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Beethoven

Ludwig van Beethoven

Compositor clássico romântico nascido na cidade alemã de Bonn, um dos maiores mestres da música universal. De origem flamenga, motivo do van, em vez de von, neto e filho de músicos, passou a ter uma formação musical sistemática, com o melhor mestre de cravo da cidade, Christian Gottlob Neefe (1781). Substituíu Neefe como organista da corte (1783-1787) e a seguir foi enviado a Viena para estudar com Mozart (1787).

Seu talento fez com que angariasse vários amigos e admiradores que se tornaram seus protetores, como os Breunings, o violinista Franz Anton Ries, o conde Ferdinand von Waldstein, a família Brunswick, o conde Rasumovski e o arquiduque Rodolfo. Ainda estudou com Haydn (1792) com quem logo se desentendeu, com o contrapontista Johann Georg Albrechtsberger e com Antonio Salieri.

Adorado como pianista e como improvisador, foi acometido de um problema progressivo de surdez (1798) e aos 50 anos já estava praticamente surdo. Inicialmente o problema o fez entrar em desespero e, diante da ineficácia dos recursos médicos, chegou a cogitar do suicídio. Porém aos poucos conformou-se com a situação e como não nascera surdo, tinha memória auditiva suficiente para compor em sua mente.

Embora incapaz de captar novos sons, tinha conhecimento suficiente para formar composições em seu cérebro e transformá-las em partituras.

A partir daí, viveu sua mais intensa fase criadora, compondo obras primas como a sonata Kreutzer, a sinfonia Heróica (1803), a sétima sinfonia e o trio Arquiduque (1811). Com a sua surdez agravada foi convidado a ir morar em Kassel, na Vestfália (1815), onde os nobres de Viena lhe proporcionaram uma pensão vitalícia para que não saísse da cidade.

A imortal Nona sinfonia, criada pouco antes de sua morte, foi declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO.

Fonte: www.netsaber.com.br

Beethoven

Ludwig van Beethoven

Ludwig van Beethoven
Beethoven

Durante a Segunda Guerra Mundial, os países ocupados pela Alemanha eram proibídos de ouvir outras rádios que não as indicadas pelo III Reich. Todavia, muitas pessoas desafiavam a proibição para escutar a BBC de Londres, que durante a guerra usou como prefixo as notas iniciais da V Sinfonia de Beethoven, cujas notas - três curtas e uma longa - correspondem a letra "V" - vitória - em código morse. Nesta, como em outras ocasiões, a liberdade foi associada a Beethoven.

Ludwig Van Beethoven nasceu em 17 dezembro de 1770 na cidade de Bonn, na Alemanha, à beira do Reno. Seu pai, Johann Van Beethoven, era músico, trabalhando a serviço do príncipe local. De ascendência holandesa, o músico Johann, que já havia perdido vários filhos, só tinha uma ambição: que seu filho Ludwig fosse um novo Mozart.

Desde pequeno fez o filho estudar música, a ponto de fazê-lo negligenciar outros estudos, apenas para poder exibí-lo como um novo prodígio na Europa, tal como Mozart anos antes. Para tanto, deixou o ensino musical do filho confiado ao professor Christian Gottlob Neefe, organista da corte de Bonn. Extravagante, entregue ao álcool, o pai de Ludwig forçava-o a tocar nas horas mais estranhas, muitas vezes tirando o menino da cama de madrugada para exercitar-se ao piano.

A primeira ocupação oficial de Beethoven foi como assistente de Neefe, cumprindo as funções de organista e tocando na orquestra do príncipe eleitor Maximiliano Francisco. Aos 17 anos viajou para Viena, onde parece ter se encontrado com Mozart, embora não esteja provado que chegou a tomar aulas com ele. Embora pretendesse ficare em Viena, a morte de sua mãe o levou de volta a Bonn.

A família de Beethoven, nessa época, estava em franca decadência. Seu pai, vencido pelo alcoolismo, mantinha-se autoritário, irascível e violento. Os irmãos Karl e Johann, que ainda dariam muito trabalho à Beethoven, eram pequenos. Ludwig tomou a frente da situação, requerendo às autoridades metade do salário de seu pai, para poder sustentar os irmãos.

Nos anos seguintes Beethoven trabalhou na orquestra do príncipe, escrevendo obras encomendadas pela nobreza local e reforçando, desse modo, seus vínculos com a aristocracia. Entre seus amigos estava o conde de Wallenstein, que muito contribuiria para o sucesso de Beethoven.

Viena

A palavra do conde, por exemplo, teve influência na decisão de Beethoven, aos 21 anos, de partir para Viena para estudar com Haydn. Chegava, desta maneira, a sua segunda e definitiva cidade.Os estudos com Haydn duraram pouco tempo, e Beethoven estabeleceu-se na capital austríaca como concertista e compositor, ao mesmo tempo que prosseguia seus estudos musicais com outros professores.

Jovem, respeitado como um bom músico, tudo se encaminhava para que Beethoven se tornasse mais um dos inumeráveis compositores que viviam em Viena na mesma época. Todavia, algo se abatia sobre o jovem compositor: ele estava ficando surdo.

A partir daí surge o Beethoven quase mítico que conhecemos. O drama da surdez, que o músico procura esconder a princípio, ganha proporções assustadoras na vida do jovem quando descobre que seu mal é incurável. Pouco a pouco, afasta-se do convívio social, no auge de sua fama, passando a viver como compositor e professor. É dessa época o famoso Testamento de Heilligenstadt, no qual Beethoven afirma sua convicção na música como única redentora de todos os males. É o legado metafísico de um homem desencantado com o mundo, mas ao qual não pode subtrair-se pois tem consciência de suas tarefas. E, paradoxalmente, sua fama, já nesta época considerável, aumenta a cada obra sua que é publicada.

O vida particular, por outro lado, parece afastar-se cada vez mais da esperança de felicidade. Seus vários relacionamentos amorosos terminam de maneira mais ou menos dolorosa, deixando profundas marcas no espírito do compositor, que se ve envelhecer antes do tempo. Os nomes se sucedem, imortalizados nas obras que o mestre lhes dedicou: Julie Guiccardi, Therese e Josephine Von Brunswick, Bettina Brentano e muitas outras, cuja paixão do solitário músico inspirava mais compaixão que verdadeiramente amor. Há, neste particular, uma curiosidade: quem terá sido a "amada imortal" à quem Beethoven dedicou uma belíssima carta de amor que nunca foi entregue? Impossível saber.

Beethoven não se deixa abater. Decide "segurar o destino pelo focinho", segundo suas próprias palavras. Nasce o mito do herói que luta, com sua arte, através das dificuldades para satisfazer seu próprio ideal estético.

Artistas de todo o mundo vinham conhecê-lo, trazendo partituras para que ele desse um parecer. Rossini, Liszt e Schubert, entre outros, foram recebidos com cordialidade e afabilidade pelo músico.

Ao mesmo tempo, suas composições, criadas sem a menor preocupação em respeitar as regras até então seguidas, são aclamadas. Beethoven inaugura a tradição do compositor livre, que escrevia música para si, sem estar vinculado a um príncipe ou nobre. Tudo, em Beethoven, traz a marca da liberdade; era solitário, não tinha vínculos e responsabilidades com ninguém senão consigo mesmo.

Tal situação somente se alterou com a morte de seu irmão Karl, que o havia nomeado tutor do sobrinho do mesmo nome. O processo que Ludwig disputou com a cunhada pela guarda do sobrinho foi o primeiro de uma série de desgostos que o acompanhariam pelo resto de sua vida, culminando com a tentativa de suicídio de seu sobrinho, anos depois.

A surdez de Beethoven piorava. Um de seus concertos em Viena, justamente na estréia de sua Quinta Sinfonia, foi um fiasco total. O músico, sem distinguir uma só nota, insistiu em reger a orquestra, que, desorientada, não conseguiu tocar bem a partitura.

No final, o triunfo

Em 1823, Beethoven colocou o ponto final em uma obre que lhe demandara mais trabalho, e que lhe era das mais caras: a Nona Sinfonia. Preocupado com a possível má recepção do público vienense, Beethoven pretendia estreá-la em Berlim. A notícia, sabe-se lá como, foi espalhada pela cidade. Imediatamente as cabeças pensantes de Viena endereçaram um pedido, quase uma súplica, para que ele estreasse sua obra lá.

Foi programado um concerto, no Kärtnetor-Theater, em 7 de maio de 1824. Além da IX Sinfonia, foram apresentados trechos da Missa Solene e outras obras. Beethoven foi dissuadido de aceitar a regência, mas teve direito a um lugar especial junto ao maestro.

Ainda no terceiro movimento da sinfonia irromperam palmas. Terminado o quarto movimento, o triunfo: a platéia vienense o aclamava. Entrementes, Beethoven não ouvia nada, observando calmamente a partitura da sinfonia. Foi preciso que um contralto, Caroline Unger, o tomasse pela manga e o mostrasse a o público delirante.

Depois desse triunfo, Beethoven ainda compôs suas obras mais complexas, os últimos quartetos de cordas, muito apreciados na virada do século. Sua saúde, porém, começava a sedeteriorar. Em 1827, no dia 26 de março, às 17h45, durante uma tempestade, Beethoven morreu, vitimado por cirrose crônica - herdada, talvez, do pai - brandindo a mão fechada contra o céu, num último gesto de rebeldia.

Obras

Sinfonias

É difícil recomendar obras de Beethoven; as mais famosas nem sempre são as melhores, mas podem servir como introdução a sua vasta obra. Excusamo-nos de recomendar as obras mais batidas, como a Pour Elise, op. 59 (usada como música de caminhão de gás...) e a Quinta Sinfonia, op.67. Todos os seres humanos já as ouviram pelo menos uma vez.

Uma boa introdução ao gênio beethoveniano são as sinfonias, que atingiram sua maturidade com ele. A Nona Sinfonia, op.125, pode ser uma experiência estética inesquecível, desde que sob uma boa batuta, como Karajan, Bernstein ou Walter. Essa famosa sinfonia inclui em seu movimento final a "Ode à Alegria", de Schiller, cantada por um coral a 4 vozes. É aprimeira vez que isso acontece na história da sinfonia, sendo posteriormente adotada por diversos compositores - e encontrando, na Oitava Sinfonia de Mahler seu máximo desenvolvimento.

A Sexta, op.68, chamada de Pastoral, ou a Terceira, a Heróica, op. 55, dedicada a Napoleão Bonaparte, e a Sétima, op.92 são obras igualmente boas, tornando-se inócua qualquer disputa sobre qual é a melhor. Enfim, a Primeira, op. 21, Segunda op. 36, Quarta, op. 60 e a Oitava op. 93, apesar de negligenciadas nas salas de concerto e mesmo pelo público, não são, de maneira nenhuma, obras menores. A primeira, inclusive, traz uma série de inovações harmônicas que mostram como Beethoven soube se libertar das regras que regiam a composição musical.

Sonatas

Dentre as sonatas, outro gênero no qual Beethoven foi mestre, recomendamos as mais famosas: a Sonata Patética, op 13, a Sonata ao Luar - Quasi una fantasia, op. 27 e a Sonata Waldstein, op. 53, e a Sonata op.2 n 1, dedicada a Haydn. Sem dúvida, encontram-se excelentes trabalhos além destes; a gravação de Fritz Jankl é recomendada, embora outras excelentes estajam à disposição no mercado.

Concertos

O Concerto para Piano n5, op. 73 é justificadamente mais famoso concerto de Beethoven. O subtítulo habitual, porém apócrifo, é "Imperador", e todo um ímpeto de majestade percorre todo o concerto. Em segundo lugar, mas com a mesma qualidade, está o Concerto n 3, op. 37, mais grave no tom. Nas gravações, é difícil encontrar um excelente maestro regendo um excelente pianista.Por suas capacidades individuais excepcionais, as dificuldades de acertar são várias, o que não exclui essa hipótese.

Fonte: www.malhanga.com

Beethoven

Ludwig van Beethoven

Ludwig van Beethoven
Ludwig van Beethoven

Ludwig van Beethoven (Bonn, 16 de Dezembro de 1770 — Viena, 26 de Março de 1827) foi um compositor erudito alemão do período de transição entre o Classicismo e o período Romântico. É considerado o maior e mais influente compositor do século XIX. Suas 32 sonatas para piano são consideradas o "Novo Testamento da Música", sendo o Cravo Bem-Temperado de Johann Sebastian Bach, o "Antigo Testamento".

Biografia

Beethoven foi batizado em 17 de Dezembro de 1770, tendo nascido presumivelmente no dia anterior na Renânia do Norte (Alemanha), segundo o costume de então. Sua família era de origem flamenga, seu avô Luiz, de quem herdou o nome, nasceu na Antuérpia em 1712, e emigrou para Bonn. Descendia de artistas, pintores e escultores. Era músico e foi nomeado regente da Capela arcebispal na côrte de Colônia (Köln em língua alemã). Na mesma capela seu filho, pai de Ludwig, era tenor e também lecionava. Foi dele que Beethoven recebeu as suas primeiras lições de música. Devido à sua tez morena e cabelos muito negros era chamado de "o espanhol".

Beethoven: pintado por Joseph Karl Stieler
Beethoven: pintado por Joseph Karl Stieler

A mãe de Beethoven, Maria Magdalena Kewerich (1746-1787), era filha do chefe das cozinhas do príncipes da Renânia. Casou-se duas vezes. O primeiro marido foi Johann Leym (1733-1765). Tiveram apenas um filho, Johann Peter Anton, que nasceu e morreu em 1764. Depois da morte do marido, Magdalena, viúva, casou-se com Johann van Beethoven (1740-1792), músico alcoólatra. Tiveram sete filhos: o primeiro Ludwig Maria que nasceu e morreu no ano de 1769; o segundo Ludwig van Beethoven (1770-1827), o compositor, que morreu com 56 anos; o terceiro Caspar Anton Carl van Beethoven (1774-1815) que também tinha dotes para a Música e que morreu com 41 anos; o quarto Nicolaus Johann van Beethoven (1776-1848), que se tornou muito rico, graças à indústria farmacêutica, e que morreu com 72 anos; a quinta Anna Maria, que nasceu e morreu em 1779; o sexto Franz Georg (1781-1783), que morreu com dois anos de idade; e a sétima Maria Magdalena (1786-1787), que morreu com apenas um ano de idade. Portanto, Beethoven – que foi o terceiro filho da sua mãe e o segundo do seu pai – teve sete irmãos, cinco dos quais morreram na infância. Quanto aos irmãos vivos, Beethoven foi o primeiro, Caspar foi o segundo e Nicolaus o terceiro.

Ludwig nunca teve estudos muito aprofundados mas sempre revelou um talento excepcional para a música. Com apenas nove anos de idade foi confiado a Christian Gottlob Neefe (1748-1798) que lhe deu a conhecer os grandes mestres alemães da música. Compôs as suas primeiras peças aos onze anos. Os seus progressos são de tal forma notáveis que em 1784 já era segundo organista da capela do Eleitor. Pouco tempo depois foi violoncelista na orquestra da corte. Em 1787 foi enviado para Viena para estudar com Joseph Haydn onde este o apresentou a Wolfgang Amadeus Mozart, que viu o talento prodigioso de Beethoven e proferiu a célebre frase "Não o percam de vista, um dia há de dar que falar".

Tinha como hábito despejar água gelada sobre a cabeça sob o pretexto de que isso estimulava o cérebro. E deixar o pinico embaixo do piano, e não da cama, como era usual na época em que viveu.

Em 1792, muda-se para Viena, e, afora algumas poucas viagens, permaneceria lá para o resto da vida. Durante os anos 1790, firma uma sólida reputação como pianista virtuose e compõe suas primeiras obras-primas: Três Sonatas para piano Op.2 (1795), Concerto para Piano No.1 em Dó maior Op.15 (1795), Sonata No.8 em Dó menor Op.13 [Sonata Patética] (1798), Seis Quartetos de cordas Op.18 (1800).

Em 2 de Abril de 1800 sua Sinfonia Nº1 em Dó maior Op.21 estréia em Viena, mas no ano seguinte ele confessa aos amigos que não estava satisfeito com o que tinha composto até então e que havia decidido seguir “um novo caminho”.

Por volta de seus 24 anos (1794), Beethoven sentiu os primeiros indícios de surdez. Consultou vários médicos, inclusive o médico da corte de Viena, fez curativos, realizou balneoterapia, usou cornetas acústicas, mudou de ares, mas os seus ouvidos permaneciam enrolhados. Desesperado, entrou em profunda crise depressiva e pensou em suicidar-se. Em 1802, escreve o seu testamento aos seus dois irmãos vivos Karl e Johann: é o «Testamento de Heilingenstadt». Dentre seus problemas de saúde, ficou com o rosto marcado pela varíola.

Embora tenha feito muitas tentativas para tratá-la durante os anos seguintes, a doença continuou a progredir e, aos 46 anos (1816), estava praticamente surdo. Porém, ao contrário do que muitos pensam, Beethoven jamais perdeu toda a audição, muito embora não tivesse mais, em seus últimos anos, condições de acompanhar uma apresentação musical ou de perceber nuances timbrísticas. Em sua obra 'Uma Nova História da Música', Otto Maria Carpeaux afirma que Beethoven assistiu à primeira apresentação pública da sua 9ª Sinfonia (ao lado de Umlauf, que a regeu, como ficou registrado por Schindler e mais tarde por Grove), mas abstraído na leitura da partitura, não pôde perceber que estava sendo ovacionado até que Umlauf tocando seu braço, voltou sua atenção à sala, e Beethoven se inclinou diante do público que o aplaudia. De 1816 até 1827, ano da sua morte, ainda conseguiu compor cerca de 44 obras musicais.

Em 1803 Beethoven começa a trilhar aquele “novo caminho” com a Sinfonia nº 3 em Mi bemol maior Op.55 [Eróica], uma obra sem precedentes na história da música sinfônica, considerada o início do período Romântico na Música Erudita. Os anos seguintes à Eróica foram de extraordinária fertilidade criativa e viram surgir numerosas obras-primas: Sonata nº 21 em Dó maior Op.53 [Waldstein] (1804), Sonata nº 23 em Fá menor Op.57 [Appassionata] (1805), Sinfonia No.4 em Si bemol maior Op.60 (1806), Três Quartetos de cordas Op.59 [Rasumovsky] (1806), Sinfonia No.5 em Dó menor Op.67 (1808), Sinfonia nº 6 em Fá maior Op.68 [Pastoral] (1808), Concerto para Piano nº 4 em Sol maior Op.58 (1807), Concerto para Violino em Ré maior Op.61 (1806), Concerto para Piano nº 5 em Mi bemol maior Op.73 [Imperador] (1809), Quarteto em Fá menor op.95 [Serioso] (1811), Sinfonia nº 7 em Lá maior Op.92 (1812), Sinfonia nº 8 em Fá maior (1812), e a primeira versão da única ópera de Beethoven, Fidelio (a versão definitiva é de 1814).

Beethoven musicou a Abertura de Egmont, escrito por Goethe. Muito se conta do encontro entre Goethe e Beethoven.

Depois de 1812, a surdez progressiva aliada à perda das esperanças matrimoniais e problemas com a custódia do sobrinho o levaram a uma crise criativa que faria com que durante esses anos ele escrevesse poucas obras importantes.

A partir de 1818 Beethoven, aparentemente recuperado, passou a compor mais lentamente, mas com um vigor renovado. Surgem então algumas de suas maiores obras: Sonata nº 29 em Si bemol maior op.106 [Hammerklavier] (1818), Sonata nº 30 em Mi maior Op.109, Sonata nº 31 em Lá bemol maior Op.110 (1822), Sonata nº 32 em Dó menor Op.111 (1822), Variações Diabelli Op.120 (1823), Missa Solemnis Op.123 (1823). A culminância desses anos foi a Sinfonia nº 9 em Ré menor Op.125 (1824), para muitos a sua obra-prima. Pela primeira vez é inserido um coral num movimento de uma sinfonia. O texto é uma adaptação do poema de Schiller “Ode à Alegria”, feita pelo próprio Beethoven.

Os anos finais de Beethoven foram dedicados quase que exclusivamente à composição de quartetos de cordas. Foi nesse meio que ele produziu algumas de suas mais profundas e visionárias obras: Quarteto em Mi bemol maior Op.127 (1825), Quarteto em Lá menor Op.132 (1825), Quarteto em Si bemol maior Op.130 (1826), Grande Fuga Op.133 (1826), Quarteto em Dó sustenido menor Op.131 (1826) e Quarteto em Fá maior Op.135 (1826). Sua influência na história da música foi imensa. Ao morrer em 26 de Março de 1827 estava trabalhando supostamente em uma décima Sinfonia. A suspeita vem por causa de vários "S" escritos como identificação nas partituras encontradas. Conta-se que cerca de dez mil pessoas compareceram ao seu funeral. Entre os presentes, Franz Schubert.

Vida artística

A sua vida artística poderá ser dividida em três fases:

1ª fase

Quando se muda para Viena em 1792, e alcança a fama de brilhantíssimo improvisador ao piano

2ª fase

Quando, por volta de 1794, se inicia a redução da sua acuidade auditiva, facto que o leva a pensar em suicídio

3ª fase

Quando, nos últimos dez anos de vida, fica praticamente surdo, escrevendo obras abstractas que, naquele tempo, ninguém compreendia.

Estúdio de Beethoven em 1827 por J.N. Hoechle
Estúdio de Beethoven em 1827 por J.N. Hoechle

Em 1801, Beethoven afirma não estar satisfeito com o que compôs até então, decidindo tomar um "novo caminho". Três anos depois, em 1803, surge o grande fruto desse "novo caminho": a Sinfonia nº3 em Mi bemol Maior apelidada de "Eroica", cuja dedicatória a Napoleão Bonaparte foi retirada com alguma polémica. A Sinfonia nº3 em Mi bemol Maior era duas vezes maior em duração que qualquer sinfonia escrita até então.

Em 1808, surge a Sinfonia nº5 em Dó menor - a sua tonalidade preferida -, cujo o famoso tema da abertura foi considerado por muitos como uma evidência da sua loucura.

Em 1814, na 2ªfase, Beethoven já era reconhecido como o maior compositor do século.

Em 1824, surge a Sinfonia nº9 em Ré Menor. Pela primeira vez na história da música, é inserido um coral numa sinfonia, inserida a voz humana como exaltação dionisíaca da fraternidade universal, com o apelo à aliança entre as artes irmãs: a poesia e a música.

Beethoven começou a compor música como nunca antes se houvera ouvido. A partir de Beethoven a música nunca mais foi a mesma. As suas composições eram criadas sem a preocupação em respeitar regras que, até então, eram seguidas. Considerado um poeta-músico, foi o primeiro romântico apaixonado pelo lirismo dramático e pela liberdade de expressão. Foi sempre condicionado pelo equilíbrio, pelo amor à natureza e pelos grandes ideais humanitários. Inaugura, portanto, a tradição de compositor livre, que escreve música para si, sem estar vinculado a um príncipe ou a um nobre. Hoje em dia muitos críticos o consideram como o maior compositor do século XIX, a quem se deve a inauguração do período Romântico, enquanto que outros o distinguem como um dos poucos homens que merecem a adjectivação de "gênio".

Obras

Fonte: pt.wikipedia.org

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