A poderosa figura de Alexandre III pertence ao reduzido grupo de homens que definiram o curso da história humana.
Seu gênio militar se impôs sobre o império persa e assentou as bases da frutífera Civilização Helenística.
Alexandre III nasceu em 356 a.C. no palácio de Pella, Macedônia. Filho do rei Felipe II, cedo se destacou como um rapaz inteligente e intrépido.
Quando o príncipe tinha 13 anos, seu pai incumbiu um dos homens mais sábios de sua época, Aristóteles, de educá-lo.
Alexandre aprendeu as mais variadas disciplinas: retórica, política, ciências físicas e naturais, medicina e geografia, ao mesmo tempo em que se interessava pela história grega e pela obra de autores como Eurípides e Píndaro.
Também se distinguiu nas artes marciais e na doma de cavalos, de tal forma que em poucas horas dominou o Bucéfalo, que viria a ser sua inseparável montaria.
Alexandre percebeu que o animal temia a própria sombra e voltou-o contra o sol, conseguindo desta maneira doma-lo.
Na arte da guerra recebeu lições do pai, militar experiente e corajoso, que lhe transmitiu conhecimentos de estratégia e lhe inculcou dotes de comando.
O enérgico e bravo jovem teve oportunidade de demonstrar seu valor aos 18 anos, quando, no comando de um esquadrão de cavalaria, venceu o batalhão sagrado de Tebas na Batalha de Queronéia em 338 a.C.
Depois do assassinato de seu pai em 336 a.C., Alexandre subiu ao trono da Macedônia e se dispôs a iniciar a expansão territorial do reino.
Para tão árdua empreitada contou com poderoso e organizado exército, dividido em infantaria, cuja principal arma era a zarissa (lança de grande comprimento) e cavalaria, que constituía a base do ataque.

Busto de Alexandre III
Imediatamente depois de subir ao trono, Alexandre enfrentou uma sublevação de várias cidades gregas e as incursões realizadas no norte de seu reino pelos Trácios e Ilírios, aos quais logo dominou.
Em contrapartida, na Grécia, a cidade de Tebas opôs grande resistência, o que o obrigou a um violento ataque no qual morreram milhares de tebanos.
Pacificada a Grécia, o jovem rei elaborou seu mais ambicioso projeto: a conquista do Império Persa, a mais assombrosa campanha da antigüidade.
Em 334 a.C. cruzou o Helesponto, e já na Ásia avançou até o Rio Granico, onde enfrentou os persas pela primeira vez e alcançou importante vitória.
Em Sardes, na Lídia, de posse de seu tesouro, Alexandre construiu um templo a Zeus, no local do antigo palácio real do rei Croesus. Zeus, o Deus padroeiro da Macedônia, encontra-se no reverso de quase toda cunhagem de prata de Alexandre, sentado no trono e segurando uma águia, segundo a famosa Estátua de Fídias em Olímpia.
O verso traz Hércules com seu capuz de máscara de leão morto em Neméia.
À medida que as fontes de cunhagem marchavam para leste, o Zeus, esculpido por operários não gregos, torna-se crescentemente vago e o Hércules cada vez mais parecido com Alexandre.
Alexandre III em batalha contra os persas apresentado em mosaico romano
Alexandre prosseguiu triunfante em sua jornada, arrebatando cidades aos persas, até chegar a Górdia, onde cortou com a espada o "Nó Górdio", o que, segundo a lenda, lhe assegurava o domínio da Ásia. Ante o irresistível avanço de Alexandre, o rei dos persas, Dario III, foi a seu encontro.
Na Batalha de Isso em 333 a.C. consumou-se a derrota dos persas e começou o ocaso do grande império.
Em seguida, o rei macedônio empreendeu a conquista da Síria em 332 a.C. e entrou no Egito.
O sonho de Alexandre, de unir a cultura oriental à ocidental, começou a concretizar-se. O rei da Macedônia iniciou um processo pessoal de orientalização ao tomar contato com a civilização egípcia.
Respeitou os antigos cultos aos deuses egípcios e até se apresentou no santuário do Oásis de Siwa, onde foi reconhecido como filho de Amon e sucessor dos faraós.
Em 332 a.C. fundou Alexandria, cidade que viria a converter-se num dos grandes focos culturais da antigüidade.
Depois de submeter a Mesopotâmia, Alexandre enfrentou novamente Dario na Batalha de Gaugamela em 331a.C., cujo resultado determinou a queda definitiva da Pérsia em poder dos macedônios.
Morto Dario em 330a.C., Alexandre foi proclamado rei da Ásia e sucessor da dinastia persa.
Seu processo de orientalização se acentuou com o uso do selo de Dario, da tiara persa e do cerimonial teocrático da corte oriental.
Além disso, no ano 328 contraiu matrimônio com Roxana, filha do sátrapa da Bactriana, com quem teve um filho de nome Alexandre IV.
A tendência à fusão das duas culturas gerou desconfianças entre seus oficiais macedônios e gregos, que temiam um excessivo afastamento dos ideais helênicos por parte de seu monarca. Nada impediu Alexandre de continuar seu projeto imperialista em direção ao Oriente.
Em 327 a.C. dirigiu suas tropas para a longínqua Índia, país mítico para os gregos, no qual fundou colônias militares e cidades, entre as quais Nicéia e Bucéfala, esta erigida em memória de seu cavalo, às margens do Rio Hidaspe.
Ao chegar ao Rio Bias, suas tropas, cansadas de tão dura viagem, se negaram a continuar.
Alexandre decidiu regressar à Pérsia, viagem penosa no qual foi ferido mortalmente e acometido de febres desconhecidas, que nenhum de seus médicos soube curar.
Alexandre morreu na Babilônia, a 13 de junho de 323 a.C., com a idade de 33 anos. O império que com tanto esforço edificou, e que produziu a harmoniosa união do Oriente e do Ocidente, começou a desmoronar, já que só um homem com suas qualidades poderia governar território tão amplo e complexo, mescla de povos e culturas muito diferentes.
Seu império foi dividido por seus generais: Seleucos I fundou a Dinastia Seleucida na região da Síria; Ptolomeu I fundou a Dinastia Ptolomaica no Egito; Lisimacos se apoderou da região da Trácia e Felipe III da Macedônia e Grécia.
Depois de sua morte prematura, a influência da civilização grega no Oriente e a orientalização do mundo grego alcançaram sua mais alta expressão no que se conhece sob o nome de helenismo, fenômeno cultural, político e religioso que se prolongou até os tempos de Roma.
Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br
Alexandre III foi realmente uma figura poderosa. Está no reduzido grupo de homens que definiram o curso da história humana. Seu gênio militar se impôs sobre o império persa e assentou as bases da frutífera civilização grega.
Alexandre nasceu em 356 a.C. no palácio de Pella, na Macedônia. Filho do rei Filipe II, cedo se destacou como um rapaz inteligente e intrépido. Quando tinha 13 anos, seu pai incumbiu um dos homens mais sábios de sua época, Aristóteles, de educá-lo.
Assim Alexandre aprendeu as mais variadas disciplinas: retórica, política, ciências físicas e naturais, medicina e geografia, ao mesmo tempo em que se interessava pela história grega e pela obra de autores como Eurípides e Píndaro. Também se distinguiu nas artes marciais e na doma de cavalos, de tal forma que em poucas horas dominou o Bucéfalo, que viria a ser sua inseparável montaria.
Na arte da guerra recebeu lições do pai, militar experiente e corajoso, que lhe transmitiu conhecimentos de estratégia e lhe inculcou dotes de comando. O enérgico e bravo jovem teve oportunidade de demonstrar seu valor já aos 18 anos, quando, no comando de um esquadrão de cavalaria, venceu o batalhão sagrado de Tebas na batalha de Queronéia (338 a.C).
Depois do assassinato de seu pai em 336 a.C., Alexandre subiu ao trono da Macedônia e se dispôs a iniciar a expansão territorial do reino. Para tão árdua empreitada contou com poderoso e organizado exército, dividido em infantaria, cuja principal arma era a zarissa (lança de grande comprimento) e a cavalaria, que constituía a base do ataque.
Imediatamente depois de subir ao trono, Alexandre enfrentou uma sublevação de várias cidades gregas e as incursões realizadas no norte de seu reino pelos trácios e ilírios, aos quais logo dominou. Em contrapartida, na Grécia a cidade de Tebas opôs grande resistência, o que o obrigou a um violento ataque no qual morreram milhares de tebanos.
Pacificada a Grécia, o jovem rei elaborou seu mais ambicioso projeto: a conquista do império persa, a mais assombrosa campanha da Antigüidade. Em 334 cruzou o Helesponto, e já na Ásia avançou até o rio Granico, onde enfrentou os persas pela primeira vez e alcançou importante vitória. Em Sardes, de posse de seu tesouro, Alexandre construiu um templo a Zeus, no antigo palácio real do rei Creso. Zeus, o Deus padroeiro da Macedônia, encontra-se no reverso de quase toda cunhagem de prata, entronizado, segundo a famosa estátua de Fídias em Olímpia. O verso traz Hércules com seu capuz de máscara de leão. À medida que as fontes de fabricação marchavam para leste, o Zeus, esculpido por operários não gregos, torna-se crescentemente vago e o Hércules cada vez mais parecido com Alexandre. Prosseguiu triunfante em sua jornada, arrebatando cidades aos persas, até chegar a Górdia, onde cortou com a espada o "nó górdio", o que, segundo a lenda, lhe assegurava o domínio da Ásia.
A história é a seguinte: Midas era rei da Frígia e filho de Górdio, um pobre camponês, que foi escolhido pelo povo para rei, em obediência à profecia do oráculo, segundo a qual o futuro rei chegaria numa carroça, com a mulher e o filho. Tornando-se rei, Górdio dedicou a carroça à divindade do oráculo, amarrando-a com um nó, o famoso nó górdio, a propósito do qual se dizia que, quem fosse capaz de desatá-lo, tornar-se-ia senhor de toda a Ásia. Muitos tentaram em vão, até que Alexandre Magno chegou à Frígia, com suas conquistas. Tentou também desatar o nó, com o mesmo insucesso dos outros, até que, impacientando-se, arrancou da espada e cortou-o. Quando, depois, conseguiu subjugar toda a Ásia, começou-se a pensar que ele cumprira os termos do oráculo em sua verdadeira significação.
Ante o irresistível avanço de Alexandre, o rei dos persas, Dario III, foi ao seu encontro. Na batalha de Isso (333 a.C.) consumou-se a derrota dos persas e começou o ocaso do grande império. Em seguida, o rei macedônio empreendeu a conquista da Síria (332 a.C.) e entrou no Egito.
O sonho de Alexandre de unir a cultura oriental à ocidental, começou a se concretizar. Iniciou um processo pessoal de orientalização, ao tomar contato com a civilização egípcia. Respeitou os antigos cultos aos deuses egípcios e até se apresentou no santuário do oásis de Siwa, onde foi reconhecido como filho de Amon e sucessor dos faraós. Em 332 a.C. fundou Alexandria, cidade que abrigava a famosa Biblioteca de Alexandria e que viria a converter-se num dos grandes focos culturais da Antigüidade. Depois de submeter a Mesopotâmia, Alexandre enfrentou novamente Dario na batalha de Gaugamela (331 a.C.), cujo resultado determinou a queda definitiva da Pérsia em poder dos macedônios. Morto Dario (330 a.C.), Alexandre o Grande foi proclamado rei da Ásia e sucessor da dinastia persa. Seu processo de orientalização se acentuou com o uso do selo de Dario, da tiara persa e do cerimonial teocrático da corte oriental. Além disso, no ano 328 a.C. contraiu matrimônio com Roxana, filha do sátrapa da Bactriana, com quem teve um filho de nome Alexandre IV.
A tendência à fusão das duas culturas gerou desconfianças entre seus oficiais macedônios e gregos, que temiam um excessivo afastamento dos ideais helênicos por parte de seu monarca.
Nada impediu Alexandre de continuar seu projeto imperialista em direção ao Oriente. Em 327 dirigiu suas tropas para a longínqua Índia, país mítico para os gregos, no qual fundou colônias militares e cidades, entre as quais Nicéia e Bucéfala, esta erigida em memória de seu cavalo, às margens do rio Hidaspe. Ao chegar ao rio Bias suas tropas, cansadas de tão dura empreitada, se negaram a continuar. Alexandre decidiu regressar à Pérsia, viagem penosa, na qual foi ferido mortalmente e acometido de febres desconhecidas, que nenhum de seus médicos soube curar.
Alexandre o Grande morreu na Babilônia, a 13 de junho de 323 a.C., com a idade de 33 anos. O império que com tanto esforço edificou, e que produziu a harmoniosa união do Oriente e do Ocidente, começou a desmoronar, já que só um homem com suas qualidades poderia governar território tão amplo e complexo, mescla de povos e culturas muito diferentes. Depois de sua morte prematura, a influência da civilização grega no Oriente e a orientalização do mundo grego alcançaram sua mais alta expressão no que se conhece sob o nome de Helenismo, fenômeno cultural, político e religioso que se prolongou até os tempos de Roma.
Fonte: www.quemtemsedevenha.com.br
O escopo do tema Grécia abrange o estudo panorâmico das conquistas que Alexandre filho de Felipe II, com enfoque nos aspectos históricos. A contextualização histórica é de fundamental importância no nosso estudo que tem por seu "titulo" As conquistas de Alexandre Magno.
Iniciaremos nossa contextualização pelo chamado As conquistas de Alexandre Magno, a fim de abordarmos a sua ligação histórica.
Em 334 a.C., Alexandre, rei da Macedônia, entra com seus exércitos na Ásia Menor, depois de controlar toda a Grécia. Aos 23 anos de idade, o macedônio derrota o principal exército persa. Estamos no ano de 333 a.C. e o controle macedônio de todo o Oriente, até o vale do rio Indo, vai acontecer sem interrupções significativas. É o fim do Império Persa e o começo de uma nova era, a do helenismo.
A rota das conquistas de Alexandre passa pela Síria, Fenícia, Palestina, Egito. E, de volta, em direção à Babilônia, Susa, Persépolis e além. Na Fenícia e na Palestina somente as cidades de Tiro e Gaza oferecem a Alexandre alguma resistência: Tiro resiste heroicamente a 7 meses de cerco e Gaza, fiel aos persas, cai após 2 meses. Durante estas campanhas, toda a Palestina, pertencente à V satrapia persa, é anexada ao novo império, sem maiores problemas. Inclusive a comunidade judaica que vive em Jerusalém e arredores.
Filipe II institui em Corinto, em 337 a.C., uma liga helênica permanente. Todas as cidades participam, menos Esparta. Em caso de conflito interno, recorrerão a arbitragem. Em caso de guerra, Filipe II será o comandante.
"Esta unidade nascente da Grécia, Filipe quer consolidá-la por uma grande empresa comum: a expedição contra os persas".
Diante deste projeto macedônio é importante que se verifique como está a Pérsia no século IV a.C.
Sabemos que o grande império enfrenta sérios problemas, tais como o despotismo do poder central, que pode ser bem exemplificado pelo governo do penúltimo rei, Artaxerxes III Oco, que reina de 358 a 338 a.C.; o despotismo, a independência e as revoltas dos sátrapas (governadores das províncias), especialmente nas regiões da Ásia Menor, da Fenícia e do Egito; as intrigas permanentes dos gregos, já que a Pérsia se serve abundantemente de mercenários gregos no seu exército e também porque interfere constantemente na política de várias cidades gregas.
"Houve momentos ao longo do séc. IV que nem sequer a independência de fato parecia bastar aos chefes locais. Rejeitaram as ordens reais, atreveram-se a cunhar moeda de ouro, tentaram um entendimento entre eles, tanto mais facilmente, ao princípio, quanto já nem todos eram de pura linhagem persa: Dátames e Mausolo eram cários de origem. Aroandas viera de Bactriana e só Ariobazarnes e Autofradates eram mesmo persas (...) O que o rei continuava a ter a seu favor era a sua posição central em Susa e a inevitável desunião de seus adversários".
E a imensa riqueza acumulada pelo Império, largamente usada para corromper seus adversários. Entretanto, nada disto adiantará. Dario III Codomano, o último rei persa, sobe ao poder em 336 a.C. É um bravo homem, mas, neste tempo, Alexandre, que sobe ao trono no mesmo ano, já está organizando a sua derrota.
Em 357 a.C. Filipe II casa-se com Olímpia, uma princesa do Épiro. E no dia 22 de julho de 356 a.C. nasce Alexandre.
Quando Alexandre chega aos 13 anos de idade, em 342 a.C., seu pai convida Aristóteles, o mais tarde famoso filósofo, para ser o preceptor do jovem príncipe. Dos 13 aos 16 anos Alexandre estuda com Aristóteles, ou seja, de 342 a 339 a.C.
Em 338 Alexandre e seu pai vencem a coligação grega em Queronéia. Alexandre destaca-se nesta batalha, comandando a cavalaria macedônia.
Em 337 a.C. Filipe II casa-se com Cleópatra, sobrinha de Átalo, nobre macedônio. Olímpia fica assim preterida e se exila no Épiro com seu filho Alexandre, pois este entrara em conflito com seu pai. Só em 336 a.C. é que Alexandre se reconcilia com Filipe II e volta à Macedônia.
Ainda em 336 a.C. Filipe é assassinado por Pausânias, talvez por instigação do rei persa, talvez por vingança de Olímpia. Há a suspeita de que Alexandre conhecia o plano para eliminar o pai. Em seguida, Alexandre assume o poder. Tem 20 anos de idade.
Em 335 a.C. Alexandre pacifica os Bálcãs e vence a revolta grega. Os gregos pensam que com a morte de Filipe II a hegemonia Macedônia pode ser quebrada. Alexandre a restabelece. Destrói Tebas.
Em 334 a.C., com cerca de 30 mil homens de infantaria e 5 mil cavaleiros, Alexandre parte para a Ásia, no começo da primavera. Cruza o Helesponto e vence a primeira batalha contra os persas ao atravessar o rio Granico e desbaratar o exército que os sátrapas da região organizam para enfrentá-lo. Ainda em 334 a.C. e parte de 333 a.C. Alexandre conquista a Ásia Menor.
Em 333 a.C. enfrenta um considerável exército persa em Isso, comandado pelo rei Dario, e obtém grande vitória, no dia 12 de novembro. A família de Dario - sua mãe, sua esposa, duas filhas e um filho - cai prisioneira de Alexandre, assim como o enorme tesouro que o rei persa levara para Damasco. Dario foge com o que resta de seu exército.
Ainda em 333 a.C. Alexandre conquista a Síria e a Fenícia. Tiro resiste à incorporação e é sitiada de janeiro a julho de 332 a.C., durante sete meses, caindo diante do poder de Alexandre. Gaza, no sul da Palestina, é sitiada e cai após 2 meses de cerco. Alexandre entra no Egito, sendo coroado faraó em Mênfis. Funda Alexandria e consulta o oráculo de Amon em Siwah.
No dia 1º de novembro de 331 a.C. Alexandre enfrenta-se novamente com Dario e o derrota em Gaugamela, perto de Arbela. O caminho para a Mesopotâmia e a Pérsia está aberto e Alexandre entra em Babilônia, Susa e Persépolis.
Em 330 a.C. Alexandre toma Ecbátana e Dario é assassinado pelo sátrapa Besso, em julho. Alexandre descobre uma conspiração para matá-lo e executa seus generais Filotas e Parmênion.
Em 329 a.C. acontece a conquista da Samarcanda, da Bactriana, da Sogdiana e a tomada de Maracanda, nos confins orientais do Império Persa. Em Bactros Alexandre casa-se com Roxana.
Em 328 a.C., num momento de ira, ao ser questionado por suas atitudes orientalizantes, Alexandre mata seu amigo e companheiro Clito, o Negro. No mesmo ano acontece a conjuração dos pajens e Alexandre manda executar Calístenes, sobrinho de Aristóteles, que o acompanha como historiógrafo.
Em 327 a.C. Alexandre e seu exército partem para a Índia. Em 326 a.C. Alexandre atravessa o rio Indo. Em seguida, acontece a travessia do rio Hidaspes e a vitória sobre o rei Poro. Chegando ao rio Hífaso, o exército se recusa a ir em frente. Começo do retorno.
Em 325 a.C. Alexandre atravessa o deserto de Gedrósia e a Carmânia. Em 324 a.C. Alexandre retorna a Persépolis e a Susa. Celebra-se aí o casamento de Alexandre com Estatira, filha de Dario. Seus oficiais e 10 mil soldados gregos casam-se, no mesmo dia, com mulheres persas. Ainda em 324 a.C. acontece uma revolta do exército em Ópis.
Em 323 a.C. Alexandre chega a Babilônia, onde morre, de malária, no dia 13 de junho, com quase 33 anos de idade.
Pude obter a conclusão que Alexandre Magno nasceu no ano 356 antes de Cristo, filho do rei da Macedônia. O pai dele, Felipe II, tinha uma enorme admiração pela cultura e pela civilização que se desenvolvia nas cidades da Grécia central, das quais era um vizinho respeitado, mas temido, poucos o estimavam; aliás, era considerado não tão diferente dos "bárbaros" do Norte. Ele nutria a ambição de reunir sob a própria autoridade a Grécia inteira e vingar as devastações que, no século anterior, a Pérsia tinha feito nas suas falidas tentativas de invasão daquela península. Por essa razão, Felipe II quis oferecer ao filho uma educação helênica, ou melhor, ofereceu o vértice de tudo quanto a cultura ateniense tinha produzido até então: contratou Aristóteles para ser o mestre de Alexandre.
Logo, o príncipe cresceu concentrando em si a mais alta síntese da sabedoria grega, a inteligência política e os sonhos de grandeza do pai e a natureza selvagem da mãe.
Felipe foi assassinado sem ter tido tempo nem força para realizar seus sonhos, e Alexandre, que tinha apenas 20 anos, se viu herdeiro do reino e das ambições do pai. Surpreendendo quem acreditara que logo poderia derrotá-lo, subjugou, rapidamente, toda a Grécia à sua coroa e organizou uma imponente campanha militar contra o inimigo persa, com o objetivo inicial de libertar as colônias gregas.
Assim começou uma incrível série de vitórias políticas e militares que exigiram do exército macedônio um empenho por mais de 10 anos, muito além do escopo inicial. Essas batalhas levaram Alexandre a derrotar os persas e a conquistar o maior império da história, que chegou a se estender desde a Grécia até o Egito.
Alexandre III Magno ou Alexandre, o Grande (356-323 a.C.), rei da Macedônia (336-323 a.C.), conquistador do império persa, um dos mais importantes militares do mundo antigo.
Alexandre nasceu em Pela, antiga capital da Macedônia. Era filho de Felipe II, rei da Macedônia, e de Olímpia, princesa de Epiro. Aristóteles foi seu tutor, ensinou-lhe retórica e literatura, e estimulou seu interesse pelas ciências, medicina e filosofia. No verão do ano 336 a.C. Felipe II foi assassinado e Alexandre ascendeu ao trono da Macedônia. Encontrou-se rodeado de inimigos e se viu ameaçado por uma rebelião no estrangeiro. Alexandre ordenou a execução de todos os conspiradores e inimigos nacionais. Seguiu para a Tessália, que estava sob o controle dos partidários da independência, e restaurou o domínio macedônio. Até o final daquele verão havia firmado sua posição na Grécia e durante um congresso realizado em Corinto os representantes dos estados o elegeram comandante do exército na guerra contra a Pérsia. Em 335 a.C., dirigiu uma brilhante campanha contra os rebeldes trácios nas proximidades do rio Danúbio. Em seu regresso à Macedônia, reprimiu em uma só semana os hostis ilírios e dardânios nos arredores do lago Pequeno Prespa e depois se dirigiu para Tebas, que havia se sublevado. Conquistou a cidade e destruiu os edifícios, respeitando apenas os templos e a casa do poeta lírico Píndaro, escravizando 30 mil habitantes capturados. A rapidez de Alexandre em reprimir a revolta de Tebas facilitou a imediata submissão dos outros estados gregos.
Alexandre começou a guerra contra a Pérsia na primavera de 334 a.C. ao cruzar o Helesponto, atual Dardanelos, com um exército de aproximadamente 365 mil homens da Macedônia e de toda a Grécia. Seus oficiais eram todos macedônios. No rio Grânico, próximo à antiga cidade de Tróia, atacou um exército de 40 mil persas e gregos hoplitas — mercenários. Suas forças derrotaram o inimigo e, segundo a tradição, perdeu somente 110 homens. Depois dessa batalha, toda a Ásia se rendeu. Continuou avançando para o sul e se encontrou com o principal exército persa, sob o comando de Dario III, em Isos, no noroeste da Síria. Segundo a tradição, o exército de Dario era estimado em 500 mil soldados, cifra que hoje é considerada exagerada. A batalha de Isos em 333 a.C. terminou com uma grande vitória de Alexandre. Dario fugiu, deixando aos cuidados de Alexandre a mãe, esposa e filhos, que, devido à condição de família real, foram tratados com respeito. Tiro, um porto marítimo extremamente fortificado, ofereceu uma tenaz resistência, mas Alexandre conquistou-o em 332 a.C. depois de sete meses de combates. Posteriormente, Alexandre capturou Gaza e entrou no Egito, onde foi recebido como libertador. Estes acontecimentos facilitaram o controle de toda costa do Mediterrâneo. Mais tarde, em 332 a.C., fundou na desembocadura do rio Nilo a cidade de Alexandria, que se converteu no centro literário, científico e comercial do mundo grego (ver Biblioteca de Alexandria). Cirene, a capital do antigo reino da Cirenaica, no norte da África, se rendeu a Alexandre em 331 a.C.
Na primavera de 331 a.C., Alexandre fez uma peregrinação ao grande templo e oráculo de Amon, o deus egípcio do Sol que os gregos identificaram com Zeus. Acreditava-se que os primeiro faraós egípcios eram filhos de Amon. Alexandre, o novo dirigente do Egito, queria que o deus o reconhecesse como seu filho. A peregrinação teve êxito, e talvez tenha confirmado a crença de Alexandre em sua origem divina. Dirigindo-se de novo para o norte, reorganizou suas forças em Tiro e saiu para a Babilônia com um exército de 40 mil infantes e 7 mil ginetes. Cruzou os rios Eufrates e Tigre e se encontrou com Dario à frente do exército persa, o qual, segundo estimativas exageradas, tinha um milhão de homens, quantidade que não impediu que sofresse no dia 1º de outubro de 331 a.C. uma derrota devastadora na batalha de Arbela, às vezes chamada Gaugamela. Dario fugiu da mesma forma que havia feito em Isos e um ano mais tarde foi assassinado por seus próprios colaboradores. A Babilônia se rendeu depois de Gaugamela e a cidade de Susa, com seus enormes tesouros, foi igualmente conquistada. O domínio de Alexandre se estendeu da margem sul do mar Cáspio, incluindo as atuais Afeganistão e Beluquistão, ao norte, até a Bactriana e Sogdiana, atual Turquistão. Precisou de apenas três anos, da primavera de 330 a.C. à primavera de 327 a.C., para dominar esta vasta zona.
Para completar a conquista do resto do império persa, que chegou a abranger parte do oeste da Índia, Alexandre cruzou o rio Indo no ano 326 a.C. e invadiu o Punjab, alcançando o rio Hifasis, atual Bias; neste ponto, os macedônios se rebelaram, negando-se a continuar. Alexandre resolveu construir uma frota e desceu o Hidaspe em direção ao Indo, alcançando seu delta em setembro de 325 a.C. A frota continuou em direção ao golfo Pérsico. Com seu exército, Alexandre cruzou o deserto de Susa em 324 a.C. A escassez de comida e água durante a marcha causou várias perdas e desentendimentos entre a tropa. Alexandre passou aproximadamente um ano reorganizando seus domínios e inspecionando territórios do golfo Pérsico onde conseguira novas conquistas. Chegou à Babilônia na primavera de 323 a.C., mas em junho foi acometido por uma febre e morreu em seguida.
Alexandre foi um dos maiores conquistadores da História. Destacou-se pelo brilhantismo tático e pela rapidez com que atravessava grandes territórios. Ainda que valente e generoso, soube ser cruel quando a situação política assim exigia. Cometeu alguns atos dos quais se arrependeu, como o assassinato de seu amigo Clito em um momento de embriaguez. Como político e dirigente teve planos grandiosos. Segundo alguns historiadores elaborou um projeto de unificar o Oriente e o Ocidente em um império mundial. Acredita-se que cerca de 30 mil jovens persas foram educados na cultura grega e em táticas militares macedônicas, sendo aceitos no exército de Alexandre. Ele também adotou costumes persas e casou com mulheres orientais: Estatira ou Stateira, filha mais velha de Dario, e com Roxana, filha do sátrapa Bactriana Oxiartes. Além disso animou e subornou seus oficiais para que aceitassem mulheres persas como esposas. Alexandre ordenou que as cidades gregas, após sua morte, lhe adorassem como um deus.
Ainda que provavelmente tenha dado a ordem por razões políticas, segundo sua própria opinião e de alguns contemporâneos, ele se considerava de origem divina.
Para unificar suas conquistas, Alexandre fundou várias cidades ao longo de suas conquistas, muitas das quais se chamaram Alexandria em sua homenagem.
Essas cidades estavam bem situadas, bem pavimentadas e contavam com bom serviço de abastecimento de água. Eram autônomas mas sujeitas aos editos do rei. Os veteranos gregos de seu exército, bem como os soldados jovens, negociantes, comerciantes e eruditos, se instalaram nelas, levando consigo a cultura e a língua gregas. Assim, Alexandre estendeu amplamente a influência da civilização grega e preparou o caminho para os reinos do período helenístico e a posterior expansão de Roma
Fonte: www.trabalhosescolares.net