A pintura grega atinge, no juízo dos escritores antigos, o mesmo altíssimo nível alcançado pela escultura. Os antigos também a antepunham, em termos de importância, a própria escultura, e recordaremos que esta era sempre pintada, pois uma estatua sem cor teria aparecido como um corpo exangue, como o fantasma de uma árvore, de um edifício, como um contra-senso apesar de sua beleza, uma vez que a cor natural do mármore, do bronze ou da argila não poderia substituir a cor da imaginação artística." (Galeria Delta de Pintura Universal)

Apesar de toda a enorme difusão que teve, a pintura grega nos é, contudo, pouco conhecida em testemunhos originais. Os quadros foram quase todos perdidos mas foi preservada uma enormidade de pinturas em cerâmica. É através desses vasos pintados que nos é possível recompor a história da pintura grega. O vaso da esquerda é admirado pelo detalhamento da cena. Representa um grupo preparando-se para uma interpretação teatral e é de uma grande riqueza pictórica. O vaso da direita representa uma cena doméstica comum e também é de grande beleza e perfeição artesanal. Os escritores antigos falam das pinturas gregas cheios de admiração mas poucas coisas chegaram no original até nós. O romano Plínio, escreveu sobre o pintor Zeusi, do fim século V e inicio do século IV a.C., e nos explica, entusiasmado, que ele fazia as uvas de modo tal que não pareciam pintadas, mas dava a impressão de continuar também na parte que não se via. É evidente que causava admiração processos técnicos que hoje são conhecidos. Pode nos parecer simples hoje, mas é bom lembrarmos que, da mesma forma como a ciência, a arte evoluiu vagarosamente, descoberta a descoberta. O fato de hoje, qualquer aluno de física ser capaz de explicar e esmiuçar a forma como todo corpo mergulhado na água recebe um impulso de baixo para cima, não rouba absolutamente a genialidade de Arquimedes.

Inicialmente as figuras humanas eram pintadas em negro e as partes não pintadas conservavam a cor original da argila, vermelho ou laranja. Com o passar do tempo essa tendência inverteu-se. As partes não usada passaram a ser pintadas de preto e as formas humanas conservavam a cor original do barro. Em muitas ocasiões as figuras recebiam um contorno em grafite. A pintura ao lado mostra a época do vermelho sobre o preto.
Interessante nesse assunto das pinturas gregas é que a maior parte dos pintores nos são desconhecidos. Alguns nomes foram preservados mas muitas cerâmicas são conhecidas como sendo do "pintor de Nióbe" ou o "pintor do rapaz gordo" e assim nos chegam esses registros de artistas cujo nome não sabemos. Os escultores tiveram o nome mais preservado.

As figuras humanas eram esculpidas de um modo equilibrado, com o peso bem distribuído nas duas pernas e normalmente retratavam grande beleza. Com o tempo, o mármore mostrou ser um material inadequado pois era muito pesado e quebrava com o próprio peso. Era comum as partes não apoiadas se desprenderem. Passou-se então a usar o bronze.
A arte grega reflete-se fortemente na arquitetura, na construção de templos e moradias nobres, como alias, não poderia deixar de ser. É natural que seja assim pois assim foi com todos os povos ao longo da história. As casas eram simples e serviam simplesmente de moradia, sem nenhum adorno ou sofisticação. Já os templos, eram monumentais. Os grandes templos gregos chegam até nós de forma admirável. Abaixo vemos a Acrópode de Atenas e o Partenon.
Fonte: www.cyberartes.com.br