
Corte longitudinal de pâncreas exibindo extensa área de necrose enzimática (NE). Observe o tecido amarelado decorrente da lise de adipócitos.

Corpo apoptótico em carcinoma em língua. Observe a intensa eosinofilia do citoplasma e a ausência de núcleo. Às vezes, a estrutura nuclear pode estar visível, mas com volume diminuído. A apoptose em neoplasias malignas indica provavelmente uma desrregulação do sistema de proliferação celular, pois, normalmente corpos apoptóticos não são facilmente visíveis à microscopia.

Necrose por coagulação em infarto isquêmico em baço. Os contornos celulares ainda são visíveis (setas), mas, com o correr do tempo, podem desaparecer. Observe a perda de visibilidade dos núcleos celulares e a intensa eosinofilia, decorrente da diminuição do pH, comum nos tecidos necróticos.

Necrose enzimática gordurosa (NE) em pâncreas. Há intensa liberação de lipases nesse órgão, as quais podem atingir o próprio tecido adiposo pancreático, destruindo-o. A ligeira basofilia observada no tecido adiposo necrosado indica um leve grau de mineralização (depósito de cálcio) nessa região. A calcificação secundária à necrose é um dos caminhos que o tecido necrótico pode assumir. Adjacente ao foco necrótico, observa-se infiltrado inflamatório crônico.

Necrose fibrinóide (NF) em úlcera péptica (estômago).
Adjacente à faixa de tecido necrótico, nota-se infiltrado inflamatório
crônico e congestão vascular. Esse tipo de ulceração
provoca as chamadas "gastrites crônicas".

Necrose de liquefação em parede de abscesso. É característico nesse tipo de necrose a presença de neutrófilos. A necrose liquefativa é observada principalmente em tecidos agredidos por bactérias.
Fonte: www.fo.usp.br