ARTE NA ANTIGÜIDADE
A arte antiga refere-se à arte desenvolvida pelas civilizações
antigas após a descoberta de escrita e que se estende até à
queda do império romano do ocidente, em 476 d.C, aquando das invasões
bárbaras.
Estilos
A arte antiga pode subdividir-se nos seguintes grupos:
| Arte mesopotâmica |
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Arte suméria |
-
A partir de 4000 a.C. na zona de confluência do rio Tigre com o rio Eufrates.
- Palácios, templos
(zigurate), câmaras funerárias (abóbada e arco).
- Adobe, madeira,
tijolo colorido para decoração.
- Figuras religiosas de alabastro (hierarquia por altura e tamanho dos olhos). Formas geométricas e esquemáticas baseadas no cone e no cilindro.
- Influência na arte da Assíria e da Babilónia. |
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Arte assíria |
-
Inicialmente na zona norte do rio Tigre, posteriormente estende-se a império de grandes dimensões.
Auge entre c. 1000 e 612 a.C..
- Templos e zigurates monumentais. Tijolo,
também pedra nas entradas das cidades e salas.
- Escultura monumental (demónios guardiões), baixo-relevo narrativo em grande escala.
- Influência da arte da Suméria. |
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Arte babilónica |
-
Cidade da Babilónia. 1º período com fundador da dinastia babilónica,
Hamurabi. 2º período de destaque entre 612-539 a.C. com
Nabucodonosor (Torre de Babel, Jardins suspensos da Babilónia).
- Tijolo vidrado colorido para decoração de superfícies arquitectónicas.
- Representação da figura animal. |
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Arte
Persa |
-
Inicialmente a oriente da Mesopotâmia (actual Irão), local de passagem de tribos nómadas.
- Arte nómada ornamental (armas, taças, vasos) em madeira, osso, metal. Estilo animalista, abstracção figurativa e orgânica.
- Posterior povo herdeiro do império assírio, conquista da babilónia
em 539 a.C..
- Palácios colossais (várias influências, ambiente cerimonial
e repetitivo), ausência de arquitectura religiosa.
- Escultura associada à arquitectura.
Ver também: Arquitectura |
| Arte do vale do Nilo |
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Arte egípcia |
-
Durante 3000 anos até à conquista por Alexandre, o Grande no século IV a.C..
- Arquitectura monumental (pedra), templos, arte funerária, (pirâmides, mastabas).
- Relevos e pinturas
murais associados à arquitectura, escultura de vulto e colossal, artes decorativas e mobiliário.
- Carácter solene com base em cânones rígidos de representação, simbolismo.
Ver também: Arquitectura | Pintura | Escultura |
| Arte celta e germânica |
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Arte celta
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-
Estilo característico dos povos de língua celta, na Europa (continente e, em especial, ilhas - Inglaterra, Irlanda)
que se desenvolve já desde a pré-história, Idade do Bronze até à Idade Média. |
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Arte dos povos fermânicos |
-
Estilo característico dos povos germânicos. Ver também: Pré-românico para a contextualização da arte dos
germanos durante as migrações dos povos bárbaros na
Idade Média. |
| Arte egeia |
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Arte cicládica |
-
Arquipelago das Cíclades, Idade do bronze (2500-1600 a.C.).
- Objectos em cerâmica (vasos, cálices, etc) de decoração geométrica (linhas, curvas, espirais).
- Pequenos ídolos em mármore de linhas sintéticas com nariz destacado em relevo. |
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Arte minóica |
-
Arte cretense (Ilha de Creta), Idade do bronze (2300-100 a.C.).
- Pintura mural decorativa de harmonia e movimento, cores
vivas e vista frontal associada à arquitectura palaciana (de estrutura informal e prática).
- Peças de cerâmica, pouca escultura (pequenas figuras em argila e terracota, vasilhas).
- Temáticas do quotidiano, mundo animal (marítimo), religião (devotiva
e ritual). |
 |
Arte micénica |
-
Aqueus estabelecidos em território grego, Idade do bronze.
- Principal centro em Micenas, influência da arte minóica.
- Arquitectura monumental, pintura sem leveza da arte cretense, temática militar e narrativa. |
| Arte fenícia |
 |
Arte fenícia |
-
Arte dos fenícios, povo de origem semita que colonizou a sul
da península itálica, Sicília, sul da península ibérica e norte de África, com apogeu entre c. 1000 a.C. e 800 a.C..
- Dedicados principalmente ao artesanato (objectos utilitários), comércio e navegação na zona do Mediterrâneo.
- Influência da arte egípcia, egeia, mesopotâmica e grega. |
| Arte da antiguidade clássica |
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Arte etrusca |
-
Povo etrusco, região da Toscana,
séculos VIII a II a.C..
- Arte funerária, câmaras tumulares com pintura
mural, urnas, escultura em sarcófagos (jacentes), bustos.
- Peças decorativas em bronze e terracota, joalharia.
- Influência da arte arcaica grega. |
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Arte grega |
-
Magna Grécia: Grécia, sul de Itália, Sicília, século VI a IV a.C..
- Arquitectura religiosa (Templos em pedra, ordens arquitectónicas), edifícios públicos
(teatros etc.).
- Cerâmica (com pintura decorativa),
escultura de vulto (mármore,
bronze).
- Arte ligada ao intelectualismo, valorização do homem, busca da perfeição, harmonia, equilíbrio, proporção.
Inspiração na natureza, realismo.
- Temática mitológica, do quotidiano.
Ver também: Arquitectura | Escultura | Pintura |
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Arte helenística |
-
Arte grega do final do século
IV até o final do século I a.C.
- Civilização grega estende-se pelo Mediterrâneo e Próximo Oriente sob Alexandre, o Grande.
- Escultura com sentimento pleno de emoção e movimento. |
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Arte romana |
-
Império romano, século VIII a.C. a IV d.C.. Grande
influência da arte grega.
- Desenvolvimento arquitectónico com gosto pelo colossal e magnificente.
Edifícios públicos (pontes, aquedutos, termas, anfiteatros etc.), religiosos basílicas, templos.
- Escultura histórica, bustos.
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| Arte do cristianismo |
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Arte paleocristã |
-
Primeira expressão artística dos cristãos, área do império romano do ocidente, Roma,
entre século III e V
d.C..
- Pintura mural (fresco) em
catacumbas, sarcófagos.
- Surgimento das primeiras basílicas cristãs após a oficialização da religião. |
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Arte bizantina |
-
Arte cristã do império romano do oriente, desde a transição da
capital do império para Constantinopla à sua conquista em 1453 pelos turcos.
- Influência da arte romana e da arte oriental.
- Arquitectura religiosa (cúpula), pintura e mosaico de carácter bidimensional e simbólico |
Fonte: pt.wikipedia.org
ARTE NA ANTIGÜIDADE

Arte Egípcia
Do quarto ao primeiro milênio antes de Cristo, no Egito, a arte deixa
de ser pré-histórica. Com o surgimento da escrita, a sofisticação
das técnicas de construção (pirâmides de Miquerinos,
Quéfren e Quéops, no terceiro milênio a.C.) e o desenvolvimento
da simetria, a arte ganha princípios rigorosos de ordenação
e acabamento. Por volta de 2.600 a.C., por exemplo, já se domina a
técnica da escultura, capaz de modelar a Cabeça de um príncipe
que se vê no Museu Egípcio do Cairo. No curso desses três
milênios, a arte egípcia foi se tornando mais realista, chegando
à maestria comprovada em Rainha Nefertiti - ver foto ao lado - (1.360
a.C.?), busto da esposa do imperador Aquenatón.
ARTE MESOPOTÂMICA
No mesmo período, na Mesopotâmia, na cultura fundada pelos sumérios
em 4.000 a.C., desenvolve-se igualmente o senso de proporções
e ornamentação que tiraria a linguagem visual do estágio
tosco da pré-história. No entanto, a sofisticação
técnica não chega ali ao nível atingido no Egito Antigo.
Falta-lhe a capacidade de realizar a simetria axial - a transcrição
volumétrica - que os egípcios detinham. Mesmo assim, com seu
grau maior de estilização e planificação, a arte
mesopotâmica produz obras de grande qualidade estética, sobretudo
no que se refere à variedade de motivos introduzidos para ornamentar
estátuas e selos.
Império assírio - Ao norte da Mesopotâmia tem início
a dominação assíria, cujo período de apogeu ocorre
entre 1.000 a.C. e 612 a.C. e atinge grandes resultados artísticos
com o desenvolvimento da estruturação da superfície.
O baixo-relevo em calcário Assurnasipal na caça ao leão
(880 a.C.?-860 a.C.?), que se pode ver no Museu Britânico de Londres,
é uma obra dotada de enorme poder de síntese e dinâmica.
Império babilônico - Um último florescimento da arte
no Antigo Oriente se dá no império babilônico, de 612
a.C. a 539 a.C. São construídos palácios e templos, que
unem a tradição mesopotâmica e a egípcia, onde
não há monumentalidade, e o que mais chama a atenção
é o rebuscamento decorativo.
ARTE CRETO-MICÊNICA
Uma terceira cultura elevada surge por volta de 2.000 a.C., em Creta. O aperfeiçoamento
da estilização pré-histórica ocorre por um caminho
menos austero que o das artes egípcia e mesopotâmica. Especialmente
nas figuras em terracota, desenvolve-se em Creta uma técnica artística
que obtém achados inéditos em termos de vivacidade e simbolismo.
Por volta de 1.400 a.C., Creta passa ao domínio micênico, cultura
em que a grandiosidade é mais importante do que o detalhe - como no
Palácio de Minos, em Cnossos.
ARTE GREGA
Foram provavelmente os gregos micênicos que deram origem, no século
VIII a.C., a um período de grandeza estética que marcou toda
a civilização ocidental. Sob influência orientalizante,
criam um estilo crescentemente rigoroso, solene e preciso - que leva adiante
as conquistas da arte egípcia. É encontrado primeiro em manifestações
estilizadas na cerâmica e passa a esculturas monumentais, estruturado
em segmentos geométricos, como na estátua de mármore
Kouros (600 a.C.?), em que a representação humana é tipicamente
ática.
Sistema de proporções - No século V a.C., um sistema
de proporções ideais está estabelecido, permitindo a
edificação de obras como o Partenon - ver foto ao lado -, templo
dedicado a Palas Atena, onde a fisionomia dos deuses é derivada de
atletas da época. Surgem as primeiras experiências com perspectiva,
assinadas por Zêuxis e Polignoto. A sofisticação desse
sistema permite, entre os anos 350 a.C. e 200 a.C., que escultores como Lísipo,
Apeles e Protógenes dêem interpretações psicológicas
a suas figuras, humanizando-as. O ideal de equilíbrio e simplicidade
do século V a.C. se torna mais flexível; os traços das
faces, o detalhismo dramático das vestes e a disposição
das figuras dão individualidade e intensidade às esculturas.
Da serenidade de estátuas como Efebo de Crítios (480 a.C.?)
passa-se à expressividade de obras como Gálata e sua esposa
(230 a.C.?-210 a.C.?) e chega-se à afetação de Grupo
de Laocoonte (fim do século II - início do século I a.C.).
ARTE ROMANA
Com a decadência da arte clássica grega, a arte romana toma
seu lugar a partir do século I a.C. Templos como a Casa quadrada, em
Nîmes (França), construído em 16 a.C., são derivados
diretamente da estética grega. Paralelamente, surge no Império
Romano a prática da pintura mural decorativa; em localidades como Pompéia,
ela atinge grande inventividade, com ensaios de perspectiva que só
serão retomados no Renascimento. A escultura romana, por sua vez, não
apresenta evolução significativa em relação à
grega.
Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br