A mais importante delas é que o conhecimento pode evitar acidentes, por isso, inicialmente você deve saber que:
A energia elétrica é um bem comum e está a disposição de todos, trazendo bem estar, conforto, comodidade e facilitando nossa vida, seja no trabalho, nos esportes, no lazer.
Para que isso possa acontecer, a energia elétrica precisa ser transmitida por um meio físico, que são as linhas de transmissão e redes de distribuição. Essas instalações são, então, eletrificadas, e conduzem a energia elétrica das usinas aos pontos de consumo.
A maioria dessas instalações é aérea e está montada no alto de postes ou torres, separada da estrutura de apoio por meio de materiais isolantes, tais como cerâmica, vidro e materiais plásticos.
A utilização desse precioso bem deve ser feita com o cuidado necessário para que ninguém venha a sofrer lesões decorrentes do uso indevido, tais como choques elétricos, queimaduras, etc.
Choques elétricos em humanos ocorrem quando estes se tornam parte de um circuito elétrico. Vejamos alguns exemplos:
Uma pessoa está em contato com o solo e toca em algo energizado (um motor, um chuveiro, uma resistência, um fio descascado, a parte metálica de uma lâmpada, etc). A energia elétrica vai escoar para o solo por meio do corpo da pessoa, que dizemos, estará aterrando o circuito. A essa passagem de energia denominamos choque elétrico fase-terra. Também pode ocorrer choque elétrico se a pessoa entra em contato com dois fios de fases diferentes. Nesse caso, independente se está em contato com o solo ou não, haverá a passagem de energia elétrica pelo corpo, constituindo-se num choque elétrico entre fases.
A energia elétrica entra em contato com o corpo e daí se descarrega para a terra. Também pode ocorrer quando um corpo fecha contato entre duas fases diferentes.
A passagem de energia elétrica pelo corpo de uma pessoa gera calor e contrações musculares. Esses efeitos são responsáveis pelas queimaduras e paradas-cardíacas, sempre presentes na maioria dos choques elétricos.
Nos casos em que há queda de locais altos, também podem ocorrem fraturas e demais consequências, tais como hemorragias, infecções, lacerações, danos em sistemas e aparelhos fisiológicos, etc.
No choque elétrico são envolvidas diretamente 4 grandezas: o tempo de contato, as condições de contato da pessoa com o solo, a resistência ôhmica do corpo e a intensidade da corrente elétrica que circulará.
A vítima tocar em instalações energizadas (tensão de toque);
Se a vítima estiver caminhando na direção de onde haja um fio caído ao solo (tensão de passo);
Se a vítima adentrar ao campo elétrico que é formado externamente às instalações energizadas (como referência, para cada 1.000 Volts é necessário 1 cm de ar para que possa haver o isolamento. Sob certas condições, essa distância pode até ser aumentada, o que justifica dizer que jamais as pessoas leigas devem se aproximar de condutores elétricos sem saberem realmente o que estão fazendo!)
Para uma convivência segura e tranquila com instalações elétricas, veja o que deve ser feito:
Dentro de casa e edificações de lazer e recreação e atividades administrativas:
Só mexer com instalações elétricas se tiver conhecimento e habilitação para isso;
Não permita instalações elétricas mal feitas, mal emendadas ou inadequadas. A prática mostra que isso está profundamente relacionado com os casos de acidentes, mortes e incêndios;
Não sobrecarregar as fiações, fazendo com que passe por elas maior corrente elétrica do que está capacitada. Caso isso aconteça, a fiação começará a aquecer e pode ocorrer envelhecimento precoce do isolamento e riscos de incêndio;
Ao sair em viagens, retire da tomada todos os fios de equipamentos não essenciais. Especial cuidado com ferros elétricos, ar condicionado e aquecedores;
Ao sair em viagem certifique-se de que sua conta de energia está em dia e que não há probabilidade de eventual suspensão de fornecimento por falta de pagamento;
Ao construir ou reformar edificações, procurar colocar tomadas e interruptores em locais de difícil acesso às crianças. Caso isso não seja possível, adote o uso de protetores isolantes nas tomadas;
Não permita que crianças ou outras pessoas efetuem cortes com tesoura ou derrubem objetos metálicos nas fiações elétricas, pois isso resulta em curto-circuito;
Mantenha seus dispositivos de proteção elétrica sempre em dia e em perfeitas condições de funcionamento. Esses dispositivos, baseados essencialmente nos disjuntores de entrada de energia, devem desarmar sozinhos mediante mediante condições de sobrecarga na instalação;
Atualmente já há disponível no mercado, dispositivos de proteção chamados de DR - Diferencial Residual, que evitam choques elétricos quando pessoas entram em contato com partes vivas da instalação;
Nas indústrias urbanas e rurais, fábricas, oficinas, comércios e demais atividades correlatas:
Não permita que serviços em instalações elétricas sejam feitos por pessoas não capacitadas e/ou não qualificadas, conforme prescreve a NR-10 Norma Regulamentadora sobre Serviços e Instalações em Eletricidade;
Exigir que as instalações elétricas que forem construídas ou reformadas estejam atendendo os critérios prescritos na NBR-5410;
Exigir que prestadores de serviços de projeto, construção e manutenção de instalações elétricas emitam a necessária ART - Anotação de Responsabilidade Técnica, perante os órgãos e entidades fiscalizadoras.
Zelar para que serviços executados em vias urbanas, fachadas, paredes, etc, não sejam feitos próximos da rede elétrica, de forma a evitar que esses trabalhadores venham a entrar em contato com a rede elétrica aérea e, com isso, se exponham a risco de vida, que é de responsabilidade de quem o contratou;
Manter sempre em local de conhecimento de principais pessoas, os esquemas unifilares da fiação, locais onde estão as proteções e onde deve haver desligamento manual em caso de emergências, tais como choque elétrico, incêndio, etc.
Cuidados ao socorrer vítima de choque elétrico
Para socorrer, é importante que o socorrista não se transforme numa próxima vítima, o que é muito comum em acidentes envolvendo eletricidade.
Para prestar um socorro adequado, ou reduzir as lesões e danos pessoais, primeiramente deve ser interrompido o fornecimento de energia às instalações com as quais a vítima está em contato. Isso pode ser feito com o desligamento de disjuntor, chave geral, etc, quando se tratar de instalações dentro de edificações. Caso isso esteja ocorrendo em ambiente externo ou envolva instalações elétricas de alta tensão, o fato deve ser avisado imediatamente à Santa Cruz, pelo telefone 0800 7022196;
Tendo certeza que a vítima já não está mais energizada, remova os fios de perto dela usando utensílios isolantes e secos, tais como cabos de vassoura de madeira, cordas, tábuas. Importante que esse material seja isolante elétrico.
Estando a vítima em condições de receber assistência e não havendo risco para os socorristas, estes devem verificar se há respiração e pulsação na vítima. A partir desse ponto o socorro deve ser feito de preferência por pessoas que tenham conhecimento e iniciativa para aplicação dos mesmos.
Havendo parada cardíaca, será notada a ausência de pulsação e batimentos cardíacos, bem como o aumento da pupila (menina dos olhos). Nesse caso deve-se imediatamente efetuar a massagem cardíaca, através de compressões sobre o peito, na região inferior do osso externo, na velocidade de uma compressão por segundo.
Havendo parada respiratória, será notada a ausência da entrada e saída de ar ao pulmão da vítima. Nesse caso é imperativo que se inicie imediatamente a insuflação de ar fresco nos pulmões da vítima, com o método de respiração artificial, na velocidade de 2 insuflações a cada 5 segundos.
Essas medidas devem ser aplicadas à vítima, que deve estar deitada de costas e sobre superfície plana e rígida.
Enquanto essas medidas são aplicadas, deve-se buscar atendimento médico urgente, mesmo que a vítima recobre os sentidos após os primeiros tratamentos no local. Há notícias de pessoas que ficaram por mais de uma hora sendo assistida por socorristas nessa situação e posteriormente foram adequadamente atendidas e conseguiram sobreviver. É um tipo de socorro que exige persistência e conhecimento, não só para manter a vítima em condições de ser efetivamente salva, quanto para não agravar seu estado físico decorrentes das lesões outras, tais como fraturas de coluna, bacia, fraturas expostas, hemorragias, queimaduras, etc.
O choque elétrico, geralmente causado por altas descargas, é sempre grave, podendo causar distúrbios na circulação sanguínea e, em casos extremos, levar à parada cárdio-respiratória.
Na pele, podem aparecer duas pequenas áreas de queimaduras (geralmente de 3º grau) - a de entrada e de saída da corrente elétrica.
Desligue o aparelho da tomada ou a chave geral.
Se tiver que usar as mãos para remover uma pessoa, envolva-as em jornal ou um saco de papel.
Empurre a vítima para longe da fonte de eletricidade com um objeto seco, não-condutor de corrente, como um cabo de vassoura, tábua, corda seca, cadeira de madeira ou bastão de borracha.
Se houver parada cárdio-respiratória, aplique a ressucitação.
Cubra as queimaduras com uma gaze ou com um pano bem limpo.
Se a pessoa estiver consciente, deite-a de costas, com as pernas elevadas. Se estiver inconsciente, deite-a de lado.
Se necessário, cubra a pessoa com um cobertor e mantenha-a calma.
Procure ajuda médica imediata.
Com a pessoa no chão, coloque uma mão sobre a outra e localize a extremidade inferior do osso vertical que está no centro do peito (o chamado osso esterno).

Ao mesmo tempo, uma outra pessoa deve aplicar respiração boca-a-boca, firmando a cabeça da pessoa e fechando as narinas com o indicador e o polegar, mantendo o queixo levantado para esticar o pescoço.

Enquanto o ajudante enche os pulmões, soprando adequadamente para insuflá-los, pressione o peito a intervalos curtos de tempo, até que o coração volte a bater.
Esta seqüência deve ser feita da seguinte forma: se você estiver sozinho, faça dois sopros para cada quinze pressões no coração; se houver alguém ajudando-o, faça um sopro para cada cinco pressões.
Fonte: www.clfsc.com.br
Sempre que for prestar socorro a uma vítima de acidente ou mal súbito, o socorrista deverá estar atento e obedecer os passos a seguir:
Mantenha-se calmo e evite o pânico.
Certifique-se de que há condições seguras o bastante para atendimento pré-hospitalar, sem risco para o socorrista e a vítima.
Faça uma avaliação primária da vítima e dê prioridade aos casos mais graves, como: hemorragia abundante, inconsciência, parada cárdio-respiratória, choque e envenenamento.
Você pode agravar o estado da vítima com manobras intempestivas.
Não abandone a vítima para procurar socorro.
Não dê líquidos ou mesmo produtos para inalação.
Não tracione membros ou faça movimentos bruscos com a vítima.
Garanta as funções vitais do acidentado (respiração e circulação).
Só remova a vítima se puder manter as funções vitais (respiração e circulação).
Mantenha a vítima em posição confortável e aquecida.
O atendimento deve ser feito preferencialmente no solo.
Transporte a vítima para o hospital mantendo as funções vitais.
Após qualquer atendimento de emergência, a vítima deve ser encaminhada para um atendimento médico especializado.
Preste informações corretas ao hospital sobre os procedimentos realizados, bem como, se possível, sobre os dados de saúde da vítima que você saiba (hipertensão, diabetes, hemofilia, epilepsia, gravidez, asma etc.).

O choque elétrico é a perturbação que se manifesta no organismo humano, quando este é percorrido pela corrente elétrica. A gravidade do acidente está ligada às características físicas da corrente e condições do acidente, tais como: natureza da corrente ( contínua ou alternada); freqüência; voltagem; resistência do corpo humano à passagem da corrente elétrica, que varia segundo as condições ambientais; percurso da corrente pelo corpo e tempo de duração da passagem.
Existem três formas distintas de ocorrer o choque elétrico.
O choque estático acontece com o contato com equipamentos que possuem eletricidade estática, como por exemplo, um capacitor carregado.
O choque dinâmico é através do contato ou excessiva aproximação do fio fase de uma rede ou circuito de alimentação elétrico descoberto.
Através do raio, acontece o choque atmosférico que é o recebimento de descarga atmosférica.

As manifestações do choque são: contrações musculares; comprometimento do sistema nervoso central, podendo levar à parada respiratória; comprometimento cardiovascular provocando a fibrilação ventricular - "parada cardíaca"; queimaduras de grau e extensão variáveis, podendo chegar até a necrose do tecido.
Em caso de acidente com choque elétrico, a primeira atitude para socorro da vítima é desligar a corrente elétrica o mais rápido possível ou afastar a vítima do contato elétrico, utilizando material isolante elétrico seco ( borracha, madeira, amianto etc).
O segundo passo é verificar o nível de consciência e sinais vitais; realize a ressucitação cárdio-pulmonar, se necessário; cuide das queimaduras, se houver, e providencie a hospitalização da vítima. Os casos mais graves causados por choque são a parada cárdio-respiratória e queimadura.

A ressucitação cárdio-pulmonar é um conjunto de manobras utilizadas para restabelecimento das funções circulatória e respiratória para preservar a vida.
A parada cárdio-respiratória pode ser provocada pelo choque elétrico. As manifestações são inconsciência, parada respiratória e ausência de pulso em grande artéria.

O socorrista deve certificar-se da parada cardio-respiratória, observando a ausência de movimentos do tórax e pulso. Para o socorro, deve-se colocar a vítima de barriga para cima; afrouxar as roupas; abrir e desobstruir as vias aéreas, hiperextendendo a cabeça da vítima; depois deve-se colocar a máscara (Pocket Mask) na face da vítima e fazer duas expirações firmes e profundas ( de 1,5 a 2 segundos cada), de modo a expandir os pulmões.
Se houver pulso arterial, mas não respiração, o socorrista deve fazer uma ventilação a cada 5 segundos (em caso de adulto), verificando o pulso frequentemente, até a presença de um suporte avançado.

Na ausência de pulso, quando se tratar de um socorrista, fazer massagem cardíaca, comprimindo o tórax 15 vezes, alternando esse movimento com 2 ventilações, procurando manter uma frequencia de 80 a 100 massagens por minuto. O socorrista deve verificar a eficiência da reanimação, após 5 ciclos de 15 por 2. Sempre procurando a presença de pulso.
Caso haja dois socorristas que saibam fazer a massagem cardíaca, a ressucitação cardio-pulmonar deve ser feita utilizando o método de uma ventilação para cinco massagens. O socorrista que está ventilando deve, intermitentemente, palpar uma das carótidas por alguns segundos.

Quando você não tem conhecimento do ocorrido, e a vítima apresentar, concomitantemente, rigidez de articulação, pele fria e arroxeada, manchas hipostáticas e pupilas dilatadas, não deverá ser realizada a ressucitação cárdio-respiratória.
A ressucitação cárdio-respiratória deverá ser finalizada quando as funções vitais retornar, na exaustão do único socorrista ou na presença de uma autoridade médica.
Fonte: www.cemig.com.br