A música é rítmico, harmonia e melodia que mobiliza com exclusividade todo ser humano, e assim, contribui ativamente para a formação ou restauração da ordem mental do homem. No processo de comunicação o som faz com que as pessoas se relacionem, trabalhem e vivam em sociedade interagindo. O som da voz do professor dirigida ao aluno pode ser um elemento facilitador ou não da interação entre ambos.
A exposição ao som desperta os processos sensório-perceptível do cérebro, e que a sua adequada utilização estimula a atenção, propriedade intensificada quando o som se faz sob a forma de música.
A música pode tencionar ou relaxar independentemente de nossa capacidade ou vontade. A música desperta a atenção e estimula a confiança do indivíduo em si mesmo; ela pode dar vigor, levantar ânimo, ou deprimir, dependendo do estilo musical.
A interação docente-aluno nem sempre é fácil, o que pode prejudicar o processo ensino-aprendizagem. Esta relação pode ser facilitada com o uso da música, pois a música desperta os processos sensório-perceptível do cérebro. Célia S. A. Ramin e colaboradoras, enfermeiras da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, estudaram a influência da música na interação docente-aluno, e o papel da música enquanto elemento facilitador na concentração do aluno em sala de aula, foi desenvolvido durante as aulas teóricas da disciplina de Enfermagem Cirúrgica, no decorrer de 5 dias, quando os alunos tiveram a oportunidade de ouvirem a música “Fuga” de Bach em dois momentos e nestes dias, a sala ficava na penumbra, a porta seria fechada e solicitava-se a cooperação de todos durante aproximadamente 5 minutos. Depois foi solicitado aos alunos para exporem suas opiniões. Os depoimentos obtidos foram dados de forma espontânea, realizando a análise temática de Bardin.
Constatou-se que a música pode ser considerada um elemento facilitador na interação docente-aluno, além de ter demonstrado influência na capacidade de concentração do aluno. Portanto, a música foi um elemento altamente positivo no processo ensino-aprendizagem, devendo ser considerada como uma aliada na interação docente-aluno.
As pesquisas sobre musicoterapia revelaram que as canções aliviam a dor crônica. Os autores de vários estudos tem mostrado que a música melhora as manifestações ligadas à depressão, um dos males associados ao convívio com a dor crônica. E tanto faz o tipo de música que o paciente ouve, desde que goste. Por resultados como esse, a relação entre a música e a medicina é tema de interesse crescente. Existe um exame que se chama perimetria automatizada que é usada pelos oculista para fazer o exame de glaucoma e também uma avaliação mais precisa da progressão da doença. Esse exame a pessoa precisa estar relaxada pois a contração pode dificultar o exame, que é feito por uma aparelhagem complexa.
Carmo Fiorelli e colaboradores, incluindo a médica musicista Vanessa Macedo, oftalmologistas da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, fizeram um estudo que envolveram 60 pacientes que deveriam se submeter a esse exame, que nunca tinham feito antes, porque havia a suspeita de glaucoma progressivo. No grupo A; com 30 pacientes esse exame foi precedido pelo fato que ouviram durante dez minutos da sonata para dois pianos de Wolfgang Amadeus Mozart, e no grupo B; outros 30 pacientes foram submetidos a esse exame sem ouvirem a música, servindo de grupo controle. Os autores, verificaram que o grupo A; tinha uma perda menor de fixação durante o exame e os resultados foram mais precisos, pois tinham menos falsos positivos e falsos negativos comparados ao grupo B. Esses dados foram significativos sob o ponto de vista estatístico (p < 0,05). Falso positivo significa que o exame pelo estado de tensão do paciente pode dar que tem glaucoma e na realidade não tem. O mesmo raciocínio vale em relação ao exame negativo. A exatidão do exame de perimetria nos pacientes com a suspeita de glaucoma inicial, ou aqueles que já estavam fazendo o tratamento com um acompanhamento mais adequado por esse exame. Neste caso, os benefícios advêm do relaxamento, que facilita os reflexos. Porém os pesquisadores acreditam que há outros processos que colaboram para a melhora da performance, pois a música interfere no sistema que regula as emoções.
Música pode entreter, motivar, inspirar e acalmar. Pesquisadores revelam que a música também pode melhorar o modo de pensar e raciocinar, mostrando como o cérebro funciona. Desde a descoberta do "Efeito Mozart", em que o cientista Gordon Shaw descreveu a relação entre a música ativa - desenvolvida e tocada, não apenas aquela que se ouve - e a inteligência, ficou comprovado que a educação musical melhora o desempenho de crianças e adolescentes em testes, e principalmente nos exercícios de lógica e matemática. O raciocínio espacial-temporal envolvem transformam e comparam imagens mentais em espaço e tempo, cruciais na hora de jogar xadrez, resolver equações matemáticas e operar um computador. As pesquisas científicas durante 30 anos na Universidade da Califórnia, já mostravam como esses processos são parecidos com aqueles encontrados na pessoa que toca música. Sabe-se que tocar um instrumento exige muito da audição e da motricidade fina das pessoas, e que a prática musical faz com que o cérebro funcione em rede. Quando se aprende a tocar um instrumento, isso potencializa o aprendizado como um todo, principalmente no que se refere ao raciocínio lógico, memória e noção de espaço. A educação musical deveria estar disponível a todos os estudantes, como parte de um projeto educacional integrado. A melhor época para se aprender a tocar um instrumento é durante o Ensino Fundamental, já que a combinação de disciplina, concentração, socialização e criatividade é uma herança que o aluno deverá cultivar para toda a vida. Hoje, cerca de 70% dos alunos que aprendem música já são crianças maiores e mesmo adolescente. Estudos da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, revelaram que, ao comparar cérebros de músicos e não-músicos, os do primeiro grupo apresentavam maior quantidade de massa cinzenta - principalmente nas regiões responsáveis pela audição, visão e controle motor.
E.G.Schellenberg e colaborador, psicólogos da Universidade de Toronto, Canadá submeteram com crianças de ambos os sexos com 10 a 11 anos, a dois tipos de testes: primeiro ouviram músicas pop, músicas de Mozart e palestras sobre música, e depois foram submetidas a um teste em habilidade manuais e espaciais. O grupo de crianças que saiu-se melhor nesses testes eram aquelas que ouviam com prazer a música pop.
Segundo os cientistas isso significa que ter prazer em ouvir música também estimula os neurônios.
A avaliação das alterações auditivas inicia-se pelo simples exame clínico, passando pela audiometria e terminando em complexas avaliações das respostas do cérebro a estimulações especiais (potencial evocado auditivo). A falta de tratamento correto pode retardar a cura de muitos processos benignos. A surdez devem ser sempre muito bem avaliadas pelos especialistas. Nos casos de surdez severa no idoso pode confundir as pessoas, pois ele passa a ser considerado confuso, ou mesmo considerado portador de distúrbios de comportamento. Tais situações podem levar a quadros de depressão, no idoso. A pessoa com diminuição de audição deve procurar informar sempre da sua situação, não hesitando em pedir que se repita as palavras não compreendidas, mas por vergonha, por não querer denunciar a sua surdez, passa a não atender ao telefone e não falar com as pessoas muitas pessoas, inclusive os idosos podem ter associado à surdez outros sintomas: vertigem, náuseas, perda de equilíbrio.
A vertigem é uma sensação de forte tontura com início súbito, acompanhada de náuseas e/ou vômitos,sensação rotatória. Há também sensação de desequilíbrio. É freqüente o zumbido no ouvido. Pode ocorrer rápida perda de consciência (síncope). Em geral é desencadeada pelo movimento da cabeça. Acompanha com freqüência os distúrbios auditivos. O ouvido é o órgão da audição, e também do equilíbrio. Converte ondas sonoras em impulsos nervosos que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons. O ouvido também contém o sistema vestibular que é responsável pelo equilíbrio, é acionado ao se movimentar a cabeça. A vertigem se deve a problemas do labirinto, estrutura sofisticada responsável pela manutenção do equilíbrio, que fica contida dentro do ouvido. Inúmeros fatores podem levar à vertigem, destacando-se na terceira idade: a insuficiência vascular cerebral, distúrbios metabólicos, tumor cerebral, otite, intoxicação por determinados medicamentos, infecções e traumatismo. Alguns distúrbios visuais, como erro de refração pode desencadear a vertigem. Os estados de grande ansiedade também podem levar à vertigem. Quando a vertigem se acompanha de diminuição da audição,e zumbido é conhecido como síndrome de Meniere. A vertigem é importante causa de quedas no idoso. No estudo da vertigem é sempre importante determinar se a causa é periférica (do ouvido, por exemplo)ou central (distúrbios circulatórios cerebrais). E.Aizen e colaboradores, geriatras e fisioterapeutas da Universidade de Haifa compararam asa condições auditivas de 84 pacientes idosos, que sofreram quedas com 84 que não sofreram quedas. Os pacientes estavam hospitalizados, e foram subdivididos em 3 categorias; os pacientes que estavam fazendo reabilitarão por AVC(grupo A), por cirurgia do quadril (grupo B), e outros tipos de reabilitação(grupo C). Os pacientes do grupo A e B a cadeira de rodas foi um dos maiores fatores de risco. Nos três grupos: vertigem e medicações anti-hipertensivos foram preditores de quedas. Os medicamentos antidepressivos, se tomados de forma descontinua foi um fator de risco fraco nos 3 grupos. Os autores concluem que existem diferentes fatores de risco nos grupos de idosos, que devem ser individualizados.
A avaliação das alterações auditivas inicia-se pelo simples exame clínico, passando pela audiometria e terminando em complexas avaliações das respostas do cérebro a estimulações especiais (potencial evocado auditivo). A falta de tratamento correto pode retardar a cura de muitos processos benignos. A surdez deve ser, sempre muito bem avaliada pelo especialista. Nos casos de surdez severa no idoso pode confundir as pessoas, pois o paciente idoso passa a ser considerado confuso, ou mesmo considerado portador de distúrbios de comportamento. Tais situações podem levar a quadros de depressão, no idoso. A pessoa com diminuição de audição deve procurar informar sempre da sua situação, não hesitando em pedir que se repita as palavras não compreendidas, mas por vergonha e por não querer denunciar a sua surdez, passa a não atender ao telefone e não falar com as pessoas. Muitas pessoas, inclusive os idosos podem ter associado à surdez outros sintomas: vertigem, náuseas, perda de equilíbrio. A vertigem é uma sensação de forte tontura com início súbito, acompanhada de náuseas e/ou vômitos, e sensação rotatória. Há também sensação de desequilíbrio. É freqüente o zumbido no ouvido. Pode ocorrer rápida perda de consciência (síncope). Em geral, é desencadeada pelo movimento da cabeça. Acompanha com freqüência os distúrbios auditivos. O ouvido é o órgão da audição, e também do equilíbrio. Converte ondas sonoras em impulsos nervosos que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons. O ouvido também contém o sistema vestibular, que é responsável pelo equilíbrio acionado ao se movimentar a cabeça. A vertigem se deve a problemas do labirinto, estrutura sofisticada responsável pela manutenção do equilíbrio, que fica contida dentro do ouvido.
Inúmeros fatores podem levar à vertigem, destacando-se na terceira idade: a insuficiência vascular cerebral, distúrbios metabólicos, tumor cerebral, otite, intoxicação por determinados medicamentos, infecções e traumatismo. Alguns distúrbios visuais, como erro de refração podem desencadear a vertigem. Os estados de grande ansiedade também podem levar à vertigem. Quando a vertigem se acompanha de diminuição da audição e zumbido é conhecida como síndrome de Meniere. A vertigem é importante causa de quedas no idoso. No estudo da vertigem é sempre importante determinar se a causa é periférica (do ouvido, por exemplo); ou central (distúrbios circulatórios cerebrais). M.Yilmaz e colaboradores, otologistas de Universidade de Gazi de Ankara, na Turquia examinaram os ouvidos de 16 mulheres com a síndrome da fibromialgia, compararam com 15 mulheres sem fibromialgia, e não encontraram nenhuma diferença. O exame foi extremamente técnico com diversos aparelhos, pois várias das queixas foram consideradas como psicossomáticas e subjetivas.
Na terceira idade em geral a principal alteração do ouvido leva somente à diminuição da audição. Na sua grande maioria os distúrbios se devem à otosclerose, mas também podem ser devidas às intoxicações por medicamentos, às otites, ao acidente vascular cerebral e aos tumores. O ouvido é o órgão da audição, pois converte ondas sonoras em impulsos nervosos que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons. O idoso tem tendência a ter dificuldade em captar sons altos. O processo de envelhecimento que atinge a audição não é considerado uma doença e sim uma perda natural de função. O processo de envelhecimento dos ossos que formam o sistema auditivo denomina-se otosclerose, que não leva à surdez e sim a uma perda de audição parcial que se mantém estável sem tendência à piora, sendo uma alteração auditiva do tipo de condução. Presbiacusia é o nome de uma perda auditiva progressiva em ambos os ouvidos. Uma alteração que apresenta clara predisposição hereditária. Esta diminuição natural de audição que ocorre na terceira idade pode ser acompanhada de zumbido ou tinitus, o que em geral ocorre nos dois ouvidos e incomoda muito. Este ruído contínuo em ambos os ouvidos piora com o estado emocional, ansiedade e nervosismo. O zumbido também pode piorar com o álcool, a cafeína, e vários tipos de medicamentos, como por exemplo, os antiinflamatórios. Quando o zumbido é de um só lado e há diminuição auditiva acentuada em geral se deve a pequenos tumores localizados na região do ouvido. A diminuição da audição também pode ocorrer pelo acúmulo de cerúmen ou cera, o que é muito comum e de fácil tratamento. Alguns remédios são tóxicos para os ouvidos, destacando-se certos antibióticos (estreptomicina, kanamicina e aminoglicosídeos), certos antiinflamatórios (aspirina) e determinados diuréticos. Em geral provocam alterações reversíveis após a suspensão da medicação. A infecção do ouvido ou otite e tumores, localizados no próprio osso do ouvido ou em sua proximidade já são causas de surdez, com lesão do tipo sensorial, ocorrendo em geral de um só lado, sendo raros. Quando o processo infeccioso atinge internamente o ouvido denomina-se otite média e em geral é provocado por bactéria. A doença do ouvido, principalmente a infecciosa, pode vir acompanhada de tonturas, sensação de rotação e vômitos, o que caracteriza a vertigem.
O acidente vascular cerebral ou AVC pode provocar uma surdez por lesão do sistema nervoso, do tipo sensorial e irreversível, sendo entretanto incomum. C.Nicolas-Puel e colaboradores, da Universidade de Montpellier, na França estudaram 123 pacientes de uma clínica especializada em zumbido ou tinitus. A grande maioria desses pacientes com zumbido tinham uma surdes, resultante em 32%, de trauma acústico, 23%, resultante de presbiacusia. Houve uma correlação estatística significativa entre a elevação dos pontos iniciais audiometria (significando que no início há uma melhora da audição, para depois piorar) e a intensidade do tinitus.
Fenomenologia é um estudo descritivo através de um método idealizado pelo filósofo alemão Edmund Husserl (1859-1938), que procuram as causas de uma intenção, por exemplo porque estudar musicoterapia, ou porque ser um tri-atleta numa tentativa de reencontrar a essência dessa verdade (ou vontade) para essa pessoa. B. L Wheeler professor de musicoterapia da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, fez uma pesquisa fenomenológica com 8 estudantes dessa matéria durante o curso e depois de terem-se formado, para captar como interagiram com esse conhecimento. O método consistiu em entrevistas abertas, sem questionários definidos durante pelo menos 3 vezes ao ano. O autor encontrou 6 áreas de interesse que emergiram dessas entrevistas: desafios encontrados pelos estudantes como lidar com esses desafios, envolvimento com clientes, áreas de aprendizado, aspectos da supervisão dos alunos, e a prática da profissão. Essas áreas e subcategorias desses temas surgiram em várias partes da transcrição das entrevistas, com ilustrações dos conflitos.
No século 14, sessões musicais já eram realizadas para o estabelecimento de diagnóstico, a terapêutica e o prognóstico de cura ou de morte. As “casas de saúde” eram povoados de executantes de instrumento. Algumas peças musicais eram tidas como antídotos contra venenos e outras eram consideradas tranqüilizantes poderosos. Certas peças musicais eram tocadas como afrodisíacos, outras como aceleradores do parto. A música medieval era instrumento muito acatado de cura em numerosas enfermidades. Os médicos aprendiam a palpar competentemente a artéria radial no pulso para sentir a “música do pulso”, que continha ritmo, o equilíbrio do corpo. Além dessa obsessão pelo pulso, os médicos medievais preocupavam-se, sobretudo, com a influência dos astros sobre a saúde. Para poderem fazer suas análises horoscópicas (astrológicas), muitos deles tornavam-se especialistas no uso de astrolábios (aparelhos que possibilitam discriminar a posição de corpos celestes e as estrelas).
N. Cuellar e colaboradoras, enfermeiras, da Universidade da Pensilvania, estudaram os tipos de medicação alternativas que 186 idosos usavam para aliviar as suas queixas e dores. Ficaram surpresas que os cantos e musicas religiosas estavam incluídos entre as principais medidas, tanto entre os idosos brancos como entre os negros.
Todo mundo sabe que hospital não é lugar de barulho. Uma das reclamações mais freqüentes dos pacientes da UTI é o barulho. O problema é que quando o paciente está lá ele geralmente não tem condições de reclamar, e acaba manifestando esse estresse nos batimentos cardíacos, dores de cabeça e outras queixas. UTIs barulhentas, são muito comuns, tanto em países em desenvolvimento, como em países subdesenvolvidos. A dissertação de mestrado da médica otorrinolaringologista Raquel Paganini Pereira, na Universidade Federal de São Paulo analisou os níveis de ruído em uma UTI na cidade de São Paulo. A tese tem o título “Exposição sonora ambiental em uma unidade de terapia intensiva geral”. Utilizando um aparelho apropriado, foram feitas medições a cada 27 segundos durante 6 mil minutos nos períodos da manhã, tarde e noite. As aferições ocorreram, sem o conhecimento dos funcionários do local.
Os resultados apontam um nível de ruído médio de 65,36 dB, freqüência que imita as características receptivas do ouvido humano, quando o recomendado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), para um ambiente hospitalar ser considerado tranqüilo fica entre 35 e 45 dB. Para a física acústica, cada aumento de 10 decibéis equivale a dobrar a escala sonora. O aumento de ruído até 20 decibéis constatado é um nível realmente muito alto, a UTI se assemelha a um escritório pouco silencioso. Para os pacientes internados, que já enfrentam problemas sérios de saúde, os efeitos desse ambiente são bastante nocivos. Dados presentes na pesquisa afirmam que o ruído tem a propriedade de aumentar a sensibilidade à dor, fazendo com que esses doentes precisem de mais analgesia.
Além disso, os pacientes têm mais dificuldade de dormir, ficam estressados e acabam passando mais tempo internados, porque sua recuperação se torna lenta. Com isso, os custos de cada paciente aumentam. Em casos mais graves, os doentes perdem a noção de tempo, de espaço e têm delírios. O ruído hospitalar é um problema de saúde pública que deve ser reparado o quanto antes, sob pena de causar sérios prejuízos fisiológicos e psicológicos aos pacientes.
As conversas entre médicos, enfermeiros e familiares dos doentes são a principal causa de ruído, além dos alarmes presentes em telefones, ventiladores e outros aparelhos. Há necessidade de aperfeiçoar os aparelhos, uma centralização dos alarmes e um isolamento entre as macas. Para o médico, deve ser lembrado que as pessoas ali internadas estão em recuperação, que o silêncio e o repouso são fundamentais para que isso aconteça. Além disso, o próprio ambiente pesado do local, a visão de outros doentes, muitas vezes em estado grave ou em situações de emergência, como uma parada cardíaca, o medo de morrer e a luminosidade constante já tornam o lugar bastante estressante para os pacientes, e também para os funcionários. D.I.Shin e colaboradores, engenheiros biomédicos da Universidade de Ulsan da Coréia do Sul, tentaram diminuir os ruídos fazendo um controle, em tempo real através de soft de computador que faz o controle com menos ruídos através da Internet. Esse novo sistema, que ainda esta em teste, ainda tem a facilidade que pode ser acessado pelo médico mesmo fora do hospital. Os autores apresentaram esse soft, para gerenciar uma UTI infantil.
O transplante de medula ou de células tronco está se tornando um tratamento de rotina em várias doenças hematológicas ou doenças do colágeno, como são algumas doenças reumáticas. Esse tipo de tratamento não é totalmente benigno, causando uma ameaça de morte, no período em que o organismo está sem defesas orgânicas. Os médicos têm que alertar as pessoas desse perigo, o que pode causar um distúrbio psicológico na pessoa que se submete a esse tipo de tratamento, além do fato do próprio procedimento ser dolorido, no local em que se retiram e se colocam as células do osso e dos pacientes sentirem náuseas e vômitos.
O. J. Sahler e colaboradores, hematologistas, da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, estudaram o efeito da musicoterapia acompanhada de sessões de relaxamento muscular e mental (por imagens), em pacientes que fizeram transplante de medula. A técnica de relaxamento por imagens consiste em imaginar cenas bucólicas de lagos, do céu azul, do campo verde com flores que permitem combater o stress pós-cirúrgico, pois esses pacientes ficam completamente isolados para não serem contaminados. Os autores usaram essa técnica na unidade de Transplante de Medula do Hospital. As crianças acima de 4 anos de idade e os adultos foram divididos em 2 grupos: o grupo A recebeu 45 minutos de música, assistidos com um terapeuta que usou essa técnica de relaxamento 2 vezes por semana e o grupo B que não recebeu esse tipo de auxilio. Comparando os dois grupos com testes de dor e número de vômitos e dias de náuseas, os autores constataram que o grupo A teve um desempenho melhor. Os autores acreditam que essa terapia age através do sistema neuroendócrino, aliviando o stress.
Durante o parto, 60% das primíparas e 40% das multíparas têm dores muito fortes. Num estudo realizado em 1995, cerca de 40% de 697 mulheres, em trabalho de parto, com muitas dores, não tiveram alívio com o emprego de analgésicos. Em muitas maternidades não são administradas drogas analgésicas que podem causar efeitos colaterais tanto na mãe como no feto.
S. Phumdoung e colaboradoras, enfermeiras, da Faculdade de Obstetria, Hatyai, da Tailândia dividiram, num estudo caso-controle, 55 primíparas (grupo A), em quem existiu o efeito da música suave, durante o trabalho de parto, comparando-as a 55 parturientes, do grupo B, que não ouviram música. A escolha dos grupos foi aleatória. A terapia com música foi administrada antes do início, e durante a fase ativa do parto por três horas. A avaliação da dor e ansiedade foi realizada antes, e três horas após o teste por meio de duas escalas analógicas visuais. As dores e estresse aumentaram significativamente durante as primeiras 3 horas em ambos os grupos (p <0,001), mas, o estresse no grupo A foi menor na primeira hora. O estresse foi significativamente menor do que as dores em ambos os grupos (p <0,05). As autoras sugerem que a música suave, durante o trabalho de parto, pode ser uma opção para o alívio da dor, minimizando o sofrimento das mulheres durante esta fase.
C. M. Zelazny, terapeuta musical, da Universidade do Kansas, E. Unidos, estudou os efeitos de tocar um teclado eletrônico musical sobre a artrose nas mãos de 4 pessoas, com mais de 65 anos de idade. Os participantes tocaram músicas do folclore popular, num teclado eletrônico de toque sensível, Yamaha PSR – 510, durante 30 minutos, em cada sessão, 4 dias por semana, por 4 semanas. A avaliação realizada, antes e depois desse treino, incluia uma medida usada na terapia ocupacional, da força e do movimento dos dedos. Os participantes avaliaram o desconforto da artrose usando uma escala visual Likert(onde numa linha reta o número 1 representa: sem dor /desconforto e o número 10 - representa muita dor / desconforto), antes e depois de cada sessão. Os resultados indicaram que a força, destreza e a amplitude de movimentos e a velocidade dos dedos aumentaram positivamente ao tocar o teclado, além do que os participantes notaram uma diminuição no desconforto da artrose após tocar. Numa escala de 1 a 5, os participantes deram nota 3 para esse tratamento. O autor afirma que os benefícios adicionais foram melhoria no tempo de lazer e aumento de sociabilização desses idosos com artrose, que têm, naturalmente, uma tendência a isolarem-se devido a própria deteriorização provocada pela doença.
S. Evers, que é um reumatologista e musicista alemão, numa revisão histórica do tema, afirma que as pesquisas da utilização da música, para diminuir as dores do reumatismo, são raros, havendo referências às "dores nas juntas", mais, especificamente, em relação a gota úrica (podagra).
Isso é devido ao fato do difícil diagnóstico do reumatismo. Na medicina antiga, em culturas primitivas e pré históricas, a musica era considerada como geradora de pensamentos animados. Na antiguidade, quando dominavam as explicações de que os humores (fluídos ou líquidos que circulam no corpo) que causavam as doenças, a filosofia que tentava explicar os benefícios da música para o reumatismo, encontrava pequena aceitação. Já na Idade Média, no período barroco, dominava a concepção de que a música era útil na luta contra todas as dores, tanto da alma como do corpo. No período romântico havia muita especulação da música como uma terapia efetiva, mas, mesmo assim, essa idéia sobreviveu. No século 20 a música é introduzida como uma terapia ativa no tratamento das pessoas que sofrem de reumatismo; e o seu sucesso como um remédio na reabilitação e como uma terapia auxiliar passou a ser aceito.
Fonte: ram.uol.com.br
Musicoterapia é uma ciência paramédica que utiliza a música e seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia, além de movimentos, expressão corporal, dança e qualquer outra forma de comunicação verbal e não verbal, com objetivos terapêuticos. Se desenvolve em um processo coordenado por um musicoterapeuta qualificado, com um paciente ou grupo. O objetivo primário da musicoterapia é possibilitar aos pacientes a abertura de canais de comunicação e/ou a reabilitação de necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.
Os musicoterapeutas trabalham com uma gama variada de pacientes. Entre estes estão incluídas pessoas com dificuldades motoras, autistas, pacientes com deficiência mental, paralisia cerebral, dificuldades emocionais, pacientes psiquiátricos, gestantes e idosos. O trabalho musicoterápico pode ser desenvolvido dentro de equipes de saúde multidisciplinares, em conjunto com médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e educadores.Também pode ser um processo autônomo realizado em consultório.
O uso da música como método terapêutico vem desde o início da história humana. Alguns dos primeiros registros a esse respeito podem ser encontrados na obra de filósofos gregos pré-socráticos.
A sistematização dos métodos utilizados hoje em dia só começou, no entanto, após a Segunda Guerra Mundial, com pesquisas realizadas nos Estados Unidos. O primeiro curso universitário de musicoterapia foi criado em 1944 na Michigan State University.
O processo da musicoterapia pode se desenvolver de acordo com vários métodos. Alguns são receptivos, quando o musicoterapeuta toca música para o paciente. Este tipo de sessão normalmente se limita a pacientes com grandes dificuldades motoras ou em apenas uma parte do tratamento, com objetivos específicos. Na maior parte dos casos a musicoterapia é ativa, ou seja, o próprio paciente toca os instrumentos musicais, canta, dança ou realiza outras atividades junto com o terapeuta. A forma como o musicoterapeuta interage com os pacientes depende dos objetivos do trabalho e dos métodos que ele utiliza. Em alguns casos as sessões são gravadas e o terapeuta realiza improvisações ou composições sobre os temas apresentados pelo paciente. Alguns musicoterapeutas procuram interpretar musicalmente a música produzida durante a sessão. Outros preferem métodos que utilizem apenas a improvisação sem a necessidade de interpretação. Os objetivos da produção durante uma sessão de musicoterapia são não-musicais, por isso não é necessário que o paciente possua nenhum treinamento musical para que possa participar deste tratamento.
O musicoterapeuta, por outro lado, devido às habilidades necessárias à condução do processo terapêutico, precisa ter proficiência em diversos instrumentos musicais. Os mais usados são o violão, o piano e instrumentos de percussão.
O profissional responsável por conduzir o processo musicoterápico é chamado musicoterapeuta. A formação desse profissional é feita em cursos de graduação em musicoterapia ou como especialização para profissionais da área de saúde (medicina ou psicologia). Em alguns países a musicoterapia também pode ser parte de uma formação em arteterapia, que envolve, além da música, técnicas de artes plásticas e dança.
A formação do musicoterapeuta inclui teoria musical, canto, prática em ao menos um instrumento harmônico (piano ou violão), instrumentos melódicos (principalmente flauta) e percussão.
Também faz parte da formação do musicoterapeuta o conhecimento da anatomia e fisiologia humana, psicologia, filosofia e noções de expressão artística, expressão corporal, dança, técnicas grupais e métodos de educação musical como o Método Orff ou o Método Kodály.
O dia do musicoterapauta é comemorado no Brasil em 15 de setembro.
Ultimamente tem-se desenvolvido novas formas terapêuticas na área da musicoterapia, entre elas é a musicoterapia digital, ou por outras palavras musicoterapia com base nos instrumentos electrónicos tal como guitarras eléctricas, sintetizadores, baterias electrónicas, etc...
Fonte: pt.wikipedia.org