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ALEXANDRE, o grande

Alexandre era inteligente e caprichoso. Possuía uma ambição desmedida, uma imaginação poderosa e as qualidades superiores de um verdadeiro chefe guerreiro. Era também conhecido pelo seu feitio violento e impetuoso e por ser invadido frequentes vezes por uma espécie de superstição religiosa, herdada possivelmente de sua mãe Olímpia. A estes dotes de espírito, aliava uma resistência física invulgar, uma força hercúlea e uma vontade de ferro. Tinha a paixão da música e da poesia. Admirador entusiasta dos heróis da Ilíada, sonhava tornar-se num novo Aquiles. Estava talhado para conquistar um grande império.

Senhor do poder após a morte do pai, Alexandre dirigiu-se à Grécia e fez-se aclamar generalíssimo da Liga de Corinto. Em seguida, promoveu uma expedição contra os bárbaros que ameaçavam as fronteiras norte da Macedónia.

Quando caminhava em direcção ao Danúbio constou, na Grécia, que falecera. Esta notícia despertou o patriotismo dos Tebanos que se revoltaram e cercaram a guarnição Macedónica. Alexandre suspendeu a campanha, desceu à Grécia, tomou Tebas, destruiu a cidade e vendeu 30 mil Tebanos como escravos. Só poupou os templos e a casa do poeta Píndaro, em sinal de respeito pela religião e pela cultura helénica.

Este acontecimento convenceu Alexandre de que era difícil acabar com o espírito de independência dos gregos. Só uma expedição contra os persas, pensou ele, seria capaz de lhes fazer esquecer a liberdade perdida. Retomou, por isso, o projecto de seu pai e preparou-se para a conquista do Império Persa.

Fonte: www.educ.fc.ul.pt

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