Constitui uma estrutura de revestimento externo, dotadas de grande resistência, que confere proteção e sustentação à célula. A substância mais abundante da parede celular é a celulose. Por isso, a parede celular é também conhecida como membrana celulósica. A deposição de celulose, porém, não é contínua ao longo da parede. Na verdade, em determinadas regiões da parede a ausência de um depósito adequado de celulose determina a presença de poros, através dos quais há intercâmbio de materiais entre células vizinhas.
Nas células vegetais jovens observa-se que a parede celular é relativamente delgada, sendo denominada parede primária, nesse caso, os poros são chamados de campos primários de pontuação. Pelo inteiro desses poros passam "filamentos" citoplasmáticos denominados plasmodesmos, que têm a função de possibilitar a circulação de substâncias diversas entre células vizinhas.
Nas células vegetais adultas pode ocorrer a deposição de celulose e outras sub stâncias junto à face interna da parede primária, determinando o aparecimento da chamada parede secundária, esse fato confere à parede celular um espessamento que é típico na maioria das células adultas. Como a deposição da parede secundária não ocorre de maneira uniforme, constata-se, ao longa da parede, a presença de poros, nesse caso, denominados pontuações. O espaço interno delimitado pela parede celular é chamado lúmen. Logicamente, o fato de a deposição da parede secundária ser interna, em relação à parede primária, acarreta a redução do lúmen celular nas células adultas.
· resistência à tensão e à decomposição por microrganismos;
· elasticidade
· permeabilidade, não constituindo barreira à entrada e saída de materiais na célula.

Trata-se de uma estrutura que envolve a célula, separando a matéria
viva do meio externo. É uma película muito fina, de contorno
irregular, elástica e lipoprotéicas, que representa a condensação
periférica do citoplasma, isolando-o do meio externo. Essa membrana,
não constitui um simples envoltório celular; na verdade, tem
caráter seletivo, isto é, atuam selecionando as substâncias
que entram ou saem da célula, de acordo com as suas necessidades.
Propriedades da membrana plasmática
Devido às proteínas
Elasticidade
Resistência mecânica
Baixa tensão superficial
Devido aos lipídios
Alta resistência elétrica
Alta permeabilidade às substâncias lipossolúveis.

Região compreendida entre a membrana plasmática e o núcleo. É preenchido por um líquido denominado citoplasma fundamental, conhecido também como matriz citoplasmática ou ainda, hialoplasma. Imersas no hialoplasma encontram-se inúmeras organelas, estruturas especializadas que desempenham na célula funções geralmente bem definidas.

São organelas citoplasmáticas típicas das células vegetais. São dotadas de uma membrana que envolve um material interno amorfo, onde se dispersam outras membranas.
São plastos incolores, desprovidos de pigmentos, que se caracterizam por acumular substâncias nutritivas. Os leucoplastos, quanto ao tipo de reserva acumulada, recebem a denominação de amiloplastos (acumulam amido), oleoplastos (acumulam lipídios) e proteoplastos (acumulam proteínas).
São plastos coloridos, portadores de pigmentos diversos. Entre os vários pigmentos encontradas nos plastos, destacam-se as clorofilas e os carotenóides. As clorofilas são os mais importantes pigmentos dos plastos. Têm a função de absorver a energia luminosa, indispensável para a ocorrência da fotossíntese. Os cromossomos, de acordo com a sua coloração podem ser classificados em:
· Eritroplastos (eritro = vermelho), plastos vermelhos cuja coloração se deve à predominância de carotenos.
· Xantroplastos (Xanto = amarelo), plastos amarelos, com predominância de xantofilas.
· Cloroplastos (cloro = verde), plastos verdes, com predominância de clorofilas.
Os plastos vermelhos e os amarelos contribuem para a coloração de flores e frutos, fato que se acha relacionado com o mecanismo reprodutivo dos vegetais. Sem dúvida, os frutos coloridos atraem mais facilmente animais diversos, que, ao comê-los, naturalmente propagam a semente, ampliando a possibilidade de conquista de novos habitats. Os cloroplastos por sua vez são responsáveis pela realização da fotossíntese, importantíssimo fenômeno biológico pelo qual a energia luminosa é transformada em energia química, que fica acumulada em substâncias de alto teor energético, como as moléculas de glicose.
Vista ao microscópio eletrônico, o cloroplasto revela a presença de uma membrana externa dupla, que envolve uma matriz incolor, basicamente protéica, denominada estroma. Nesse estroma existem ácidos nucléicos (DNA e RNA) e ribossomos. Isso, logicamente, sugere a presença de um sistema genético próprio dos cloroplastos, o que lhes confere uma autonomia relativa dentro da célula. Mergulhadas no estroma existem as lamelas lipoproteícas, placas achatadas que se formam a partir da membrana envolvente. As lamelas, por sua vez, organizam uma série de discos denominados tilacóides.
· Os pigmentos relacionados com a fotossíntese acham-se depositados no interior dos tilacóides, que se apresentam dispostos de maneira a organizar uma verdadeira "pilha de moedas", onde a "pilha" é denominada granum e cada "moeda" é um tilacóide. O conjunto de granum é denominada grana.
São corpúsculos esféricos ou alongados que, nas micrografias eletrônicas aparecem constituídos por duas membranas, sendo a interna forma as cristas mitocondriais.
O interior do organóide é preenchido pela matriz mitocondrial. Tendo a função de sede de duas importantes etapas da respiração celular: Ciclo de Krebs (matriz) e cadeia respiratória (cristas). Possuindo como composição química proteínas, citocromos nucleotídeos (ADP, ATP, FAD, NAD e NADP) e DNA. As mitocôndrias e cloroplastos são capazes de autoduplicação, o que justifica pela presença de ácidos nucléicos.
Essas organelas movimentam-se de forma passiva ou de forma ativa, isto é , por movimentos próprios. É comum, a presença de muitas mitocôndrias em regiões da célula com alta atividade metabólica.
É formado por duas subunidades de tamanhos diferentes, visíveis apenas ao microscópio eletrônico. Tem como função a síntese protéica, encadeando os aminoácidos de acordo com a seqüência contida no RNA mensageiro. É formada por RNAr e proteínas.
Rede de vesículas e túbulos que se intercomunicam, percorrendo o citoplasma dos eucariontes. Há dois tipos de retículo endoplasmático: o rugoso ou granular e liso ou agranular.
Aumenta a superfície interna da célula, o que amplia o campo de atividade das enzimas, facilitando a ocorrência de reações químicas necessárias ao metabolismo celular.
Facilita o intercâmbio de substâncias entre a célula e o meio externo.
Auxilia a circulação intracelular, por permitir um maior deslocamento de partículas de uma região para outra do citoplasma.
Armazena substâncias diversas, retiradas do hialoplasma, no interior de certas cavidades.
Regula a pressão osmótica, uma vez que as substâncias armazenadas podem determinar a alteração da concentração do suco celular.
Produz lipídios, principalmente esteróides.
Transporte e armazenamento de substâncias. Síntese de proteínas no retículo rugoso e de esteróides no liso. Fosfolipídeos e proteínas.
É constituído por uma pilha de vesículas circulares achatadas e vesículas esféricas e menores que brotam das primeiras. São formados por fosfolipídeos e proteínas. O complexo de Golgi aparece geralmente fragmentado e se mostra disperso pelo hialoplasma.
A concentração e secreção de proteínas: Como a síntese de proteína na célula ocorre no retículo endoplasmático rugoso, muitas dessas proteínas migram até o complexo de Golgi, e são armazenadas no interior de suas vesículas. Por isso, endente-se o fato de o complexo de Golgi ser especialmente bem desenvolvido em células que têm alta atividade na síntese protéica.
Síntese de polissacarídeos e lipídeos. No complexo de Golgi, os monossacarídeos dos alimentos são polimerizados, formando-se, então, polissacarídeos.
Produção de grãos de zimógeno
Formação do acrossomo do espermatozóide. Pois o acrossomo é uma estrutura que se situa na cabeça dos espermatozóides, e forma-se a partir do acoplamento do complexo de Golgi com o núcleo do espermatozóide.
O acrossomo contém enzimas que têm a função de promover a perfuração do invólucro do óvulo por ocasião da fecundação.
O retículo endoplasmático rugoso apresenta, justapostos ao longo das membranas, números grânulos denominados ribossomos. Estes são constituídos de ribonucleo-proteínas, e estão pode desempenhar todas as funções atribuídas ao retículo liso, alem de promover a síntese protéica.
São organelas esféricas envolvidas por uma membrana e contendo enzimas digestivas. Agem na digestão de partículas ingeridas pela célula ou então, de organóides celulares envelhecidos. São formados por enzimas digestivas.
Cada célula apresenta dois centríolos localizados junto ao núcleo. Cada centríolo é constituído por um cilindro de microtúbulos. Os centríolos não aparecem nas células de vegetais superiores. Nas células dos vegetais inferiores e nas células animais, relacionam-se com o processo de divisão celular. Os centríolos também estão relacionados com a formação e coordenação do movimento dos cílios e flagelos. São formados por proteínas, carboidratos, lipídeos, DNA e RNA.
São estruturas freqüentes nas células vegetais. Nas células jovens, os vacúolos são pequenos e numerosos. A medida que a célula vai crescendo, os vacúolos se fundem. Assim, na célula adulta é comum a presença de um único e volumoso vacúolo, que ocupa, geralmente, uma posição central, deslocando o núcleo para a parte periférica da célula. Os vacúolos são verdadeiras bolsas delimitadas externamente por uma membrana lipoprotéicas denominadas tonoplasto. No interior do vacúolo encontra-se o suco Vacuolar, isto é, uma solução aquosa que pode conter açucarares, óleos, sais, pigmentos e outras substâncias. Apresentam a função de armazenamento de sais e outras substâncias, e regulação osmótica.
Desempenha, nas células, papel de portador dos fatores hereditários e de controlador das atividades metabólicas. Além de ser extremamente essencial para a manutenção das atividades normais de uma célula, que permitem a sua sobrevivência e reprodução. Quando se considera a estrutura do núcleo, é necessário estabelecer a fase em que a célula se encontra. Isso porque a estrutura nuclear varia, conforme a célula esteja ou não em divisão. Assim, consideraremos, inicialmente, uma célula em intérfase, isto é, uma célula que não está se dividindo.
Essa estrutura envolve o conteúdo nuclear. Acha-se em comunicação direta com o retículo endoplasmático, é formada por duas membranas lipoprotéicas, entre as quais existe um espaço denominado perinuclear. A carioteca é dotada de numerosos poros, que permitem a comunicação entre o material nuclear e o citoplasma. Através desses poros ocorre o intercâmbio de substâncias diversas entre o núcleo e o citoplasma, inclusive macromoléculas. De maneira geral, quanto maior a atividade celular, maior é o número de poros da carioteca.
Conhecida também como nucleoplasma ou suco nuclear, é uma massa incolor constituída principalmente de água e proteínas.
Representa o material genético contido no núcleo. Quimicamente, as cromatinas são proteínas conjugadas resultantes da associação entre proteínas simples e moléculas de DNA. A cromatina aparece, no núcleo interfásico, com o aspecto de um emaranhado de filamentos longos e finos, denominados cromonemas. O cromonema apresenta regiões condensadas chamadas de heterocromatinas, e regiões distendidas chamadas eucromatinas. Durante a divisão celular, os cromonemas espiralizam-se, tornando-se mais curtos e mais grossos. Podem, então, ser vistos individualmente e passam a ser chamados de cromossomos.
Trata-se de um corpúsculo esponjoso e desprovido de membranas, que se encontra em contato direto com o suco nuclear.
Fonte: www.biomania.com.br