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Nova BiBlioteca de Alexandria

A Nova Biblioteca de Alexandria

A nova biblioteca de Alexandria, que recebe o nome sugestivo de Bibliotheca Alexandrina, foi inaugurada em 16 de outubro de 2002 pelo Presidente da República Arábica do Egito, com a presença de inúmeros chefes de estado e dignatários de todo o mundo.

Criada sob a inspiração da antiga Biblioteca de Alexandria, a mais famosa da antiguidade, é uma instituição pública de informação e pesquisa, devendo servir a estudantes e pesquisadores, assim como ao público em geral.

A Bibliotheca Alexandrina pretende simbolizar a disseminação do conhecimento entre os diferentes povos e nações do mundo.

A UNESCO, organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, se associou à Bibliotheca Alexandrina desde a sua concepção, em meados dos anos 80, ajudando assim a dotar a cidade de Alexandria e toda a região mediterrânea de um importante centro educacional, científico e cultural. Diversos países da cultura árabe e da região mediterrânea contribuíram com a construção e se responsabilizaram com os objetivos da nova Biblioteca.

A construção principal tem a forma de um cilindro com 160 metros de diâmetro e com o topo truncado. O telhado em ângulo tem o efeito de minimizar os danos dos ventos marítimos e permite o uso da luz natural. Poderá eventualmente conter até 8 milhões de volumes, com coleções especiais sobre as civilizações mediterrâneas assim como grandes coleções sobre ciência e tecnologia.

O complexo da Bibliotheca Alexandrina inclui ainda um Centro de Conferências, um Planetário, uma Escola Internacional de Estudos sobre Informações, Biblioteca para crianças, Biblioteca para cegos, Museu Científico, Museu de Caligrafia e Laboratório de restauração de manuscritos raros.


Pequena história da cidade de Alexandria

Alexandre o Grande, Rei da Macedônia, conquistou o Egito em 332 a. C. Registram os livros de História que, passando o inverno de 332-331 a. C. na região do delta do Nilo, Alexandre ordenou que fosse ali implantada a nova capital, com a intenção de servir de base naval e de ser o centro da cultura grega no Egito. Junto ao pequeno vilarejo denominado Rhakotis, em frente à ilha de Pharos, foi fundada a nova cidade, que recebeu inicialmente o nome de Neápolis. A construção da cidade foi deixada a cargo do vice-rei Cleomenes e do arquiteto rodhiano Deinócrates. Poucos meses depois Alexandre deixou o Egito, e nunca conheceu em vida a cidade que, em sua homenagem, veio a ser denominada Alexandria. Alexandre morreu em 323 a. C. com a idade de 33 anos, e seu corpo foi levado a Alexandria para ser sepultado.

Com a morte de Alexandre o Grande, o império foi repartido entre seus generais, cabendo o Egito a Ptolomeu, parente de Alexandre. Ptolomeu se tornou faraó do Egito e expandiu seu império, iniciando a idade de ouro de Alexandria. Seu sucessor, Ptolomeu II Philadelphus, rei do Egito a partir de 287 a. C., empreendeu grandes construções na capital. Em seguida, a partir de 246 a. C., reinou seu filho Ptolomeu III Euergetes, um grande lider militar e incentivador das ciências. Sob seu reinado Alexandria atingiu o auge em fama e riqueza.

Os faraós Ptolomeus empreenderam grandes construções. Uma das mais famosas foi o Farol de Alexandria. Construído na ilha de Pharos, foi considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. O farol serviu de referência para os navegantes por 16 séculos. Foi destruído por uma série de terremotos ocorridos na região, tendo desaparecido definitivamente por volta de 1300.

Outras famosas construções da antiga cidade de Alexandria foram o Museu (um instituto de pesquisa em medicina e ciências naturais), a Biblioteca de Alexandria e o Templo de Serápis.

Os faraós da dinastia Ptolomaica governaram o Egito até o ano 30 a. C. Os faraós homens chamavam-se Ptolomeus, e o último da dinastia foi Ptolomeu XII. Os faraós mulheres chamavam-se Cleópatras, e o último da dinastia foi Cleópatra VII, filha de Ptolomeu XII. Cleópatra VII foi o último faraó do Egito. Reinou de 51 a. C. até 30 a. C., quando os egípcios perderam a batalha de Actium, no Adriático, para os romanos. O Egito passou a ser dominado pelos Césares.

Com o desmembramento do Império Romano no Século V, a cidade de Alexandria passou a fazer parte do Império Bizantino. Em 616 foi tomada pacificamente pelos Persas, e 5 anos depois voltou ao domínio romano. Em 642 os árabes a tomaram pacificamente. Os árabes preferiam a terra ao mar, de modo que mudaram a capital do Egito para a região onde hoje está a cidade do Cairo. A cidade de Alexandria perdeu o apoio governamental e ficou reduzida a uma pequena base naval. Em 1498 os portugueses descobriram um rota marítma para as Índias, acarretando mais um desastre econômico para a cidade. Foi tomada pelos turcos em 1517, e invadida por Napoleão em 1798. No início do Século IX o vice-rei otomano Muhammad Ali Pasha reconstruiu a cidade, iniciando uma nova era. A abertura do canal de Suez em 1869 trouxe grande impulso à cidade, que se tornou um porto privilegiado para o comércio entre a Europa e a Índia. Em 1882 tornou-se parte do Reino Unido, servindo de base naval nas duas grandes guerras. Os britânicos deixaram a cidade em 1946, e o Egito se tornou uma república, hoje República Árabe do Egito.

A cidade de Alexandria é hoje a segunda maior cidade do Egito e seu maior porto naval.

Duas vistas do Forte de Qaitbey, construído em 1480 pelo Sultão de Qaitbey, provavelmente sobre as fundações do antigo Farol.

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