
Escultor e pintor.
Bruno Giorgi (Mococa SP 1905 - Rio de Janeiro RJ 1993)
Em 1911 muda-se com a família para Roma. No início da década de 20 estuda desenho e escultura. Após cumprir quatro anos de pena por conspiração contra o regime fascista, é extraditado para o Brasil em 1935. Em Paris, em 1937, freqüenta as academias La Grande Chaumière e Ranson e conhece Aristide Maillol, que passa a orientá-lo. Convive com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em São Paulo,em 1939, trabalha com os artistas do Grupo Santa Helena e participa da Família Artística Paulista. Em 1943, a convite do ministro Gustavo Capanema, vai a trabalho para o Rio de Janeiro e monta seu ateliê na Praia Vermelha, onde passa a dar aulas, entre outros, para Francisco Stockinger.
Os monumentos públicos de sua autoria que mais se destacam: Monumento à Juventude Brasileira, 1947, nos jardins do Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio da Cultura, no Rio de Janeiro; Candangos, 1960, na Praça Três Poderes, e Meteoro, 1967, no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; Integração, 1989, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Fonte: www.pinturabrasileira.com

O celebrado escultor Bruno Giorgi , que nasceu no Brasil, mas cresceu na Itália, terminava as refeições com um pedaço de queijo de ovelha acompanhado de pão e goles de bom tinto
"Uma vida não basta para um escultor", dizia ele. "Quero morrer como Rodin, trabalhando até os 90 anos de idade." Faltaram apenas dois anos para o grande artista plástico brasileiro Bruno Giorgi concretizar esse desejo. Nascido em 1905, o autor da escultura Candangos (1960), na Praça dos Três Poderes, em Brasília, morreu aos 88 anos, em 1993. Trabalhou até o fim, deixando o precioso legado de 32 peças de bronze, 25 esculturas de mármore, três obras de terracota, além de duas estátuas de pedra-sabão, seis de gesso, uma escultura de madeira e seis desenhos. Sua primeira grande obra foi Monumento à Juventude Brasileira (1947), exposto nos jardins do Ministério da Educação e Cultura, atual Palácio da Cultura, no Rio de Janeiro. São dele também Meteoro (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, e Integração (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo.
Bruno Giorgi nasceu na cidade de Mococa, em São Paulo, mas era um autêntico italiano - em tudo, especialmente nos hábitos à mesa. Seus pais vieram da região da Toscana. Quando tinha 6 anos, a família voltou para a Itália e essa primeira fase, passada nos arredores de Carrara, cidade-berço do famoso mármore, proporcionou os contatos iniciais do garoto com o material que iria servir de matéria-prima para obras suas. Depois, a família mudou para Roma, e o menino deu sinais de que não gostava da escola - em vez de fazer as lições, desenhava. Por isso, a mãe o matriculou na Academia de Artes, o que para ele se revelou um suplício: sofreu muito nas mãos de um mestre acadêmico severo e radical. Apesar de odiar as aulas, terminou o curso. Não queria decepcionar a mamma Pia Hirsch. Ela retribuía agradando-o à mesa. De quatro filhos, Bruno Giorgi era o que mais apreciava seus gnocchi esculpidos com um garfo. Após cozinhá-los, colocava numa travessa aquecida, salpicava manteiga e queijo parmesão ralado. A receita tinha, entretanto, um segredo, conhecido apenas pelas mulheres da família - quando a mãe faleceu, a irmã de Bruno assumiu o papel de cozinheira. No entanto, jamais ensinou o truque a outra pessoa, nem mesmo à cunhada Leontina, a mulher com quem anos mais tarde Bruno Giorgi se casou em segundas núpcias e teve o filho Bruno Giorgi Filho, hoje com 23 anos. Assim, a receita original se perdeu. Outras jóias da cozinha italiana iam à mesa da família, como ribollita, zuppa de feijão e repolho escuro; e castagnaccio, doce à base de farinha de castanha açucarada.
Na Itália, o grande escultor teve a chance de exercitar sua ideologia anarquista. Estava no seu sangue. Um tio paterno fundou o anarco-sindicalismo italiano. Até os 25 anos de idade, Bruno Giorgi trabalhava com o pai, negociando café. Nas horas vagas, visitava museus e assimilava a monumental riqueza artística do país da família. A veia anarquista se manifestou sobretudo durante o regime fascista. Dos 25 aos 30 anos, Bruno Giorgi militou na resistência. Mas acabou detido e condenado à prisão, em Nápoles. Cumpriu quatro anos de pena por conspiração contra o regime fascista. Em 1937, com a intervenção do embaixador do Brasil na Itália, foi extraditado ao país natal. Instalou-se no Rio de Janeiro e, por um período, esteve sob a vigilância da polícia. Entretanto, a vida inteira afirmou que a prisão italiana o aprimorou na arte de esculpir.
Em 1937, transferiu-se para Paris, a fim de freqüentar as academias La Grande Chaumière e Ranson. Conhece Aristide Maillol, que passa a orientá-lo e reconhece nele um grande talento. De volta ao Brasil, em 1940, entra em contato com grandes artistas nacionais: Portinari, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e Victor Brecheret. Mas nenhum foi mais importante em sua vida e carreira como o amigo Alfredo Volpi. Os dois tinham em comum o amor pela Toscana, terra natal de Volpi e de Ferdinando Giorgi, pai de Bruno. Além das artes, celebravam o prazer da culinária italiana simples, caseira e, especialmente, a paixão pelo queijo pecorino (à base de leite de ovelha). "Eles o saboreavam junto com vinho tinto da Sardenha", conta a viúva do escultor, Leontina Giorgi, de 67 anos. O queijo importado era servido depois da refeição, acompanhado de pão, que só podia ser retirado da mesa depois que Bruno Giorgi levantasse.
Leontina recorda inúmeras histórias sobre os dois artistas e o queijo pecorino. A mais divertida envolve o editor Adolpho Bloch. Certa vez, o dono da revista Manchete encomendou a Volpi alguns quadros para colocar num evento de sua publicação. O tempo foi passando e nada das obras de arte. Preocupado, Bloch recorreu à mediação de Bruno Giorgi , que aconselhou: "Se quer que Volpi pinte rápido, dê a ele um verdadeiro pecorino e um bom vinho tinto". Bloch obedeceu. Mandou um pecorino inteiro e uma caixa do vinho siciliano Corvo Duca di Salaparuta. Entretanto, avisou Volpi que o presente seria entregue na casa de Bruno Giorgi , no Rio de Janeiro. Temendo que o amigo devorasse o queijo e bebesse o tinto, Volpi pegou o primeiro avião para a Cidade Maravilhosa. Os dois passaram uma semana inteira comendo o pecorino e tomando o Corvo Duca di Salaparuta. E nada dos quadros... Portanto, não deu muito certo a estratégia sugerida por Bruno Giorgi . "Bloch ficou furioso", recorda Leontina.
Fonte: www2.uol.com.br
Bruno Giorgi (Mococa SP 1905 - Rio de Janeiro RJ 1993). Escultor, professor. Muda-se com a família para Roma, em 1911. No início da década de 20 estuda desenho e escultura. Participa de movimentos antifascistas.
é preso e condenado a sete anos de prisão. Após ter cumprido quatro anos da pena é extraditado para o Brasil, por intervenção do embaixador brasileiro na Itália Em 1937, em Paris, freqüenta as academias La Grande Chaumière e Ranson e conhece, nesta última, Aristide Maillol, que passa a orientá-lo. Convive com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau.
Em 1939, em São Paulo, trabalha com os artistas do Grupo Santa Helena e participa da Família Artística Paulista.
A convite do ministro Gustavo Capanema, em 1943, vai a trabalho para o Rio de Janeiro e instala ateliê na Praia Vermelha, onde dá aulas, entre outros, para Francisco Stockinger. Dos monumentos públicos de sua autoria destacam-se Monumento à Juventude Brasileira, 1947, nos jardins do Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio da Cultura, no Rio de Janeiro; Candangos, 1960, na Praça Três Poderes, e Meteoro, 1967, no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; Integração, 1989, no Memorial da América Latina, em São Paulo.
Fonte: www.itaucultural.org.br
Bruno Giorgi nasceu em 1905, em Mococa, em São Paulo. Foi para Roma, com sua família, em 1911. No começo da década de 20, estudou desenho e escultura. Ele é conhecido como um dos mais importantes escultores do País. Foi extraditado da Itália para o Brasil, em 1935, após cumprir quatro anos de pena por conspiração contra o regime fascista. Em 1937, em Paris, freqüentou as academias La Grande Chaumière e Ranson.
Lá conheceu Aristide Maillol, que passou a orientá-lo. Conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, em São Paulo, trabalhou com os artistas do Grupo Santa Helena e participou da Família Artística Paulista.
A convite do ministro Gustavo Capanema, em 1943, trabalhou para o Rio de Janeiro e instalou ateliê na Praia Vermelha, onde deu aulas, entre outros, para Francisco Stockinger.
Dos monumentos públicos de sua autoria destacam-se Monumento à Juventude Brasileira, 1947, nos jardins do Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio da Cultura, no Rio de Janeiro; Candangos, 1960, na Praça Três Poderes, e Meteoro, 1967, no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; Integração, 1989, no Memorial da América Latina, em São Paulo.
Fonte: www.proartegaleria.com.br

Nasceu no interior paulista, na cidade de Mococa. é considerado o mais importante escultor brasileiro contemporâneo. Seu estilo atravessou diversas fases.
Simplificando-se cada vez mais, evoluiu do realismo para as grandes formas estilizadas. Ficou conhecido por seus monumentos, entre os quais o Meteoro, em mármore, no lago do Palácio dos Arcos, em Brasília.
Fonte: www.rainhadapaz.com.br
Escultor brasileiro nascido em Mococa, interior do Estado de São Paulo, um dos mais importantes artistas brasileiros do gênero.
Filho de italianos imigrantes, aos seis anos foi com a família, pais e os dois irmãos, para Roma (1911), onde foi educado e estudou desenho e escultura (1920-1922).
A militância no Partido Comunista e sua atuação nos movimentos antifascistas, lhe valeram uma condenação a sete anos de prisão na Itália.
Após ter cumprido quatro anos da pena (1931-1935), foi extraditado para o Brasil, por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Saiu para morar Paris (1936), onde freqüentou as academias La Grande Chaumière e Ranson e estudou técnicas da escultura com Aristide Maillol. Iniciou sua carreira retratando vultos da história na França, convivendo com artistas como Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau.
Com virtual início da II Guerra Mundial, voltou para o Brasil (1939) e construiu uma das mais importantes trajetórias da arte brasileira. Inicialmente morou em São Paulo, onde passou a trabalhar com os artistas do Grupo Santa Helena e participou da Família Artística Paulista. Ligado ao movimento modernista, mudou-se para o Rio de Janeiro (1943), a convite do ministro Gustavo Capanema. Instalou seu ateliê na Praia Vermelha, onde dá aulas, entre outros, para Francisco Stockinger, e começou a produzir esculturas ao ar livre, iniciando pelo Monumento à juventude (1947), construído no jardim do edifício do Ministério da Educação, hoje palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.
Participou de duas Bienais de Veneza (1950 / 1952), e participou da I, da II e da IV Bienais de São Paulo (1951-1957), período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953). Depois de passa uma temporada na Europa, voltou ao Rio de Janeiro, e passou a trabalhar com bronze, em que destacou-se o trabalho para a praça dos Três Poderes em Brasília. Em meados da década seguinte passou do figurativismo às formas geométricas e a trabalhar em mármore branco de Carrara, sendo a peça mais importante dessa fase Meteoro (1968), no lago do Palácio Itamarati, Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Morou em Portugal, onde voltou a esculpir figuras humanas, empregando o mármore rosa de Estremoz, cidade lusitana onde montou um ateliê. De volta ao Brasil fixou-se no Rio de Janeiro, onde debilitado pelos efeitos do pó do mármore causou danos aos brônquios, já que ele nunca usou uma máscara de proteção, morreu aos 88 anos, de parada cardíaca.
Em 40 anos de profissão, esculpiu centenas de dorsos femininos - seu tema preferido - e obras que se tornariam cartões-postais do País, como Os Candangos (1960), Praça dos Três Poderes e monumento símbolo de Brasília. Outras obras suas muito lembradas foram Condor (1978), na Praça da Sé, São Paulo, e Integração (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo
Fonte: www.dec.ufcg.edu.br
12