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AFTAS

A afta é uma ferida que se manifesta nas mucosas da boca, especialmente na língua, nos lábios e bochechas, raramente nas gengivas ou no palato (céu da boca). As feridas podem aparecer isoladas ou em grupos (estomatite aftosa) e surgir em intervalos variáveis de tempo.

Em geral ela está ligada a distúrbios gastrointestinais, como diarréia e má digestão, mas podem surgir em decorrência de febre, durante o período menstrual, devido a traumatismos na mucosa da boca e em situações de stress.

Algumas pessoas têm maior predisposição ao problema e por isso supõe-se que a afta possa também ser de origem hereditária.

As aftas desaparecem em 7 a 10 dias, tempo de cicatrização completa da mucosa da boca.

Fonte: guiadoscuriosos.ig.com.br

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Ninguém pede, mas ela volta

O nome científico é Ulceração Aftosa Recorrente, mas todo mundo a conhece de outro modo: afta. É a enfermidade da mucosa bucal mais comum e se caracteriza por úlceras (feridas) branco-amareladas de contorno avermelhado. A afta é dolorosa, arde muito, e dura entre 10 e 14 dias, desaparecendo por conta própria e sem deixar saudade nem cicatriz. Mas o pior é que ela volta. E muitas vezes.

É mais comum entre os 20 e os 40 anos de idade

Embora a causa da afta seja desconhecida, existem fatores que podem favorecer o aparecimento das lesões. Estresse, frutas cítricas, alimentos condimentados ou gordurosos como maionese, carne de porco e chocolate, bem como a anestesia dentária e traumatismos da mucosa com a escova de dentes, podem ser citados como exemplos desses fatores.

Sem conhecer a causa, fica difícil combater a enfermidade. Os tratamentos, chamados de paliativos, apenas diminuem a dor e ajudam na cicatrização, sendo incapazes de impedir o surgimento de novas lesões. Corticosteróides tópicos e antibióticos, entre outros medicamentos, fazem parte das alternativas terapêuticas, mas o bicarbonato de sódio, que costuma ser usado como automedicação, é inócuo, a afta pode acometer indivíduos de qualquer faixa etária, mas é mais comum nas pessoas entre 20 e 40 anos de idade.

Não causa mau hálito e não é transmissível

A falta de informação também prejudica, pois as pessoas confundem a afta com outras lesões ulceradas da mucosa bucal.

O mau hálito não é um dos sintomas da afta, embora possa surgir se a pessoa não conseguir desenvolver higiene bucal adequada, devido à dor provocada pelas lesões.

O tipo mais grave pode provocar mais de cem lesões

A afta se divide em três tipos clínicos: menor, maior e herpetiforme. A menor é a mais comum e corresponde a 80% dos casos. As lesões se apresentam como úlceras de até um centímetro de diâmetro, ocorrem geralmente em número de uma a três, simultaneamente, e persistem por 10 a 14 dias. Depois, desaparecem sem deixar cicatriz.

Já a afta maior representa 10% dos casos e é uma forma mais severa da enfermidade. As lesões podem chegar a três centímetros de diâmetro, sendo únicas ou múltiplas, com bordas irregulares e mais profundas. Podem persistir por mais de seis semanas e são capazes de deixar cicatriz.

A afta herpetiforme também corresponde a 10% dos casos e, como o próprio nome indica, é representada por lesões semelhantes às do herpes intrabucal. O que diferencia ambas é o fato de a afta herpetirfome jamais ser precedida por bolhas e não atingir a região perioral (em volta da boca). São grupos de pequenas lesões ulceradas, rasas e dolorosas, disseminadas por toda a mucosa bucal. Cada uma mede cerca de dois a três milímetros de diâmetro, podendo ocorrer em grupos de cem ou mais lesões ao mesmo tempo.

Fonte: www.saudenarede.com.br

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Afta na mucosa do lábio inferior

A palavra afta é, em geral, usada para denominar qualquer ferida dolorosa da mucosa, em especial da oral. As aftas verdadeiras, no entanto, são consideradas uma ou múltiplas áreas de perda de substância, com ulceração, em locais onde não houve traumatismo prévio, de localização na mucosa oral, dolorosas, de aparição rápido, bem demarcadas, inicialmente necróticas e não precedidas por vesículas ou bolhas, e que tenham com padrão recorrente. O melhor termo para definir a entidade recidivante da mucosa oral de etiologia múltipla é estomatite aftosa recorrente.

Pelo conceito atual, outros processos que provocam úlceras na mucosa oral não devem ser denominados afta, como é o caso das úlceras por traumatismo, por alergia de contato, por medicamentos, e a da doença de Behçet, entre outras.

1. estomatite aftosa recorrente é muito comum: 10 a 30% da população

2. afeta qualquer idade

3. é ligeiramente mais freqüente no sexo feminino (57% : 52%). As mulheres, além de deterem a maior freqüência, quando apresentam a aftose recorrente, têm maior número de lesões do que os homens acometidos pela entidade

4. doença da classe média e alta, em especial de profissionais de bom nível cultural

5. pode ocorrer infecção bacteriana, o que retarda seu desaparecimento

Quanto ao tratamento da afta, drogas cauterizantes, anti-sépticos, antibióticos, agentes protetores da mucosa oral, anestésicos tópicos, vitaminas, entre outras, têm sido utilizadas. Algumas delas melhoram a dor por provocar destruição das terminações nervosas; entretanto, como produzem queimadura que leva a retardo na cicatrização, devem ser evitadas. Por isso nunca se deve prescrever agente cáustico, pois, apesar de aliviar a sintomatologia, retarda a involução da lesão.

Algumas medicações são estritas para os casos mais graves, para melhorar o surto.

Há algumas que apresentam efeitos colaterais. Para evitar recidivas, é primordial a suspensão de certos alimentos que podem provocar aftas. A prescrição é inicialmente mais voltada para a regressão da sintomatologia e depois para se evitar as repetições que, às vezes, são muito freqüentes.

O tratamento é sempre precedido de uma valiação clinico laboratorial completa do paciente, e a prescrição é muito individualizada, dependendo das alterações encontradas. Os problemas gástricos, infecciosos, hormonais, psicológicos e nutricionais, entre outros, devem ser corrigidos logo no início, às vezes sendo o suficiente para regredir o quadro oral. A relação médico/paciente é primordial, em especial para a detecção de problemas psicológicos, que podem exacerbar o quadro.

Se você é portador de aftas recorrentes, procure um especialista em Dermatologia Oral, ou um dermatologista geral na sua cidade, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ele é o médico que melhor pode determinar qual a conduta terapêutica para o seu caso, já que, hoje em dia, há vários tratamentos eficazes para a afecção.

Fonte: www.dermato.med.br

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