
Mangabeira e mangaba
Echiets glauca Roem. & Schult.
Planta lactescente, com 5-7m de altura, dotada de copa arredondada. Tronco tortuoso, bastante ramificado, revestido por casca suberosa mais ou menos áspera, de 20-30cm de diâmetro. Folhas simples, glabras nas duas faces, brilhantes, coriáceas, de 7-10cm de comprimento por 3-4cm de largura, de coloração avermelhada quando novas e ao caírem. Inflorescências fasciculadas, com flores perfumadas de cor branca. Fruto baga globosa, glabra, com polpa carnosa e comestível, contendo muitas sementes.
Região nordeste do país na caatinga e, nos estados centrais até São Paulo e Mato Grosso do Sul no cerrado. E também encontrada na região litorânea e em algumas regiões do Pará e no vale do Rio Tapajós na região amazônica.
Madeira muito pesada (densidade 1,19 g/cm3), de grande resistência
mecânica e praticamente imputrescível;
alburno diferenciado do cerne e facilmente decomposto.
Floresce durante os meses de setembro-novembro, ainda com os frutos da florada anterior na planta. Os frutos amadurecem em novembro-janeiro.
A madeira é empregada apenas para caixotaria e para lenha e carvão. Seus frutos são comestíveis e muito apreciados, pricipalmente na região Nordeste do país, onde são regularmente comercializados nas feiras e, industrializados na forma de sorvete e doces. É cultivada na caatinga para a industrialização de seus frutos. Os frutos são também consumidos por algumas espécies de animais silvestres. A árvore, pelo porte e forma da copa pode ser utilizada na arborização de ruas estreitas.
Fonte: www.clubedasemente.org.br