
O profeta Habacuc encontra-se à direita do conjunto, em posição equivalente ao profeta Abdias.
Tem seu braço esquerdo levantado, contrapondo-se ao braço direito de Abdias.
Ambos emolduram o conjunto, complementados pelas linhas verticais das torres da igreja, ao fundo.
Habacuc é representado como uma figura esguia, jovem e com a barba curta, enrolada lateralmente, como em Jeremias, Ezequiel, Oséias e outros.
Este estilo de barba curta, formando dois rolos dispostos lateralmente, segue a moda bizantina da época, muito divulgada nas gravuras bíblicas que circulavam na Europa e admiradas por Aleijadinho.
Habacuc foi esculpido em dois blocos de pedra, unidos na altura da cintura.
Suas vestes são longas e mostram um habilidoso trabalho de entalhe nas dobras e superposição do manto.
Críticos e estudiosos não hesitam em admitir que o trabalho desta escultura foi inteiramente desenvolvido pelas mãos de Aleijadinho que, mesmo dilaceradas pela doença, continuavam geniais.
O trabalho de entalhe dos profetas foi a última obra do inigualável artista brasileiro, Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, exemplo de tenacidade e amor ao fazer artístico.
Fonte: www.moderna.com.br

Habacuc, o oitavo dos profetas menores, encerra a série dos profetas de Congonhas. Situa-se em posição equivalente à de Abdias, no ponto inferior do arco que une os muros dianteiro e lateral direito do adro.
Novamente se repete o padrão tipográfico anteriormente utilizado para Jeremias, Ezequiel, Oséias, Joel e Jonas. O vestuário de Habacuc é composto pela mesma sotaina envergada por Naum e Jonas, desta vez acrescida de uma gola cujas pontas são ornadas de borlas. O profeta traz na cabeça o mais complicado turbante de toda a série, no qual se encontra um plano superior dividido em quatro gomos arredondados, com uma cobertura arrematada por uma borla pendente. A estátua recebeu de Aleijadinho cuidados especiais tanto por sua localização, quanto por sua execução, onde é mínima a interferência do "atelier".
Fonte: www.degeo.ufop.br