PortalSaoFrancisco.com.br

Contra-Indicações

Reposição de testosterona, tratamento com GnRH pulsátil e tratamento com gonadotropinas estão contra-indicados em homens com câncer de próstata ou câncer de mama masculino. O tratamento com estas medicações pode estimular o crescimento do tumor em neoplasias dependentes de andrógenos. É necessário exame cuidadoso da mama masculina e da próstata inicialmente e nas consultas de controle. Além do exame da próstata, devem ser determinados os níveis basais e de controle do PSA em homens de mais idade com aumento de risco para câncer de próstata. Apnéia do sono e estados de hiperviscosidade são contra-indicações relativas ao uso de tratamento com testosterona.

Tratamento com Testosterona em Pacientes Adultos do Sexo Masculino com Hipogonadismo

Idealmente, o tratamento com testosterona deve fornecer testosterona na faixa fisiológica (entre 300 e 1200 ng/dl) e níveis fisiológicos de diidrotestosterona e estradiol, o que permitiria a virilização ótima e função sexual normal. Usa-se o tratamento com testosterona no paciente masculino com hipogonadismo que não esteja interessado em fertilidade ou que não seja capaz de obter fertilidade. Em pacientes no final da adolescência e com atraso da puberdade, o tamanho testicular deve ser monitorizado quanto a evidências de início da puberdade. Nesta situação, o tratamento com testosterona deve ser suspenso para determinação se ocorrerá puberdade espontânea.

Podem ser usadas as seguintes preparações de testosterona:

Preparações intramusculares de ação prolongada
Preparações intramusculares de ação curta
Pellets
Patches escrotais
Patches transdérmicos

A testosterona administrada por via oral é rapidamente metabolizada pelo fígado e não pode atingir níveis sangüíneos suficientes com o passar do tempo para ser úteis. As preparações com andrógeno alquilado administradas por via oral atualmente disponíveis nos Estados Unidos em geral não são recomendadas devido aos poucos efeitos androgênicos, alterações adversas dos lípides e efeitos colaterais hepáticos, como cistos hepáticos hemorrágicos, colestase e adenoma hepatocelular. Na Europa, o undecanoato de testosterona pode ser alternativa oral mais aceitável, mas níveis erráticos de testosterona, doses freqüentes, altos níveis de diidrotestosterona e efeitos colaterais gastrointestinais ocasionais podem limitar a utilidade desta preparação, caso venha a ficar disponível nos Estados Unidos. Pellets de testosterona são usados algumas vezes e maior estudo pode provar que são adequados para muitos homens. Para pacientes com hipogonadismo hipogonadotrópico que desejem ser férteis, as opções são hCG com ou sem gonadotropina da menopausa humana (FSH) ou tratamento pulsátil com GnRH e hCG com ou sem reprodução assistida.

Preparações Parenterais de Testosterona

O enantato de testosterona e o cipionato de testosterona são ésteres de testosterona de ação prolongada suspensos em óleo para prolongar a absorção. Ocorrem níveis de pico cerca de 72 horas depois da injeção intramuscular e são seguidos por lento declínio durante 1 a 2 semanas a seguir.

Para reposição completa de andrógenos, o esquema deve ficar entre 75 e 150 mg de enantato ou cipionato de testosterona administrados por via intramuscular a cada 7 a 10 dias, o que permitirá níveis relativamente normais de testosterona em todo o intervalo de tempo entre as injeções. São mais convenientes intervalos de tempo mais longos, mas associam-se a maiores flutuações dos níveis de testosterona. Doses mais altas de testosterona produzem efeitos colaterais a um prazo mais longo à custa de níveis de pico mais altos e oscilações mais amplas entre os níveis máximo e mínimo de testosterona circulante; o resultado são sintomas flutuantes em muitos pacientes.

O uso de 100 a 200 mg a cada 2 semanas é compromisso razoável. O uso de injeções de 300 mg a cada 3 semanas associa-se a flutuações mais amplas dos níveis de testosterona e em geral é inadequado para assegurar uma resposta clínica consistente. Com o uso destes esquemas com intervalos mais longos, muitos homens terão sintomas pronunciados durante a semana precedente à injeção seguinte. Em tais casos, deve ser tentada uma dose menor a intervalos mais próximos. Como guia, os níveis de testosterona devem estar acima do limite inferior da normalidade, na faixa de 250 a 300 ng/dl, imediatamente antes da injeção seguinte. Quando não é necessária reposição completa de andrógeno, são usadas doses mais baixas de testosterona. Uma categoria assim inclui pacientes adultos com início do hipogonadismo antes da puberdade e que estejam atravessando a puberdade pela primeira vez com o tratamento e que muitas vezes podem requerer aconselhamento psicológico, especialmente quando estiver envolvido cônjuge também. Nestes pacientes, o tratamento com testosterona deve ser começado com 50 a 100 mg a cada 3 a 4 semanas, com aumento gradual durante meses subseqüentes, conforme tolerado, até a reposição total em 1 ano. Homens com hipertrofia prostática benigna que tenham hipogonadismo e sintomas podem receber 50 a 100 mg a cada 2 semanas como esquema inicial e mantidos nesta dosagem com monitorização cuidadosa de sintomas urinários e exames da próstata; o tratamento pode ser suspenso, se necessário. Atingir a virilização total no paciente com hipogonadismo pode levar até 3 a 4 anos. Os intervalos para controle devem ficaram entre 4 e 6 meses para monitorizar o progresso, a fidelidade da revisão e determinar se estão presentes complicações ou problemas de ajuste psicológico. Muitas vezes, o pacientes pode aprender a administrar suas próprias injeções. Cônjuge ou outra pessoa próxima também pode ser orientada nesta técnica.

Sistema de Oferta Transdérmica de Testosterona: Pele Normal

Um patch de testosterona com intensificação da permeabilidade permite oferta de testosterona através da pele normal. A aplicação noturna diária em geral resulta em níveis de testosterona na faixa da normalidade, os quais simulam as alterações diuturnas normais da testosterona em homens normais. Ao contrário da situação com uso do patch escrotal, os níveis de diidrotestosterona permanecem na faixa da normalidade. Os níveis de estradiol e de testosterona biodisponível também permanecem dentro da faixa de normalidade. Irritação da pele pode ser um problema em alguns pacientes. O tratamento consiste em dois patches aplicados à pele normal. Como com os patches escrotais, o tratamento é mais caro que as injeções, mas a conveniência do uso, a manutenção dos níveis diurturnos normais da testosterona e a eliminação de vindas ao escritório para as injeções podem tornar esta forma de tratamento útil em muitos pacientes.

Sistema de Oferta de Testosterona por Patch Escrotal

Patches escrotais de testosterona estão disponíveis em tamanhos de 40 e 60 cm2, que liberam, respectivamente, 4 e 6 mg de testosterona diariamente. O patch é aplicado à pele escrotal depois de preparação do escroto com depilação a seco. O patch não é adesivo e aplica-se um novo patch a cada manhã. Os níveis de testosterona simulam o ritmo diuturno presente nos homens normais. Os níveis de testosterona em geral são mantidos na faixa normal e bem tolerados. Devem ser avaliados pela manhã antes da aplicação para assegurar que esteja acima do limite inferior da normalidade no ponto mínimo. Se o escroto for pequeno ou a superfície da pele for anormal, a absorção poderá ser limitada. Como a pele genital contém altas concentrações de 5a-redutase, os níveis de diidrotestosterona nos pacientes tratados aumentam inicialmente, mas podem retornar ao normal em alguns homens. Na maioria dos homens tratados com o patch escrotal, contudo, estes níveis permanecem mais altos que o normal. A relação HDL:colesterol nos pacientes tratados não muda significativamente de antes para depois do tratamento. Os efeitos potenciais a longo prazo do aumento dos níveis de diidrotestosterona são desconhecidos neste momento e se recomenda cuidadosa monitorização do crescimento da próstata. Mais pesquisas podem esclarecer quaisquer efeitos adversos possíveis de tais níveis aumentados que ocorrem em homens que recebem este tipo de tratamento. O custo de usar o patch escrotal é maior que para as injeções de testosterona, mas a conveniência do uso pode tornar esta opção terapêutica aceitável para muitos pacientes.

Fonte: www.uronews.org.br