Pode ocorrer criptorquidia uni ou bilateral. A incidência desta afecção é de 3 a 4% ao nascimento, porém a maioria dos testículos finalmente desce. Desta forma, a incidência com 1 ano é de cerca de 0,8%. Como a descida normal dos testículos requer função normal da hipófise e níveis normais de diidrotestosterona, a incidência de criptorquidia aumenta em pacientes com a síndrome de Kallmann. Problemas associados à conduta na criptorquidia incluem distinguir entre criptorquidia e testículos retráteis e recomendar tratamento clínico usando hCG ou tratamento cirúrgico numa criança. Em geral, o objetivo é trazer o testículo que não desceu ao escroto antes de 1 a 2 anos de idade - para diminuir o risco de lesões malignas gonadais associadas a testículos abdominais e melhorar o potencial de fertilidade. Em meninos antes da puberdade, o tratamento com hCG em geral deve ser usado inicialmente por 4 semanas para determinar se ocorre a descida antes de se considerar a intervenção cirúrgica. A discussão destes problemas está além do interesse destas diretrizes; deve ser pedida consulta apropriada com especialista.
(Anorquidia Congênita ou Castração Funcional Pré-Púbere)
A manifestação inicial da síndrome dos testículos desaparecidos é a imaturidade
sexual em paciente do sexo masculino. A causa é obscura, mas a síndrome pode
ser devida a torção testicular durante a vida fetal depois de exposição suficiente
à testosterona para produzir masculinização do trato reprodutivo. Testículos
impalpáveis sugerem a possibilidade de criptorquidia. Os níveis de FSH e LH
estão aumentados e os de testosterona estão baixos. Se os níveis de LH tiverem
apenas aumento mínimo, deverá ser feito o teste de estimulação da gônada com
hCG. Com a síndrome dos testículos desaparecidos, não seria demonstrada resposta.
Uma resposta à estimulação com hCG levantaria a possibilidade de testículos
intra-abdominais, o que precisaria de maior avaliação devido à possibilidade
de transformação maligna. Nesta situação, recomenda-se uma RM para avaliar
a possibilidade de um gônada disgenética intra-abdominal retida porque isto
se associaria a aumento do risco de uma lesão maligna e necessitaria de remoção.
A sobrecarga de ferro pode levar à insuficiência gonadal primária ou, algumas vezes, à disfunção hipotálamo-hipofisária que resulte em insuficiência gonadal secundária. O diagnóstico é feito na situação de achados associados de hemocromatose juntamente com aumento do nível de ferritina e em geral é confirmado com biópsia hepática ou da medula óssea.
O paciente pode ter história de lesão traumática direta. Torção testicular algumas vezes se associa à anormalidade "badalo de sino", na qual os testículos se situam horizontalmente devido ao fechamento incompleto dos tecidos em torno.
Em pacientes com caxumba após a puberdade, existe um risco de 25% de orquite. Mais de 50% daqueles com orquite serão inférteis. Estão presentes aumento das concentrações de FSH e oligospermia ou azoospermia. A orquite por caxumba pode evoluir para a produção baixa de testosterona e altos níveis de LH em alguns homens.
Com irradiação ou quimioterapia, pode ocorrer exposição testicular pelo tratamento de outra doença ou inadvertidamente. Observam-se um potencial dose-dependente de recuperação e disfunção variável das células de Leydig. É possível colocar os espermatozóides em banco antes do tratamento, se for desejada "fertilidade" no futuro e as contagens de espermatozóides forem normais.
Distúrbios associados a anticorpos anti-células de Leydig ou afecções associadas a anticorpos antiespermatozóides são síndromes auto-imunes relacionadas a hipogonadismo. Estas síndromes são mal caracterizadas e são necessárias mais pesquisas para determinar os critérios diagnósticos e possíveis opções de tratamento.
A ausência de células germinativas em pacientes com testículos pequenos, altos níveis de FSH, azoospermia e níveis normais de testosterona devem sugerir a presença da síndrome das células de Sertoli somente. O diagnóstico pode ser feito somente por biópsia testicular. A causa atualmente é desconhecida.
Fonte: www.uronews.org.br

Os testículos são formados dentro do abdome. Na maioria dos meninos eles descem até a bolsa escrotal até o nascimento. Mesmo após o nascimento alguns testículos que não desceram completamente até sua posição normal na bolsa escrotal, o farão até os 4 meses de idade. Se um testículo não está na bolsa escrotal até que o menino complete 6 meses de idade, é pouco provável que ele desça espontaneamente. Esse testículo é chamando não-descido ou criptorquídico. Já o Testículo retrátil desce normalmente para a bolsa escrotal, mas devido a uma hipertrofia e hiperexcitabilidade do músculo da bolsa escrotal, mantém-se em grande parte do tempo em uma posição alta. É uma situação benigna e transitória, que na grande parte das vezes não requer tratamento. Um testículo criptorquídico requer cirurgia, denominada "orquidopexia", para colocá-lo na bolsa escrotal.
Existem várias razões para se colocar um testículo não-descido na bolsa escrotal.
A temperatura na bolsa escrotal é menor que dentro do abdome. Para a produção de espermatozóides no testículo é necessário que este permaneça no ambiente de menor temperatura corpórea existente na bolsa escrotal. Trazendo esse testículo para a bolsa escrotal na infância, aumenta-se a qualidade da produção do sêmen e a fertilidade ao longo da vida.
Testículos criptorquídicos têm um aumento de chance de desenvolverem câncer mais tarde. Não está claro se a colocação do testículo na bolsa escrotal logo na infância diminua as chances do câncer. No entanto a presença do testículo na bolsa escrotal permite o auto-exame do testículo e a detecção precoce do câncer de testículo.
O saco herniário é quase sempre associado com um testículo criptorquídico. Durante a operação para trazer o testículo para a bolsa escrotal, a hérnia é rotineiramente identificada e tratada.
Um testículo que permanece no abdome tem uma chance maior de sofrer uma torção com prejuízo de seu suprimento sanguíneo, resultando em um quadro de abdome agudo semelhante a apendicite.
A permanência do testículo na bolsa escrotal faz com que a genitália tenha uma aparência normal.
Já que alguns testículos não-descidos até ao nascimento o farão posteriormente, é melhor esperar até que o menino tenha 6 meses de idade. Após essa idade se o testículo não é palpado fora do abdome ou está muito alto, é improvável que venha a descer.
Em muitos casos as crianças voltam para casa no mesmo dia em que a cirurgia é realizada. Uma pequena incisão é feita na virilha. Em muitos meninos quando o testículo não pode ser palpado fora do abdome, a laparoscopia pode ser utilizada. A laparoscopia consiste em passar-se uma pequena câmera com luz até o interior da cavidade abdominal por uma pequena incisão no abdome e eventualmente outras pinças especiais, para a localização do testículo criptorquídico. Se o mesmo é encontrado (alguns testículos estão ausentes), a laparoscopia é utilizada para trazer o testículo até a bolsa escrotal.
Infecção ou sangramento podem ocorrer em qualquer operação. Lesão dos vasos sangüíneos do testículo ou ducto deferente (ducto que transporta espermatozóides) pode ocorrer quando realiza-se a orquidopexia. Essas estruturas são delicadas e a prevenção da lesão requer delicadeza e precisão enquanto está sendo realizada a cirurgia. Raramente, existem testículos que não chegam até a bolsa escrotal após a primeira cirurgia e requerem uma segunda cirurgia, cerca de um ano após a primeira, para posicioná-los na bolsa escrotal.
Fonte: www.cirurgiaendocrina.com.br
Nos últimos meses da vida intra-uterina, os testículos formados no interior do abdômen devem migrar para a bolsa escrotal, seguindo um caminho que passa pelo canal inguinal. A criptorquidia ocorre quando um deles ou os dois ficam parados em algum ponto desse caminho por causa de hérnias ou anomalias na conformação do abdômen inferior. Essa alteração do percurso tem importância porque, para viabilizar a produção de espermatozóides, os testículos precisam estar 1°C, 1,5°C abaixo da temperatura corpórea.
Assim que a criança nasce, é importante verificar se existe ou não criptorquidia. Se os testículos não estiverem situados na bolsa escrotal, a conduta é observar como evolui o caso durante um ano, um ano e meio, porque eles podem migrar naturalmente. Caso contrário, o menino deve corrigir a anomalia precocemente para preservar a função germinativa.
É importante distinguir criptorquidia do testículo retrátil. Este é levado à bolsa escrotal com facilidade, mas volta e aloja-se na região proximal da raiz da bolsa. Essa capacidade migratória é provocada pela hipertrofia ou funcionamento exacerbado do músculo cremaster e não requer nenhuma intervenção. Os estímulos hormonais que se manifestam a partir dos sete, oito anos, farão que os testículos se fixem espontaneamente dentro da bolsa.
A retenção dos testículos dentro da cavidade abdominal é causa importante da esterilidade masculina e favorece o desenvolvimento de neoplasias. Por isso, se houver dificuldade em levar o testículo até a bolsa, quando o tratamento ocorre numa fase tardia, o melhor é retirá-los para evitar problemas mais graves.
O uso da gonadotrofina coriônica (hCG) provoca o amadurecimento transitório e mais rápido do testículo, auxiliando a fase final da migração. Na maior parte dos casos, porém, sobretudo quando o problema é unilateral, a melhor opção de tratamento é a cirurgia para liberar o testículo das aderências que se formaram dentro do abdômen a fim de permitir que o cordão espermático o conduza para a bolsa escrotal.
- É importante palpar os testículos das crianças para assegurar que ambos se encontram na bolsa escrotal;
- Não deixe para mais tarde a realização da cirurgia se a criptorquidia foi diagnosticada em seu filho.
Fonte: drauziovarella.ig.com.br
A Criptorquidia caracteriza-se pelo fato de um testículo não ter descido até o escroto. Bem cedo na gravidez, os testículos começam a se desenvolver dentro do abdome, influenciado por vários hormônios. Por volta da 32ª e 36ª semanas de gestação, os testículos começam a descer em direção ao escroto, através de um "buraco" na musculatura chamado de anel inguinal. Em 30 por cento das crianças do sexo masculino prematuras e em aproximadamente três por cento daquelas que vão até o final da gravidez, um ou ambos testículos não completam sua descida até a hora do nascimento. A maioria deles descerá espontaneamente durante os primeiros três a seis meses de vida. Antes de seis meses de idade, menos que 1 por cento dos bebês têm ainda o problema. Pode ser afetado tanto um quanto ambos os testículos.
Um testículo não descido aumenta o risco de infertilidade, câncer testicular, hérnias e torção testicular. Um escroto vazio também pode causar ansiedade significativa à medida que o menino cresce. Por estas razões, o tratamento precoce é muito importante.
Alguns meninos têm a descida do testículo normal ao nascimento, mas, por volta dos 4 e 10 anos de idade, o testículo pode voltar ao abdome. Esta condição é chamada de Criptorquidia Adquirida. Acredita-se que isto aconteça quando, por razões ainda desconhecidas, o cordão espermático, preso ao testículo, não acompanha o ritmo de crescimento da criança.
Uma condição menos séria, chamada "testículo retrátil", às vezes é confundida com a criptorquidia adquirida. Nesta condição, um testículo que desceu completamente ao escroto, em alguma situação se retrai em direção ao abdome.
A retração é causada por um reflexo do músculo cremáster (que reveste o cordão espermático) que puxa o testículo do escroto ao abdome. Meninos que estão ansiosos durante um exame dos testículos podem ter este reflexo exagerado. Um testículo retrátil não aumenta o risco de infertilidade ou câncer testicular porque o testículo sempre volta ao escroto.
Existe normalmente só um sinal de que um menino tem criptorquidia. O escroto parece pouco desenvolvido no lado afetado. Em casos raros, pode ocorrer uma torção do testículo criptorquídico (torção testicular), causando dor intensa na virilha. Se isto acontecer, procure ajuda médica imediatamente.
Ao exame físico, um ou ambos testículos estarão ausentes no escroto. Na maioria de casos, o médico pode sentir o testículo na parte acima do escroto. Se o médico não pode encontrar ou sentir o testículo, sua localização precisa ser determinada por uma laparoscopia diagnóstica, feita por um especialista. Neste procedimento, uma câmera de vídeo especialmente projetada é inserida por uma incisão pequena no umbigo, para olhar diretamente sobre a parte interna do abdome.
Outro recurso utilizado é o Ultra-som, que indiretamente determina a localização do testículo criptorquídico.
Não há nenhuma forma de se prevenir esta condição porque a causa exata não é totalmente conhecida.
Um testículo não descido, normalmente é tratado entre os 6 meses e 2 anos de idade. A maioria dos casos pode ser corrigido com um procedimento cirúrgico chamado orquipexia no qual o cirurgião conduz o testículo ao escroto por sua abertura natural do abdome (anel inguinal) e então fixa-o com pontos em seu lugar original. Ocasionalmente, uma cirurgia mais extensa é necessária.
Injeções de hormônios foram usadas na Europa para estimular a descida testicular, mas este tratamento é menos freqüentemente utilizado nos Estados Unidos.
Se o testículo está ausente ou não pode ser movido ao escroto, próteses de testículos (implantes artificiais) estão disponíveis no mercado.
Consulte um urologista para um exame completo se um ou ambos testículos não podem ser sentidos dentro do escroto. Procure ajuda médica imediatamente se você sente dor forte na virilha.
O prognóstico é melhor se a condição é reconhecida e corrigida antes dos 2 anos de idade.
A Orquipexia reduz o risco de infertilidade porque a produção de esperma normal requer a temperatura mais baixa, encontrada no escroto por suas características anatômicas, e não em outras áreas do corpo. Depois do tratamento, 50 a 65 por cento dos homens com dois testículos que não desceram são férteis, e 85 por cento com um único testículo não descidos, são férteis.
Embora a orquipexia não reduza o risco de câncer testicular, ela aumenta a probabilidade de descoberta precoce.
Fonte: www.policlin.com.br
Criptorquidia é a condição médica na qual não houve uma descida correcta do testículo da cavidade abdominal (onde se desenvolve na vida intrauterina) para o escroto.
Testículo ectópico; Monorquidia
O criptorquidismo é muito comum em bébés prematuros e afecta 3 a 4% dos bébés de termo. Aproximadamente 65% dos testículos descem por volta dos nove meses de gestação. Quando o testículo é palpável na bolsa escrotal considera-se que desceu, ainda que possa estar retráctil posteriormente.
O testículo retráctil ocupa o escroto, mas ocasionalmente (e temporariamente) retorna ao canal inguinal, por acção da força do reflexo muscular (reflexo cremastérico) que retrai os testículos antes da puberdade. Esta condição não requer nenhum tratamento pois normalmente corrige, de modo espontâneo, antes de adolescência, sendo considerada uma variante normal. O testículo que não desce até ao primeiro ano de idade deve ser avaliado com cuidado, sendo nesta idade aconselhada uma cirurgia definitiva para reduzir a probabilidade de lesão testícular permanente.
Os testículos que não descem de forma natural ao escroto são considerados anormais para o resto da vida do paciente e têm maior probabilidade de desenvolver cancro ainda que levados ao escroto. Esse acto permite maximizar a produção de esperma e a fertilidade bem como permite um exame preciso do testículo, permitindo detectar a formação de um cancro precocemente.
Não há sintomas, apenas o testículo náo é detectado na bolsa escrotal
Geralmente o testículo desce ao escroto no primeiro ano de vida sem ser necessária intervenção. Depois do primeiro ano de vida pode tentar-se a admninistração de injecções hormonais (B-HCG ou testosterona) ou um cirurgia correctiva - orquiopexia (método definitivo e de eleição, pelas razões acima descritas)
A maioria dos casos resolve espontaneamente sem tratamento. A correção cirúrgica tem geralmento êxito. Cerca de 5% dos pacientes não apresenta testículo no momento da operação, situação denominada de testículo ausente ou testículo desaparecido.
Se um ou ambos os testículos não descerem o homem pode ser estéril mais tarde (caso a condição não seja corrigida). Os homens com criptorquidismo, ainda que corrigido, correm um maior risco de desenvolver cancro testicular.
Fonte: pt.wikipedia.org