A biogeografia é o estudo das distribuições geográficas dos organismos. Procura explicar como as espécies e os táxons superiores são distribuídos e porque a composição taxonômica da biota varia de uma região para outra.
Relaciona-se tanto com a ecologia como com a geologia, pois as respostas para alguns problemas biogeográficos são mais ecológicos e para outros são mais históricos.
O estudo das distribuições geográficas pode ser dividido
em:
Biogeografia histórica: deriva dos continentes.
Biogeografia ecológica: interações intra-específicas
ou distribuição dos habitates.
Wallace e outros biogeográficos perceberam que muitos táxons
endêmicos apresentavam distribuições mais ou menos congruentes.
Ex: a América do Sul e América Central têm uma fauna característica
que inclui edentados, primatas platirrinos e aves suboscines.
Os limites de associações de espécies podem ser cadeias de montanhas ou regiões de mudanças ambientais abruptas.
Uma constatação importante dos trabalhos foi a de que apesar de determinado tipo de habitat poder ocorrer em diversos lugares do mundo largamente separados entre si as espécies que se encontram em cada um deles são mais ligadas com as espécies que ocupam outro habitats próximos do que com espécies que ocupam o mesmo habitat em outros reinos.
Dispersão
Ancestrais diziam que existiam estreitas pontes de terra ligando os continentes.
A tectonica das placas explica a distribuição de alguns táxons e a dispersão explica a de outros táxons.
A capacidade de dispersão por grandes distâncias varia muito de grupo para grupo.
Vicariância
Pode ser causada pela extinção de populações intermediárias
ou pela divisão de um bloco de terra ou de um corpo d’água
em dois, de sorte que os membros de uma biota de distribuição
contínua tornam-se separados e passam a evoluir independentemente.
Em cada continente americano a fauna de mamíferos inclui 2 grupos:
Autóctones: evoluíram no local
Alóctones: que entraram por dispersão
As interações entre as espécies podem provocar extinções,
produzindo um "equilíbrio seletivo de espécies",
uma associação estável de espécies.
Relaciona-se com a ecologia e a geologia, desenvolveu um papel importante
na teoria da evolução.
DARWIN usou a biogeografia como evidência da evolução.
Biogeografia histórica - deriva dos continentes.
Biogeografia ecológica - interações entre espécies
e habitats.
Deriva continental - origem monofilética.
Dispersão - os animais podem ter um centro de origem(cistos,
ventos ou outros animais)
Adaptações para originar novas colônias: hermafroditismo,
partenogenese, etc...
Vicariância - extinção de populações intermediárias por alterações no ambiente.
Autóctones - que evoluíram no local
Alóctone - que entraram por dispersão
Alterações climáticas geram alterações no equilíbrio das espécies.
Maior diversidade nos trópicos - diversas explicações
Há indicações de que comunidades de ambientes instáveis possam ser o local de origem de novos táxons dominantes.
Fonte: www.aultimaarcadenoe.com
Biogeografia é a ciência que estuda a distribuição geográfica dos seres vivos, procurando entender padrões de organização espacial e processos que resultaram em tais padrões. É uma ciência multidisciplinar que relaciona informações de diversas outras ciências como geografia, biologia, climatologia, geologia, ecologia e evolução. É essencialmente descritiva, pois as escalas temporais e espaciais de abordagem tornam a prática experimental inviável.
Evolução
Extinção
Dispersão
Regiões biogeográficas
Região Paleárctica - Europa, norte de África até
ao Deserto do Saara, norte da Península Arábica, e Ásia
a norte do Himalaia até à China e Japão
Região Neárctica - América do Norte, incluindo Gronelândia,
até ao centro do México
Região Neotropical - desde o centro do México até ao
sul da América
Região Afro-tropical ou Etiópica - África a sul do Saara
e sul da Península Arábica
Região Indo-malaia - Subcontinente_indiano, sul da China, Indochina,
Filipinas e Indonésia ocidental
Região Australiana - Indonésia oriental, Nova Guiné,
Austrália e Nova Zelândia
Região Oceânica - o Oceano Pacífico
Região Antárctica - o continente e o oceano com o mesmo nome
Fonte: www.bussolaescolar.com.br
Biogeografia é o ramo das ciências biológicas que estuda a distribuição dos seres vivos (animais e plantas) na superfície terrestre (continentes e oceanos) e, também, as causas dessa distribuição no espaço e no tempo.
- biogeografia ecológica que estuda os fatores ambientais que determinam a distribuição dos organismos;
- biogeografia histórica que estuda, com base em fatores históricos, a distribuição espacial e temporal dos seres vivos.
- Fitogeografia: quando trata da distribuição das plantas;
- Zoogeografia: quando estuda a distribuição dos animais;
- terrestre quando estudam o ambiente terrestre:e
- marinha: quando tratam das plantas ou animais marinhos.
Segundo o Prof. Dr. Gustavo Augusto S. de Melo, do Museu de Zoologia Universidade
de São Paulo, a Biogeografia não pode se resumir ao estudo atual
da distribuição das espécies. Tem que proceder historicamente.
Tem sempre que existir um componente histórico, já que tem que
explicar como era a distribuição no passado geológico,
e de que modo as espécies estudadas alcançaram a distribuição
atual.
Exemplificando, o citado professor informa que na Zoogeografia marinha, sua
especialidade, que estuda a distribuição dos animais nos mares
e oceanos e as causas dessa distribuição no espaço e
no tempo, quais seriam os espaços e o que significaria o tempo?
Espaço : todas as chamadas regiões marinhas, como por exemplo, praias, entremarés, plataforma continental, zona abissal, etc.
Tempo: sucessão de eventos geológicos, como por exemplo, o levantamento do ístmo do Panamá, no fim do Plioceno ou início do Pleistoceno, fechando a ligação entre os Oceanos Atlântico e Pacífico, separando essas duas faunas, que até então formavam uma única fauna. Essa separação, com o decorrer do tempo geológico (milhões de anos), fez com que essas duas faunas (Atlântica e Pacífica) fossem adquirindo características próprias, isto é, foram ficando progressivamente menos homogêneas, já que um dos principais fatores que influi na diferenciação de espécies, gêneros, famílias, ou mesmo faunas, é o seu isolamento.
Diz, ainda, que o exemplo acima é apenas um dos inúmeros aspectos
abordados pela Zoogeografia Marinha. Entre esses estudos pode-se citar: noções
sobre mares e oceanos, diversidade no mar, composição da fauna
marinha, barreiras ou limites biogeográficos, ecologia e evolução
no mar, origem da fauna marinha, importância da temperatura na distribuição
dos animais,
províncias bióticas, padrões distribucionais, e inúmeros
outros assuntos.
Também segundo Helmut Troppmair, na biogeografia o componente espacial sempre está presente.
Na Biogeografia terrestre há uma divisão onde são adotados unidades chamadas Ecorregiões, para melhor definições e estudos dos ecosssitemas:
Atualmente há 869 ecorregiões distribuidas em 14 ambientes terrestres em todo o globo, sendo que no Brasil há 78 áreas assim classificadas (segundo a WWF e o Ibama)
A classificação em ecorregiões ajuda nos projetos de estudos e gerenciamento ambiental, pois agrupa determinadas áreas com características semelhantes, facilitando os estudos da fauna e flora locais.
Fonte: www.aultimaarcadenoe.com