A célula colenquimática notabiliza-se pela plasticidade e espessamento da paredes, além da capacidade da divisão. É relevante a razão de crescimento, considerada a mais rápida entre os outros tipos de células vegetais. No Triticum sp. (trigo), por ocasião da ântese, os filetes das anteras podem se estender numa razão de 2-3 mm/minuto. Tal crescimento é resultante de mudanças rápidas na forma das células, acompanhadas de alongamento das paredes; ainda relacionadas com a energia requerida neste processo, ocorrem inúmeras mitocôndrias.
O colênquima origina-se do meristema fundamental, é o tecido de sustentação constituído por células vivas que apresentam a parede primária bem espessada. A característica mais marcante deste tecido refere se ao espessamento desigual das paredes celulares, áreas bem espessadas. A composição da parede é típica, contendo grande quantidade de substâncias pécticas e água (60% do peso é água), além da celulose.
As paredes celulares apresentam várias camadas, chegando até 20 em aipo (Apium graveolens). As camadas mais externas mostram que as microfibrilas estão arranjadas predominantemente no sentido longitudinal, direção paralela ao eixo do alongamento. O depósito das áreas espessadas ocorre antes da célula estar completamente alongada. No caso do pecíolo de aipo as células são curtas, com 20 a 40 um, mas se alongam à medida que o órgão cresce, até atingir 500 a 2000 um de comprimento.
A plasticidade da parede celular do colênquima possibilita o crescimento do órgão ou tecido até atingir a maturidade. As células do colênquima se assemelham ao parênquima por possuírem protoplasto vivo, campos de pontuações primários e também por serem capazes de retomar a atividade meristemática. Suas células podem ainda conter cloroplastos e realizar fotossíntese. De um modo geral, a forma é variável, sendo curtas, longas ou isodiamétricas. À medida que as células envelhecem. o padrão de espessamento pode ser e de um modo geral o lume celular aparece redondo, por deposição de camadas adicionais nas paredes celulares. O termo colenquimatoso refere-se ao tecido que apresenta certas características de colênquima.
O colênquima é o tecido mecânico das regiões de crescimento e assim ocorre em órgãos jovens. Nos caules é usualmente periférico, localizando-se abaixo, ou poucas camadas abaixo, da epiderme (Ex.. caule de Coleus). Pode ocorrer como um cilindro contínuo como no caule de Sambucus (sabugueiro) ou em cordões individuais como em Cucurbita (aboboreira). Nas folhas ocorre no pecíolo, na nervura central ou na borda do limbo. A polpa de frutos quando são maciços e comestíveis geralmente são colenquimatosas. Raízes terrestres raramente contém colênquima: uma exceção ocorre em Vitis vinifera (videira).

Colênquima angular
Nesse tipo de tecido, as paredes mostram maior espessamento nos ângulos; exemplos desse tipo de espessamento ocorrem no pecíolo de Begonia (begônia), caule de Ficus (figueira) e de Cucurbita (aboboreira).
Colênquima lamelar
As células mostram um espessamento nas paredes tangenciais interna e externa , como no caule de Sambucus.
Colênquima lacunar
O colênquima pode ter espaços intercelulares e quando os espessamentos ocorrem nas paredes próximas ao espaço é chamado lacunar, como no pecíolo de Salvia (sálvia), raiz de Monstera, caule de Asclepias (erva-de-rato) e de Lactuca (alface).
O colênquima, devido a plasticidade e capacidade de alongar-se, adapta-se à sustentação das folhas e caules em crescimento. O grau de espessamento parece estar relacionado com as necessidades da planta pois em espécies sujeitas a ação de agentes externos, como por exemplo, ventos fortes, o espessamento das paredes celulares inicia-se precocemente e torna-se mais acentuado do que o espessamento de espécies sob condições amenas.
Por outro lado, as regiões jovens, geralmente são fotossintetizantes, necessitando, portanto, de tecidos que permitam a entrada da luz, como e o caso do colênquima. Ainda estas regiões, geralmente são tenras e portanto mais facilmente atacadas por herbívoros, além de microorganismos, havendo necessidade de cicatrização e regeneração celular; estes fenômenos são conseguidos devido a capacidade do colênquima de reassumir a atividade meristemática. Em regiões mais velhas da planta, o colênquima pode se transformar em esclerênquima, pela deposição de paredes secundárias lignificadas.
Fonte: www.herbario.com.br