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eSTRUTURA SECUNDÁRIA

Em dicotiledóneas herbáceas não é frequente o crescimento secundário. A estrutura de crescimento secundário observa-se no caule de dicotiledóneas lenhosas e de gimnospérmicas onde se forma periderme e tecidos vasculares secundários.

A formação do câmbio vascular (cv), pela sua localização – fig. 24, 26, 29 - permite distinguir o câmbio fascicular (cv-f), originado de células do procâmbio, e o câmbio inter-fascicular (cv-if), originado de células do parênquima inter-fascicular. A periderme (pdm) surge por baixo da epiderme – fig.25 – com origem e constituição idênticas à periderme da raíz com crescimento secundário. O cortex (ctx) é delimitado internamente pelo floema secundário (flo-2º) que pode apresentar fibras perivasculares (fib).

Os feixes vasculares são duplos, abertos pela presença de câmbio, observando-se no floema a presença de conjuntos de fibras – liber duro (lbr-d) - que, em muitas estruturas alternam com conjuntos de tubos crivosos, células companheiras e parênquima liberino formando o liber mole (lbr-m). O xilema secundário (xil-2º) apresenta um aspecto mais denso que o xilema primário contendo células de parênquima na forma de raios (rp).

Na composição do xilema incluem-se vasos lenhosos (vl) cujo aspecto se pode observar em corte transversal – fig. 24 - e em corte longitudinal – fig.28 .

No caule do sobreiro – fig. 30 – é visível uma faixa de fibras (fbr) e alguns tricomas (trc), pêlos que permanecem ligados à epiderme até completa substituição desta pela periderme.

Fonte: docentes.esa.ipcb.pt