Acne vulgar ou juvenil, é uma das doenças da pele (dermatoses) mais freqüentes, afetando cerca de 80% dos adolescentes.
É uma afecção que atinge o conjunto pilossebáceo (pêlo e glândula sebácea).
As lesões surgem na puberdade e acometem ambos os sexos, tendo um maior pico de incidência dos 14 aos 17 anos nas mulheres, e dos 16 aos 19 anos nos homens.
Caracteriza-se por comedões (cravos), pápulas, pústulas e nas formas mais graves, por abscessos, cistos e cicatrizes em graus variáveis.
Atinge principalmente as seguintes áreas do corpo: face, região anterior e posterior do tórax. Estas partes do corpo são áreas ricas em glândulas sebáceas.
Em alguns casos, as lesões são mínimas, quase imperceptíveis e assim permanecem por toda adolescência.
Em outros, as lesões tornam-se mais evidentes, perturbando a qualidade de vida e desencadeando ou agravando problemas emocionais.
Existem também casos em que as lesões podem ser tão extensas, que precisam obrigatoriamente de cuidados médicos, pela sua gravidade.
Fonte: www.saudeparavoce.com.br
Acne é uma condição de pele que acontece quando as glândulas secretoras de óleo (sebáceas) da pele ficam inflamadas ou infectadas. Noventa por cento dos adolescentes adquirem acne.
Acne é causada por inflamação das glândulas sebáceas e da raiz dos pelos. Na adolescência os hormônios estimulam o crescimento dos pelos do corpo e as glândulas sebáceas passam a secretar mais. Os poros da pele podem entupir e então ocorre um crescimento exagerado de bactérias nestes poros entupidos. Quando o organismo consegue controlar a infecção formam-se as "espinhas" e os "cravos" nestas áreas.
Os sintomas de acne são: "Cravos" "Espinhas" Estas erupções podem ser dolorosas e em casos severos cistos sebáceos podem se desenvolver.
O tratamento tem como objetivo manter os poros limpos e desobstruídos, diminuindo a oleosidade e a sujeira dos poros reduzindo assim a inflamação.
Novas "espinhas" normalmente deixam de surgir após 4 a 6 semanas de tratamento mas normalmente você precisará continuar o tratamento por pelo menos 6 a 8 semanas.
Muitos fatores podem fazer com que a acne piore temporariamente. Por exemplo, as mulheres podem notar que a acne piora antes de cada período menstrual. Assim, até mesmo se você está recebendo o tratamento formal, resultados podem variar com o passar do tempo. Tente descobrir e mudar, quando possível, os fatores em seu ambiente ou estilo de vida que fazem a acne piorar.
Como eu posso levar ao cuidado de mim? Siga integralmente o tratamento prescrito por seu médico. Lave seu rosto duas vezes por dia com sabonete neutro. Troque suas toalhas diariamente (bactérias podem crescer em pano úmido). Tome um banho logo após terminar uma atividade física. Lave freqüentemente suas mãos e evite pôr seus dedos e mãos desnecessariamente no seu rosto. Não aperte, esprema, arranhe ou esfregue sua pele. Lave pelo menos duas vezes por semana os seus cabelos. Evite comidas com alto teor de gordura como chocolate, queijos, que batata frita e pipoca. Evite atividades na cozinha quando os alimentos estejam sendo fritos. Evite exposição ao sol exagerada. Faça exercícios físicos regularmente.
Fonte: www.hub.unb.br
A acne é uma doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. Devido a isso, as lesões começam a surgir na puberdade, época em que estes hormônios começam a ser produzidos pelo organismo, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos.
A doença não atinge apenas apenas adolescentes, podendo persistir na idade adulta e, até mesmo, surgir nesta fase, quadro mais frequente em mulheres.
As manifestações da doença (cravos e espinhas) ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
A doença manifesta-se principalmente na face e no tronco, áreas do corpo ricas em glândulas sebáceas. Os sintomas variam de pessoa para pessoa, sendo, na maioria da vezes de pequena e média intensidade.
Em alguns casos, o quadro pode tornar-se muito intenso, como a acne conglobata (lesões císticas grandes, inflamatórias, que se intercomunicam por sob a pele) e o acne queloideano (deixa cicatrizes queloideanas após o desaparecimento da inflamação).
O quadro clínico pode ser dividido em quatro estágios:




Sendo doença de duração prolongada e algumas vezes desfigurante, a acne deve ser tratada desde o começo, de modo a evitar as suas sequelas, que podem ser cicatrizes na pele ou distúrbios emocionais, devido à importante alteração na auto-estima de jovens acometidos pela acne.
O tratamento pode ser feito com medicações de uso local, visando a desobstrução dos folículos e o controle da proliferação bacteriana e da oleosidade. Podem ser usados também medicamentos via oral, dependendo da intensidade do quadro, geralmente antibióticos para controlar a infecção ou, no caso de pacientes do sexo feminino, terapia hormonal com medicações anti-androgênicas.
Em casos de acne muito grave (como a acne conglobata), ou resistente aos tratamentos convencionais, pode ser utilizada a isotretinoína (Roacutan), medicação que pode curar definitivamente a acne em cerca de seis a oito meses na grande maioria dos casos.

Apesar de não ter participação na causa da doença, a dieta pode ter influência no curso da acne em algumas pessoas. Alimentos como chocolates, gorduras animais, leite e derivados, crustáceos, condimentos fortes e amendoins devem ser evitados pelos pacientes que apresentem acne e percebam agravação dos sintomas após a ingestão destes alimentos.
O lado emocional dos pacientes não deve ser menosprezado. A desfiguração causada pela acne mexe com a auto-estima do adolescente, que passa a evitar o contato social com vergonha de suas lesões e das brincadeiras dos colegas. Quando necessário, deve ser fornecido suporte psicológico.
O tratamento da acne deve ser orientado por um médico dermatologista, que é o profissional capacitado para indicar os medicamentos ideais para cada caso. Não use remédios indicados por pessoas leigas ou que tenham um quadro semelhante ao seu. Eles podem não ser apropriados ao seu tipo de pele. A duração do tratamento é longa, geralmente nunca é menor do que seis meses, portanto, paciência. Esclareça suas dúvidas com o dermatologista que o acompanha, ele sempre poderá ajudá-lo.
É importante saber que algumas pessoas apresentam melhoras com certos medicamentos e outras não. Por isso, pode ser que seu médico precise trocar sua medicação caso o tratamento inicial não esteja surtindo efeito para o controle do seu quadro.
Fonte: www.dermatologia.net