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ALGAS

As algas podem ser UNICELULARES (uma única célula) ou MULTICELULARES (seu corpo é chamado de TALO). As células são todas EUCARIONTES.

As células, em sua maioria apresentam PAREDE CELULAR (contendo CELULOSE) e CLOROPLASTOS (contém diversos pigmentos, sendo o principal a CLOROFILA. Deste modo, esse tipo de pigmento é essencial à FOTOSSÍNTESE (mais de 50% do oxigênio atmosférico é produzido por algas unicelulares), apresentando por isso nutrição AUTOTRÓFICA.

Reprodução

Assexuada - ocorre por

Divisão Binária: um único ser divide-se formando dois novos indivíduos.

Ex: Euglenas

Fragmentação: fragmentos isolados crescem por mitose, constituindo um talo completo. Típico de algas filamentosas.

Zoosporia: os zoósporos são células flageladas que nadam até atingir locais favoráveis ao seu desenvolvimento, onde se fixam e originam novos talos.


Ex: alga verde do gênero Ulothrix

Sexuada - ocorre por:

Fusão celular em algas unicelulares:


Ex: alga verde do gênero Chlamydomonas

Conjugação de algas filamentosas


Ex: alga verde do Gênero Spirogyra

Alternância de Gerações: apresenta-se na maioria das algas multicelulares.


Ex: Alga verde talosa do gênero Ulva

Taxonomia

As algas são divididas em 6 FILOS, são eles:

CHLOROPHYTA (algas verdes)

PHAEOPHYTA (algas pardas)

RHODOPHYTA (algas vermelhas)

DINOPHYTA (dinoflagelados) - principal constituinte do FITOPLÂNCTON [fotossintetizante]

BACILLARIOPHYTA (diatomáceas) - principal constituinte do FITOPLÂNCTON [fotossintetizante]

EUGLENOPHITA (euglenóides)


Clorofita - Zignema sp.


Feofita - Codium sp.


Rodofita - Porphyra sp.


Dinofita - Ceratium sp.


Bacilariofita (Diatomáceas)


Euglenofita - Euglena sp.

ALGAS UNICELULARES DÃO PISTAS DE TERRENOS COM PETRÓLEO

Geólogos utilizarão dados para decidir onde cavar

Poseidon morreria de inveja se descobrisse que quem realmente manda nos oceanos, segundo a ciência, são algas unicelulares. As chamadas diatomáceas são também responsáveis por quase metade da fotossíntese nos mares. Mas nem sempre foi assim: seu reinado começou há somente 90 milhões de anos, revela estudo hoje na revista científica americana "Science" o que pode facilitar a exploração da riqueza fóssil daqueles tempos, o petróleo.
Não é surpresa que, em se tratando de ajudar na procura de novos campos de petróleo, entre os autores estejam dois pesquisadores do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo M. de Mello (Cenpes), da Petrobras.

Novos métodos

Procurado para falar do trabalho, o autor e gerente de geoquímica da empresa, Luiz Trindade, não estava disponível para entrevistas. Foi tentado também contato com a autora brasileira Silvana Barbanti, igualmente do Cenpes, mas ela não foi encontrada.
A pesquisa usou um método diferente dos utilizados até hoje para datar diatomáceas. "Mostramos, pela primeira vez, que se pode fazer essa datação com precisão", diz o professor do departamento de ciências geológicas e ambientais da Universidade de Stanford J. Michael Modowan.

Fósseis moleculares

A idéia dos autores foi usar fósseis moleculares, ou seja, moléculas orgânicas que conseguem sobreviver durante milhões de anos. As duas outras formas de datação disponíveis tinham problemas de confiabilidade.
A primeira, análise dos fósseis das diatomáceas, sofre com a falta de espécimes para exame e a má conservação de seus vestígios. A segunda, datação mediante seqüências de DNA do ribossomo (fábrica de proteínas na célula), precisa ser calibrada pelos fósseis, que são porém incompletos.
Saber quando as diatomáceas mais antigas se tornaram rainhas dos mares vai ajudar os geólogos na busca de novos campos de petróleo -embora não se saiba por que elas chegaram a tanto. "Elas desenvolveram um tipo de composto, que foi exatamente o que procuramos para fazer nosso estudo. Talvez essa química seja a responsável por sua ascensão nos mares.", diz Modowan.
Uma hipótese levantada no artigo é que a ascensão das diatomáceas ocorreu devido à reorganização dos nutrientes no oceano, que, por sua vez, foi causada pela movimentação das placas tectônicas da Terra.

Marcador preciso

O estudo, que analisou mais de 120 espécies marinhas de diatomáceas, descobriu que somente uma das algas mais antigas tem o tal composto químico em seu corpo, o que faz delas um marcador preciso do tempo geológico de uma rocha. "Saber a época de uma rocha, para os geólogos, torna certas áreas mais interessantes do que outras para procurar petróleo", afirma Modowan.
Fonte: www.lssa.com.br
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