PortalSaoFrancisco.com.br

Resumo de Andropausa

Os principais objetivos da avaliação inicial são distinguir insuficiência gonadal primária (hipogonadismo hipergonadotrópico apresentando baixa testosterona e aumento dos níveis de FSH e LH) dos distúrbios hipotálamo-hipofisários (hipogonadismo hipogonadotrópico apresentando baixa testosterona e níveis no limite inferior da normalidade de FSH e LH) e fazer um diagnóstico específico. As manifestações clínicas iniciais podem variar, dependendo de o início do distúrbio ter sido antes ou depois da puberdade. Homens com distúrbio hipogonadotrópicos podem obter fertilidade com estimulação gonadal. Homens com distúrbios hipergonadotrópicos são tratados com testosterona para obter virilização e geralmente, porém não invariavelmente, são incapazes de atingir a fertilidade.

História e Exame Físico

História de problemas médicos importantes, uso de medicamentos, exposições tóxicas, problemas de fertilidade e os marcos do desenvolvimento devem ser especialmente registrados. Baixa libido, impotência e disfunção sexual são problemas de apresentação importantes e precisam ser inquiridos especificamente porque a maioria dos homens não buscará atendimento médico para estes sintomas unicamente.

O grau de desenvolvimento na puberdade, proporções eunucóides, anosmia, ginecomastia, crescimento e distribuição anormais dos pêlos, genitália anormal, presença de varicocele e tamanho e consistência dos testículos, em particular, são achados físicos importantes para diagnóstico diferencial.

Avaliação Laboratorial e Subsidiária

Exames laboratoriais se dirigem a determinar se o paciente tem anormalidades dos hormônios reprodutivos e se as anormalidades são indicativas de doença testicular ou hipotálamo-hipofisária. Os exames laboratoriais iniciais devem incluir pool de três amostras matinais de testosterona, níveis de prolactina, FHS e LH. É necessário espermograma, se houver questão quanto ao potencial de fertilidade.

Se os níveis de testosterona estiverem no limite inferior da normalidade e os sintomas e sinais indicarem hipogonadismo, o estudo da testosterona deverá ser repetido e deverá ser determinado o nível de SHBG ou de testosterona livre para ajudar a diagnosticar um estado hipogonadal porque os níveis de testosterona total podem ser normais na situação de hipogonadismo se os níveis de SHBG estiverem aumentados.

Para o diagnóstico de hipogonadismo hipergonadotrópico, o FSH é especialmente importante porque o FSH tem meia-vida mais longa, é mais sensível e demonstra menos variabilidade que o LH. Pools de amostras de LH (preferivelmente três) podem ajudar a reduzir problemas com a variabilidade de LH associada a uma meia-vida curta e secreção pulsátil.

Testes dinâmicos do eixo hipotálamo-hipofisário devem ser feitos por um endocrinologista e se reservam a pacientes nos quais os resultados dos testes diagnósticos basais sejam equívocos.

No hipogonadismo hipogonadotrópico adquirido, deve ser feito um estudo do nível de prolactina e obtidas imagens da hipófise para pesquisar no paciente possível distúrbio hipotálamo-hipofisário, como tumor da hipófise. Também estão indicados exames dos eixos da tireóide, da supra-renal e do hormônio do crescimento.

A análise cromossômica deve ser considerada em homens com hipogonadismo hipergonadotrópico de início antes da puberdade para pesquisar síndrome de Klinefelter e distúrbios relacionados.

Deve ser feita densitometria óssea em homens com distúrbios hipogonadais crônicos não tratados para auxiliar numa tomada de decisão sobre opções de tratamento para prevenir osteoporose.

Deve ser feita ultra-sonografia testicular em pacientes com achados clínicos sugestivos de massa escrotal ou testicular.

Na pesquisa de achados anormais no sêmen, a biópsia testicular deve ficar reservada para pacientes com resultados normais dos estudos hormonais e azoospermia para pesquisar obstrução ou ausência congênita dos vasos deferentes e possível correção cirúrgica ou possível uso de fertilização in vitro com injeção intracitoplasmática de espermatozóide.

Diagnóstico e Tratamento

Está apresentado na Tabela 1 um resumo global dos achados clínicos e laboratoriais, diagnósticos em potencial e investigação ou estratégias de tratamento recomendadas nos pacientes adultos com hipogonadismo.

Fonte: www.urocentro.com.br