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Barbatanas dos Dinossauros

Alguns dinossauros desenvolveram ao longo de sua coluna dorsal vértebras extremamente alongadas (como pode ser visto na figura do esqueleto abaixo), que até hoje intrigam os cientistas. Muitos ainda discutem se essas vértebras se projetavam como enormes espinhos para intimidação ou se sustentavam grandes estruturas semelhantes a barbatanas.

Espinosaurus
Espinosaurus

Não foram só os dinossauros que apresentavam essas característica.

Durante o período Permiano répteis conhecidos como pelicossauros também apresentavam tal característica. Entre os mais famosos está o Dimetrodon.

A maioria dos paleontólogos acredita que essas vértebras realmente sustentavam uma grande barbatana. O problema era entender o porquê dessa estrutura.

Dimetrodon
Dimetrodon

Dimetrodon
Dimetrodon


Dimetrodon

No caso do Dimetrodon e de outros répteis desse período a explicação mais aceita é a de que essas barbatanas funcionavam como uma estrutura de troca de calor.

O final do Permiano é marcado por um clima mais seco e de mudanças bruscas de temperatura. É possivel que esses répteis tenham desenvolvido mecanismos extras para poder controlar a temperatura corporal. Sabe-se que haviam muitos vasos sangüíneos passando por esse local (impressões fósseis de vasos são tidas como prova da teoria da barbatana). Quando o animal sentia muito calor, virada a barbatana na direção do vento. O sangue, mais fresco, corriam para o resto do corpo, resfriando-o. Quando precisava aquecer-se o animal virava a barbatana na direção do sol, para que o sangue nas barbatanas captasse o calor e aquecesse o resto do corpo.

Entre os dinossauros a situação é ainda mais interessante. Já foram descobertos pelos menos 12 gêneros de dinossauros que apresentavam essa característica, entre eles saurópodes, ornitópodes e terópodes. O tamanho e comprimento dessas barbatanas variavam conforme a espécie.

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