A biosfera é a parte da Terra onde se encontram os seres vivos. Ela compreende a superfície terrestre e a porção inferior da atmosfera e prolonga-se até o fundo dos oceanos. O estado da biosfera é fundamentalmente o estudo do seres vivos e sua distribuição pela superfície terrestre. A biosfera contém inúmeros ecossistemas (conjunto formado pelos animais e vegetais em harmonia com os outros elementos naturais).

O hábitat é o "lar" das plantas e dos animais. Nicho é a função de uma planta ou de um animal no ecossistema. Os seres que vivem na superfície terrestre dependem uns dos outros e mantêm relação com as condições do ambiente. Com exceção do homem que consegue se fixar e viver em quase todos os lugares do planeta devido ao alto grau de adaptabilidade que lhe é natural, cada ser vivo tem um ambiente em que se adapta melhor quando à temperatura, à umidade, às condições do solo, etc. Esse ambiente ideal para cada ser vivo constitui o seu habitat.

Com o avanço da ocupação humana sobre os mais diversos ecossistemas, vários têm sido as formas de impacto sobre o equilíbrio ecológico. Os seres vivos e o meio ambiente estabelecem uma integração dinâmica, porém frágil. O grande dilema das sociedades modernas é conciliar o desenvolvimento tecnológico e a carência cada vez maior de recursos naturais com o equilíbrio da natureza.
A tentativa de conciliação ou harmonização começou a ser intensificada na década de 1980, quando se tornaram muito mais visíveis e preocupantes várias conseqüências da profunda interferência do homem na paisagem: o efeito estufa, as chuvas ácidas, as ilhas de calor na cidades, o buraco de ozônio, a poluição dos oceanos, a grande extensão dos desmatamentos e extinção de espécies animais, o rápido esgotamento dos recursos não-renováveis, etc.
O desenvolvimento sustentável proposto desde então define-se pela continuidade das investimentos econômicos, das pesquisas tecnológicas e da exploração de matéria-prima, de tal forma que se leve em consideração não só o presente, mas também as gerações futuras. As diferentes nações têm procurado encontrar os meios de atingir a formula, como explorar sem destruir ou, pelo menos, diminuir os impactos ambientais.
A degradação ambiental pode ser das formações vegetais, como a destruição das florestas. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, 61% das terras que hoje pertencem ao nosso país eram cobertos por matas. No Brasil, a preservação ambiental ocupa um espaço cada vez maior nos meios de comunicação que veiculam quase diariamente materiais de esclarecimento, alerta e denúncia sobre o assunto. Vários movimentos organizados, como o S.O.S Mata Atlântica trabalham em prol da defesa das florestas brasileiras. Quando a o rompimento do equilíbrio natural (o desmatamento das florestas) rompem-se a relação vegetação/solo que possibilita o desenvolvimento da vida vegetal e animal.

A degradação dos ecossistemas marinhos correm risco, dos 71 grupos de formas de vida de todo o mundo, 43 são espécies marinhas e somente 28 compreendem espécies terrestres. Além de reunir ecossistemas riquíssimos, os oceanos funcionam como fonte de alimento para milhares de pessoas em todo o mundo. Um dos principais problemas que atinge os ecossistemas próximas ao litoral, como mangues e os pântanos, é a grande concentração populacional ao longo da costa em vários países.
No caso dos recifes, sua destruição provocada pela exploração de mergulhadores, que retiram material para colecionar e vender, mas, principalmente, pela poluição das águas dos próprios oceanos.
Mais de 80% da poluição oceânicas vem do continente, trazida pelos rios, chuvas e ventos. Entre os principais poluentes, estão: produtos agrotóxicos utilizados em plantações; materiais plásticos, latas, metais, madeiras e materiais de pesca, resíduos industriais como metais pesados (chumbo, mercúrio, cobre, estanho), esgotos lançados sem tratamento, principalmente em países mais pobres e povoados do Terceiro Mundo, como Índia, o Paquistão, a Indonésia ,etc., óleo e petróleo derramado devido a acidentes com navios-tanques, rompimentos de dutos e emissários submarinos, lixo radiativo depositado por alguns países no fundo do mar.

Muitos desses poluentes trazem conseqüências devastadores para a cadeia alimentar marinha. Peixes e outros animais contaminam-se com pesticidas, resíduos industriais, o que é repassado a diante para outros animais da cadeia, de maneira que o próprio homem acaba ingerindo peixes e mariscos contaminados.
O esgoto e o escoamento da áreas cultivada levam às águas oceânicas grande quantidades de nitrogênio e fósforo presente em detergentes e fertilizantes. Esses elementos aumentam a quantidade de algas principalmente nas regiões costeiras. Seu grande crescimento diminui o nível de oxigênio da água, sufocando as demais espécies, formando-se algas vermelhas e marrons que resulta na "Maré Vermelha".
As águas que apresentam baixo nível de oxigênio são conhecidas como "Zonas Mortas". Como no Golfo do México, no Mar Adriático e no Golfo Pérsico.


Numa pesquisa realizada recentemente por cientistas em nenhum outro lugar do planeta a biodiversidade é tão grandiosa quanto a Amazônia, o Pantanal e a Caatinga, três regiões que são tesouros naturais da Terra.
Nem mesmo a África, o berço da humanidade, cuja dimensões continentais arregimentam paisagens tão distintas quando o deserto do Saara, as verdadeiras florestas do Congo a as pradarias africanas onde reinam os mais diversos animais. Entre os grandes blocos tropicais de vida selvagem, a Amazônia abriga o maior números de plantas e animais exclusivos em seus seis milhões de quilômetros quadrados espalhados por nove paises. Com menor dimensão, mas igualmente ricas, as florestas do Congo cobrem sete países da África Central, e na ilha de Papua-Nova Guiné, Um raro cenário tropical no oceano Pacífico, ao norte da Austrália, vivem animais exóticos.
A exploração e a ocupação humana já faz suas vítimas nesses locais a algum tempo e algumas espécies correm o risco de desaparecer. O cerrado restam somente 10% e a Mata Atlântica, reduzida a menos de 8% do tamanho original. As ameaças ao maior tesouro do mundo continuam as mesmas: o fogo que destrói 17 mil quilômetros quadrados de terra ao ano, o desmatamento que ameaça os 750 mil índios da Amazônia Legal e a destruição dos recursos naturais dos quais dependem os 21 milhões de amazônidas. Por oito estados do semi-árido nordeste, a caatinga só perde em extensão territorial para o cerrado, a Mata atlântica e a própria Amazônia. Os 735 mil quilômetros quadrados de sertão já foram mar, há 65 milhões de anos. Ali vivem em um cima imprevisível, 27 milhões de brasileiros, e uma fauna e flora praticamente desconhecidas da ciência.
A região abriga ainda duas espécies-símbolos em risco.
A ararinha-azul, que foi considerada extinta, vista pela última vez em 2000, na Bahia. Sua parente próxima, a rara-de lear também corre perigo. As araras da caatinga são parentes das araras-azuis, as aves que voam aos pares e se tornaram um símbolo do Pantanal. O esforço de preservação conseguiu melhorar sua situação e hoje a epécie está apenas na categoria de animais vulneráveis. Sobre os 210 mil quilômetros quadrados do pantanal, a maior área alagada do mundo, dividida entre Brasil, Bolívia e Paraguai, não se sabe ao certo se voam 325 ou 650 espécies de aves, mas é certo que em suas águas nadam pelo menos 325 tipos de peixes.
A espécie mais famosa da região é a temida onça-pintada, cujas 200 quilos a tornam o maior felino, depois do tigre e do leão.Entre os 37 tesouros naturais da Terra há ainda vastos corredores de desertos, onde proliferam vegetações exclusivas, sem contar as florestas geladas que abrangem a Rússia, o Canadá, o Alasca e a Groelândia.(Dados-2003)
Fonte: paginas.terra.com.br
A fina camada de solo, água e ar que abriga a vida em nosso planeta é chamada biosfera.
Na biosfera encontramos ambientes muito diferentes, que vão desde os oceanos com profundidades que atingem nove mil metros até as montanhas com mais de oito mil metros de altitude. Em todos esses locais existem formas de vida.
É claro que cada tipo de ambiente da biosfera apresenta condições abióticas específicas, propiciando a vida de comunidades diferentes e formando, assim, ecossistemas diferenciados.
A salinidade, a temperatura e a luminosidade são fatores importantes para a distribuição da vida no ambiente marinho.
Nas águas dos mares, que cobrem mais de 70% da superfície do globo terrestre, encontramos várias substâncias químicas dissolvidas. A principal delas é o cloreto de sódio ou sal comum.
O conteúdo de sais dissolvidos na água do mar determina sua salinidade, que pode variar muito, dependendo da quantidade de água doce proveniente dos rios que ali desembocam e do grau de evaporação da água.
As radiações solares que chegam até o planeta produzem efeitos de luz e calor sobre os mares. Esses efeitos variam com a profundidade: quanto mais profundas forem as regiões do mar, menos luz e calor elas recebem. Por causa disso, surgem regiões muito diferentes, que tornam possível a existência de uma grande variedade de seres vivos. Podemos assim observar três regiões distintas: eufótica, disfótica e afótica.
Região de grande luminosidade, que vai até aproximadamente oitenta metros de profundidade. Aí a luz penetra com grande intensidade, possibilitando um ambiente favorável à vida de organismos fotossintetizantes, como as algas, e muitos animais que se alimentam delas.
Região em que a luz apresenta dificuldade de penetrar, tornando-se difusa. Esta região vai até cerca de duzentos metros de profundidade e também abriga organismos fotossintetizantes, embora em proporção menor que a da zona eufótica.
Região totalmente escura, que vai além dos duzentos metros de profundidade. Aí não é possível a existência de animais herbívoros.
Dependendo do modo como se locomovem, os seres vivos marinhos são classificados em três grupos distintos: plâncton, nécton e bentos.
O plâncton representa o conjunto de todos os seres vivos flutuantes que são levados pelas correntezas marinhas. Eles não possuem órgãos de locomoção e, quando os têm, são rudimentares. Existem duas categorias de seres planctônicos: o fitoplâncton e o zooplâncton.
É constituído pelos produtores, ou seja, os seres autotróficos, que desempenham um grande papel nas cadeias alimentares marinhas. As algas são os principais representantes dessa categoria.
É constituído por organismos heterotróficos, como microcrustáceos, larvas de peixes, protozoários, insetos, pequenos anelídeos e até caravelas.
Compreende o conjunto dos seres que nadam livremente, deslocando-se por atividade própria, vencendo a correnteza. O nécton abrange peixes (tubarões, robalos, tainhas, sardinhas, etc.), répteis, como a tartaruga, e inúmeros mamíferos (baleia, focas, golfinhos, etc.), entre outros animais.
São o conjunto de seres que vivem fixos ou se arrastam no fundo do mar. Enfim, são os seres que pouco se afastam do fundo. Muitas algas, esponjas, ouriços-do-mar, estrelas-do-amor são exemplos de representantes de seres bentônicos.
Fonte: www.portalbrasil.net