Nome: Ayrton Senna da Silva
Data: 21 março de 1960
Local de nascimento: São Paulo , SP
1984: Toleman
De 1985 a 1987: Lotus
De 1988 a 1993: McLaren
1994: Williams
1988: McLaren
1990: McLaren
1991: McLaren
A batida da Williams no muro da curva Tamburello, no GP de San Marino, contrariava tudo o que se tinha visto e ouvido falar até então sobre Ayrton Senna na Fórmula 1. Piloto hábil e perfeccionista, capaz de se manter concentrado em cada detalhe durante toda a prova, o tricampeão brasileiro se chocava contra um muro a mais de 300 km/h, em um acidente fatal. A falha não havia sido do piloto, mas sim do carro que guiava pela terceira vez em uma corrida.
Senna não teve chance de tentar quebrar todos os recordes. A trajetória do último campeão brasileiro na F-1 foi interrompida bruscamente, após a conquista de três títulos mundiais, 41 vitórias e 65 pole positions, em dez anos na categoria.
O desempenho na categoria mais importante do automobilismo mundial confirmou o que muitos já imaginavam quando Senna, então com 20 anos, aventurou-se pela primeira vez a correr na Europa, na Fórmula Ford 1.600. A coroa de louros que recebeu após vencer sua primeira corrida, no autódromo de Brands Hatch (Inglaterra), a terceira da temporada, é guardada até hoje por Ralf Firman, dono da equipe Van Dimenn, pela qual o brasileiro corra.
Depois de duas temporadas e dois títulos, Senna se mudou para a Fórmula 3, na época o último degrau antes de chegar à F-1. O brasileiro também foi campeão e começou a receber convites para fazer testes pelas poderosas escuderias pelas quais sonhara guiar quando ainda era um menino a bordo de seu kart, mostrando arrojo nas pistas brasileiras.
Em 1984, a promessa chegou ao topo. Depois de guiar os carros da Williams e da McLaren, Senna acertou um contrato com a modesta Toleman. Marcou 13 pontos e terminou o ano na nona colocação no Mundial de Pilotos.
No ano seguinte, Senna se mudou para a Lotus e começou a traçar seu caminho de vitórias. No segundo GP da temporada, em Portugal, sob uma chuva que levou 13 dos 26 pilotos que largaram a rodar e sair da pista, conquistou a primeira vitória. Ainda subiria novamente no lugar mais alto do pódio, no GP da Bélgica, mas a quarta colocação no Mundial era o que o esperava no final da temporada.
O primeiro título na F-1 foi conquistado em 1988, quatro anos após seu início na categoria. Pilotando a McLaren, e tendo como concorrente o francês Alain Prost, Senna comemorou o título com uma vitória espetacular no Japão.
Depois de quase deixar o carro morrer na largada, o brasileiro ultrapassou 15 carros para vencer a prova. O último a ficar para trás foi o próprio Prost, o vice-campeão daquele ano.
O bicampeonato em 1990 foi decidido na brita. Na pista do Japão, onde conquistou muitos fãs graças a seu estilo de pilotar, Senna não fez a primeira curva e se chocou contra Alain Prost. Na brita, o brasileiro comemorava mais um mundial.
O resultado melhor veio na temporada de 1991, quando o brasileiro conquistou seu terceiro título, com sete vitórias, 12 pódios e 96 pontos conquistados.
Em vez de comemorar o tetra, Senna começou a viver momentos difíceis em 1992. O último ano da parceria McLaren/Honda, que levara o brasileiro a seus três triunfos, chegara ao fim. E o maior expoente verde-amarelo na F-1 terminaria o campeonato na incômoda quarta posição. No outro ano, com um motor Ford em seu carro, o brasileiro foi o vice-campeão. Mas decidira que havia chegado a hora de buscar um lugar em outra equipe: a Williams.
"Ayrton Senna, Brasil, Williams-Renault, morreu na sétima volta. A corrida foi interrompida e teve nova largada para 51 voltas". Essas são as palavras que registram a súmula da última corrida do mito Ayrton Senna.
Adorado pelos fãs das corridas, Ayrton Senna era também admirado por sua família. Sua dedicação nas pistas e algumas de suas histórias são relatadas por sua irmã, Viviane, e sua mãe, Neyde, como exemplos da importância que o piloto tinha para seus parentes.
Era em Angra dos Reis, no sul do Rio de Janeiro, que o piloto gastava as horas livres que tinha entre o fim de uma temporada e o começo da outra. Onde, segundo sua irmã, gostava "de recarregar as baterias". Mas, quando estava em sua cidade natal, São Paulo, o tricampeão cuidava de seus negócios. O piloto zelava pela marca Senna, criada no começo dos anos 90.
Dentro do circo da F-1, o melhor amigo de Senna talvez tenha sido o austríaco Gerhard Berger, a quem teve como companheiro de equipe na McLaren durante três anos, de 90 a 92. Outro parceiro foi o fotógrafo japonês Norio, que doou mais de 40 mil imagens de sua autoria para a família de Senna após a morte do piloto.
O automobilismo era uma profissão para Senna, mas outros esportes estavam entre seus prediletos. Natação, tênis e ciclismo eram alguns exemplos. O futebol, uma das maiores paixões dos brasileiros, no entanto, era impraticável para o piloto, incapaz de manter a bola sob domínio dos pés.
Apesar de ser uma pessoa bastante discreta e que pouco gostava de falar sobre sua vida pessoal, duas namoradas de Senna ficaram bem conhecidas pelo público. Com a apresentadora Xuxa, o relacionamento durou um ano e seis meses.
A última namorada do piloto foi a modelo Adriane Galisteu, com quem a família Senna não tem um relacionamento amistoso até hoje. Ainda assim, Galisteu escreveu um livro - O Caminho das Borboletas -, no qual narra os momentos que viveu ao lado do tricampeão.
Outras três relacionamentos podem ser apontadas como determinantes na vida do piloto. Lilian de Vasconcelos, Adriane Yamin e Cristiane Ferracciu são descritas na biografia Ayrton, o herói revelado, lançada neste ano, como personagens marcantes na vida do passional tricampeão.
Fonte: www.museudosesportes.com.br

Ayrton Senna
Ayrton Senna da Silva nasceu em 21 de março de 1960, em São Paulo, Brasil, e é considerado um dos melhores pilotos de todos os tempos. Senna viveu uma vida inteira dedicada às competições automobilísticas. Conquistou suporte de pessoas importantes do esporte a motor e foi um dos pilotos mais respeitados pelos especialistas no esporte. Conduzia com facilidade para ser o melhor em todas as partes. O charme e sorriso jovial fizeram com que Ayrton se tornasse um verdadeiro herói moderno...
A paixão de Senna por automobilismo começou ainda na infância, quando ganhou um kart construído por seu pai, Milton, um rico empresário. Então os problemas do garoto desapareceram e assim começou no mundo do esporte a motor. Com suporte do pai, Ayrton estreou oficialmente nas pistas em 1973, durante prova do campeonato brasileiro de kart e não teve dificuldades para exibir suas habilidades ao volante: venceu com sobras a etapa realizada em Interlagos, no dia 1° de julho.
Em 1980, após faturar o campeonato sul-americano de kart e ficar com o vice no mundial da modalidade, Senna trocou o Brasil pela Europa, onde as principais categorias de Fórmula tinham reservado um lugar para ele. Ayrton fechou contrato com a equipe Van Diemen para disputar a temporada de 1981 do campeonato inglês de Fórmula Ford 1.600, agradecendo ao pai pelo apoio nos tempos de kart. Sagrou-se campeão por antecipação. Então, no ano seguinte, o brasileiro venceu os campeonatos europeu e inglês da Fórmula Ford 2.000. E o próximo passo foi a Fórmula-3 inglesa. Guiando um Ralt-Toyota, o tricampeão teve excitantes duelos com o inglês Martin Brundle em diversas corridas da temporada e chegou a mais um título na Inglaterra. Após ganhar o popular Grande Prêmio de Macau de F-3, Ayrton participou de uma sessão de testes em Donington Park com um Williams FW 08C, no circuito de Donington Park, a convite de Frank Williams. Depois também testou por Brabham e McLaren, equipes de primeira linha como a Williams. No entanto, o brasileiro fechou contrato com a modesta Toleman para disputa da temporada de 1984 de Fórmula-1.
E foi justamente no Brasil onde Ayrton estreou na categoria, mais precisamente no Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. E não foi um bom começo: largando apenas em 16° lugar abandonou a corrida na oitava volta, com problemas no turbocompressor. Àquela altura, o futuro tricampeão de Fórmula-1 era 13° colocado. No entanto, não desistiu. Duas semanas mais tarde, em Kyalami, teve desempenho semelhante ao exibido na classificação para o GP de Jacarepaguá, mas levou o Toleman TG 183B Hart ao sexto lugar na corrida e obteve o primeiro ponto na categoria. Em julho, Senna foi o destaque do chuvoso Grande Prêmio de Mônaco, quando chegou atrás apenas de Alain Prost (McLaren-TAG Porsche). Essa corrida é considerada polêmica por causa da suspensão da corrida na 32ª volta - de um total de 78 voltas. Nono colocado ao fim da temporada, com 13 pontos, Ayrton se transferiu para a Lotus para ser companheiro de equipe do italiano Elio de Angelis.
Logo no segundo GP pela equipe inglesa, Senna faturou a primeira vitória na Fórmula-1, em chuvosa etapa no circuito de Estoril, Portugal - com mais de um minuto de vantagem para o segundo colocado, o italiano Michele Alboreto (Ferrari). O brasileiro voltou a vencer em Spa-Francorchamps, na Bélgica, fechando a temporada com duas vitórias, sete pole positions e o quarto lugar no mundial de pilotos, com 38 pontos.
No ano seguinte, o paulistano já era considerado um dos quatro principais pilotos do certame, ao lado de Alain Prost (McLaren-TAG Porsche), Nelson Piquet (Williams-Honda) e Nigel Mansell (Williams-Honda). A emocionante vitória na etapa da Espanha, recebendo a quadriculada apenas 0s14 à frente de Mansell, provaria que a inclusão de Ayrton no rol dos maiores nomes da época não era à toa.
Em 1987, a Lotus passou a receber motores da Honda - nas duas temporadas anteriores, o propulsor era fornecido pela Renault. Nesse ano, o brasileiro alcançou a primeira de suas seis vitórias em Mônaco; saudou os mecânicos euforicamente e no pódio jogou champanhe para a família real do principado encravado entre Nice e Menton. Ao fim do campeonato, Ron Dennis anunciou Ayrton Senna como piloto da McLaren para 1988, ao lado de Prost.
Nessa temporada, a parceria entre McLaren e Honda rendeu números espetaculares à equipe de Woking: foram 15 vitórias em 16 etapas. Foi o ano do primeiro título de Ayrton Senna. Embora tenha somado menos pontos que o rival francês (95 a 104), o brasileiro ficou com o primeiro lugar pois, como o regulamento que previa o descarte dos cinco piores resultados no ano, o francês perdeu três segundos lugares, caindo para 88 - contra 91 de Ayrton, que descartou apenas um terceiro lugar. No entanto, o campeonato de 1988 não foi apenas o melhor da história da McLaren. Marcou o início de uma das mais excitantes e atrativas disputas da Fórmula-1.
Prova disso foi a eventual quebra de acordo entre Senna e Prost para que não houvesse ultrapassagens entre ambos no Grande Prêmio de San Marino. Então foi o início de tal rivalidade. O estágio seguinte seria a corrida em Suzuka, onde a controvérsia alcançou alto nível. O francês liderava a corrida, seguido pelo brasileiro. No hairpin que antecede a reta principal, Ayrton buscou a ultrapassagem sobre Alain, mas ambos colidiram e o francês abandonou. Senna seguiu na corrida e venceu, mas foi desclassificado. O título da temporada ficou com Prost. "Não posso explicar outra coisa além do que se viu: a manipulação do campeonato de 1989", disse Ayrton. O presidente da FISA, Jean-Marie Balestre, impôs uma punição ao brasileiro pelas declarações após a corrida e retirou temporariamente a superlicença do piloto.
Ayrton iniciou a temporada de 1990 pagando uma multa milionária para a FISA e pedindo desculpas à cúpula da entidade. Naquele ano, Prost passou para a Ferrari, pois alegava que a McLaren ficou ao lado de Senna após o acidente na etapa japonesa. E o campeonato foi definido novamente entre eles e, após mais um acidente entre ambos em Suzuka, Senna garantiu o segundo título na Fórmula-1.
O ano seguinte marcou o tricampeonato de Ayrton. Nigel Mansell, da Williams, falhou pela terceira vez na busca pelo título mundial. O brasileiro começou a temporada com vitórias nas etapas dos Estados Unidos, Brasil, San Marino e Mônaco, enquanto o inglês só se "encontrou" no campeonato durante a metade daquela temporada. O abandono de Mansell, após uma saída de pista em Suzuka, abriu caminho para o terceiro campeonato de Senna na Fórmula-1. Na chuvosa etapa de Interlagos, o paulistano dedicou a vitória á torcida brasileira - após sete tentativas frustradas de vencer em seu país. Além disso, entrou para a galeria dos tricampeões, ao lado de Brabham, Stewart, Lauda, Piquet, Prost...
Para 1992, as coisas mudaram. Favorecido pelo fantástico trabalho do time de Frank Williams, Mansell ganhou seu único campeonato, contabilizando nove vitórias em 16 etapas. Ayrton sofreu com um McLaren-Honda pouco competitivo em relação aos anos anteriores, mas faturou três merecidas vitórias: Mônaco, Hungria e Itália. O triunfo em Monte Carlo ocorreu graças a problemas em um dos pneus do Williams-Renault do líder da prova, o inglês Nigel Mansell, quando faltavam dez voltas para a bandeirada...
Sem motores Honda e repleta de problemas internos, a McLaren teve de usar propulsores Ford durante a temporada de 1993. Após um ano de "descanso", Prost retornou às pistas, agora pela Williams. Apesar de algumas previsões, Senna foi um rival honesto ao francês e reeditaram o velho duelo. Apesar disso, o campeonato ficou com o francês, que venceu sete corridas, contra cinco triunfos do brasileiro. As vitórias mais notáveis de Senna aconteceram em Donington Park (GP da Europa), por causa de sua condução excelente, e em Interlagos, onde foi saudado euforicamente por Juan Manuel Fangio no pódio - o pentacampeão argentino apontava Ayrton como seu sucessor. O brasileiro disse adeus à McLaren com mais um primeiro lugar, o 41° e último da carreira, em Adelaide, na Austrália. E Senna conquistou seu objetivo: um lugar na Williams para a temporada de 1994, tendo o inglês Damon Hill como companheiro de equipe.
"O melhor piloto com o melhor carro não pode ter outro resultado que não seja o campeonato mesmo", era dito. Aliás, o ano começou com dificuldades a Ayrton que, apesar de das poles nos GPs do Brasil e do Pacífico abandonou em ambas corridas, vencidas pelo principal adversário daquele ano, o alemão Michael Schumacher, da Benetton. O episódio seguinte, episódio final, seria aquele de San Marino. As coisas estavam complicadas por causa do acidente espetacular de Rubens Barrichello durante a sessão de treinos da sexta-feira e da morte de Roland Ratzenberger, no sábado. Visivelmente preocupado, o tricampeão teve uma premonição mas regressou às pistas para competir. Partiu da pole e estava na liderança da corrida. Mas na sétima volta, na Tamburello, Senna disse adeus.
Inúmeras coisas foram ditas desde 1° de maio de 1994. O Brasil chorou por seu ídolo. E até mesmo o rival francês Prost ficou muito triste.
Ayrton Senna conquistou 41 vitórias, 65 pole positions e 19 melhores voltas de corrida durante sua passagem pela Fórmula-1. Mas simples estatísticas não constroem um ídolo. O relacionamento entre ele e as pessoas ia além de um simples Grande Prêmio. O brasileiro tinha talento ilimitado dentro das pistas. Fora do carro, o tricampeão de Fórmula-1 era gentil com o povo.
Uma pesquisa feita no Brasil, em 2000, revelou que Senna é considerado o maior herói brasileiro de todos os tempos. Mais uma prova para afirmar que Ayrton é um verdadeiro herói moderno.
Fonte: www.funof1.com.ar
Na primeira vez em que pilotou um carro da equipe da Williams, Ayrton Senna classificou o evento como uma experiência incrível: "Foi em Donnington Park, um dia depois do GP da Inglaterra, em julho de 1983. Parecia um sonho ver de perto aquela tremenda máquina, altamente sofisticada, campeã do mundo, um privilégio permitido a apenas dois pilotos. Naquele dia, a Williams não era de ninguém. Era só minha. Liguei o carro, bati o recorde da pista, uma grande recordação."
Filho de um empresário do ramo metalúrgico, Ayrton Senna da Silva desde cedo interessou-se por carros de corrida.
Aos quatro anos, ganhou de presente um pequeno kart de 1 HP, com o qual começou a brincar no pátio da empresa de seu pai. Três anos depois, passou a treinar no kartódromo de Interlagos, em São Paulo.
Com oito anos, Ayrton Senna correu pela primeira vez num kart profissional, competindo com adultos. Em 1974, foi campeão paulista na categoria júnior, conquistando o título de campeão brasileiro na mesma categoria no ano seguinte.
Conquistou diversos títulos no kart, chegando a campeão sul-americano, e foi duas vezes vice-campeão mundial, em 1979 e 1980. Em novembro desse ano, Ayrton Senna fez testes para ingressar na equipe Van Dieman, de Fórmula 1600, na Inglaterra. Participou de diversas competições, obtendo várias vitórias. No ano seguinte, por um breve intervalo, voltou ao Brasil, disposto a assumir os negócios na empresa de seu pai, mas logo retornou à Inglaterra.
Em 1982, Senna disputou o Campeonato Europeu 1600. Nesse mesmo ano, transferiu-se para a Fórmula Fiat 2000. A entrada de Ayrton Senna na Fórmula 1 começou em 1983, quando disputou a Fórmula 3 na Inglaterra. Bem-sucedido nessa temporada, obteve propostas para competir na McLaren e na Williams. Acabou escolhendo uma equipe pequena, a Toleman.
Em 1985, Senna passou a competir pela Lotus, uma equipe de tamanho médio com a qual preparou o salto que daria em sua carreira. Na Lotus, disputou 48 grandes prêmios entre 1985 e 1987, vencendo seis vezes. Passou a competir com pilotos consagrados, como Alain Prost, Nigel Mansell e Nelson Piquet.
Senna acertou sua entrada na McLaren Honda em 1987. Com tecnologia de ponta, a McLaren associava aerodinâmica e potência. Com ela, Ayrton Senna foi campeão mundial em 1988. Foi vice, em 1989 e novamente campeão nos anos de 1990 e 1991. Nessa época, a inimizade entre Senna e o também piloto da McLaren Alain Prost tornou-se pública.
O ano de 1992 marcou a decadência da equipe da Honda. Senna teve problemas em várias provas e acabou a temporada em quarto lugar. No ano seguinte, Senna despediu-se da McLaren, completando uma prova pela última vez, em Adelaide, na Austrália.
O campeão mundial transferiu-se para a Williams em 1994, numa transação de 20 milhões de dólares.
No dia 1o de maio Senna liderava a prova no circuito de Ímola, na Itália, quando saiu da pista na curva Tamburello e bateu no muro de proteção a 300 km/h. Foi socorrido na pista. Quando a equipe médica chegou, porém, o piloto já estava em coma.
No dia 4 de maio de 1994, seu corpo chegou ao Brasil. Consternada, a população de São Paulo assistiu ao cortejo fúnebre que foi do aeroporto à Assembléia Legislativa. Coberto com uma bandeira do Brasil, o corpo do campeão foi velado por milhares de pessoas, recebendo honras de Chefe de Estado. Em dez anos de Fórmula 1, Ayrton Senna disputou 161 corridas, venceu 41 e conquistou 62 pole positions (primeira posição de largada). O impacto de sua morte ainda hoje entristece os brasileiros.
Fonte: www.netsaber.com.br
Nascido na capital paulista, filho de um rico empresário brasileiro, logo se interessou por automóveis. Incentivado pelo pai, um entusiasta das competições automobilísticas, ganhou o primeiro kart, feito pelo próprio pai (Sr. Milton), aos quatro anos de idade. A habilidade do garoto na condução do novo brinquedo impressionou a família. Aos nove, já conduzia jipes pelas precárias estradas das propriedades do pai. Começou a competir oficialmente nas provas de kart aos treze anos. Em 1977, venceu o Campeonato Sul-Americano de Kart. Foi vice-campeão mundial da categoria, a única que não conseguiu o título máximo. Ayrton Senna da Silva foi detentor de um recorde impressionante que levou 10 anos para ser quebrado (poles), um paulistano de carisma e competência, deixou um grande legado para os brasileiros que vai além do exemplo como piloto. Idealizou o Instituto Ayrton Senna, instituição do terceiro setor atualmente dirigida pela irmã Viviane.
Mudou-se para a Europa em 1981, onde disputou a Fórmula Ford 1600 inglesa, conquistando o título de campeão. Em 1982, Senna participou dos Campeonatos Europeu e Inglês de Fórmula Ford 2000, sendo o campeão de ambos. Na temporada de 1983, venceu o famoso Grande Prêmio de Macau e a Fórmula 3 inglesa. Neste último campeonato, após várias vitórias em Silverstone, a imprensa inglesa especializada chegou a chamar o circuito de Silvastone em homenagem a Ayrton.
Em 1984, conseguiu uma vaga na equipe Toleman-Hart de Fórmula 1. Nesta categoria, mais uma vez seu talento não tardou a se destacar, especialmente no Grande Prêmio de Mônaco, disputado em condições adversas devido a uma forte chuva. Nesse GP, mesmo sem vencer, ele já demonstrava enorme talento. Nas últimas voltas da corrida, sob um forte temporal, Senna se aproximava rapidamente do piloto que liderava a corrida, o francês Alain Prost, quando esta foi dada por encerrada pelo juiz da prova antes do número regulamentar de voltas, por questões de segurança. Ainda neste ano, Senna chegaria em terceiro lugar em dois GP's, um deles em Brands Hatch na Inglaterra.
No ano seguinte, Senna foi contratado como segundo piloto da então grande equipe Lotus e logo venceria seu primeiro GP em Estoril, Portugal, também debaixo de uma grande chuva. Com o excelente motor Renault de treinos, Senna passaria a ser o "rei das pole positions".
Em 1986, reconhecendo estar com um carro inferior aos das Williams e McLaren, Senna passou a adotar uma estratégia de não parar para trocar pneus, buscando ficar na frente dos adversários o maior tempo possível. Essa estratégia o levou a ganhar o GP da Espanha de 1986, por exemplo, quando chegou na frente de Nigel Mansell com uma vantagem de milésimos de segundo. Na Hungria, um circuito ainda mais travado (que não permitia ultrapassagens), repetiu uma vez mais a estratégia, mas ali foi ultrapassado por Nelson Piquet, numa das mais sensacionais manobras da história da Fórmula 1 moderna. Ainda nesse ano, Senna tornar-se-ia, definitivamente, um ídolo no Brasil, ao vencer o GP de Detroit e superar o francês Prost.
Ao dar a volta da vitória, Senna exibiu uma bandeira brasileira, o que emocionou os brasileiros que entenderam o gesto como uma vingança em cima dos franceses.
Uma longa história de vitórias marcou a carreira deste herói das pistas.
A imagem vitoriosa deste brasileiro, considerado um dos maiores esportistas da história, é reconhecida nos quatro cantos do mundo, seja por seu talento excepcional e por sua determinação impressionante, ou por desempenho quase mágico. É um mito do automobilismo mundial e considerado um dos melhores de todos os tempos.
Uma carreira de vitórias que começou aos 4 anos de idade, quando pegou no volante pela primeira vez e marcou o início de uma história maravilhosa de sucesso, que eventualmente incluiria 41 vitórias na Fórmula 1, 65 pole positions e 3 campeonatos mundiais.
Ao vestir o macacão, transpirava um equilíbrio sereno e se integrava ao carro para sentir cada reação na pista, fazendo manobras inacreditáveis, dignas de um perfeccionista.
A violência e a exatidão das pistas nunca assuntaram Ayrton Senna. Ele se transformava em potência superando todos os desafios sempre em busca da vitória.
Enquanto alguns disseram que Ayrton era um homem sem medo, Senna aliava a sua grande habilidade na pista à sua religiosidade e dedicação, cujas motivações permitiram -lhe buscar o equilíbrio, mesmo nos circuitos mais complicados e sair vitorioso.
Longe das pistas, Ayrton Senna era uma pessoa normal. Depois de cumprir os compromissos com a equipe, imprensa, patrocinadores e fãs, procurava sair rapidamente dos autódromos. Destino: Brasil. Cidade: São Paulo.
Em São Paulo, transformava-se no competente empresário que cuidava dos negócios com a mesma dedicação e preocupação que tinha na F1, como pode ser visto ao olharmos para o sucesso das marcas que criou: o personagem Senninha e a Marca Senna.
Ayrton tinha orgulho de ser brasileiro. E queria fazer mais pelo país. Lançou a semente para a criação do Instituto Ayrton Senna que hoje atende mais de 400 mil crianças e jovens em todo Brasil.
Nos negócios, o mesmo empenho e vontade de vencer que lhe eram tão característicos como piloto, predominava. Combinado com a sua fabulosa capacidade de ganhar com as corridas, qualquer coisa como 25 milhões de dólares por temporada - em 1993 ele chegou a receber um milhão por corrida o que o ajudou a construir um imenso império financeiro.
Com seu jato particular ele viajava pelo mundo e no Brasil utilizava um helicóptero para se locomover.
Em 1994 Senna lançou o seu mais ambicioso projeto: Senninha, o personagem de revista em quadrinho desenhado baseado em si próprio. O primeiro número saiu na época do Grande Prêmio do Brasil. O segundo, foi para as bancas no trágico fim de semana de Imola.
Senna deu ainda o seu nome a diversos produtos de qualidade, como iates, motos, jet-skis, mountain bikes bem como vários acessórios pessoais. Para 1994 planejava lançar um produto em cada Grande Prêmio.
O pouco tempo de que dispunha o levava a delegar grande parte do trabalho de coordenação de todas estas atividades na família. Porém, as decisões eram sempre tomadas por ele.
“ O Ayrton estava preocupado com as condições de segurança da pista", disse, perturbada, a sua namorada Adriane Galisteu, a quem telefonou para o seu apartamento no Algarve, sábado à noite. Ele visitou os locais de ambos os acidentes e disse que não estava com muita vontade para correr em Imola. Alguns jornalistas também notaram que Senna estava apreensivo durante o fim de semana.
Após um warm-up, sem incidentes, onde registrou novamente o melhor tempo, Senna tomou, de um modo frio e determinado, o seu lugar no grid daquela que seria a sua última corrida.
Partindo da pole, tomou a liderança seguido de perto por Schumacher. J. J. Lehto deixou o motor do seu Benetton-Ford morrer na largada, erguendo os braços para avisar aqueles que seguiam atrás. Todos se desviram, exceto Pedro Lamy, que vendo abrir-se uma brecha à sua esquerda e sem saber porquê, optou por seguir por ali. O seu Lotus bateu então na traseira do carro imóvel de Lehto, saindo disparado contra o muro à esquerda. Atravessa depois a pista até bater nas barreiras do lado oposto, onde finalmente pára.
O acidente pareceu bastante grave mas, pouco tempo depois, Lamy saiu ileso do seu carro parcialmente destruído. Lehto sofreu um pequeno ferimento no braço esquerdo. Quatro espectadores foram atingidos por destroços de ambos os carros e apresentando pequenos ferimentos foram tratados no Hospital de Imola.
O incidente trouxe para a pista o Safety Car e atrás dele, com Senna a liderar, mantiveram-se todos os pilotos durante quatro voltas. Quando surgiu a luz verde, Ayrton e Schumacher destacaram se de imediato dos demais concorrentes, retomando a sua batalha. Porém, esta só durou mais uma volta.
Ao passar na assustadoramente rápida curva Tamburello pela sexta vez, o carro de Ayrton Senna saiu e bateu violentamente no muro de cimento.
A bandeira vermelha é então mostrada e a corrida é interrompida. Pela terceira vez neste fim de semana negro, o Professor Sid Watkins lidera a equipe médica para socorrer a mais um acidente grave. Quando chega ao local, fica chocado com o que vê.
Ainda na pista corta o capacete de Senna, apercebendo-se então da gravidade dos ferimentos. "Foi muito difícil para mim", disse depois. "Eu sabia que o rapaz não ia conseguir sobreviver".
Durante 17 minutos os médicos lutaram por mantê-lo vivo, mas sabiam que isso era praticamente impossível. É depois transferido para o Hospital Maggiore em Bolonha onde é declarado morto às 18.40.
"Ele morreu devido a graves ferimentos no crânio e cérebro" comunicou o Prof. Watkins, neurocirurgião londrino. "Haviam várias fraturas no crânio, bem como fortes hemorragias na sua base. Ele esteve inconsciente o tempo todo. Entrou em coma profundo, de onde não mais saiu".
Senna tinha 34 anos ao falecer de traumatismo craniano, devido a um dos braços da suspensão dianteira do Williams se ter transformado numa "lança" durante o choque contra o muro, entrando pela viseira do capacete de Ayrton Senna.
O seu corpo está sepultado no Jazigo 11, Quadra 15, Sector 7, do Cemitério do Morumbi (São Paulo).
Títulos da Fórmula 1: 3 em 1988, 1990, 1991 (todos com McLaren-Honda)
Vitórias: 41
Pole positions: 65
Pontos acumulados: 614 pontos para o Campeonato Mundial (610 dos quais úteis, já que segundo as regras implementadas pela FIA na Temporada de Fórmula 1 de 1988, os 2 piores resultados conseguidos eram subtraídos)
GP disputados: 161
GP em que participou: 163
GP finalizados: 105
Número de desistências: 56
Média de pontos por corrida: 3,81 (ou 3,79 se forem apenas contabilizados os 610 pontos)
Pódios: 80
Número de vezes na liderança: 109
Número de grandes prêmios na liderança: 86
Voltas na liderança: 2987
km na liderança: 13 676
Total de voltas percorridas: 8 219
Total de quilômetros percorridos: 37 934
Largadas na primeira fila: 87
Vitórias com pole position: 29
Vitórias de ponta a ponta: 19
Voltas mais rápidas: 19
Máximo de poles conseguidas numa só temporada: 13 (em 1988 e 1989)
Pole positions sucessivas: 8, nos seguintes países: Espanha, Austrália, Brasil, San Marino, Mônaco, México e EUA (1988) e Brasil (1989)
Pole positions sucessivas numa só temporada: 7 (em 1988)
GP onde mais venceu: Mônaco (6 vezes: 1987, 1989, 1990, 1991, 1992 e 1993)
"Hat Trick" (Pole, Vitória e Melhor Volta no mesmo GP): 7 (Portugal, 1985; Canadá e Japão, 1988; Alemanha e Espanha, 1989; Mônaco e Itália, 1990)
"Grand Chelem" ("Hat Trick" e Corrida Inteira na 1ª Posição): 4
Vitórias consecutivas: 4 (em 1988: Inglaterra, Alemanha, Hungria e Bélgica; em 1991: EUA, Brasil, San Marino e Mônaco)
Dobradinhas (com o companheiro de equipe, Alain Prost): 14 (10 em 1988 e 4 em 1989, com Senna na frente em 11 dessas vezes)
Ayrton Senna subiu ao Pódio em 49,69% dos GP's da Fórmula 1 que disputou. Obteve 25,46% de Vitórias e 40,37% de Pole Positions em GP's que participou.
Fonte: www.abrali.com

Ao morrer, no auge da carreira, pilotando um carro de fórmula 1, Aírton Senna era ídolo brasileiro e do esporte mundial comparável a Niki Lauda, Jim Clark -- o "escocês voador" -- e o pentacampeão Juan Manuel Fangio, de quem chegou a ser apontado sucessor.
Aírton Senna da Silva nasceu em São Paulo SP, em 21 de março de 1960. Seu pai presenteou-o com o primeiro kart e, em 1974, patrocinou o início de sua carreira. Em 1979 e 1980 Senna ficou em segundo lugar no campeonato mundial de kart e em 1981 venceu 11 das 19 corridas da fórmula Ford, na Inglaterra. Ganhou por antecipação os campeonatos europeu e inglês de fórmula Ford em 1982, com 21 vitórias em 28 provas. Tornou-se campeão da fórmula 3 inglesa, em 1983, com nove vitórias consecutivas, um recorde mundial.
Senna fez história a bordo de sua McLaren Em 1984 Senna ingressou na fórmula 1, pela equipe Toleman, e um ano depois estava na Lotus, equipe pela qual disputou três temporadas. Em 1988, contratado pela McLaren, conquistou o primeiro campeonato mundial. No ano seguinte foi vice-campeão, atrás do francês Alain Prost, seu companheiro de equipe. Ao vencer as temporadas de 1990 e 1991, sagrou-se tricampeão mundial na categoria e veio a ser chamado "rei da chuva", pela habilidade para dirigir em pistas molhadas, ou "Mr. Mônaco", por suas cinco vitórias consecutivas nesse circuito. Em 1994, seu primeiro ano na Williams, foi proibido o controle eletrônico dos carros, o que tornou a fórmula 1 mais perigosa. Em 1º de maio daquele ano, Senna morreu ao se chocar contra um muro de proteção a 300km/h, na sétima volta do grande prêmio de San Marino, em Ímola, Itália. Em dez anos de fórmula 1, disputou 161 corridas, venceu 41 e conquistou 62 pole positions. Sepultado em São Paulo, Senna recebeu honras de chefe de estado, num dos funerais mais concorridos da história do país.
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