As biometrias que analisam o olho são geralmente pensadas para oferecer os mais altos níveis de precisão. Elas podem ser divididas em duas tecnologias específicas: biometria da íris e da retina.
A íris é o anel colorido que circunda a pupila do olho. Cada íris possui uma estrutura única, caracterizando um padrão complexo. Pode ser uma combinação de características específicas como coroa, glândula, filamentos, sardas, sulcos radiais e estriamentos. É conhecido que uma duplicação artificial da íris é virtualmente impossível devido às suas propriedades únicas. A íris é estreitamente ligada ao cérebro humano e dizem ser uma das primeiras partes a se desintegrar após a morte. É portanto muito improvável que uma íris artificial possa ser recriada ou que uma íris morta possa ser usada para fraudar a passagem no sistema biométrico.
O processo de reconhecimento da íris dá-se da seguinte forma:
Uma câmera de vídeo preto e branco captura uma imagem da íris. Isso deverá ser feito em um ambiente bem iluminado. Lentes de contato não interferem na captura da imagem. Óculos e óculos escuros, entretanto, não devem ser usados pois podem afetar o processo de captura.
O equipamento biométrico extrai as características únicas da íris no exemplo captura. Então elas são convertidas em um código matemático único e armazenadas como um template.
A verificação um-para-um (1:1) ou a identificação um-para-muitos (1:n) podem ser desempenhadas.
Dependendo da base que está configurada para a aplicação, pode-se obter um par como resultado ou não.
A retina é a camada de veias sangüíneas situada na parte de trás do olho. Assim como na íris, a retina forma um padrão único e começa a se desintegrar logo após a morte. As biometrias de retina são geralmente tidas como o método biométrico mais seguro. O acesso não-autorizado em um sistema de retina é virtualmente impossível. Um procedimento preciso de cadastramento é necessário, o que envolve o alinhamento da vista para alcançar uma leitura otimizada.
O processo de varredura da retina ocular é o seguinte:
O olho é posicionado em frente ao sistema, aproximadamente 3 inches de um leitor ocular. O usuário final deverá olhar para um ponto verde por alguns segundos, visível através do oleitor. Quando isso for feito, o olho estará suficientemente focado para que o scanner capture o padrão da retina. Uma área conhecida como fóvea, situada no centro da retina, é lida e um padrão único das veias sangüíneas é capturado.
O equipamento biométrico mapeia a posição das veias sangüíneas; uma representação matemática única é extraída e armazenada como um template;
Normalmente é feita a identificação um-para-muitos (1:n). O processo de captura se repete e o novo exemplo é comparado com o template.
Dependendo da base que está configurada para a aplicação, pode-se obter um par como resultado ou não.
Fonte: www.consultoresbiometricos.com.br