PortalSaoFrancisco.com.br

Reprodução dos Dinossauros

Durante muito tempo esse assunto foi deixado de lado pelos paleontólogos, pois ao falar de reprodução é necessário falar-se de sexo. E sexo sempre foi um tabu. Mas hoje a mentalidade mudou e a reprodução dos dinossauros não só é discutida livremente como é um dos aspectos de sua vida mais estudados. É preciso entender que os dinos não eram monstros de outro mundo como apareciam nos filmes. Eles faziam as mesmas coisas que os animais de hoje: comer, beber, dormir, excretar, acasalar .

Ao falarmos de reprodução temos que levar em conta todo o processo que a envolve, desde o acasalamento, passando pela incubação e nascimento, até os cuidados e o crescimento dos filhotes.

Todas as semanas novas espécies de dinossauros são descobertas e muitas apresentam estruturas estranhas que nem sempre podemos explicar. Cornos, espinhos, barbatanas, etc... Para todas essas excentricidades antigamente tínhamos uma única explicação: combate e defesa. Por exemplo, os cornos e gorjeias dos ceratopsianos durante anos foram tidas como armas para defendê-los dos tiranossauros. Estudos recentes revelaram que tanto cornos como gorjeias eram frágeis demais para essa função. Então para que serviam? A resposta é sexo!!!

É possível que essas estruturas fossem usadas para ornamentação e exibição durante a época de acasalamento. Os ceratopsianos poderiam exibir suas coloridas gorjeias para as fêmeas para atraí-las. Se um macho rival aparecesse seus cornos poderiam ser usados para combates ritualísticos.

Essa mesma explicação é aplicada por muitos especialistas para as placas dorsais dos estegossaurídeos, as cristas e barbatanas dorsais encontradas em muitos dinossauros.

Muitas das antigas teorias sobre o comportamento reprodutivo dos dinossauros foram postas abaixo com as novas descobertas dos cientistas. Antes acreditava-se que ao botarem seus ovos eles os abandonavam. Indícios provam que muitas espécies não só cuidavam dos ovos como dos filhotes depois de nascerem, alguns até por bastante tempo.

Acreditava-se que os dinossauros os carnívoros, como o tiranossauro, ao botarem seus ovos simplesmente os abandonavam à própria sorte. Indícios fósseis mostram que logo após o acasalamento, macho e fêmea construíam um ninho e ali eram colocados dúzias de ovos.

Provavelmente apenas 4 ou 5 nasciam e sobreviviam. Aos nascerem os bebês ainda eram pouco desenvolvidos, como foi mostrado por um achado de um tiranossauro recém- nascido. Quando nasciam eram muito pequenos e frágeis e durante algum tempo permaneciam no ninho. Os pais lhes traziam comida e com o tempo eles começavam a sair para caçar pequenos animais que encontravam, sempre com a supervisão dos pais.

Tiranossauros
Tiranossauros

Os tiranossauros demoravam aproximadamente 15 anos para ficarem adultos, um período de tempo bastante curto, se levarmos em conta que nasciam do tamanho de um peru e cresciam até pesarem cerca de 6 ou 7 toneladas.

Animais menores, como oviraptores também cuidavam de suas crias, alimentando-as com comida regurgitada. Deveriam demorar pouco mais de 1 ano para atingirem o tamanho máximo.

Oviraptor
Oviraptor

Os ceratopsianos machos na época do acasalamento ficaram com suas gorjeias bem coloridas e as agitavam para atrair as fêmeas. Às vezes 2 machos acabavam brigando por uma fêmea. Após o acasalamento eles faziam grandes buracos no chão e depositavam seus ovos em fileiras.

Costumavam nidificar em colônias para que pudessem proteger seus ninhos e os dos outros de ladrões de ovos. Os filhotes nasciam sem chifres: estes cresciam conforme a idade. Mesmo depois de crescidos os filhotes ainda ficavam sob tutela dos pais até que ficassem grandes o suficiente para se defenderem sozinhos.

Torosaurus
Torosaurus

Os hadrossauros também nidificavam em colônias, sendo que cada ninho ficava a uma distância de aproximadamente 4 metros um do outro, para melhor proteção.

Os filhotes muito pequenos passavam muito tempo no ninho, até se desenvolverem mais para que pudessem sair. Acredita-se que levavam uns 8 anos para atingirem a idade adulta.

Você já tentou cuidar de um filhote minúsculo de hamster ou de passarinho? É muito difícil, principalmente pela diferença de tamanho entre um ser humano e um bichinho desses. Agora imagine um animal de mais de 30 toneladas, com um cérebro minúsculo, tendo de cuidar de uma criatura com pouco mais de 40 cm de comprimento e pesando menos de 2 kg? Se para nós já é difícil, imagine para eles...

Apatosaurus
Apatosaurus

Os saurópodes tinham um método de reprodução muito interessante: a fêmea cavava um buraco às margens de uma floresta fechada e lá depositava centenas de ovos redondos. Enterrava-os e os deixava lá.

Quando nasciam os bebês saurópodes já podiam caminhar e se virar sozinhos, assim corriam o mais que podiam para dentro do mato fechado. Lá ficavam por muitos anos aproveitando-se de sua camuflagem contra os predadores.

É claro que nem sempre funcionava e a maioria era apanhada. Quando ficavam grandes demais para viver ali eles saíam para campo aberto e tratavam de procurar uma manada de adultos. Se conseguissem encontrar uma os adultos instintivamente os adotavam e passavam a cuidar deles como se fossem seus, para o resto de suas vidas.

Acredita-se que os saurópodes atingiam a maturidade sexual aos 20 anos mas podiam crescer para o resto de suas vidas, claro que num ritmo mais lento depois de alcançada a maturidade. Assim, quanto mais velho o animal, maior ele era. Imagine o tamanho de um saurópode de 150 anos, idade máxima que os cientistas acham que eles atingiam. . .

Muitos especialistas rejeitam essa idéia. Eles acreditam que os saurópodes cuidavam das crias desde o período de nascimento. As discussões ainda permanecem. Os troodontes tinham um método bastante incomum de reprodução. Sabe-se que eles dividiam o território com dinossauros ornitópodes conhecidos como Orodromaeus, que cuidavam muito bem de suas crias. Os troodontes, aproveitando seu tamanho e aparência equivalente se infiltravam nos ninhos e colocavam seus próprios ovos ali. Os pais Orodromeus não percebiam a diferença e cuidavam dos ovos do intruso como se fossem seus. Os bebês troodonte nasciam primeiro e já eram pequenas máquinas de matar. Comiam os outros ovos e, às vezes, filhotes mais fracos de Orodromaeus.

Fonte: www.achetudoeregiao.com.br