PortalSaoFrancisco.com.br

Rio Branco

A mais populosa cidade do Acre (com mais da metade da população do Estado) foi fundada em 28 de dezembro de 1882 pelo cearense Neutel de Maia. A princípio o lugar recebeu o nome de Seringal Empresa e, em 1904, elevou-se à categoria de vila, ao tornar-se sede do departamento do Alto Acre.

Em 1909, seu nome foi mudado para Penapólis, em homenagem ao então presidente Afonso Pena, para em 1912 receber definitivamente a denominação de Rio Branco, numa forma de homenagear o chanceler brasileiro Barão do Rio Branco.

Tornou-se município no ano de 1913 e em 1920, capital do território do Acre. Em 1962, é elevada à posição de capital do estado.

Cortada pelo rio Acre, que divide a cidade em duas partes – 1o e 2o distritos – Rio Branco é hoje o centro administrativo, econômico e cultural da região.

Às margens do rio Acre

Rio Branco foi uma das primeiras cidades a surgir às margens do rio Acre – margem direita especificamente. Conta a lenda que, em fins de 1882, uma frondosa árvore, a Gameleira, chamou de tal forma a atenção de exploradores que navegavam pelo rio, que eles resolveram abrir novos seringais por ali.

Aquela mesma Gameleira, que viria a ser testemunha da luta entre revolucionários acreanos e tropas bolivianas, presenciou também o fim da disputa, que tornou o Acre parte do Brasil, no início do século XX.

Com a ação diplomática do chanceler brasileiro, Barão do Rio Branco, resultando na assinatura do Tratado de Petrópolis, a recém chamada “Villa Rio Branco” firmou-se como o principal centro urbano de todo o vale: o mais rico e produtivo do território do Acre.

As duas margens

A rua surgida a partir da Gameleira, na margem direita do rio Acre, era o centro da vida comercial e urbana, onde se encontravam bares, cafés, cassinos e os principais representantes do comércio em geral, como também as famílias da elite, formada por profissionais liberais e funcionários públicos.

Com o tempo, a administração política do território foi sendo transferida para a margem esquerda do rio, mais alta e sem inundação. Mesmo assim, a direita permanecia como pólo comercial da cidade.

Foi a partir da década de 50 que a margem direita passou a viver um processo de decadência econômica, passando a ser chamada de 2o distrito, enquanto a margem esquerda (1o distrito) atraiu cada vez mais para si as casas comerciais, as principais repartições públicas e as famílias mais importantes do lugar.

Pontos turísticos

Horto florestal

Possui algumas espécies da flora amazônica, além de um lago de 50 metros de extensão e locais para piqueniques. Ambiente bucólico numa área de 17 hectares.

Parque Ambiental Chico Mendes

52 hectares de floresta e lazer. Metade do parque é de vegetação exuberante e fauna diversificada. A outra parte é composta de equipamentos adequados de diversão e turismo. Na floresta, as trilhas são ideais para uma relaxante caminhada.

Parque Zoobotânico

O parque fica no Campus da Universidade Federal do Acre/UFAC e desenvolve inúmeras atividades voltadas para o estudo, manejo, preservação e reposição de fauna e flora regionais. Contém, além de um trecho de floresta virgem, diversas espécies vegetais da floresta tropical.

Rio Acre

Nasce no Peru, desemboca no Rio Purus (Amazonas) e banha a cidade de Rio Branco, dividindo-a em dois distritos. Suas águas barrentas e piscosas são propícias para banhos e esportes náuticos no período que vai de julho a setembro. Ao longo do seu curso, formam-se nessa época várias praias, como a Praia do Amapá e a Praia do Riozinho do Rolo, entre outras.

Parque Capitão Ciríaco

Localizado no 2o distrito de Rio Branco, o parque tem dezenas de seringueiras nativas e espécies da flora amazônica. É bastante visitado pela comunidade local, que aproveita o lugar para fazer

Fonte: www.ibge.br

Rio Branco

Brasil X Bolívia pelos seringais

A história do Acre começa a se definir em 1895 quando uma comissão demarcatória foi encarregada de definir limites entre Brasil e Bolívia, com base no Tratado de Ayacucho, de 1867.

No processo demarcatório foi constatado, no ponto inicial da linha divisória entre os dois países (nascente do Javari) que a Bolívia ficaria com uma região rica em látex, na época ocupada por brasileiros. Reconhecida legalmente a fronteira Brasil-Bolívia, em 12 de setembro de 1898 a Bolívia quis tomar posse da região então ocupada por seringueiros brasileiros, na vila de Xapuri. Os brasileiros não aceitaram e obrigaram os bolivianos a se retirar da região.

No início de 1899 desembarcou em Puerto Alonso o ministro boliviano, Dom José Paravicini, com apoio do governo brasileiro, impôs decretos, inclusive o de abertura dos rios amazônicos ao comércio internacional, cobrou altos impostos sobre a borracha, demarcou seringais e oprimiu os nativos da região. O período dessa atuação ficou na história como os "Cem dias de Paravicini".

A insurreição Acreana ganha seu primeiro ensaio em 1º de maio de 1899, quando seringalistas se reúnem no seringal Bom Destino, de Joaquim Vitor, liderados pelo jornalista José Carvalho e decidem lutar contra o domínio boliviano, O momento coincidia com a viagem de Paravivini para Belém. O Delegado que o substituía, Moisés Santivanez foi expulso. Começava a Revolução Acreana. Sem armas ou tiros, os revolucionários brasileiros restabeleceram o domínio e criaram a Junta Central Revolucionária.

Joaquim Galvez e o Estado Independente do Acre

Em 03 de junho de 1899 entra no cenário da Revolução do Acre o jornalista espanhol Luis Galvez, que denuncia nos jornais paraenses uma aliança entre Bolívia e Estados Unidos. Os EUA apoiariam militarmente os bolivianos em caso de guerra contra o Brasil. Enquanto o governo brasileiro continuava reconhecendo os direitos da Bolívia sobre a região, revolucionários decidem pela fundação do Estado Independente do Acre. Os revolucionários, em 14 de julho de 1899 - escolhida por ser a data de aniversário da Queda da Bastilha durante a Revolução Francesa - concretizam a criação do Estado Independente do Acre, com capital na Cidade do Acre, antes chamado Puerto Alonso. Luis Galvez, não poderia ser diferente, foi aclamado presidente do novo país.

Galvez buscou o reconhecimento internacional, elaborou legislação, mas também desagradou seringalistas, aviadores e exportadores e acabou sendo deposto em 28 de dezembro de 1899 pelo seringalista Antônio de Souza Braga, que não se garantiu no comando e devolveu o posto a Galvez, em 30 de janeiro de 1900. Em 15 de março de 1900 o governo federal enviou força da marinha brasileira para o Acre. Galvez foi destituído e o Acre voltou ao domínio Boliviano.

O governo do Amazonas também tinha pretensões de anexar o Acre ao estado e decidiu financiar a expedição Floriano Peixoto ou Expedição dos Poetas, que levou para a área boêmios e profissionais liberais de Manaus. Em 29 de dezembro de 1900, em Puerto Alonso, os poetas foram derrotados.

Em 11 de julho de 1901 a Bolívia assina contrato de arrendamento do Acre com capitalistas norte-americanos e ingleses, que chegaram para instalar o Bolivian Syndicate, para a opinião pública uma ameaça à soberania nacional. O governo federal finalmente percebe os riscos e possíveis perdas e interfere, salvando a Amazônia do domínio imperialista.

Revolução Acreana

Com novo apoio do governo do Amazonas seringueiros e seringalistas revolucionários partiram mais uma vez para a luta em 6 de agosto de 1902, em Xapuri. A luta armada se estendeu até 24 de janeiro de 1903, data de retomada do poder aos brasileiros e reinstalação do Estado Independente do Acre.

Com a substituição, na República brasileira, de Campos Sales (1898/1902) por Rodrigues Alves (1902/1906) muda a postura do governo federal sobre o assunto. A partir das negociações do Ministro das Relações Exteriores, Rio Branco, foi estabelecido o Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903, que anexava o Acre ao Brasil.

Em 8 de setembro de 1909, mediante o Tratado do Rio de Janeiro, foi resolvida também a questão de fronteiras como Peru.

Colaboração de texto e fotos: Secretaria de Turismo do Estado do Acre. |

Fonte: www.oguiariobranco.com.br

Rio Branco

Aspectos Geográficos

A porção territorial que hoje corresponde o Município de Rio Branco, inicialmente sede do departamento do Alto Acre, foi formada como entreposto comercial avançado da economia mercantil da borracha, e reconhecida desde as primeiras expedições realizadas pelo sertanista Manoel Urbano da Encarnação.

Em 28/12/1882, foi explorada por Neutel Maia, que se instalou no mais importante aglomerado da localidade, o seringal Empresa, situado a margem direita do Rio Acre, onde havia grande concentração de seringais e onde era extraído o melhor látex e produzida a maior quantidade de borracha do Alto Purus.

Com Coordenadas Geográficas de 9 °58’29’’ (s) e 67° 48’36’’ (W.Gr) e uma altitude de 152,5 m, Rio Branco situa-se em ambas as margens do Rio Acre, sua topografia a direita (na região hoje denominada por 2 Distrito) formada por imensa planície de aluvião, enquanto que o solo a margem esquerda, caracteriza-se por sucessão de aclives suaves.

Aspectos Geológicos e Geomorfológicos

Cerca de 90% dos sedimentos da Bacia do Acre são de idade terciária de origem continental fluvial, tendo sido estudados sob denominações diversas, como a Formação de Pebas Manaus, Puca e Rio Branco. Delas a mais conhecida é a Formação Solimões.

Segundo o Projeto RADAMBRASIL (1976), encontramos no Acre, especialmente em Rio Branco, um quadro de aproximadamente 95% da área abrangida pela folha SC-19-Rio Branco, recoberta por uma seqüência cenozóica de ambiente tipicamente continental fluvial. São os sedimentos pliopleistocênicos da Formação Solimões. Ao longo de cursos fluviais como o rio Acre, são identificados aluviões depositados no holoceno e atuais. Portanto, os depósitos sedimentares que caracterizam a área pertencem a uma província geológica de idade cenozóica.

A Formação Solimões é composta por sedimentos típicos de planície de inundação, apresentando estratificações cruzadas, estrutura laminar em argilitos, siltitos acamados e em lentes, arenitos finos e grosseiros em lentes ou interditados com siltitos e argilitos, etc.

Com alguma regularidade as rochas afloram em forma de paredões íngremes, em alguns trechos nas margens do rio Acre, oferecendo o aspecto de falésias fluviais. Em outros trechos, seus sedimentos apresentam-se recobertos pêlos aluviões recentes e, portanto, não aflorados.

É também visto a não existência, nos arredores de Rio Branco, de afloramentos cristalinos afirmando que “rochas sedimentares com ampla predominância de arenitos compõem o platô acreano, não se apontando a existência de Rochas Cristalinas”.

Aspectos Pedológicos

A análise feita pelo RADAMBRASIL folha de Rio Branco evidência a presença de cinco associações de solos que recobrem os arredores de Rio Branco:

Latossolo vermelho amarelo distrófico com características marcantes de óxido hidratados de ferro, alumínio e variável proporção de argila. São solos concrecionários lateríticos de textura argilosa; - Podzólico vermelho amarelo eutrófico, tem como sedimentos predominantes, argilitos, siltitos argilosos carbonatados. Não são hidromorfos, e são caracterizados por apresentar um horizonte B textual com frações argilosas; - Podzólico vermelho amarelo álico, são solos de profundidade média, bem arenado e com grau de estrutura fraca e moderada, na forma geralmente granular. Possui alto grau de acidez e presença de alumínio; - Solos hidromórficos gleyzados eutróficos e álicos, são desenvolvidos sobre sedimentos recentes (quaternário) de textura argilo-siltosa, com cores influenciadas pelo processo de redução do ferro e pela saturação com a umidade; - Solos hidromórficos gleyzados eutróficos, solos que foram originários a partir dos sedimentos da Formação Solimões no período plio-pleistoceno.

Aspectos Topográficos

Atopografia de Rio Branco apresenta-se facilmente observável em vários níveis de erosão e terraços. Isto é observado ao longo de grande número de meandros encaixados – o modelo regional, resultando uma paisagem ondulada, principalmente pelo afundamento do Rio Acre.

Aqui identifica-se vários níveis altiplanimétricos, sendo os mais elevados entre as cotas (médias) de 150 a 170 m de altitude na margem esquerdo do Rio Acre e sobre os quais a cidade se expandiu mais recentemente. Os níveis mais baixos estão situados em áreas próximas às margens direita do Rio Acre com cotas de 125 a 150 m de altitude, com sua planície aluvial sujeita a inundações periódicas.

Hidrografia

O principal rio da rede de drenagem do município de Rio Branco é o Rio Acre, que apresenta uma hierarquização fluvial relativamente homogênea, predominando na maior parte das sub-bacias um grande números de canais de primeira ordem, alguns destes chegam mesmo a secar na época de estiagem, sendo ocasionado ora pela baixa pluviosidade nos meses de junho a agosto, ora pelo desmatamento ao longo destes canais, pois secam em função da quebra do seu equilíbrio natural.

A área da bacia de drenagem do Rio Acre em sua totalidade é de aproximadamente 609,15 km2 dos quais 287 km2 estão no município de Rio Branco compreendendo 14 sub-bacias de características dentríticas. O Rio Acre apresenta um perfil longitudinal complexo predominando o percurso meandrante, embora possua alguns trechos consideráveis de forma retilínea – os estirões, segundo conhecimento popular da região.

Deve-se considerar é a morfometria das sub-bacias, principalmente naquelas que ocorrem dentro ou nos arredores da área urbana. Não existe um parâmetro de referência como modelo geral, mas um aspecto bastante discordante quanto a densidade de drenagem e quanto ao comprimento total dos canais. Por exemplo, os canais dos igarapés São Francisco e Liberdade. O primeiro apresentando um percurso de 115,6 km e uma densidade de drenagem de 1,37 km/km2 , enquanto o segundo, bem menor em seu percurso (2,6 km), quase mantém a mesma capacidade de drenagem que é de 1,32 km/km2. Daí, a pequena flutuação, o que influi sobremaneira para a caracterização de um parâmetro geral.

O Rio Acre, afluente direto do Rio Purus. Por sua extensão e pelo seu caudal, constitui-se no maior representante de drenagem nessa unidade. Tem uma dinâmica geomorfológica muito comum – o deslizamento das suas margens, o que está relacionado às variações de regime fluvial de cheias e vazantes. Este fenômeno ocorre, comumente, no período das enchentes. Quando as águas começam a baixar, a pressão hidrostática diminui e a água anteriormente retida nas margens é liberada. Com isso, o deslizamento que ocorre nas suas margens configura patamares desmoronados. Em Rio Branco estes contribuem para o assoreamento do leito normal do Rio Acre influenciando o regime e a extensão das cheias sazonais que caracterizam a inundação parcial das áreas urbanas da cidade.

O Igarapé São Francisco, com percurso de 115,6 km2 e densidade de drenagem de 1,37 km/km2, é de grande importância por ser, a exceção do Rio Acre, o principal coletor da bacia hidrográfica do sítio urbano de Rio Branco. Está bastante degradado devido o desmatamento de suas margens para a ocupação humana e também pela poluição de suas águas por estar servindo de depósito de lixo e esgoto a céu aberto.

O Igarapé Judia possui um percurso de 26 km, possui um escoamento de drenagem do tipo dentrítica. Encontra-se bastante poluído.

Canal da Maternidade , este encontra-se totalmente poluído, quase morto, por cortar a cidade é coletor de lixo servindo de esgoto a céu aberto.

No comum, os rios e igarapés de Rio Branco são bastante sinuosos, escoando em estreitas planícies fluviais de deposição, com o regime fluviométrico obedecendo ao regime pluviométrico alternando assim períodos de cheias e vazantes. Os períodos de cheias apresentam, conforme intensidade das chuvas, enchentes de diferentes magnitudes. A formação geológica e geomorfológica são indicadores de rios de águas brancas, com grande concentração de material sólido em suspensão, oriundos dos processos hidroerosivo da corrente sobre as margens. Hidrografia

O principal rio da rede de drenagem do município de Rio Branco é o Rio Acre, que apresenta uma hierarquização fluvial relativamente homogênea, predominando na maior parte das sub-bacias um grande números de canais de primeira ordem, alguns destes chegam mesmo a secar na época de estiagem, sendo ocasionado ora pela baixa pluviosidade nos meses de junho a agosto, ora pelo desmatamento ao longo destes canais, pois secam em função da quebra do seu equilíbrio natural.

A área da bacia de drenagem do Rio Acre em sua totalidade é de aproximadamente 609,15 km2 dos quais 287 km2 estão no município de Rio Branco compreendendo 14 sub-bacias de características dentríticas. O Rio Acre apresenta um perfil longitudinal complexo predominando o percurso meandrante, embora possua alguns trechos consideráveis de forma retilínea – os estirões, segundo conhecimento popular da região.

Deve-se considerar é a morfometria das sub-bacias, principalmente naquelas que ocorrem dentro ou nos arredores da área urbana. Não existe um parâmetro de referência como modelo geral, mas um aspecto bastante discordante quanto a densidade de drenagem e quanto ao comprimento total dos canais. Por exemplo, os canais dos igarapés São Francisco e Liberdade. O primeiro apresentando um percurso de 115,6 km e uma densidade de drenagem de 1,37 km/km2 , enquanto o segundo, bem menor em seu percurso (2,6 km), quase mantém a mesma capacidade de drenagem que é de 1,32 km/km2. Daí, a pequena flutuação, o que influi sobremaneira para a caracterização de um parâmetro geral.

O Rio Acre, afluente direto do Rio Purus. Por sua extensão e pelo seu caudal, constitui-se no maior representante de drenagem nessa unidade. Tem uma dinâmica geomorfológica muito comum – o deslizamento das suas margens, o que está relacionado às variações de regime fluvial de cheias e vazantes. Este fenômeno ocorre, comumente, no período das enchentes. Quando as águas começam a baixar, a pressão hidrostática diminui e a água anteriormente retida nas margens é liberada. Com isso, o deslizamento que ocorre nas suas margens configura patamares desmoronados. Em Rio Branco estes contribuem para o assoreamento do leito normal do Rio Acre influenciando o regime e a extensão das cheias sazonais que caracterizam a inundação parcial das áreas urbanas da cidade.

O Igarapé São Francisco, com percurso de 115,6 km2 e densidade de drenagem de 1,37 km/km2, é de grande importância por ser, a exceção do Rio Acre, o principal coletor da bacia hidrográfica do sítio urbano de Rio Branco. Está bastante degradado devido o desmatamento de suas margens para a ocupação humana e também pela poluição de suas águas por estar servindo de depósito de lixo e esgoto a céu aberto.

O Igarapé Judia possui um percurso de 26 km, possui um escoamento de drenagem do tipo dentrítica. Encontra-se bastante poluído.

Canal da Maternidade , este encontra-se totalmente poluído, quase morto, por cortar a cidade é coletor de lixo servindo de esgoto a céu aberto.

No comum, os rios e igarapés de Rio Branco são bastante sinuosos, escoando em estreitas planícies fluviais de deposição, com o regime fluviométrico obedecendo ao regime pluviométrico alternando assim períodos de cheias e vazantes. Os períodos de cheias apresentam, conforme intensidade das chuvas, enchentes de diferentes magnitudes. A formação geológica e geomorfológica são indicadores de rios de águas brancas, com grande concentração de material sólido em suspensão, oriundos dos processos hidroerosivo da corrente sobre as margens.

O atual aspecto econômico do turismo em Rio Branco

Não podemos deixar de notar o grande resultado que o turismo vem trazendo para a economia, esse efeito é sem dúvida gerado com o planejamento Turístico que vem sendo desenvolvido ao longo dos anos. Estados vêm se beneficiando com investimento em infra-estrutura e na valorização da sua cultura e do seu produto, resultando sucesso na economia.

É fundamental que os investimentos sejam aplicados na busca de melhores condições para a própria sociedade local, visando também uma melhor qualidade de vida para seus habitantes e por conseqüência, acabam atraindo não só turistas, mas mão-de-obra qualificada para atender suas necessidades lazer, cultura e negócios, gerando empregos e também outros tipos de investimento para a cidade.

Praticar e falar sobre turismo em Rio Branco ainda é de pouco conhecimento, a prática de oportunismo turístico local é um dos problemas que atrasam o desenvolvimento e investimento para Rio Branco. Esse quadro tende a se reverter na medida em que aumenta a necessidade de aperfeiçoar essa pratica na cidade. Um bom investimento na estrutura, melhoria na qualidade de serviços e uma dose de marketing são fatores primordiais para essa conquista.

Alan Maia Assad

Hino e Brasão

Brasão do Rio Branco

Hino de Rio Branco

Neutel Maia o bravo fundador
Desta cidade de encanto, altaneira
Nossa Rio Branco tão linda e brasileira
Em seu Estado desfralda pela bandeira.

(estribilho)

De sua gente forte e viril
Feitos históricos engrandecem o Brasil
Contemplaremos o porvir abençoado
Assim seremos pelo Deus amados.

Este grande município brasileiro
Vinte e oito de dezembro a fundação
Mil novecentos e oitenta e dois o ano
Se comemora o centenário em ovação.
(BIS)

Letra: SANDOVAL TEIXEIRA DOS SANTOS
Música: JOÃO CÉSAR DE MORAIS

Hino Acreano

Que este sol a brilhar soberano
Sobre as matas que o vêem com amor
Encha o peito de todo acreano
De nobreza, constância e valor...
Invencíveis e grandes na guerra,
Imitemos o exemplo sem par
Do amplo rio que briga com a terra
Vence-a e entra brigando com o mar

Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis

Triunfantes da luta voltando
Temos n'alma os encantos do céu
E na fronte serena, radiante,
Imortal e sagrado troféu
O Brasil a exultar acompanha
Nossos passos portanto é subir
Que da glória a divina montanha
Tem no cimo o arrebol do porvir

Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis

Possuímos um bem conquistado
Nobremente com armas na mão
Se o afrontarem, de cada soldado
Surgirá de repente um leão
Liberdade é o querido tesouro
Que depois do lutar nos seduz
Tal o rio que rola, o sol de ouro
Lança um manto sublime de luz

Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis

Vamos ter como prêmio da guerra
Um consolo que as penas desfaz
Vendo as flores do amor sobre a terra
E no céu o arco-íris da paz
As esposas e mães carinhosas
A esperarem nos lares fiéis
Atapetam a porta de rosas
E cantando entretecem lauréis

Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis

Mas se audaz estrangeiro algum dia
Nossos brios de novo ofender
Lutaremos com a mesma energia
Sem recuar, sem cair, sem temer
E ergueremos, então, destas zonas
Um tal canto vibrante e viril
Que será como a voz do Amazonas
Ecoando por todo o Brasil
Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis.

Letra: Francisco Mangabeira
Música: Mozart Donizetti

Fonte: www.oguiariobranco.com.br

Rio Branco

Rio Branco é a capital do estado do Acre, na região norte do Brasil. A cidade é a mais populosa do estado, que concentra quase metade da sua população total. Conhecer Rio Branco é um privilégio para aqueles que admiram o espírito guerreiro do povo amazônico.

A cidade hoje é um dos principais exemplos de persistência e amor à soberania nacional. Palco de um passado glorioso, Rio Branco é o berço de grandes personalidades como Marechal Rio Branco e Galvez, o ’imperador do Acre ’. Abrigo dos nordestinos, de estrangeiros e outros que se aventuraram em busca da riqueza no ciclo da borracha, Rio Branco possui tudo que um turista procura: desde histórias e tradições encantadoras até um patrimônio cultural deslumbrante.

A culinária não deixa a desejar e o roteiro turístico é deslumbrante.

Atualmente, o lado esquerdo do rio acre, ou 1º distrito, como é conhecido, é a parte mais ativa da cidade. Rio Branco é cenário de um encontro eclético de raças, crenças e costumes. Envolvida pelo espetáculo vivo da natureza, a capital acreana oferece belas e diferentes atrações aos visitantes. Hortos florestais, museus, palácios, igrejas, teatros, parques e vários outros encantos formam o painel turístico da cidade. E a população, através de suas manifestações culturais faz o dia-a-dia da cidade ficar mais bonito e mais alegre.

Se na década de 70 os nordestinos chegaram na região em busca da riqueza do látex, hoje as pessoas que chegam aqui buscam se desenvolver e abrir as portas para o mercado de trabalho é o chamado 4º ciclo migratório.

As particularidades da capital acreana só enriquecem mais ainda a natureza selvagem e atraente da Amazônia. Rio branco, disputa em hospitalidade, beleza e simpatia dos nativos com os demais municípios, principalmente Xapurí, um dos principais pólos turísticos do estado. Visitar rio branco é, sem dúvida, fazer parte da história gloriosa.

História do local

A região, hoje conhecida como município de Rio Branco teve origem com a chegada do seringalista Neutel Maia na região do Acre, em fins de 1882, juntamente com sua família e trabalhadores, que trazia para a produção de borracha, onde fundou seu primeiro seringal à margem direita do rio Acre, onde hoje está localizada a árvore da gameleira, iniciando ali as construções de barracões e barracas, em terras antes ocupadas pelas tribos indígenas Aquiris, Canamaris e Maneteris, dando o nome de Seringal Volta da Empresa, onde hoje está localizado o chamado Segundo Distrito, por estar assentado onde o rio faz a curva. Em seguida, abriu outro seringal na margem esquerda do rio Acre, onde hoje está instalado o Palácio do Governo do Acre, com o nome de Seringal Empresa.

Depois de terminada a Revolução Acreana, após a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903, Cunha Matos, a mando do governo federal, chegou ao Acre em 18 de agosto de 1904, para governar, como prefeito, o departamento do Alto Acre até 1905.

Cunha Matos escolheu para montar a sede de sua prefeitura, de forma provisória, na localidade povoada do seringal Volta da Empresa, à margem direita do rio Acre, no dia 19 de agosto de 1904, passando o local a ser chamado de Vila Rio Branco no dia 22 de agosto de 1904, onde hoje está localizado o Segundo Distrito da cidade de Rio Branco.

Em 13 de junho de 1909, o então prefeito do Departamento do Alto Acre, coronel Gabino Besouro, mudou a sede da prefeitura para a margem esquerda do rio Acre, onde hoje funcionam os principais órgãos públicos como o Palácio do Governo, Tribunal de Justiça, Assembléia Legislativa e Palácio das Secretarias, nas terras do seringal Empresa, recebendo o nome de cidade de Penápolis, onde a terra era mais alta, não sujeita às alagações do rio Acre. Foi uma instalação definitiva.

Em 1910, o prefeito Leônidas Benício de Melo, assinou uma Resolução criando o município de Empresa, juntando a Vila Rio Branco (no Seringal Volta da Empresa, do lado direito do rio Acre) e a localidade de Penápolis (Seringal Empresa, do lado esquerdo do rio Acre).

Em fevereiro de 1911, o prefeito Deocleciano Coelho de Sousa, adotou novamente o nome de município de Penápolis.

De forma definitiva, em 1912, os dois lados da cidade passam a se chamar "Rio Branco". Em 1920 passa a ser a capital do então Território do Acre.

Clima

Rio Branco possui a menor média de temperatura anual dentre as capitais da região norte. O clima é equatorial e varia de 10°c a 38° em dias mais quentes do ano. As noites sempre atingem a menor temperatura podendo chegar nas madrugadas á 22°c. Geralmente entre maio e agosto a cidade sofre o fenômeno da friagem, chegando até temperaturas muito baixas para a região 15ºc.

Lugar

Com uma população de aproximadamente 315 mil habitantes, Rio Branco situa-se em ambas as margens do rio Acre, rio que tem a nascente no Peru, banhando os municípios de Brasiléia, Xapuri e Rio Branco. Rio de águas barrentas e piscosas, no verão é propício a banhos e esportes náuticos e navegável até as fronteiras do Brasil com o Peru e a Bolívia e com o estado do Amazonas. A vegetação natural é composta basicamente por floresta tropical.

Curiosidades

Origem do nome: A capital ganhou este nome em homenagem ao diplomata Barão do Rio Branco, que junto com Assis Brasil e José Plácido de Castro, teve papel de destaque na Questão do Acre, que culminou com a assinatura do Tratado de Petrópolis, entre Brasil e Bolívia, tratado que garantiu a posse das terras do território do Acre e o direito da exploração da borracha nesta região para o Brasil.

Datas importantes: 11 de agosto de 1910 - começa a funcionar a primeira agência dos Correios e Telégrafos; 11 de fevereiro de 1911 - instalação da Estação Radiotelegráfica; 13 de abril de 1916 - Rio Branco recebe sua primeira usina elétrica; 7 de setembro de 1917 - inauguração do primeiro serviço telefônico; 13 de abril de 1918 - inaugurado o primeiro hospital de Rio Branco chamado de “Santa Casa de Misericórdia do Acre”.

Fonte: portalamazonia.locaweb.com.br