O HIV está presente na sangue, fluidos sexuais e leite materno de pessoas infectadas.
Por relações sexuais sem proteção com uma pessoa contaminada.
Pelo compartilhamento de agulhas e seringas com pessoas infectadas.
Pela transfusão de sangue infectado.
Pelo contato de fluidos contaminados com cortes ou feridas.
Na gravidez, no parto ou por meio do aleitamento materno, quando a mãe
é portadora do HIV.
O HIV também está presente na saliva das pessoas infectadas,
mas não em quantidade suficiente para transmissão.
Uma vez que os fluidos infectados tenham secado, o risco de transmissão é praticamente zero.
Evitar relações sexuais com pessoas que estejam ou possam estar infectadas pelo vírus e utilizar preservativos de látex são as principais formas de prevenção da Aids.
Os preservativos de látex são impermeáveis a partículas do tamanho do HIV. Se usada corretamente, a camisinha é altamente eficaz na redução do risco de contaminação. Entretanto, nenhum método é 100% seguro, com exceção da abstinência sexual.
O HIV não é transmitido por meio de:
Tosse, espirros ou pelo ar.
Copos e talheres compartilhados com pessoas infectadas.
Privadas.
Picadas de insetos e outros animais.
Piscinas.
Alimentos preparados por um portador do vírus.
Cerca de metade dos portadores do HIV sofre de sintomas parecidos com os
de uma gripe entre duas e quatro semanas depois da contaminação.
Entre eles, podem estar febre, fatiga, mancha nas peles, dor nas juntas, dor
de cabeça e inchaço dos gânglios.
O gráfico ao lado mostra a trajetória típica da infecção
causada pelo HIV. A contagem de CD4 equivale ao número dessas células
por milímetro cúbico de sangue. À medida que o vírus
progride, essa contagem se reduz e a vulnerabilidade do organismo aumenta.
Um sistema imunológico saudável tem de 600 a 1.200 células CD4 por milímetro cúbico de sangue. Considera-se que o paciente tem Aids quando esse número se torna inferior a 200.
A carga viral é o número de partículas do vírus por milímetro de sangue. Ela atinge seu auge no início da infecção, quando o vírus se replica rapidamente na corrente sangüínea.
Alguns portadores do HIV continuam saudáveis e sem sintomas do vírus por muitos anos e só depois desenvolvem a doença.
Outros, enquanto convivem com o vírus, sofrem de sintomas como perda de peso, febre e suores, infecções freqüentes, manchas na pele e perda de memória.
O teste mais comum detecta a presença de anticorpos para o combate ao HIV.
Os anticorpos só começam a ser produzidos passado o período entre seis e 12 semanas a contar da infecção.
Mesmo sem combater o vírus com eficácia, os anticorpos são um indicador confiável da presença do HIV.
Logo que infectado, o portador pode transmitir o vírus a outras pessoas, mesmo que sua presença só possa ser identificada semanas mais tarde.
Na medida em que o sistema imunológico se enfraquece e perde a capacidade de combater doenças, as infecções se tornam potencialmente fatais.
Os portadores do HIV são mais suscetíveis a doenças como tuberculose, malária, pneumonia e herpes.
Quanto maior a redução das células CD4, maior também é a vulnerabilidade do paciente.Os portadores do vírus também são mais vulneráveis a "infecções oportunistas", causadas por bactérias, fungos ou parasitas. Geralmente combatidos com sucesso por organismos saudáveis, eles podem causar a morte de pessoas com sistemas imunológicos debilitados.
A candidíase é uma infecção fungal que geralmente atinge a boca, garganta ou vagina. O vírus da herpes pode causar feridas tanto na boca quanto nos digitais.
As duas infecções, comuns entre a população em geral, ocorrem com maior freqüência entre os portadores de HIV, mesmo entre aqueles com a contagem de CD4 relativamente alta.
A candidíase causa feridas brancas, deixa a boca seca e provoca dificuldades para engolir. A herpes provoca bolhas dolorosas na área afetada.
A doença é a maior responsável pela morte de pacientes com Aids no mundo. Muitos países enfrentam uma dupla dose de epidemias: a da Aids e a da tuberculose.
Muitas pessoas são portadoras da bactérias causadora do tuberculose, mas apenas uma parcela desenvolve a doença. Entre os portadores do HIV, porém, o número de casos de tuberculose é 30 vezes maior.
A tuberculose ataca inicialmente os pulmões. Posteriormente pode atingir também os nódulos linfáticos e o cérebro.
Sintomas: tosse severa, muitas vezes com sangue, dor no peito, fatiga, perda de peso, febre e suores noturnos.
Os portadores do HIV enfrentam maior risco de desenvolver cânceres do sistema imunológico, conhecidos como Linfomas Não-Hodgkin. A doença pode atingir qualquer parte do corpo, incluindo o cérebro e a espinha, e provocar a morte no período de um ano.
O câncer pode surgir com qualquer contagem de CD4 e é geralmente tratado com quimioterapia.
Sintomas: inchaço dos nódulos linfáticos, febre, suores noturnos e perda de peso.
O Sarcoma de Kaposi é um tipo de câncer comum entre homens portadores do HIV. A doença causa manchas vermelhas ou roxas na pele. Também pode afetar a boca, os nódulos linfáticos, o aparelho gastro-intestinal e os pulmões. Com isso, pode se tornar fatal. O Sarcoma de Kaposi geralmente atinge pacientes com contagem de CD4 inferior a 250, mas tende a ser mais grave quando a contagem é menor.
Sintomas: lesões na pele, falta de ar (caso o pulmão seja atingido), sangramento (se o aparelho gastro-intestinal for afetado).
A pneumonia é historicamente uma das maiores causas de morte entre os portadores de HIV, mas agora já pode ser tratada e prevenida com medicamentos. A doença costuma atingir o pulmões. Também pode afetar os nódulos linfáticos, o baço, o fígado e a medula. Geralmente ocorre nos casos de contagem de CD4 inferior a 200.
Sintomas: febre, tosse seca e dificuldade em respirar.
Os pacientes com HIV são vulneráveis a duas infecções que muitas vezes afetam o cérebro. Uma delas é a toxoplasmose, provocada por um parasita encontrado em animais. A outra é causada pelo cryptococcus, uma bactéria encontrada no solo, que causa meningite e pode levar o paciente à coma e à morte. A incidência dos dois casos é mais comum quando a contagem de CD4 é inferior a cem.
Sintomas: dor de cabeça, febre, dificuldades de visão, náusea e vômito, fraqueza em um dos lados do corpo, dificuldade em respirar (toxoplasmose) e rigidez na nuca (meningite).
A MAC (Complexo Mycobacterium Avium, na sigla em inglês) é causada por uma bactéria encontrada na água, na poeira, no solo e em fezes de pássaros. Ela atinge o intestino. Pode também se alastrar pelo sangue e afetar outras partes do corpo. A doença costuma atingir pacientes com contagem de CD4 inferior a 75.
Sintomas: cólicas, náusea e vômito, febre, suores noturnos, perda de apetite e de peso, fadiga e diarréia.
A citomegalovirose é uma infecção viral da família da herpes. Nos portadores de HIV, costuma causar a morte das células da retina. Essa doença, conhecida como retinite, pode provocar cegueira rapidamente se não tratada. A citomelovirose também pode afetar outras partes do corpo. O quadro pode atingir pessoas com contagem de CD4 inferior a cem, mais é mais comum em números inferiores a 50.
Sintomas (retinite): visão embaçada e prejudicada por pontos negros que se movem e pontos cegos.
Desde o surgimento da Aids, o constante desenvolvimento de novas vem prolongando significativamente a vida dos portadores do HIV ao dificultar a multiplicação do vírus. Os medicamentos adiam o início da doença desacelerando o ritmo da redução das células CD4. Mas, ainda assim, são incapazes de curar a Aids.
Esses medicamentos impedem o vírus de se alojar e nas células CD4 ao aderir a proteínas que ficam do lado de fora do vírus. Até agora apenas uma droga da categoria, o Fuzeon, chegou ao mercado.
Impedem o vírus de fazer cópias de seus próprios genes. Para isso, criam versões defeituosas dos nucleosídeos, unidades básicas dos genes.
Também afetam o processo de replicação do HIV, ao aderir à enzima que controla o processo, conhecida como transcriptase reversa.
Essas drogas atingem outra enzima envolvida no processo de multiplicação do vírus, a protease.
Os medicamentos anti-retrovirais devem ser administrados de forma combinada. Geralmente pelo menos três drogas de duas categorias diferentes são utilizadas simultaneamente.
À medida que o HIV sofre mutações, algumas versões do vírus desenvolvem resistência a certos medicamentos.
Náusea, vômito, dor de cabeça, fatiga, manchas na pele, insônia, dormência em torno da boca, dor de estômago.
Fonte: saude.terra.com.br