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Aquário

Cuidados dos peixes ornamentais

Eles produzem um bonito efeito visual no aquário, mas o lojista tem que saber quais espécies podem conviver juntas em harmonia e orientar ao cliente.

Aquarismo Tanto para atender ao cliente iniciante como aquele que já tem prática no hobby, o lojista precisa passar orientações importantes sobre como manter um aquário com sucesso. O êxito pode depender de vários fatores, como plantas, água, substrato, manutenção, Ph e principalmente da mistura de peixes diferentes. Além de saber montar, é preciso conseguir uma boa manutenção.

Ornamentos

No quesito decoração, há produtos para fundo do aquário, plantas e itens que quando instalados, produzem o efeito do habitat natural dos peixes e oferecem locais escondidos para as espécies mais tímidas e filhotes. O material para o fundo é indispensável, porque oferece às plantas uma vida saudável. O areão retirado dos rios - que não é tão fino - é o produto mais recomendado para o fundo. Antes de ser colocado no aquário, deve ser bem lavado e fervido para eliminar as impurezas. Depositasse uma camada com 8cm doe areão, uma camada de adubo e em seguida, uma outra camada de areão, com 2cm. Depois, cuidadosamente, coloca-se água ate o meio do aquário e é recomendável deixar descansar por no mínimo 24h. Outros tipos de materiais de fundo não devem ser usados para evitar um estrago no Ph da água. Terminado o período do repouso, deve-se colocar as plantas, lembrando de deixar espaços para os peixes nadarem livremente. E por fim, são instalados os objetos de decoração, que formam os esconderijos e disfarçam a bomba. Pedras, tocos e vasos de cerâmica quebrados são os mais usados.

Plantas

Um aquário bem plantado ajuda muito na decoração. É preciso levar em consideração que as plantas alastradas por corte são flexíveis e ficam bem instaladas próximas aos vidros laterais e traseiros, ou nos cantos. Espécies como Cryptocoryne, Echinodorus e Ceratopteris se mostram melhor arranjadas quando colocadas a uma certa distância dos vidros, dessa forma podem crescer livremente. As raízes não devem ser dobradas e se forem muito grandes, é melhor cortá-las com tesoura. O colo da muda não pode ser enterrado, somente as raízes devem ser. Iluminação e espaço são essenciais no aquário até mesmo para as plantas se desenvolverem. Depois de colocar devidamente as plantas, é hora de encher o resto do aquário com água - com cuidado para não arrancar as mudas que foram plantadas e deixar o aquário em descanso por pelo menos uma semana, antes de introduzir os peixes. Assim, as plantas se fixem bem e se acomodam corretamente.

Colocando água

Para não mexer na areia do aquário, o ideal é colocar a água com auxílio de uma jarra ou uma mangueira, dirigindo o jato à própria mão em formato de concha, colocada sobre o fundo. O jato nunca deve ser diretamente sobre a areia. É melhor usar água da caixa ou estocada há pelo menos um dia, assim já terá perdido o cloro. "É preciso trocar de 10 a 15% do volume da água do aquário a cada 15 dias", explica Antonio Bergamin, proprietário da Aquário do Brasil.

Equipamentos

Alguns produtos podem ser instalados ou não, como os acessórios de decoração, entre eles troncos naturais ou artificiais e vários outros tipos de enfeites. Outros itens são indispensáveis para o bom funcionamento do aquário, como filtro, aquecedor etc. Fezes e urina dos peixes, plantas mortas e outras partículas formam as impurezas do aquário com o passar do tempo. Para eliminá-las, é necessário colocar um filtro no aquário ainda sem peixes. Muitos peixes adquirem doenças e chegam a morrer quando a temperatura cai. Para evitar que isso aconteça é necessária a instalação do aquecedor com termostato, para evitar novas mudanças na temperatura. A potência ideal do aquecedor é de 1watts para cada litro de água do aquário. O termostato deve ser desligado toda vez que o aquário estiver em manutenção. A iluminação não é só estética. Além de oferecer harmonia ao aquário e refletir toda a beleza das plantas e do efeito causado pela aparência dos peixes, a fotossíntese depende da claridade. A lâmpada mais recomendada é a fluorescente, mas o mercado oferece vários outros tipos e a potência correta é a de 0,5watt para cada litro de água.

A escolha dos Habitantes

De um lado, o lojista tem que saber orientar ao cliente sobre as espécies de peixes que podem conviver juntas com harmonia. Do outro, o consumidor também precisa seguir a orientação do profissional para ter sucesso com seu aquário.

Uma das atenções é conciliar o Ph de acordo com o peixe. Com Ph neutro é possível criar vários peixes, mas com Ph ácido só é possível criar espécies de água ácida, normalmente provinda da Amazônia. Também tem que respeitar se o peixe é agressivo, para que ele não ataque o outro peixe. O lojista não tem que ter medo de informar que o peixe é agressivo, é uma venda consciente e o consumidor precisa saber que não pode misturá-lo. "Tomar cuidado na montagem do aquário é importante, principalmente na maneira que o cliente vai povoá-lo", ensina Antonio.

Peixes ornamentais

O Acará Discus tem várias opções de cores, entre elas Turquesa e Golden. São originados da Amazônia. Também provindo da região Amazônica, o Acará Bandeira é de fácil adaptação em aquário e pode ser encontrado em diversas cores. A bonita espécie dos Labeos é trazida da Tailândia e podem atingir até 10cm, por isso, são indicados para aquários maiores. Outras raças que crescem - e chegam a 30 cm ou mais - são Pangassus, Bala Shark e Pangassus Albino. Peixes de cardume - como Barto Titéia, Neon e Rodóstomus - são de pequeno porte e ficam sempre juntos, formando um lindo conjunto. Coridora, Cat Fish, Cobra Kuhli e Bótia Palhaço são os chamados peixes de fundo. Com hábito noturno, algumas vezes eles chegam a passar dias sem serem vistos no aquário. São úteis porque ingerem a comida que fica no fundo do aquário, colaborando com a limpeza. A variedade de peixes ornamentais de água doce é grande e o cliente pode montar um lindo aquário. São centenas de espécies nacionais e importadas, que produzem um visual bonito e delicado. Quando bem orientado, o cliente fica cada vez mais apaixonado pelo hobby e conseqüentemente, aumenta os lucros do lojista.

Fonte: www.arteditora.com.br

Aquário

Um aquário é um recipiente capaz de conter água possuindo pelo menos uma de suas paredes feita de algum material transparente, geralmente vidro ou acrílico e é dotado dos componentes mecânicos que tornam possível a recriação de ambientes subaquáticos de água doce, do mar ou salobra e a manutenção de formas vida correspondentes a estes ambientes, como peixes, invertebrados, plantas etc. Os aquários mais básicos são de planta retangular, composta por paredes de vidro coladas com silicone neutro.

O antigo conceito de aquário, como sendo uma simples bola de vidro com uma abertura circular em cima e fundo plano, na qual se mantinham peixinhos coloridos em água foi largamente superado. As condições ambientais não eram, neste caso, controladas e, para manter os animais vivos a água tinha de ser trocada em períodos regulares por água limpa e sem cloro, por não possuirem nenhum sistema técnico de depuração.

Aquário tropical de água doce de biótopo amazônico
Aquário tropical de água doce de biótopo amazônico

História e desenvolvimento

Etimologia

A palavra aquário resulta da junção do termo latino aqua, que significa água, com o sufixo -rium, que significa "lugar" ou "edifício".

Práticas antigas

A criação de peixes em lugares fechados ou artificiais é uma prática muito antiga. Os antigos sumérios eram conhecidos por manter peixes em tanques antes de prepará-los para comer. Acredita-se que na China a reprodução seletiva da carpa, que derivou nos hoje populares koi e peixinho-dourado, tenha começado há mais de 2000 anos. Foram encontradas descrições do peixe sagrado Oxyrhynchus na arte do Antigo Egito. Muitas outras culturas também têm uma história de criação de peixes, tanto com propósitos funcionais como decorativos. Os chineses desfrutavam dos peixes coloridos em recipientes de cerâmica grandes, durante a dinastia Song.

O koi foi criado em tanques decorativos durante séculos na China e no Japão.
O koi foi criado em tanques decorativos durante séculos na China e no Japão.

Recipiente de vidro

O conceito de aquário, pensado como objeto de observação de peixes, na forma de tanque fechado e transparente, guardado em interiores, surgiu apenas recentemente. No entanto, é difícil definir a data exata deste desenvolvimento. No século XVIII, o biólogo Abraham Trembley conservou uma hidra que encontrou nos canais do jardim "Sorgvliet", nos Países Baixos, em grandes recipientes cilíndricos de vidro para seu estudo, considerando-se que o conceito de manter vida aquática em compartimentos de vidro data de então.

Fabricação

Os aquários possuem pelo menos uma parede transparente, de vidro ou plástico (geralmente, acrílico).

Ainda que existam aquários cuja estrutura é de poliéster, de concreto ou outros materiais, os mais comuns são de vidro. Nas últimas décadas têm sido muito explorados materiais plásticos, como o acrílico. Estes, são mais leves e resistentes, mas ficam amarelos com o tempo, não sendo, por isso, muito recomendados. Até à década de 1970, a maioria dos aquários de vidro eram acoplados com metal, mas, hoje, são unidos simplesmente com silicone. Este silicone deve ser do tipo acético, sem aditivos do tipo antimofo ou outros, e, preferencialmente, de cor preta, para que não se note a coloração e não haja desenvolvimento de algas que, com o tempo, vão aparecendo.

Aquário holandês.
Aquário holandês.

Tipos

De maneira geral, e segundo a concentração de sais minerais na água, os aquários se dividem em:

Aquários de água doce - simula um ambiente lacustre ou fluvial. (concentração de sais < 0,5%)

Aquários de água salgada - simula um ambiente marinho ou oceânico. (concentração de sais 0,5% - 18%)

Aquários de água salobra - simula os ambientes intermediários quanto à salinidade, por exemplo lagunas e estuários. (concentração de sais < 0,5% - 5%)

Mas, mais detalhadamente, a aquariofilia distingue vários tipos de aquários segundo a finalidade:

Aquário comunitário

Onde vivem peixes e plantas de diversas espécies, independente de seu lugar de origem. Obviamente se agrupam tendo em conta que as características ambientais que precisam são as mesmas.

Aquário de espécie individual ou específico - são aquários destinados à criação de uma determinada espécie de peixe. Este aquário requer um ambiente muito específico, adequado ao peixe. Diferencia-se do aquário de criação onde não há fins de seleção por raça ou comerciais.

Aquário de biótopo

Aquário de piranhas, exemplo de aquário de espécie individual.
Aquário de piranhas, exemplo de aquário de espécie individual.

Onde estão reunidos peixes e plantas que pertencem a um mesmo hábitat, com o fim de recriar um determinado ambiente.

Aquário de reprodução

Suas condições ambientais tratam de facilitar a reprodução de uma ou várias espécies de peixe.

Aquário de criação

Destinado à criação de uma só espécie de peixe por motivos de seleção de raça ou com fins comerciais.

Aquário holandês

É um tipo especial de aquário, que tem sua origem nos anos 70. Caracteriza-se pelo cultivo de plantas aquáticas segundo conceitos estéticos ocidentais, procurando simetrias e geometrias de cores, formas e texturas, cobrindo quase todo o tanque, não tendo, freqüentemente, presença de peixes, já que as plantas são o principal atrativo.

Aquário nature

Trata-se também de um aquário plantado, seguindo a estética japonesa, relacionando-se com representações simbólicas de aspectos da natureza e procurando um equilíbrio orgânico entre os vários elementos. Este estilo foi fortemente impulsionado por Takashi Amano nos início dos anos 90.

Por último, atendendo à temperatura da água, podemos distinguir dois tipos de aquários:

No aquário de água fria a temperatura oscila entre 18ºC e 22ºC, aproximadamente. Durante os meses de inverno, uma resistência elétrica impede que a temperatura seja menor que 15ºC. É utilizado, sobretudo, para espécies de peixes exóticos resistentes.

Aquário caseiro comunitário com diferentes peixes e plantas.
Aquário caseiro comunitário com diferentes peixes e plantas.

Num aquário tropical a concentração de sais na água é indiferente, podendo esta ser tanto doce como salgada ou salobra. A água é aquecida por um sistema de termoregulação. A temperatura deve estar entre 23ºC e 28ºC, aproximadamente, graças ao uso de resistências elétricas e de um regulador, o termostato.

Acessórios

É possível conservar peixes vivos por um certo tempo em um pouco de água sem qualquer ajuda tecnológica, mas as condições de vida dos peixes serão muito más. Por isso todo aquário deve ser equipado corretamente.

Filtração


Sistema de filtração em um aquário típico:
(1) Entrada.
(2) Filtração mecânica.
(3) Filtração de carbono ativo.
(4) Meio de filtração biológica.
(5) Saída para o reservatório.

É vital que a água do aquário circule, para que se liberte de impurezas e esteja biologicamente depurada. Para fazer isso, é utilizada uma bomba de água, que força a movimentação da água através de elementos filtrantes.

A filtração se divide em diversas etapas:

Filtração biológica, realizada por bactérias aeróbias que convertem a amônia produzida pelos peixes em nitritos e estes em nitratos. Ver ciclo do azoto nos aquários.

Filtração mecânica, realizada por esponjas, mantas ou outros elementos filtrantes que retém partículas sólidas da água.

Filtração química, realizada por carvão ativado ou resinas específicas, têm o objetivo de remover substâncias tóxicas da água como o cloro, os metais pesados entre outros. Pode ser usada para remover também compostos nitrogenados como a amônia, os nitritos e os nitratos.

Filtração com lâmpada de ultra-violeta, tem por objetivo esterelizar a água, eliminando certos microorganismos indesejáveis como algumas algas microscópicas, fungos e protozoários.

A mistura da água tem também uma função oxigenadora e permite recriar certos meios ambientes agitados.

Iluminação

A fim de se observarem bem os peixes, de lhes dar um ritmo de vida diário e de assegurar a fotossíntese das plantas, um aquário deve ser iluminado corretamente.

O método aparentemente mais simples é a utilização da luz do dia, mas isto comporta numerosos inconvenientes: promove o desenvolvimento de algas filamentosas pela falta de controle da intensidade da luz, os peixes terão as cores mais fracas etc.

Por essas razões, deve-se iluminar o aquário por meio de lâmpadas, habitualmente reguladas por um relógio que as faz funcionar de 10 a 12 horas por dia. O melhor método é utilizar lâmpadas fluorescentes hortícolas ou outras lâmpadas especiais adaptadas às necessidades das plantas, tanto em qualidade quanto em quantidade.

Climatização

Para manter uma temperatura tropical, que convém aos peixes exóticos, é preciso utilizar sistemas de climatização compostos por uma resistência elétrica e um termostato. No caso de peixes de água fria, o procedimento é inverso, é preciso utilizar um sistema de refrigeração.

População

Solo

O solo do aquário deve ser coberto de cascalho fino. Alguns centímetros são suficientes para permitir a fixação das plantas.

Em caso de água doce (com a exceção de peixes que necessitem essas características da água, como, por exemplo, os peixes dos lagos africanos), deve-se evitar as substâncias calcárias, enquanto no aquário de água do mar deve-se adotar a areia coralina, que permite estabilizar as características da água em valores adequados para esse sistema. Convém prescindir de areias artificiais, assim como de pedras pintadas.

Água

Um aquário marinho.
Um aquário marinho.

A água pode ser da torneira, desde que seja adaptada às necessidades dos organismos que a habitarão.

Os peixes de água muito doce (bacia do rio Amazonas, por exemplo) necessitam, geralmente, de água branda (com um conteúdo muito escasso de sólidos dissolvidos) e ácida. Pode-se abrandar a água através de um filtro de osmose inversa, enquanto que para acidificá-la são empregados diversos produtos químicos ou é colocada uma pequena quantidade de turfa no sistema de filtração.

Os peixes de águas duras (lago Malawi, por exemplo) requerem uma adição de sais especiais, como pedras calcárias.

Os peixes de água do mar necessitam de um suplemento de sal, de preferência combinado com água corretamente depurada, por exemplo por osmose.

No caso de uma água de torneira clorada ou que contenha metais pesados, existem no mercado produtos neutralizantes que podem melhorar sua qualidade. É igualmente possível liberar o cloro deixando repousar a água em um recipiente aberto por alguns dias antes de sua utilização.

Decoração

Todas os tipos de decoração são possíveis.

Os materiais naturais ou de aparência natural, como cortiça e raízes de turfeira, são preferíveis para este efeito. Em relação às raízes de turfeira, pode ser conveniente fervê-las antes de colocá-las na água, para que liberem o tanino que poderia turvar a água.

Certas espécies gostam de se esconder ou utilizam seu meio para pôr e proteger seus ovos. É conveniente, então, fazer pequenos esconderijos com pedras (pode-se utilizar também a metade de um coco ou um vaso de flores, de antemão bem limpos).

O vidro traseiro do aquário pode ser mascarado por uma decoração de poliéster resinado ou por um pôster que represente o ambiente do aquário, a fim de aumentar o efeito de profundidade.

Plantas

Antes de introduzir as plantas no aquário, deve-se submergir uns minutos em uma solução desinfetante, como, por exemplo, permanganato de potássio, para eliminar os hospedeiros prejudiciais, como caracóis e hidras.

Nos aquários de água doce, o excesso de plantas impede a reciclagem dos desperdícios nitrogenados. Já para os de água do mar, uma planta muito encontrada é a Caulerpa, facilmente encontrada no mercado especializado.

Animais

Além dos peixes, os aquários podem comportar alguns invertebrados. Nos de água doce são comuns os gastrópodes e outros moluscos. Nos de água do mar pode-se ver ouriços-do-mar, anêmonas, espirógrafos, corais, esponjas e muitos outros. Contudo, a superpopulação do aquário deve ser um fator sob constante observação.

Manutenção

Instalação e manutenção cotidiana

Um aquário corretamente instalado e povoado requer pouca manutenção.

Renovação da água - uma troca regular de uma parte da água, normalmente o equivalente a 1/3 do todo a cada duas semanas, o que permite eliminar os desperdícios orgânicos. O processo é feito, geralmente, por sifonagem, aspirando a água próxima ao solo, a fim de eliminar, pela mesma operação, os desperdícios orgânicos.

Limpeza das paredes - uma esponja é capaz de devolver a transparência original do vidro.

Limpeza das plantas - as plantas com algas devem ser limpas à mão.

Limpeza do solo - é possível transportando as pedras ou areia para outro recipiente, onde serão extraídas as impurezas através de água corrente.

Adubar as plantas - usa-se, basicamente, adubo orgânico.

Alimentação dos peixes - à base de alimentos frescos, congelados ou vivos.

Aquário caseiro.
Aquário caseiro.

Renovação da água

Aquário marinho de arrecifes
Aquário marinho de arrecifes

.É necessário efetuar trocas regulares de água em um aquário, pois as bactérias se encarregam de degradar o amoníaco e transformar os nitritos em nitratos. Estes últimos se acumulam pouco a pouco no aquário, podendo alcançar valores excessivos que poderiam ser tóxicos para os peixes. A taxa de nitratos deve ser sempre inferior a 50mg/l.

Os nitratos são consumidos por plantas aquáticas e pelas algas. Contudo, o consumo das plantas não basta para eliminar todos os nitratos. Em geral, só as trocas de água, regularmente, permitem obter taxas aceitáveis.

Por outro lado, as trocas de água permitem o fornecimento de sais minerais necessários aos peixes e às plantas. Se não é renovada a água, eles se esgotam pouco a pouco no meio fechado do aquário. O ritmo e a quantidade de trocas de água são variáveis segundo a população do aquário e as condições de manutenção. É aconselhado, geralmente, trocar 10% da água toda semana, ou 20% a cada 15 dias. Esta porcentagem deve ser aumentada se, por exemplo, as taxas de nitrato se elevarem demasiado. No entanto, jamais deve-se trocar a água toda de uma vez só.

Limpeza das paredes

Por questões estéticas, mas também para a manutenção da vida no interior do aquário, tem de ser feita a limpeza das paredes. Sendo o vidro ou o acrílico materiais sobre os quais as algas se estabelecem facilmente, convém limpá-los regularmente para evitar sua proliferação duradoura, pois as algas dificultam a entrada da luz no aquário, e as plantas não sobrevivem sem luz.

Aquários públicos

Georgia Aquarium, nos EUA - Túnel de viagem ao oceano.
Georgia Aquarium, nos EUA - Túnel de viagem ao oceano.

Os aquários públicos são instalações abertas ao público para ver espécies aquáticas em aquário. A maior parte dos aquários públicos apresenta uma determinada quantidade de tanques menores , assim como um ou mais depósitos maiores. Os depósitos maiores têm capacidade de comportar milhões de litros de água e espécies grandes, incluindo golfinhos, tubarões ou baleias. Os animais aquáticos e semi-aquáticos (lontras, pingüins etc.), podem ser encontrados, também, em aquários públicos.

Desde o ponto de vista operacional, um aquário público é similar em muitos aspectos a um zoológico ou museu. Um bom aquário terá exposições especiais para atrair os visitantes, além de sua coleção permanente. Alguns têm sua própria versão de "zoo para tocar", por exemplo, o Monterey Bay Aquarium, na Califórnia, tem um depósito superficial cheio de tipos comuns de raias, e o público pode "tocar" sua pele quando passam.

Como os zoológicos, os aquários normalmente têm um corpo especializado de pesquisadores que estudam os costumes e a biologia das espécies. Nos últimos anos, os grandes aquários têm tentado adquir e criar diversas espécies de peixes do oceano aberto, inclusive cnidários, como as medusas, uma tarefa difícil, posto que estas criaturas nunca antes encontraram superfícies sólidas como a parede de um aquário, e ainda não adquiriram o instinto para se afastarem das paredes e não chocarem com elas.

O primeiro aquário público abriu em Regent's Park, Londres, em 1853. Phineas Taylor Barnum o seguiu rapidamente com o primeiro aquário americano, aberto na Broadway, Nova Iorque. A maior parte dos aquário públicos se localizam perto do oceano, para ter uma colaboração constante da água do mar natural. Um aquário pioneiro, no interior, foi o Shedd Aquarium de Chicago, que recebia a água do mar transportada por um trem.

Em janeiro de 1985, Kelly Tarlton iniciou a construção do primeiro aquário a incluir um grande túnel acrílico transparente, em Auckland, na Nova Zelândia, uma tarefa que necessitou de 10 meses e custou três milhões de dólares neozelandeses. O túnel de 110 metros foi construído com folhas de plástico de fabricação alemã que moldavam ali um grande túnel. Atualmente, uma esteira rolante transporta os visitantes e os grupos escolares que, ocasionalmente, passam a noite ali, embaixo dos tubarões e raias.

Freqüentemente, alguns aquário públicos se afiliam a instituições oceanográficas importantes ou conduzem seus próprios programas de investigação, e normalmente se especializam nas espécies e ecossistemas que podem encontrar nas águas locais.

Fonte: pt.wikipedia.org

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