O bretão é originário da Bretanha Ocidental , noroeste da França, apresenta três variedades: bretão-do-norte, de tiro pesado ou grande-bretão; bretão-do-sul, postier ou norfolk, de tiro médio; e o bretão-das-montanhas, bidê ou pequeno.
No Brasil, a mais comum (no Rio Grande do Sul e São Paulo) é o bretão-do-sul. Utilizado mais para tração e trabalho, é um animal cilíndrico, com peito amplo e forte, musculatura saliente, pêlos abundantes nos membros e porção inferior. Mede de 1,60 a 1,70m. de altura, conforme a variedade.
As pelagens dominantes são alazão e castanha, sendo freqüentes as crinas claras (ruanas). Tem a cabeça quadrada e de perfil reto e as suas orelhas são pequenas e móveis.
Fonte: www.vaquejadas.com
O bretão é um cavalo de origem francesa sendo nos dias atuais a raça mais apreciada e a que mais vem se aprimorando entre as nove raças de tração hoje existentes na França. Seu registro genealógico é controlado pelo syndicat du cheval breton desde o ano de 1909. O Brasil, possuidor do maior plantel depois da França, é o único país que tem autorização para usar o nome breton , por permissão do syndicat, em reconhecimento ao trabalho sério da ABCCB - Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Bretão, cujo regulamento segue as orientações da França, objetivando preservar as características da raça.
O cavalo de tração foi a força motriz do desenvolvimento da França. Seja nas forças armadas, na agricultura, no transporte de mercadorias, no transporte de mercadores e viajantes, nas rotas postais, nas companhias de transporte coletivo etc. Como ilustração podemos afirmar que sem os 6.000 (seis mil) cavalos de tração utilizados, Luis XIV jamais teria conseguido construir o palácio de Versailles.
O período compreendido entre 1880 e 1914 é tido como o apogeu do cavalo de tração. Nesta época a França possuía um plantel de cerca de 3.000.000 (três milhões) de indivíduos e a agricultura em pleno desenvolvimento consumia plenamente essa força de trabalho.
Após a segunda guerra mundial o cavalo de tração começa a perder sua importância como força de trabalho. Substituído pela mecanização perde importância econômica e caminha progressivamente para o desaparecimento. Milhares de animais são vendidos a preço vil para os matadouros e açougues e deixam de ser utilizados como geradores de riqueza e assumindo uma nova função, ou seja, fonte de alimento para a população.

A abnegação de criadores apaixonados e o extraordinário trabalho até hoje executado pelos haras nacionais conseguiu impedir não só o desaparecimento do cavalo de tração como também praticar um vigoroso melhoramento das raças existentes.
Embora a população de hoje seja de apenas 30.000 (trinta mil) exemplares, podemos garantir que o plantel atual é de qualidade muito superior ao encontrado no passado. Apesar de tantas adversidades o cavalo de tração começa a ressurgir em importância. Os grandes concursos, as competições de atrelagem, a utilização na agricultura pelos pequenos produtores e o lazer estão, entre outras razões, atraindo os franceses novamente para os cavalos ditos "de sangue frio". Dentre eles o bretão é o que reúne as melhores qualidades, entre todas as raças pesadas, para alavancar definitivamente essa tendência.

Todas as raças de cavalo sejam elas quais forem, tornam-se consagradas pela aptidão em realizar, com eficiência especial, determinadas funções. Como não poderia deixar de ser o bretão também se destaca em algumas funções a saber:
Puxar carruagens, troles e carroças para passeios turísticos, ou da própria família para o lazer.

Tracionar carroções carregados e toras de madeira. É utilizado pelos fazendeiros para levar alimentação para o gado ou outros cavalos, na limpeza das cocheiras carregando o esterco etc...
Adotar outro potro para amamentar. A égua bretã fornece em média 24 litros de leite por dia, enquanto as raças de sela fornecem em média 14 litros. Tem sido utilizada por criadores de PSI para amamentar os potros dessa raça através de encarte.
Por ter melhor qualidade de leite, útero maior e excelente habilidade materna, criam melhor o potro proveniente do embrião implantado do que as mães das raças de origem.
Por ser um animal de temperamento dócil, enorme força e com enorme prazer em trabalhar, substitui com maior eficiência os burros e as mulas. Também sustitui o pequeno trator, barateando os custos de produção.
Fonte: www.harasmd.com

BRETÃO BRETÃO PESADO Cabeça proporcionada, de fronte larga, plana ou côncava, com uma depressão na sutura frontonasal, mais evidente no macho.
Face curta e direita, arcadas orbitárias salientes, com olhos vivos e expressivos, orelhas pequenas, queixadas separadas e bem cobertas. Pescoço: Forte, curto, um pouco rodado, provido de crina abundante.
Grosso, curto, cilíndrico, com cernelha larga e pouco saliente. Dorso e rins curtos e musculosos.
A garupa oblíqua, musculosa, dupla, com ancas salientes e cauda, caída, de abundantes crinas. Peito saliente, costado redondo e ventre recolhido.
Os membros são curtos, sólidos, com articulações fortes e nítidas e pêlos longos e duros no machinho. Espáduas quase direitas.
Cabeça fina, antes pequena, de expressão resoluta e energética, de perfil côncavo, e com chanfro não raro convexo, com as orelhas pequenas bem colocadas, às vezes um pouco baixas, olhos grandes e vivos, narinas dilatadas.
Curto, espesso, rodado e elegante, com crina grossa.
Cilíndrico, espesso, curto, com cernelha regular, longa e espessa, dorso e lombos curtos e largos garupa musculosa, freqüentemente dupla, inclinada com cauda de inserção alta e bem fornida.
O peito é largo e musculoso, o tórax largo com costado arcado, o flanco curto e o ventre recolhido.
A espádua é oblíqua, o antebraço curto, a canela fina, sem pêlos no machinho, articulações e cascos fortes.
O tipo Grande de Bretão é mais empregado para trabalhos agrícolas, por ser um animal de tiro pesado e lento, enquanto o tipo Postier é utilizado em tiro médio a trote, principalmente na artilharia, onde é muito estimado, pois tira com a mesma facilidade cargas pesadas a passo e cargas médias a trote.
Trabalha tão bem em terrenos duros e acidentados como nas terras aradas.
Seus andamentos são o passo, o trote e o galope, rápidos, decididos e elegantes, podendo ser usado na tração de carruagens. É um animal forte, rústico, sóbrio e corajoso.
O Postier acostuma-se às intempéries e, principalmente nas regiões quentes, suplanta as outras raças de tiro neste aspecto.
Se for necessário, contenta-se com uma alimentação parca e maus abrigo sem se ressentir à muito.
Neste país, é a raça que tem dado os melhores resultados para a artilharia e produção de mulas destinadas ao mesmo fim.
Fonte: www.revistadaterra.com.br
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