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Bicho-de-Pé

O que é bicho-de-pé?

É um inseto da família das pulgas, que se aloja na pele do homem e de outros animais. Chamado de Tunga penetrans pelos cientistas, esse bichinho quase invisível, que não ultrapassa 1 milímetro de comprimento, pode ser encontrado em praticamente todo o continente americano. Quando descobre uma vítima, ele salta em sua direção e cava um pequeno buraco na pele para sugar o sangue do hospedeiro. Os alvos prediletos do parasita, também conhecido como pulga da areia, são a sola do pé, a pele sob as unhas e os espaços entre os dedos, mas ele pode perfurar qualquer parte do corpo, provocando reações desagradáveis como coceira e inflamação no local afetado. O problema quase nunca passa disso, mas a infecção pode abrir uma brecha para doenças mais sérias, como o tétano, e causar até gangrena em casos graves. O tratamento padrão é a retirada do inseto, mas o melhor remédio é a prevenção. Para ficar longe dessa pulguinha incômoda, o ideal é usar calçados em locais infestados e tratar animais domésticos infectados.

MAMÃE CORAGEM

Depois de usar e abusar do hospedeiro, a fêmea põe seus ovos e morre

1- O bicho-de-pé vive em lamaçais e solos arenosos, quase sempre em locais quentes e secos. Também é comum encontrar o inseto em chiqueiros de porcos

2- Só as fêmeas grávidas penetram na pele. Em sete a dez dias, um único bicho coloca de 150 a 200 ovos, que são jogados no chão e amadurecem por conta própria. Depois disso, a mãe morre e é expelida pelo corpo

3- Ok, ela morre depois de colocar os ovos. Mas o ideal é removê-la antes disso. Uma agulha esterilizada dá conta do recado, mas é preciso tomar cuidado para não deixar nenhum pedaço do bicho na pele, o que pode causar infecções

PÉ NO SACO

Alguns vilões que são ainda mais incômodos do que a pulga da areia:

Bicho geográfico

Conhecido pelo nome científico de Larva migrans, é encontrado em fezes de animais (como cachorros) deixadas na areia. Depois de entrar na pele, o parasita anda dentro dela, deixando um rastro visível e causando coceira

Olho de peixe

Nome popular de uma lesão na sola dos pés causada por um vírus do tipo HPV (Papiloma Vírus Humano). Conhecida cientificamente como verruga plantar, ela causa fortes dores e está associada ao excesso de umidade

Fonte: mundoestranho.abril.com.br

Bicho-de-pé

Trio de parasitas

Descubra as diferenças entre o bicho-de-pé, o bicho-geográfico e o berne!

Bicho-de-Pé

Um entra no nosso corpo por engano e fica lá andando sem rumo e deixando marcas na pele que parecem linhas. O outro dá uma coceira danada no pé. E o terceiro tem fama de adorar toucinho. Nas próximas linhas, você, leitor, será apresentado ao bicho-geográfico, ao bicho-de-pé e ao berne. Eles parasitam diferentes animais, até mesmo o homem. Muita gente, porém, confunde o bicho-de-pé com o geográfico, acredita na história do toucinho... Para acabar com essa confusão, vamos à leitura!

De repente, aparece uma bolha no pé, com um ponto escuro no meio. Pode ser na sola, embaixo da unha, entre os dedos. Coça, coça. Uma coceirinha que, para muitos, é até gostosa. Dois sinais de que tem bicho-de-pé de casa nova! Ele encontrou um pé descalço e, mesmo com chulé, se instalou. Tudo para obter alimento e se reproduzir! Mas que bicho folgado é esse? Ora, um bicho pequeno, que provoca a maior coceira e se alimenta de sangue: uma pulga!

Sim, o bicho-de-pé não passa de uma pulga. E das menores que existem! Medindo cerca de um milímetro, ela recebeu dos cientistas o nome de Tunga penetrans. Vive em solos arenosos e prefere as áreas mais úmidas e sombreadas. Essa pulga é uma das poucas que entra na pele e não vive apenas sobre ela, como nos conta a parasitologista Reinalda Marisa Lanfredi, do Laboratório de Helmintos, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A CHC conversou com ela sobre o bicho-de-pé porque essa pulga, originada na América Tropical e introduzida, no século 19, na África, na Ásia e até na Europa, é um parasita.

Parasita é uma espécie de ser vivo que depende de outra, ao menos por um curto espaço de tempo, para se alimentar, se reproduzir ou se dispersar. "O bicho-de-pé, por exemplo, parasita principalmente porcos, embora também tenha como hospedeiros outros animais, como o cachorro e o gato, além do próprio homem", explica ela.

Com um detalhe: embora os machos também suguem sangue, só a fêmea, fecundada, entra no hospedeiro! A bolha que vemos é o abdome dela repleto de ovos. Ao seu redor, a pele fica vermelha por causa da reação inflamatória pela presença da pulga. Parece nojento? Pois é isso mesmo: o bicho-de-pé penetra na pele e deixa parte de seu abdome do lado de fora, assim como uma estrutura de respiração e uma abertura que serve para reprodução. Parece até que a pele é uma cratera, com a pulga mergulhada de cabeça nela!

O bicho-de-pé é a fêmea da pulga T. penetrans. Ela entra na pele do hospedeiro quando fecundada (A) e, ali, põe muitos ovos, o que leva seu abdome a aumentar de tamanho (B). As lesões que surgem no pe do hospedeiro (C) são, na verdade, parte do abdome do inseto, repleto de ovos, que fica fora da pele.
O bicho-de-pé é a fêmea da pulga T. penetrans. Ela entra na pele do hospedeiro quando fecundada (A) e, ali, põe muitos ovos, o que leva seu abdome a aumentar de tamanho (B). As lesões que surgem no pe do hospedeiro (C) são, na verdade, parte do abdome do inseto, repleto de ovos, que fica fora da pele.

Para penetrar no pé, na mão ou em outra parte do corpo humano -- pois é, bicho-de-pé não dá só no pé! --, essa pulga libera uma substância que facilita sua entrada na pele. A pessoa pode sentir uma dor, semelhante à picada de um inseto, uma coceirinha ou mesmo nada. Na pele, a pulga passa a sugar sangue. Mas não só come! "A fêmea do bicho-de-pé também põe ovos", conta Reinalda. "Como eles são muitos, podendo chegar a mais de 2.500, seu abdome aumenta de tamanho." A pulga começa a eliminá-los diariamente e, depois disso, morre. Os ovos caem no solo e deles nascem larvas, que, após um período no solo, tecem casulos, formando o que se chama de pupa, onde se tornam pulgas adultas prontas para o acasalamento. Ao serem fecundadas, as fêmeas buscam um hospedeiro e o ciclo recomeça!

Como dá para notar, quem não se livra do bicho-de-pé vira uma maternidade ambulante de pulgas. Além disso, corre o risco de ter uma infecção, pois o buraco feito pelo inseto serve de entrada para bactérias e fungos. "No interior, é comum se retirar o bicho-de-pé com canivetes, por exemplo", explica Reinalda Lanfredi. Mas o ideal é procurar um médico. E gostar da coceira não é desculpa para ficar com bicho-de-pé!

Aliás, por falar nela, uma curiosidade: a coceira é causada pela substância usada pelo inseto para furar a pele. Porém, nem todo mundo a sente, sobretudo quando é a primeira vez que pega bicho-de-pé. Como nunca teve contato com a substância antes, nosso corpo não reage à sua entrada. Nos contatos seguintes, porém, nosso exército de defesa -- os anticorpos -- a reconhecem e reagem! Aí, haja dedos para coçar...

Não somos parentes

Há quem ache que eles são o mesmo ser vivo. Outros juram que são parentes. Mas, não. O bicho-de-pé é uma pulga e o bicho-geográfico é um verme. Ou melhor, a larva de um verme que, quando adulto, parasita o intestino de cães e gatos, a larva migrans cutânea.

Por medir menos que um milímetro, ela não pode ser vista a olho nu. Mas é comum em caixas de areia de escolas ou praças e até na areia das praias, onde cães e gatos contaminados com o verme Ancylostoma caninun fazem cocô. As larvas saem dos ovos eliminados nas fezes desses bichos.

Quer saber como a larva migrans cutânea entra no corpo dos cães e dos gatos? Pela pele. Ao atingir a corrente sangüínea, ela migra pelo organismo deles, passando pelos pulmões e chegando ao intestino delgado, provocando anemia. Mas quando penetra no corpo humano... "Ela não consegue achar a corrente sanguínea, então, se move a esmo, deixando lesões avermelhadas, em forma de túnel e parecidas com linhas finas, na pele", conta Reinalda Lanfredi. "Por fim, morre."

Além das marcas, o bicho-geográfico também provoca coceira. Para não sofrer com ambas, não ande descalço nem sente diretamente no solo freqüentado por cães e gatos. Se tiver um animal desses, cuide da saúde dele. Leve-o ao veterinário para saber se ele está com vermes, por exemplo. O cão, ou gato, agradece e muita gente também!

Cães e gatos contaminados com o verme A.caninun eliminam, junto com as
Cães e gatos contaminados com o verme A.caninun eliminam, junto com as
fezes, ovos. Deles saem larvas que, após passarem por vários estágios de
desenvolvimento, podem contaminar outros animais, entre eles, o homem

Para virar hospedeiro do bicho-de-pé e do bicho-geográfico, um passo em solo contaminado pode ser suficiente. Com o berne é diferente. O perigo está no ar. Afinal, ele é a larva de uma mosca bonita, azul, que não come quando adulta: a Dermatobia hominis!

O berne provoca grandes prejuízos na pecuária porque parasita, principalmente, bois e vacas, entrando na sua pele para se desenvolver. Com isso, o couro do animal fica cheio de buracos, feio, o que prejudica sua venda. "O animal parasitado também sente coceira, desconforto e pode até perder peso", explica Reinalda.

As pessoas também podem ter berne. O risco é maior quando se anda por matas ou locais onde há animais silvestres ou gado. Mas se engana quem pensa que tudo começa quando a D. hominis pousa sobre nossa cabeça ou outra parte do nosso corpo. Na verdade, não é ela quem faz a "entrega" de suas larvas. Acompanhe...

A larva é coberta por espinhos que crava na pele (veja detalhe). Por isso, retirar o berne é difícil. Então, muita gente põe um pedaço de toucinho sobre o buraco feito pelo berne e espera que ele passe para a gordura de porco. "Em geral, funciona, mas não porque o berne goste de comer toucinho, como o povo diz. Na verdade, ela apenas passa para a gordura porque ela está impedindo sua respiração", explica Reinalda Lanfredi.

Em pleno vôo, a D. hominis (A) põe ovos no abdome ou sob as asas de um mosquito ou mosca que se alimente de sangue (B). Quando esse inseto pousa sobre um animal ou o próprio homem, as larvas deixam os ovos e penetram na pele, onde se desenvolvem (C).
Em pleno vôo, a D. hominis (A) põe ovos no abdome ou sob as asas de um mosquito ou mosca que se alimente de sangue (B). Quando esse inseto pousa sobre um animal ou o próprio homem, as larvas deixam os ovos e penetram na pele, onde se desenvolvem (C).

Para respirar, o berne usa estruturas especiais, que deixa fora da pele. Como o toucinho as cobre, a larva se sente asfixiada. Então, recolhe seus espinhos, sai do orifício que fez e entra no toucinho para tentar deixar as estruturas de respiração livres de novo. Mas não pense que, por conta disso, o médico também apela para a gordura de porco. Em vez disso, ele corta a pele e tira a larva, usando anestesia local para evitar a dor.

Se não for retirado, o berne se desenvolve dentro da pele, alimentando-se do líquido que flui dos tecidos destruídos, resultado da reação inflamatória que ele causa. A seguir, cai no solo, faz um casulo e se transforma em uma mosca adulta.

Após se acasalar, a fêmea põe ovos e começa um novo ciclo. Ao longo da vida, ela pode colocar até 400 ovos! As larvas que saem deles causam lesões com um furinho no meio, que são inchadas e, ao redor, avermelhadas. Alguma pode aparecer em você, então, fique atento. Mas não se preocupe: tratando, logo ficará livre do berne!

Fonte: cienciahoje.uol.com.br

Bicho-de-pé

tunga penetrans

Na verdade, o "bicho de pé", é uma pulga fêmea (tunga penetrans), grávida, muito pequena (aproximadamente um milímetro de comprimento), cerca da metade do tamanho das pulgas comuns. É hematófaga (alimenta-se de sangue) e o macho somente chega no hospedeiro para se alimentar.

A fêmea, entretanto, após ser fecundada, penetra na pele deixando de fora só a região anal e o estigma respiratório. Aquele nódulo com ponto preto central, do tamanho de uma ervilha, é o abdômen dilatado, pois a pulga, alimentando-se do sangue do hospedeiro, permite o desenvolvimento de ovos.

As partes do corpo mais atacadas são os dedos dos pés, principalmente junto às unhas. Mas, nada impede que as crianças acostumadas a brincar em ambientes externos possam apresentar contaminação nas mãos ou em outras partes do corpo.

O tratamento clássico é a remoção da pulga com uma agulha esterilizada. Também podem utilizados o eletrocautério ou pomadas saliciladas (tipo calicida). No caso de grandes infestações, um médico deve ser consultado.

Além do incômodo prurido, o bicho-de-pé favorece a contaminação por outros agentes, podendo causar infecções e até mesmo tétano. Portanto, quem apresentar bicho-de-pé e estiver sem a cobertura da vacina para o tétano deve providenciá-la imediatamente.

A prevenção é fundamental! Não se deve andar descalço em locais de solos secos e arenosos, principalmente se houver animais bovinos e suínos.

Fonte: www.pucrs.br

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