PortalSaoFrancisco.com.br

Brasil

Capital: Brasília
População: 178.5 (2003), 233.1 (2050)
Superfície: 8.511.965 km²

Geografia e Ambiente do Brasil

Localização e coordenadas geográficas:: Situada na zona sul do Continente Sul Americano, este país está situado entre os paralelos + de 5º 16´20´´ (sendo o ponto de intersecção de longitude - 60º12´43´´) de latitude norte e - 33º45´03´´ (sendo o ponto de intersecção de longitude - 53º23´48´´) de latitude sul e entre os meridianos - 34 º47´30´´ (sendo o ponte de intersecção de latitude de - 07º09´28´´) de longitude leste e - 73º59´32´´ de longitude oeste (sendo o ponto de intersecção de latitude - 07º33´13´´).

Superfície: 8.511.965 km.

Fronteiras: o Brasil tem uma linha contínua de fronteira de 23.102 km, das quais 7.367 km são marítimas e 15.735 km são terrestres, fazendo fronteira com dez países do Continente Americano, quase todos os da América do Sul, menos o Equador e o Chile. O Brasil, por ordem decrescente de comprimento fronteiriço, faz fronteira com a República da Bolívia em 3126 km, a República do Peru em 2.995 km, a República da Venezuela em 1.819 km, a República da Colômbia em 1644 km, a República do Paraguai em 1339 km, a República Cooperativa da Guiana em 1.298 km, a República Argentina em 1.263 km, a República de Uruguai em 1.003 km, o Departamento da Guiana Francesa em 655 km e a República do Suriname em 593 km.

Rede Hidrográfica: O Brasil é dotado de uma vasta e densa rede hidrográfica, a mais extensa do Globo com 55.457 km, sendo que muitos de seus rios destacam-se pela extensão, largura e profundidade. Devido à natureza do relevo, predominam os rios de planalto, que apresentam no seu leito rupturas de declive e vales encaixados, entre outras características, o que lhes conferem um alto potencial para a geração de energia eléctrica. Dado o seu perfil irregular, esses rios são pouco navegáveis por barcos de grande dimensão. De entre os grandes rios nacionais, apenas o Amazonas e o Paraguai são predominantemente de planície e largamente utilizados para a navegação. Entre os outros rios, o São Francisco e o Paraná são os principais rios de planalto. De uma maneira geral, os rios têm origem em regiões não muito elevadas, excepto o rio Amazonas e alguns de seus afluentes que nascem na cordilheira andina. Os rios temporários só existem no Sertão nordestino, onde existe um clima semi-árido. No restante do país, os rios são contínuos e têm como destino final o oceano (são exotérmicos).

Elevações: O Brasil tem poucas elevações se compararmos com os seus vizinhos, porque é um país onde a Cordilheira do Andes não passa. Mesmo assim, tem alguns picos acima dos 2.700 metros, como o Pico da Neblina com 3.014,1 m e 31 de Março com 2.992,4 m, na Serra Imeri, o Pico da Bandeira com 2.889,8 m, na Serra do Caparaó e o Pico das Agulhas Negras com 2.787 m, na Serra de Itatiaia. Dividindo pelas regiões oficiais actuais, temos na região Centro-Oeste um planalto de topografias suaves, com o ponto mais elevado a ser o Pico do Roncador com 1.341 m, na Serra do Sobradinho. Na região Nordeste temos uma planície litoral, com um planalto a norte e uma depressão no centro, sendo o seu ponto mais elevado o que está situado na Serra Santa Cruz com 844 m. Na região Norte há uma depressão na maior parte do território, e uma planície estreita a norte. Destaca-se também o Monte Roraima, que é uma grande meseta contornada por escarpas abruptas, sendo o ponto mais elevado da região Norte, o Pico da Neblina, na Serra do Iméri. Na região Sudeste cerca de 40% do território tem uma planície litoral, tendo serras no seu interior . O seu ponto mais elevado é o Pico da Bandeira na Serra do Caparaó. Na região Sul existe um litoral baixo e planaltos a leste, com uma depressão no centro, com o ponto mais elevado a ser o Pico Paraná com 1.922 m, na serra do Mar.

Pico da Neblina
Pico da Neblina

Catástrofes naturais: Ocorrem secas prolongadas em algumas zonas da região nordeste e cheias no sul do Brasil.

Problemas ambientais: A destruição de partes da Amazónia para uso agrícola, já é mais controlada, assistindo-se a uma progressiva consciencialização, não só devido à protecção legal que se tornou bastante dura a partir de Setembro de 1999, com pesadas multas e penas de cadeia para quem prevaricar, mas também graças às organizações ambientalistas e organizações dos índios que compram ou delimitam reservas que se tornam santuários. Não obstante a estes progressos, os madeireiros e seringueiros industriais (produtores de borracha) são um grande lobby, que muitas vezes desrespeitam as reservas índias e as leis, não cumprindo nem uma nem outra regra. Por esse motivo todos os dias se extinguem espécies na Amazónia, encontrando-se também muitas delas em vias de extinção. Na zona do pantanal, a produção intensiva de gado bovino, os químicos para uso agrícola, particular e industrial, as grandes fábricas e usinas, também não ajudam ao equilíbrio ecológico dessa grande área. O Brasil tem uma grande rede de centrais hidroeléctricas, que embora tendo uma energia renovável, não deixa de ter grandes custos e impactos ambientais como ocorreram em algumas partes das bacias atrás referenciadas, destruindo ecossistemas e inundando terras índias e de floresta consideráveis. As hidrovias para transporte de materiais e produtos embora seja um factor de desenvolvimento, não deixa de provocar grandes impactos ambientais quando construídas e não aproveitadas e regularizadas. Por exemplo a construção da hidrovia Araguaia-Tocantins tem sido contestada por O.N.G.´s (organizações não-governamentais), devido aos impactos ambientais que poderão ser causados. Esta cortaria dez áreas de conservação ambiental e trinta e cinco áreas indígenas, afectando cerca de dez mil índios. O garimpo ilegal feito em determinadas zonas de fronteira do Brasil, utilizando mercúrio e outros químicos pesados para separar os metais e pedras preciosas da terra ou lodo, provoca graves prejuízos ambientais, sendo infelizmente pouco controlado pelas autoridades. A poluição citadina ao pé das grandes cidades também é alarmante, como na cidade de São Paulo, a maior cidade da América do Sul, que tem à sua volta cinco grandes cidades, com mais de meio milhão de habitantes, tendo uma concentração de poluição do ar preocupante, bem como esgotos particulares e industrias, muitos deles não tratados, que provocam graves crises ambientais. Na zona do Rio de Janeiro a descarga de esgotos industriais e a ruptura de oleodutos provoca grandes problemas ambientais. Junto às grandes cidades brasileiras também costumam haver deslizamentos, que provocam bastantes mortos e estragos, devido à falta de protecção das encostas e da erosão, provocada pela construção desordenada de construção de barracas, a que os brasileiros chamam “favelas”.

Acordos Internacionais Ambientais: Protocolo Ambiental da Antárctica; Protecção das Baleias da Antárctica; Tratado para a protecção dos recursos marítimos vivos da Antárctica; Tratado da Antárctica; Tratado da Biodiversidade; Tratado para a protecção das Mudanças Climáticas; Tratado para suster a desertificação; Tratado que protege as espécies em vias de extinção; Tratado do Mar; Tratado contra a Poluição Marítima; Tratado de Proibição dos Testes Nucleares; Lei da Protecção do Ozono Tratado da Poluição dos Navios; Tratados de 1983 e 1994 para protecção da Madeira Tropical, Tratado de protecção das Baleias; Tratado de protecção às zonas húmidas. Ainda não assinado, mas fazendo parte está o Protocolo de Kyoto para as Mudanças Climáticas.

Cultura e Sociedade do Brasil

Teatro Municipal de São Paulo
Teatro Municipal de São Paulo

Língua oficial: Portuguesa.

Línguas e idiomas: A língua oficial portuguesa é falada por toda a população, exceptuando uma pequena minoria de índios monolingues (cerca de 100.000 pessoas com tendência a diminuir). Com origem europeia os bilingues alemães e italianos, por ordem decrescente, são significativos, com comunidades acima do meio milhão de falantes. Há também bilingues de origem asiática, sendo o Japonês com cerca de 350.000 falantes e o Coreano com cerca de 30.000 falantes, as minorias significativas. De entre as 184 restantes línguas nativas existentes, as mais faladas por ordem decrescente são o Kaingang, o Terêna do Mato Grosso do Sul, o Ticuna do Oeste do Amazonas, o Guajajára do Estado do Maranhão, o Yanomámi do Amazonas e Roraima, o Sateré-Mawé do Pará e Amazonas, o Xavánte do Mato Grosso, o Baniwa (que incluí os subgrupos dos Baniwa, Hohodené e Seuci), o Guarani-Mbyá, o Chiripá do Leste e Sul do Brasil e o Kayapó. A língua cigana do Caló (também conhecida pelo Caló Brasileiro tem alguma expressão). O Plautdietsch falado pelos cerca de quinze mil Uteristas (Filosofia religiosa de vida e de culto protestante ligada à Bíblia e de origem do sul da Alemanha) também constitui uma minoria linguística significativa. Particularmente o Brasil tem o Crioulo do Amapá, que é uma espécie de patuá-francês (Ocitano ou língua de Oc do sul da França, sendo a antiga língua falada pelas elites europeias, e que foi substituída pelo latim, e também depois pelo francês, por se encontrar ligada também à filosofia religiosa Cátara), que é falado por cerca de duas dezenas de milhar de pessoas na zona à volta de Macapá, a capital do Amapá.

Taxa de literacia: 83.3% da população com idade de 10 anos ou superior sabe ler e escrever.

População: 174.700.000 habitantes (estimativa do PNUD da ONU para 2002).

Densidade populacional: 21 habitantes por Km² (estimativa de 2001).

Cidades mais populosas: São Paulo (Capital do Estado com o mesmo nome e a maior cidade da América do Sul) com 10.434.252 habitantes; Rio de Janeiro (Capital do Estado com o mesmo nome) com 5.857.094 de habitantes; São Salvador (Capital do Estado da Bahia) com 2.443.107 habitantes; Belo Horizonte (Capital do Estado de Minas Gerais) com 2.238.526 de habitantes; Fortaleza (Capital do Estado do Ceará) com 2.141.402 habitantes; Brasília (Capital da Republica Federativa do Brasil e Departamento Federal) com 2.051.146 de habitantes, são as cidades que por ordem decrescente têm mais de 2.000.000 de habitantes. Curitiba (Capital do Estado do Paraná) com 1.587.315 de habitantes; Recife (Capital do Estado do Pernambuco) com 1.422.905 habitantes; Manáus (Capital do maior Estado da Republica Federativa do Brasil o Amazonas) com 1.405.835 de habitantes; Porto Alegre (Capital do Estado do Rio Grande do Sul e anfitriã do Fórum Social Mundial) com 1.360.590 de habitantes; Belém (Capital do Estado do Pará) com 1.280.614 de habitantes; Goiânia (Capital do Estado de Goiás) com 1.093.007 de habitantes; Guarulhos (A segunda cidade mais populosa do Estado de São Paulo) com 1.072.717 de habitantes, são as cidades que por ordem decrescente têm mais de 1.000.000 de habitantes. Campinas (a terceira cidade mais populosa do Estado de São Paulo) com 969.396 de habitantes; São Gonçalo (a segunda cidade mais populosa do Estado do Rio de Janeiro) com 891.119 de habitantes; São Luís (Capital do Estado do Maranhão) com 870.028 de habitantes; Maceió (Capital do Estado de Alagoas) com 797.759 de habitantes, Teresina (Capital do Estado do Piauí) com 715.360 de habitantes; Natal (Capital do Estado do Estado do Rio Grande do Norte) com 712.317 habitantes; São Bernardo do Campo (a quarta cidade mais populosa do Estado de São Paulo) com 701.177 de habitantes; Santo André (a quinta cidade mais populosa do Estado de São Paulo) com 649.331 de habitantes e João Pessoa (Capital do Estado de Paraíba) com 597. 934 habitantes, são por ordem decrescente as cidades com mais de 500.000 habitantes (dados de 2000).

Estrutura etária e Rácio de comparação sexual: Abaixo dos 14 anos cerca de 28 % da população, havendo 1,05 homens por cada mulher; dos 15 aos 64 anos cerca de 66,4 % da população, havendo 0.97 homem por cada mulher; acima dos 65 anos cerca de 5,6 % da população, havendo 0.68 homens por cada mulher. No total da população há 0.97 homens por cada mulher (estimativas de 2002).

Crescimento natural anual: 0.87% (dados de 2002).

Taxa de natalidade: 18.08 nascimentos por 1.000 habitantes (dados de 2002).

Taxa de mortalidade: 9.32 mortes por 1.000 habitantes (dados de 2002).

Taxa de mortalidade Infantil: 35.87 mortes por 1.000 nados-vivos (dados de 2002).

Taxa de expectativa de vida: 59.4 anos para os homens e 67.91 para as mulheres (dados de 2002).

Religião: Entre 30% a 40% da população professa a religião católica romana de forma praticante, declarando-se católicos 74% da população (embora havendo muitos que praticam sincretismos religiosos ligados ao catolicismo), 26% são evangélicos e protestantes e 4% professa outras religiões, como o Budismo, o Maometismo, o Judaísmo, o Xintoísmo e ritos índios animistas.

voltar1234567avançar