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Biosfera

BIOSFERA E ECOSSISTEMAS

Biosfera, em sua definição mais simples, é o conjunto de regiões da Terra onde existe vida. O termo "biosfera" foi introduzido em 1875 pelo geólogo austríaco Eduard Suess (1831-1914), durante uma discussão sobre os vários envoltórios da Terra. Em 1926 e 1929, o mineralogista russo Vladimir Vernandsky (1863-1945) consagrou definitivamente o termo, utilizando-o em duas conferências de sucesso. Embora a palavra "biosfera" leve a pensar em uma camada contínua de regiões propícias à vida em torno da Terra, isso não é exatamente verdade.

A espessura da biosfera é um tanto irregular, devido ao fato de haver locais onde a vida é escassa ou mesmo inexistente. Por exemplo, em mares, lagos, florestas, pântanos e campos ,a vida é abundante e variada. Há, porém, áreas tão secas ou tão frias que dificultam, ou até impedem, o desenvolvimento da maioria dos seres vivos. É o caso das regiões quentes e desertas localizadas na faixa equatorial e das regiões geladas situadas junto aos pólos, onde poucas espécies conseguem viver.

A maioria dos seres terrestres vivem em regiões situadas até 5 mil metros acima do nível do mar. Entretanto, no Monte Everest, foi encontrada uma aranha vivendo a quase 7 mil metros de altitude, e já se observou aves migradoras voando a 8,8 mil metros de altitude. No mar, a maioria dos seres vivos habita a faixa que vai da superfície até 150 metros de profundidade, embora algumas espécies de animais e de bactérias vivam a mais de 9 mil metros de profundidade.

De acordo com essas considerações, a biosfera teria espessura máxima de aproximadamente 17 ou 18 Km, formando uma película finíssima quando comparada aos 13.000 Km de diâmetro da Terra. Se o planeta fosse comparado a uma laranja, a biosfera não passaria de um fino papel de seda sobre sua superfície.

COMPONENTES DOS ECOSSISTEMAS

Componentes bióticos

Seres autótrofos e heterótrofos

Os seres vivos de um ecossistema podem ser divididos em autótrofos e heterótrofos. A maioria dos seres autótrofos (algas, plantas e certas bactérias) faz fotossíntese, captando energia luminosa do Sol e utilizando-a na fabricação de matéria orgânica. Existem, ainda, alguns poucos seres autótrofos que fazem quimiossíntese, como, por exemplo, certas bactérias, e obtêm energia para a vida através de reações químicas inorgânicas. Os animais, fungos, protozoários e a maioria das bactérias são heterótrofos, isto é, necessitam obter substâncias orgânicas (alimento) a partir de outros seres vivos ou de seus produtos. Os seres autótrofos fotossintetizantes, além de produzirem praticamente todo o alimento consumido pelos heterótrofos, liberam oxigênio (O2) no ambiente. Esse gás é utilizado na respiração pelos animais, pelas próprias plantas e por muitos microorganismos.

Componentes abióticos

Os componentes abióticos de um ecossistema são representados por fatores físicos, como luminosidade, temperatura, ventos, umidade etc., e por fatores químicos, como a quantidade relativa dos diversos elementos químicos presente na água e no solo.

Fatores físicos

Clima

Os fatores físicos que atuam em determinada região da superfície terrestre constituem o clima, resultado da ação combinada de luminosidade, temperatura, pressão, ventos, umidade e regime de chuvas. A radiação solar que atinge a Terra é um dos principais determinantes do clima. Além das radiações visíveis (luz) utilizadas pelos seres autótrofos na fotossíntese, as emanações solares contém raios infravermelhos, responsáveis pelo aquecimento da atmosfera e do solo, o que faz as temperaturas na superfície terrestre serem favoráveis à vida.

A temperatura ambiental é uma condição ecológica decisiva na distribuição dos seres vivos pelo planeta. Lugares muito quentes ou muito frios somente podem ser habitados por espécies altamente adaptadas a essas condições. A temperatura afeta outros fatores climáticos, tais como os ventos, a umidade relativa do ar e a pluviosidade (índice de chuvas) de uma região.

Fatores químicos

Certos elementos químicos devem estar presentes na água e no solo para garantir a sobrevivência dos seres vivos. A presença de fósforo na forma de fosfatos, por exemplo, é muito importante, uma vez que os fosfatos são constituintes fundamentais da matéria viva. Os elementos e sais essenciais aos seres vivos são chamados, genericamente, nutrientes minerais.

Fonte: www.guiafloripa.com.br

BIOSFERA

Conjunto de todas as áreas da Terra onde existe vida (incluindo zonas profundas dos oceanos e parte da atmosfera)
O "ecossistema" inteiro da Terra

Imagem da Biosfera

Na imagem abaixo, as variações de cor nos continentes (entre amarelo claro e verde escuro) indicam a produtividade dos diferentes ambientes terrestres (veja as variações de produtividade nos diferentes biomas na tabela 1 abaixo).

As partes mais claras indicam a presença de regiões desérticas, com pouca ou nenhuma vegetação (ou seja, pouca ou nenhuma produtividade). Como exemplos, veja, da esquerda para a direita, o grande deserto central da Austrália, na Oceania, o deserto de Atacama no sudoeste da América do Sul e o deserto do Saara no norte da África.

No outro extremo, estão as partes mais escuras, cobertas por vegetação densa (altamente produtivas). Bons exemplos são as florestas tropicais do norte da América do Sul, do centro da África e do sudeste asiático, bem como as florestas temperadas altamente produtivas do sudeste da América do Norte.

Já no século passado, muito antes do uso de satélites, os exploradores começaram a notar que grandes regiões da terra possuíam vegetação semelhante, mesmo em continentes diferentes.

Começam então a aparecer classificações das grandes formações vegetais ou biomas da Terra.

Também desde o século passado, começaram a notar que as formações vegetais eram determinadas principalmente pelo clima, em especial, temperatura e a pluviosidade (quantidade de chuvas). Veja a figura abaixo:

Esta figura mostra que é possível prever, em termos bem gerais, o tipo de bioma que ocorre em uma determinada região simplesmente sabendo quais as médias de temperatura e pluviosidade da mesma. Por exemplo, uma região que combine temperaturas altas com pluviosidade também alta muito provavelmente será coberta por florestas tropicais, ao passo que uma região com temperaturas altas, mas como pluviosidade muito baixa será recoberta por desertos.

Portanto, embora outros fatores possam também ser importantes (como os solos, por exemplo), as médias anuais de temperatura e pluviosidade são ótimos indicadores do tipo de bioma que ocorre em uma determinada região.

Quando comparamos os mapas acima, fica ainda mais clara a associação entre os mesmos. A figura da esquerda é uma classificação de climas e a da direita, de vegetação. Note que as coincidências são enormes.

De fato, a coincidência entre clima e vegetação, numa escala de pouco detalhe, é tão evidente que chegou-se a propor um mapa de climas baseado nas formações vegetais. As coincidências resultantes eram muito grandes.

Porém, ao se observar com maior detalhe, verifica-se que, numa mesma região climática outros tipos de vegetação também podem ocorrer, em áreas restritas. Verificou-se então que as pequenas diferenças entre os tipos de clima e vegetação eram conseqüência de tipos diferentes de solo sob um mesmo clima, mostrando que os solos também tinham um papel relativamente importante na determinação das formações vegetais.

Além dos solos, em uma escala mais localizada outros fatores como o relevo, a distância do mar, e a história do local, considerando-se a ocorrência de interferências humanas e catástrofes naturais, podem ter influência na disponibilidade hídrica, gerando variações a nível local ou regional.

Fonte: www.ib.usp.br

BIOSFERA

Biosfera é a designação que se aplica à frágil e fina camada superficial do planeta Terra, aonde a vida está Presente.

Preocupada com a rápida destruição dos ecossistemas, e dos riscos que isto representa para a própria humanidade ,a UNESCO, através do programa MAB- man and the Biosphere (O homem e a biosfera) criou o conceito das reservas da biosfera, destinado a proporcionar reconhecimento internacional da importância dos ecossistemas mais ameaçados e estabelecer uma estratégia para sua conservação.

Foto mostrando uma poluição da biosfera.
Foto mostrando uma poluição da biosfera.

Segundo organismos internacionais, a Mata Atlântica é considerada um dos “hot sports”, ou seja, é um dos ecossistemas mais ameaçados no planeta e sua proteção é prioritária.

Á época do descobrimento das Américas, a Mata Atlântica apresentava cerca de 1.000.000 de km2 - 12 % do território Brasileiro - e hoje está reduzida a apenas cerca dee 5 % do original.

A riqueza da biodivercidade da mata atlântica é comparável a da Amazônia embora seja muito mais vulnerável ( 171 das 202 espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção são originários da mata atlântica ) devido ao atual estado de ameaça dos seus remanescentes. O Estado do Rio de Janeiro ainda possui cerca de 20 % de seu território recoberto por Mata Atlântica e seus ecossistemas associados. Embora este percentual seja elevado em comparação com outros Estados Brasileiros, a fragilidade de nosso ecossistema é muito grande, a ponto de 40% das espécies oficialmente ameaçadas de extinção no brasil ocorrerem, ou serem endêmicas (exclusivas), ao Estado do Rio de Janeiro.

O nosso Pantanal, a partir de agora, também é considerado reserva da Biosfera

O Pantanal é um dos mais valiosos patrimônios naturais do Brasil. Maior área úmida continental do planeta - com 140 mil km2 em território brasileiro - destaca-se pela riqueza da fauna, onde dividem espaço 650 espécies de aves, 80 de mamíferos, 260 de peixes e 50 de répteis.

As chuvas fortes são comuns no Pantanal. Os terrenos, quase sempre planos, são alagados periodicamente por inúmeros córregos e vazantes entremeados de lagoas e leques aluviais. Ou seja, muita água. Na época das cheias estes corpos comunicam-se e mesclam-se com as águas do Rio Paraguai, renovando e fertilizando a região. Contudo, assim como nos demais ecossistemas brasileiros onde a ocupação predatória vem provocando destruição, a interferência no Pantanal também é sentida . Embora boa parte da região continue inexplorada, muitas ameaças surgem em decorrência do interesse econômico que existe sobre essa área. A situação começou a se agravar nos últimos 20 anos, sobretudo pela introdução de pastagens artificiais e a exploração das áreas de mata.

O equilíbrio desse ecossistema depende, basicamente, do fluxo de entrada e saída de enchentes que, por sua vez, está diretamente ligado à pluviosidade regional. De forma geral, as chuvas ocorrem com maior freqüência nas cabeceiras dos rios que desaguam na planície. Com o início do trimestre chuvoso nas regiões altas (a partir de novembro), sobe o nível de água do Rio Paraguai provocando, assim, as enchentes.

O mesmo ocorre paralelamente com os afluentes do Paraguai que atravessam o território brasileiro cortando uma extensão de 700 km. As águas vão se espalhando e cobrindo, continuamente, vastas extensões em busca de uma saída natural, que só é encontrada centenas de quilômetros adiante no encontro do Rio com o Oceano Atlântico, fora do território brasileiro. As cheias chegam a cobrir até 2/3 da área pantaneira. A partir de maio, então, inicia-se a "vazante" e as águas começam a baixar lentamente. Quando o terreno volta a secar permanece, sobre a superfície, uma fina camada de lama humífera (mistura de areia, restos de animais e vegetais, sementes e humus) propiciando grande fertilidade ao solo.Quando o período da vazante começa, uma grande quantidade de peixes fica retida em lagoas ou baías, não conseguindo retornar aos rios.

Durante meses, aves e animais carnívoros (jacarés, ariranhas etc) têm, portanto, um farto banquete à sua disposição. As águas continuam baixando mais e mais e nas lagoas, agora bem rasas, peixes como o dourado, pacu e traíra podem ser apanhados com as mãos pelos homens. Aves grandes e pequenas são vistas planando sobre as águas, formando um espetáculo de grande beleza.

O Pantanal tem passado por transformações lentas mas significativas nas últimas décadas. O avanço das populações e o crescimento das cidades são uma ameaça constante. A ocupação desordenada das regiões mais altas, onde nasce a maioria dos rios, é o risco mais grave. A agricultura indiscriminada está provocando a erosão do solo, além de contaminá-lo com o uso excessivo de agrotóxicos. O resultado da destruição do solo é o assoreamento dos rios (bloqueio por terra ), fenômeno que tem mudado a vida no Pantanal. Regiões que antes ficavam alagadas nas cheias e completamente secas quando as chuvas paravam, agora ficam permanentemente sob as águas. Também impactaram o Pantanal nos últimos anos o garimpo, a construção de hidreléricas, o turismo desorganizado e a caça, empreendida principalmente por ex-peões que, sem trabalho, passaram a integrar verdadeiras quadrilhas de caçadores de couro.

Porém, foi de 1989 para cá que o risco de um desequilíbrio total do ecossistema pantaneiro ficou mais próximo de se tornar uma triste realidade. A razão dessa ameaça é o megaprojeto de construção de uma hidrovia de mais de 3.400 km nos rios Paraguai (o principal curso de água do Pantanal) e Paraná - ligando Cáceres no Mato Grosso a Nova Palmira no Uruguai. A idéia é alterar, com a construção de diques e trabalhos de dragagem, o percurso do Rio Paraguai, facilitando o movimento de grandes barcos e, conseqüentemente, o escoamento da produção de soja brasileira até o país vizinho. O problema é que isso afetará também todo o escoamento de águas da bacia. O resultado desse projeto pode ser a destruição do refúgio onde vivem hoje milhares de espécies de animais e plantas.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Biosfera

A Terra é um sistema complicado. A parte onde existe vida é chamada biosfera. Bios vem do grego "vida". A biosfera se estende um pouco acima e um pouco abaixo da superfície do planeta. O habitat é formado por áreas distintas, cada uma com seu clima, solo e comunidades de plantas e animais. Essas áreas são os ecossistemas. Cada qual consiste de um número de partes relacionada , de modo a manter o sistema inteiro funcionando. Embora distintos, os ecossistemas não são fechados. A luz do sol, a chuva, a água, os nutrientes convivem no mesmo solo, também compartilhado por sementes e animais que nele passam.

AS UNIDADES DA BIOSFERA

Para tornar mais fácil o estudo da biosfera, os ecologistas dividiram-na em unidades menores. Informações sobre cada unidade podem ser colocadas juntas para revelar um retrato completo. Um ecossistema pode ser estudado como um todo, ou se concentrar nos seres que nele vivem individualmente.

A TERRA

A Terra é o único planeta onde se conhece o que chamamos de vida. Tem uma atmosfera que contém os elementos necessários para a sobrevivência dos seres vivos e que protege a superfície do planeta dos efeitos perigosos dos raios do Sol.

BIOSFERA

A biosfera cobre toda a superfície da Terra. É a parte viva do planeta e inclui a atmosfera. Contém diversos ecossistemas diferentes.

ECOSSISTEMA

Um ecossistema é uma área específica da biosfera que contém os seres vivos. Inclui as rochas e o subsolo, a superfície e o ar. Contém vários habitats. Uma floresta é um exemplo de um ecossistema. Os maiores ecossistemas, como as florestas tropicais e os desertos, são chamados de biomes.

HABITAT

O habitat é o lar natural de um grupo de plantas e animais. Esse grupo de seres vivos é chamado de comunidade. O habitat é, às vezes apontado como "endereço" das espécies. Contém diversos nichos. As árvores são um exemplo de habitat.

NICHO

Um nicho é a posição de um ser vivo dentro de um ecossistema, incluindo o lugar que habita, o que ele absorve ou come, como se comporta como está relacionado com outros seres vivos. O nicho tem sido chamado de "ocupação"de uma espécie.

OS ECOSSISTEMAS DO MUNDO

Os ecossistemas distribuem-se na Terra principalmente de acordo com o clima. Há zonas de climas diferentes, dos pólos, frios e secos, ao equador, quente e úmido. As plantas e animais são adaptados às condições e se associam uns aos outros para formar comunidade. Eles têm papéis definidos dentro de cada ecossistema, competindo por recursos para sobreviver.

LIMITES DOS ECOSSISTEMAS

Cada ecossistema é diferente de sua vizinhança, que é parte de outros ecossistemas. Alguns têm vizinhas distintas, como entre uma floresta e um lago. Os habitats e nichos mudam subitamente. Mas muitos ecossistemas se misturam. Há áreas onde essa mescla é chamada de ecotono, com animais e plantas dos dois ecossistemas.

Fonte: www.coladaweb.com

Biosfera

Divisões da Biosfera

A Terra é formada por grandes ecossistemas que são divididos em biosfera, biociclo, biocora e bioma, dependendo de suas dimensões.

Biosfera

É o ambiente biológico onde vivem todos os seres vivos.

Biociclos

São ambientes menores dentro da biosfera. Existem três tipos de biociclos: terrestre (epinociclo), água doce (limnociclo) e marinho (talassociclo).

Biocora

É uma parte do biociclo com características próprias. Assim, no biociclo terrestre, existem quatro biocoras: floresta, savana, campo e deserto.

Bioma

Dentro da biocora podemos encontrar regiões diferentes chamadas biomas. Assim, na biocora floresta podemos encontrar a floresta tropical, temperada, etc.

Fonte: www.objetivo.br

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