
Briófitas são vegetais, na maioria terrestres, apresentando características que as separam das algas e das plantas vasculares. Seus gametângios são pluricelulares, com uma camada estéril (epiderme) que protege as células sexuais da dessecação, sendo esta uma adaptação à vida no ambiente terrestre. Em algumas, possuem células especializadas para a condução de água (hidróides) e de elementos fotossintetizados (leptóides). O corpo vegetativo é trófico corresponde ao gametófito haplóide (n), sendo que o esporófito diplóide (2n) cresce sobre este e tem vida efêmera. São vegetais relativamente pequenos, habitando ambientes mésicos, xéricos e higrófilos, tendo alguns representantes aquáticos continentais.
Crescem em uma variedade de substratos, naturais ou artificiais, sob diversas condições microclimáticas. Abrigam vasta comunidade biótica, como pequenos animais, algas, fungos, mixomicetos, cianobactérias e protozoários. Propiciam condições, em muitos ambientes, para o desenvolvimento de plantas vasculares devido à capacidade de reter umidade.
A reprodução pode ser assexuada e sexuada. Assexuadamente ocorre por propágulos (gemas), aposporia e apogamia. A reprodução sexuada envolve uma alternância heterofásica e heteromorfa de gerações, sendo a meiose espórica e o gametófito haplóide, a fase dominante do ciclo. O esporófito diplóide é parcialmente dependente do gametófito para sua nutrição. Quanto à sexualidade do gametófito, este pode ser homotálico ou heterotálico. Os homotálicos podem ser autóicos (com gametângios em ramos separados) ou paróicos (com gametângios num mesmo ramo, os femininos acima dos masculinos).

As briófitas, tal como os fungos liquenizados, por suas características anatômicas, apresentam sensibilidade específica aos poluentes, sendo bons indicadores de poluição, prestando-se eficientemente para estudos de biomonitoramento ambiental.
Ainda as briófitas podem ser utilizadas como: antibactericidas, ornamentais em floriculturas, na fabricação de Whisky, controle de erosão do solo e o gênero Sphagnum usado na 2ª Guerra Mundial como algodão (anti-séptico).

A Flora briofítica do Brasil conta com 3.125 espécies distribuídas
em 450 gêneros e 110 famílias.
Este grupo vegetal representada por três divisões: Anthocerotophyta
(antóceros); Hepatophyta (hepáticas) e Bryophyta (musgos).
Fonte: www.unisanta.br

Primeiros vegetais que se adaptaram à vida terrestre, apresentando tecidos verdadeiros, porém não possuem tecidos de condução (são avasculares) ou flores. Seus orgãos reprodutores são os anterídios e os arquegônios, que são protegidos pela epiderme.
Uma característica importante é que apresentam uma alternância obrigatória de gerações em que a fase haplóide ou gametofítica (protonema) é perene e tem vida relativamente longa, enquanto que a fase diplóide, o esporófito é pequeno e tem vida curta, vivendo como um parasita sobre o gametófito. São os musgos e as hepáticas.
Fonte: www.geocities.com