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Basílio da Gama

Basílio da Gama
Basílio da Gama

José Basílio da Gama nasceu em 22 de julho de 1740, no Arraial de São José do Rio das Mortes, hoje Tiradentes, Minas Gerais.

Era filho de Manuel da Costa Vilas-Boas, fazendeiro abastado, e de Quitéria Inácia da Gama. A morte do pai, ocorrida na sua primeira infância, acarretou situação difícil, valendo nesse transe um protetor, o brigadeiro Alpoim, que o encaminhou no Rio de Janeiro e facilitou os seus estudos no colégio dos jesuítas, onde faria o noviciado para professar na Companhia de Jesus.


Quando foi decretada a expulsão da Companhia de Jesus do Brasil, em 1759, foi noviço no Colégio dos Jesuítas, no Rio de Janeiro. Fugiu para Roma, onde fez parte da Arcádia Romana, sob o pseudônimo de Termindo Sipílio. Foi a Portugal, e lá foi preso e condenado ao degredo na África.

O epitalâmio para as bodas da filha do Marquês de Pombal livrou-o do exílio e lhe deu a confiança de Pombal, de quem tornou-se secretário. O Uraguai (1769) revela seu anti-jesuitismo e sua subserviência ao déspota. Permaneceu no Brasil, na época mais efervescente do ciclo da mineração.

No fim da vida, foi admitido na Academia das Ciências de Lisboa e publicou o poema Quitúbia (1791) e, de permeio, traduções e alguns versos de circunstância.

O Uraguai, obra principal de Basílio da Gama, parte de um tema contemporâneo do autor, a louvação de Pombal e o heroísmo indígena. Apesar de não ser assunto tão grandioso para o gênero épico, consegue criar uma poesia de boa qualidade, ágil, expressiva, e, no conjunto, a melhor que se fez na época entre nós. Os versos, em decassílabos brancos e sem divisão de estrofes, distribuem-se em apenas cinco cantos (proposição, invocação, dedicatória, narração e epílogo). Esse tipo de verso e o movimento oscilatório entre os decassílabos heróicos e sáficos apressam a estrutura do poema, tornando-o mais lírico-narrativo do que épico.

Devido à intenção política do poeta, homenagear o Marquês de Pombal e repudiar os jesuítas, cai no laudatório e no caricato. Fugindo da estrutura camoniana, não se utiliza da mitologia, mas adota o maravilhoso, através do exótico e do primitivismo indígena; é o advento do índio como tema literário. Sem cair no lugar comum do bucolismo do Arcadismo, exalta a natureza e o "bom selvagem". As imagens densas e rápidas da natureza revelam já um direcionamento para o paisagismo do Romantismo.

Fonte: USP

BASÍLIO DA GAMA

Basílio da Gama
Basílio da Gama

Basílio da Gama (José B. da G.), poeta, nasceu em São José do Rio das Mortes [depois São José del Rei, hoje Tiradentes], MG, em 22 de julho de 1740, e faleceu em Lisboa, Portugal, em 31 de julho de 1795. É o patrono da Cadeira n. 4 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Aluísio Azevedo.

Era filho de Manuel da Costa Vilas-Boas, fazendeiro abastado, e de Quitéria Inácia da Gama. A morte do pai, ocorrida na sua primeira infância, acarretou situação difícil, valendo nesse transe um protetor, o brigadeiro Alpoim, que o encaminhou no Rio de Janeiro e facilitou os seus estudos no colégio dos jesuítas, onde faria o noviciado para professar na Companhia de Jesus. Com a expulsão dos jesuítas, em 1759, os que não eram professos podiam voltar à vida secular, pela qual optou Basílio da Gama, que prosseguiu seus estudos, provavelmente no Seminário São José. Viajou depois pela Itália e Portugal, de 1760 a 67. Em Roma, foi recebido na Arcádia Romana sob o nome de Termindo Sipílio, com a proteção dos jesuítas, que teriam emendado os versos acadêmicos do poeta principiante e sem nenhuma produção de vulto. Em começos de 67 estava no Rio de Janeiro e assistia, em 8 de fevereiro, ao lançamento ao mar da nau Serpente, de que faz menção no Uraguai (Canto terceiro), na Ode II e no Soneto VI. Em 30 de junho de 1768, estava de viagem para Lisboa, a bordo da nau Senhora da Penha de França, com o objetivo de matricular-se na Universidade de Coimbra. Lá chegando, foi preso e condenado ao degredo para Angola, como suspeito de ser partidário dos jesuítas. Do desterro a que estava sentenciado salvou-o o Epitalâmio que escreveu às núpcias de D. Maria Amália, filha de Pombal. Este simpatizou com o poeta, perdoou-o e, depois de lhe conceder carta de nobreza e fidalguia, deu-lhe o lugar de oficial da Secretaria do Reino. Basílio identificou-se, desde então, com a política pombalina. Para conciliar as graças de Pombal, compôs o Uraguai, publicado em 1769 na Régia Oficina Tipográfica, de Lisboa. A queda do protetor, em 1777, não lhe alterou a posição burocrática. Não aderiu à Viradeira nem se juntou ao grupo dos aduladores da véspera que, após a queda de Pombal, passaram a vilipendiá-lo. No fim da vida, foi admitido na Academia das Ciências de Lisboa e publicou o poema Quitúbia (1791) e, de permeio, traduções e alguns versos de circunstância.

O poema épico Uraguai trata da expedição mista de portugueses e espanhóis contra as missões jesuíticas do Rio Grande, para executar as cláusulas do Tratado de Madri, em 1756. Tinha também o intuito de descrever o conflito entre o ordenamento racional da Europa e o primitivismo do índio. Basílio mostra simpatia pelo índio vencido enquanto transfere o ataque aos jesuítas. Desenvolve o poema em dois planos complementares: o dos versos e o das notas, que nele são parte integrante e explicativa da composição. As notas em prosa, paralelas aos versos, chamam a si a tarefa proposta de combater os jesuítas e exaltar Pombal.

Obras: "Epitalâmio às núpcias da Sra. D. Maria Amália" e Uraguai (1769); A declamação trágica (1772), poema dedicado às belas artes; Os Campos Elíseos (1776), Quitúbia, (1791); e outros poemas. As suas poesias conhecidas foram reunidas por José Veríssimo nas Obras poéticas de José Basílio da Gama, edição comemorativa do bicentenário do poeta.

Fonte: www.biblio.com.br

BASÍLIO DA GAMA

Basílio da Gama
Basílio da Gama

José Basílio da Gama, poeta, nasceu em São José do Rio das Mortes [depois São José del Rei, hoje Tiradentes], MG, em 22 de julho de 1740, e faleceu em Lisboa, Portugal, em 31 de julho de 1795. É o patrono da Cadeira n. 4 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Aluísio Azevedo.

Era filho de Manuel da Costa Vilas-Boas, fazendeiro abastado, e de Quitéria Inácia da Gama. A morte do pai, ocorrida na sua primeira infância, acarretou situação difícil, valendo nesse transe um protetor, o brigadeiro Alpoim, que o encaminhou no Rio de Janeiro e facilitou os seus estudos no colégio dos jesuítas, onde faria o noviciado para professar na Companhia de Jesus.
Com a expulsão dos jesuítas, em 1759, os que não eram professos podiam voltar à vida secular, pela qual optou Basílio da Gama, que prosseguiu seus estudos, provavelmente no Seminário São José. Viajou depois pela Itália e Portugal, de 1760 a 67.


Em Roma, foi recebido na Arcádia Romana sob o nome de Termindo Sipílio, com a proteção dos jesuítas, que teriam emendado os versos acadêmicos do poeta principiante e sem nenhuma produção de vulto. Em começos de 67 estava no Rio de Janeiro e assistia, em 8 de fevereiro, ao lançamento ao mar da nau Serpente, de que faz menção no Uraguai (Canto terceiro), na Ode II e no Soneto VI. Em 30 de junho de 1768, estava de viagem para Lisboa, a bordo da nau Senhora da Penha de França, com o objetivo de matricular-se na Universidade de Coimbra. Lá chegando, foi preso e condenado ao degredo para Angola, como suspeito de ser partidário dos jesuítas. Do desterro a que estava sentenciado salvou-o o Epitalâmio que escreveu às núpcias de D. Maria Amália, filha de Pombal. Este simpatizou com o poeta, perdoou-o e, depois de lhe conceder carta de nobreza e fidalguia, deu-lhe o lugar de oficial da Secretaria do Reino. Basílio identificou-se, desde então, com a política pombalina. Para conciliar as graças de Pombal, compôs o Uraguai, publicado em 1769 na Régia Oficina Tipográfica, de Lisboa. A queda do protetor, em 1777, não lhe alterou a posição burocrática. Não aderiu à Viradeira nem se juntou ao grupo dos aduladores da véspera que, após a queda de Pombal, passaram a vilipendiá-lo. No fim da vida, foi admitido na Academia das Ciências de Lisboa e publicou o poema Quitúbia (1791) e, de permeio, traduções e alguns versos de circunstância.

O poema épico Uraguai trata da expedição mista de portugueses e espanhóis contra as missões jesuíticas do Rio Grande, para executar as cláusulas do Tratado de Madri, em 1756. Tinha também o intuito de descrever o conflito entre o ordenamento racional da Europa e o primitivismo do índio. Basílio mostra simpatia pelo índio vencido enquanto transfere o ataque aos jesuítas. Desenvolve o poema em dois planos complementares: o dos versos e o das notas, que nele são parte integrante e explicativa da composição. As notas em prosa, paralelas aos versos, chamam a si a tarefa proposta de combater os jesuítas e exaltar Pombal.

Fonte: bibvirt.futuro.usp.br

BASÍLIO DA GAMA

Basílio da Gama nasceu em 1741 , na cidade de São José do Rio das Mortes , atual Tiradentes , Minas Gerais . Teve formação jesuíta , chegando a noviço . Mudando-se para Portugal , acabou preso sob a acusação de ligação política com os jesuítas , recentemente expulsos do território português , na crise Pombalina . Condenado ao degredo , ficou em Angola durante algum tempo , mas , graças a um epitalâmio ( = poema nupcial ) escrito em homenagem à filha do marquês de Pombal , livrou-se do exílio . Retornou a Portugal e recompôs sua vida , no que foi ajudado por autoridades simpáticas ao Ministro . Escreveu muitos poemas de bajulação ao Marquês , dedicando-lhe sua obra-prima O Uraguay . Morreu em Lisboa , no ano de 1795 . Seu pseudônimo de pastor era Termindo Sipílio .

Obras de Basílio da Gama

Basílio da Gama deixou uma coletânea lírica , Lenitivo da Saudade , mas sua obra máxima é o poema épico O Uraguay . Esse poema foi baseado no conflito gerado pelo Tratado de Madri ( 1750 ) , que interferia no trabalho desenvolvido pelos jesuítas com os índios , nos chamados Sete Povos das Missões . A guerra opôs tropas portuguesas e espanholas a jesuítas e índios . No poema , o Autor posiciona-se favoravelmente ao marquês de Pombal e aos portugueses , caracterizando os jesuítas como os vilões da história .

José Basílio da Gama escreveu um poema de qualidade em que , além de cenas muito bem estruturadas , faz detalhadas e exuberantes descrições da natureza brasileira . Expressa um delicado lirismo , além de se dar ao luxo de escapar da quase inevitável influência de Os Lusíadas , feito conseguido por poucos nos séculos XVII e XVIII .

Quanto à estrutura técnica , o poema tem cinco cantos , versos decassílabos sem esquema rimático ( brancos ) e sem estrofação , obedecendo à tradição épica das cinco partes ( proposição, invocação , dedicatória , narração e epílogo ) , mas sem seguir essa seqüência . Misturam-se personagens fictícios com outros que efetivamente viveram o fato histórico , como : Sepé , Padre Balda , Gomes Freire e mais alguns . Evitou-se a descrição da natureza . Basílio da Gama é também considerado um pré-romântico , a exemplo de Bocage e Tomás Antônio Gonzaga .

Fonte: www.profabeatriz.hpg.ig.com.br

BASÍLIO DA GAMA

NOME LITERÁRIO: GAMA, BASÍLIO DA
NOME COMPLETO: JOSÉ BASÍLIO DA GAMA
PSEUDÔNIMO: ANONYMO, TERMINDO SIPÍLIO
NASCIMENTO: 08 de Abril de 1741, São Joséd'EL-Rei, atual Tiradentes, MG FALECIMENTO: 31 de Julho de 1795, Lisboa.

Biografia de Basílio da Gama

Filho de pai português e mãe brasileira, Basílio da Gama ainda na infância fica órfão de pai e graças a um protetor segue para o Rio de janeiro e ingressa no Colégio dos Jesuítas. Expulsos estes em 1759, Basílio da Gama termina os estudos no Seminário de São José e embarca para a Itália, onde adere à Arcádia Romana, e adota o pseudônimo de Termindo Sipílio. Depois de breve passagem pelo Rio de Janeiro, segue para Lisboa e matricula-se na Universidade de Coimbra. Foi preso e condenado ao degredo em Angola sob suspeitas de estar ligado à Companhia de Jesus.

Na prisão, escreveu um epitalâmio dirigido à filha do Marquês de Pombal, e alcança com isso comutação da pena. Em 1769, para provar seu antijesuitismo oportunista, escreveu o poema Uruguai, que dedicou a um irmão do Marquês, ex-governador do Pará, publicado pela Régia Oficina Tipográfica de Lisboa. Estabelecido em Lisboa, em 1774 foi nomeado oficial da Secretaria do Reino. A mudança de governante, em 1777, não lhe alterou a situação, mas daí por diante nada merecedor de relevo lhe ocorreu. Em 1790, recebe o hábito de Santiago, das mãos de D. Maria I.

Fonte: www.culturabrasil.pro.br

BASÍLIO DA GAMA

Basílio da Gama
Basílio da Gama

José Basílio da Gama nasceu em 08 de abril de 1741, em São José d’El-Rei, atual Tiradentes, MG, e morreu em 31 de julho de 1795, em Lisboa. Seu pseudônimo era Termindo Sepílio.

Filho de pai português e mãe brasileira, Basílio da Gama, ainda na infância, fica órfão de pai e, graças a um protetor, segue para o Rio de Janeiro e ingressa no Colégio dos Jesuítas. Expulsos estes em 1759, Basílio da Gama termina os estudos no Seminário de São José e embarca para a Itália, onde adere à Arcádia Romana, e adota o pseudônimo de Termindo Sipílio. Depois de breve passagem pelo Rio de Janeiro, segue para Lisboa e matricula-se na Universidade de Coimbra. Foi preso e condenado ao degredo em Angola sob suspeitas de estar ligado à Companhia de Jesus. Na prisão, escreveu um epitalâmio dirigido à filha do Marquês de Pombal, e alcança com isso comutação da pena. Em 1769, para provar seu antijesuitismo oportunista, escreveu o poema Uruguai, que dedicou a um irmão do Marquês, ex-governador do Pará, publicado pela Régia Oficina Tipográfica de Lisboa.

Estabelecido em Lisboa, em 1774 foi nomeado oficial da Secretaria do Reino. A mudança de governante, em 1777, não lhe alterou a situação, mas daí por diante nada merecedor de relevo lhe ocorreu. Em 1790, recebe o hábito de Santiago, das mãos de D. Maria I

Fonte: members.fortunecity.com

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