à flor:
Polinização anemófila - realizada pelo vento - estas plantas produzem grande número de grãos de pólen, muito leves ou com extensões da exina, como os grãos de pólen alados dos pinheiros, que lhes permitem ser transportados para flores de plantas que se encontram a maior distância da que os produziu, portanto com maior probabilidade de terem um genoma diferente; Polinização entomófila - realizada por insetos - as flores possuem características que atraaem os insetos, tais como nectários, coloração ou cheiro especiais; Polinização hidrófila - realizada pela água - este tipo de polinização é mais frequente nas plantas aquáticas.
Fonte: pt.wikipedia.org