Organismos multicelulares autótrofos, de pequeno porte, a grande maioria não ultrapassa 30cm. Vivem em ambientes úmidos e sombreados; não possuem sistema de vasos condutores.
Briófitas são vegetais, na maioria terrestres, apresentando características que as separam das algas e das plantas vasculares. Seus gametângios são pluricelulares, com uma camada estéril (epiderme) que protege as células sexuais da dessecação, sendo esta uma adaptação à vida no ambiente terrestre. Em algumas, possuem células especializadas para a condução de água (hidróides) e de elementos fotossintetizados (leptóides). O corpo vegetativo é trófico corresponde ao gametófito haplóide (n), sendo que o esporófito diplóide (2n) cresce sobre este e tem vida efêmera. São vegetais relativamente pequenos, habitando ambientes mésicos, xéricos e higrófilos, tendo alguns representantes aquáticos continentais.
Crescem em uma variedade de substratos, naturais ou artificiais, sob diversas condições microclimáticas. Abrigam vasta comunidade biótica, como pequenos animais, algas, fungos, mixomicetos, cianobactérias e protozoários. Propiciam condições, em muitos ambientes, para o desenvolvimento de plantas vasculares devido à capacidade de reter umidade.
A Flora briofítica do Brasil conta com 3.125 espécies distribuídas em 450 gêneros e 110 famílias.
I. A grande maioria das espécies é terrestre de ambiente úmido e sombreado (musgos, hepáticas anthóceros).
II. São plantas avasculares (ausência de vasos condutores); os líquidos são conduzidos por difusão célula a célula.
III. Ocorrem ainda espécies com a Ricciocarpus natans que flutua em H2O doce e a Riccia flutuantes que vive submersa em água doce.
IV. O musgo do gênero Shpagnum forma a turfa, que funciona como adubo na melhoria solo, quando seco e moído pode ser utilizado como combustível.
1. Classe Musci: classe em que seus representantes são os musgos, vegetais que apresentam o corpo divido em três regiões específicas rizoíde, caulóide, e filóide.
Assexuada: ocorre por fragmentação, quando a planta adulta cresce, divide-se em pedaços irregulares chamados propágulos, e estes são levados pela ação do vento e da água da chuva até o solo, germinando e formando uma nova planta.
Sexuada: Ocorre alternância de gerações (Metagênese).
Gametângios: órgãos produtores de gametas
Planta masculina: Anterídeo -> produz anterozóides.
Planta feminina: arquegônio -> produz oosferas
Conceito: O termo hepática (hepato=fígado), deve-se a forma
de fígado do gametófito, são briófitas, cujo gametófito
têm forma de fígado e são características de ambientes
terrestres úmidos, sombreados.
Gênero: O mais conhecido é o Marchantia
Assexuada: os gametângios ficam localizados na ponta de estruturas denominadas gametóforos. Gametófitos masculinos -> anteridióforos -> anterídeos Gametófitos femininos -> arquegonióforos -> arquegônios. Nos arquegônios formam-se os zigotos que crescem e originam esporófitos fechado o ciclo com a produção dos esporos.
Conceito: Briófitas que crescem em locais úmidos e sombreados, seu gametófito é folhoso, arredondado, e multilobado, mede cerca de 2 cm e preso ao substrato por rizóides.
Reprodução: Os gametângios estão mergulhados nos tecidos dos gametófitos, podendo ser homotálicos ou heterotálicos. Vários esporófitos são formados em uma mesma planta após a fecundação. Possuindo uma base e um esporângio alongado, produtor de esporos.
As briófitas, tal como os fungos liquenizados, por suas características anatômicas, apresentam sensibilidade específica aos poluentes, sendo bons indicadores de poluição, prestando-se eficientemente para estudos de biomonitoramento ambiental.
Ainda as briófitas podem ser utilizadas como: antibactericidas, ornamentais em floriculturas, na fabricação de Whisky, controle de erosão do solo e o gênero Sphagnum usado na 2ª Guerra Mundial como algodão (anti-séptico).
Fonte: www.biologianarede.bio.br
As briófitas compreendem os vegetais terrestres mais simples morfologicamente. Conhecidas popularmente como "musgos" (filo Bryophyta) , "antoceros" (filo Anthocerophyta) ou "hepáticas" (filo Hepatophyta), ocupam caracteristicamente ambientes úmidos, por serem dependentes da água para a fecundação, no deslocamento de anterozóides flagelados até a oosfera. Assim como os liquens, são colonizadoras de rochas e também sensíveis à poluição, funcionando como bioindicadoras.
Atualmente, considera-se que as briófitas representam um grupo de transição entre as algas verdes da classe Charophyceae e as plantas vasculares; tais algas apresentam, como as plantas, cloroplastos com grana bem desenvolvidos e células móveis assimétricas, com flagelos laterais; além disso, na ordem Choleochaetales, os zigotos ficam retidos dentro do talo parental e, ao menos uma espécie, apresenta células de transferência, como as plantas. As briófitas se distinguem das carófitas, por algumas características como: presença de gametângios masculino e feminino (anterídio e arquegônio) revestidos por uma camada protetora de células estéreis e esporos contendo esporopolenina, entre outras.
As briófitas apresentam alternância de gerações
entre gametófto ramificado fotossintetizante (independente) e esporófito
não ramificado (dependente, ao menos em parte, do gametófito)
Os antóceros e muitas hepáticas são talóides,
isto é, seus gametófito são geralmente achatados e dicotomicamente
ramificados, formando talos (corpos indiferenciados, não formando raízes,
folhas ou caules). Esses talos são freqüentemente delgados, facilitando
a absorção de CO2. Alguns representantes, como o gênero
Marchantia (uma hepática) possuem adaptações (no caso,
poros superficiais) para aumentar a permeabilidade desse gás. Marchanthia
apresenta, além de anterídios e arquegônios, conceptáculos
com estruturas germinativas, chamadas gemas, que podem originar novas plantas.
Os gametófitos são formados por rizóides, filóides e caulóides e podem ser talosos (quando não se distingue o filóide do caulóide) ou folhosos. Alguns autores, entre eles Raven et al. (2001) admitem uso dos termos "folhas" e "caule", em referência aos caulóides e filóides de algumas hepáticas folhosas e musgos pois, apesar de ocorrerem na geração gametofítica e não possuírem xilema ou floema, alguns de seus representantes contêm fileiras de células localizadas centralmente, as quais parecem ter função de condução. Já os rízóides possuem apenas função de fixação. Os musgos, em particular, possuem tricomas e outras adaptações que contribuem para o transporte de água externa e sua absorção pelas folhas e caules (Raven, 2001). Além disso, elas também abrigam fungos e cianobactérias que podem auxiliar na obtenção de nutrientes.
No ápice dos gametófitos surgem os arquegônios, onde se diferenciam o gameta feminino (oosfera) e os anterídios, onde se diferenciam gametas masculinos (anteozóides).
O zigoto germina sobre a planta-mãe e o esporófito resultante
permanece ligado a ela por toda a vida.
Essas plantas não possuem xilema e floema; embora alguns representantes
possuam células condutoras especializadas, estas não são
lignificadas, como as das plantas vasculares.
Os esporófitos nunca são ramificados e, na maioria das briófitas,
são constituídos de pé , seta e cápsula.
Pé: imerso, através da placenta, no arquegônio do gametófito; é responsável pela absorção de substâncias que irão nutrir o esporófito;
Seta: sustenta a cápsula
Cápsula: esporângio terminal, contendo esporos; pode estar parcial ou totalmente coberta pela caliptra, que é formada por restos de tecido do arquegônio e fornece uma proteção adicional.
As células das briófitas são interligadas por plasmodesmos, semelhantes aos das plantas vasculares, ou seja, possuem um desmotúbulo, derivado de um segmento tubular o retículo endoplasmático, o qual fica retido entre as placas celulares em formação, durante a citocinese. Como as células das plantas vasculares, também apresentam muitos plastídios pequenos e discóides. De outro modo, as células apicais e as reprodutivas apresentam um único grande plastídio. Os pesquisadores acreditam que esta última seja uma característica herdada de algas verdes ancestrais.
As únicas células flageladas das briófitas são os anterozóides (gametas masculinos flagelados), que se encontram dentro de uma estrutura presente no gametófito (geralmente exclusivamente masculino), o anterídio, uma estrutura esférica ou alongada, geralmente pedunculada e composta de uma camada externa de células estéreis que envolvem células espermatógenas; cada uma produz um único anterozóide. Os anterozóides necessitam de água para alcançar a oosfera, o gameta feminino, localizado na porção basal de uma estrutura em forma de garrafa, arquegônio, que está localizada no gametângio (geralmente exclusivamente feminino). Quando a oosfera amadurece, ocorre uma desintegração das células centrais na parte anterior do arquegônio, o colo (células do canal do colo), resultando num tubo preenchido com um líquido, através do qual o anterozóide poderá nadar até a oosfera, atraído por certas substâncias liberadas.
O zigoto assim formado, permanece no arquegônio, sendo nutrido por açúcares, aminoácidos e outras substâncias, proveniente do gametófito feminino. Após sucessivas divisões, forma-se o embrião, que irá originar o esporófito (geração esporofítica). Como não existe plasmodesmos ligando as duas gerações, o transporte de substâncias é feito via apoplasto e a existência de uma placenta o facilita. Esta placenta é composta por células de transferência, que formam um grande emaranhado intrusivo altamente ramificado, o que aumenta bastante a área de absorção da membrana plasmática, através da qual o transporte ativo de nutrientes ocorre.
Fonte: http://professores.unisanta.br
Briófitas (musgos, hepáticas e antóceros)
São plantas primitivas que não produzem flores, frutos e sementes e também não produzem tecidos vasculares,sendo camadas, assim, de plantas avasculares ou não-traqueófitas.
São terrestres de ambientes úmidos, sombreados e quentes. Algumas espécies vivem em água doce e não ocorrem no mar. No Brasil, um dos ambientes mais favoráveis para o crescimento desta vegetação é a Mata Atlântica.
Nestes vegetais encontra-se uma nítida alternância de gerações em que o gametófito representa o vegetal verde, complexo e duradouro, enquanto o esporófito é um vegetal simples, transitório e dependente do gametófito feminino.
Para a fecundação é indispensável a presença de água da chuva. Os anterídeos liquefazem a sua epiderme, pondo em liberdade os anterozóides, que nadam com o auxílio de flagelos. Os anterozóides são atraídos para o arquegônio graças às substâncias químicas produzidas pelo órgão reprodutor feminino, sendo o fenômeno conhecido por quimiotactismo.
Quanto à classificação,as briófitas podem ser divididas em três grupos: Musci, Hepaticae e Anthocerotae.
Os representantes deste grupo são os musgos, vegetais mais conhecidos entre todas as briófitas. A planta conhecida por musgo é o gametófito organizado em rizóides, caule e folhas. Os maiores musgos chegam a atingir 20 cm de comprimento, como ocorre com os musgos do gênero Polytrichum. Os musgos sempre ocorrem em grupos, que cobrem o solo, rochas, muros etc. Muitas espécies resistem ao dessecamento temporário e outras ainda suportam longos períodos de seca.
São vegetais que vivem em ambientes de muita umidade ou em água doce. O gametófito é taloso, prostrado e provido de rizóides na face interior. Um dos gêneros mais conhecidos é o Marchantia.
São plantas do gênero Anthoceros. O gametófito é taloso e prostrado contra o solo úmido, onde se fixa por meio de rizóides.
- decompõem as rochas sobre as quais se desenvolvem;
- absorvem, como verdadeiras esponjas, grandes quantidades de águas das chuvas, mantendo a superfície do solo úmida;
- formam a turfa utilizada como combustível.
Fonte: www.aultimaarcadenoe.com