
Halley (1986)
Hale-Bop
Hyakutake
West
Biela
Kohoutek
Os cometas são os objetos celestes que mais deram origem a temores e superstições no passado e hoje despertam enorme curiosidade. Podem ser periódicos, como o cometa Halley e outros, que percorrem uma órbita regular ao redor do Sol. E os não-periódicos que entram no sistema solar e voltam ao espaço interestelar. Da análise da estrutura física dos cometas, quando estes estão no periélio, nós podemos dividí-lo em três partes principais a saber:
Constatou-se que todos os fenômenos que ocorrem no cometa, tem a sua origem a partir de seus núcleos sólidos e com poucos quilômetros de diâmetro. O núcleo ao aproximar do Sol dá origem a cabeleira e cauda. Por serem corpos pequenos (baixa atração gravitacional) e movimentando-se muito rápido nas proximidades do Sol, a cada passagem pelo mesmo, ocorre um aumento muito grande da cauda, que implica em perdas de matéria. A matéria que compõem a formação dos núcleos corresponde a uma espécie de gêlo sujo com massa variando de 1,0Kg a algumas dezenas de toneladas.
Aparece sob a forma de nebulosidade sobre o núcleo. Como uma espécie de atmosfera que pode ter seu volume muito maior que a Terra. É mais brilhante do que a cauda a qual da origem. A presença predominante de componentes simples, a base de hidrogênio, (inclusive ele neutro) e de oxigênio revela que a constituição do cometa é água em dois estados, sendo o estado líquido inexistente.
A cauda é provocada pela ação dos ventos solares, por isso nas proximidades do Sol a cauda aumenta, pois a densidade dos ventos solares é maior. Acredita-se que a cada passagem pelo Sol o diâmetro do núcleo cometa diminua em alguns metros. Os cometas possuem dois tipos de caudas: uma constituida de poeira neutra e a outra de plasma, isto é, elétrons e gases ionizados. A primeira de cor amarelada que reflete a luz solar e a segunda em tom azulado, produzida principalmente pelo CO. A cauda é formada pela pressão eletromagnética (exercida pela luz), e pelo vento solar. É oposta à atração gravitacional, ou seja, aponta sempre na direção radial contrária a do Sol.

Estrutura de um Cometa.
A cabeleira e a cauda tem em média de dez mil a cem milhões de vezes o diâmetro do núcleo, porém com densidade muito baixa e desse modo, nós podemos observá-los a partir de Terra.
A vida média dos cometas não ultrapassa 10 milhões de anos. Acredita-se que os núcleos dos cometas estão vagando pelo espaço fora do sistema solar. Devido ao movimento do Sol ao redor do núcleo galático esses objetos são capturados pelo campo gravitacional do Sol e se transformam em cometas. Foi susposto na década de 50 por Jan Hendrik Oort (1900) existência de uma nuvem de cometas (Nuvem de Oort), próxima do Sol (em relação às distâncias galáticas), a cerca de 100.000 U.A.. Essa nuvem está distribuida de forma esférica ao redor do Sol. Sua origem pode ser os próprios restos do sistema solar, que se solidificou nessa região. Algumas anomalias gravitacionais provocadas pelas estrelas próximas, podem tirar alguns corpos de suas posições e esses serem atraídos pelo Sol. Ao entrarem em direção ao sistema solar, esses corpos poderão adquirir três tipos de órbita:
Que se aproximam uma única vez do Sol e retornam ao espaço inter-estelar. São os cometas não periódicos.
São os cometas periódicos. Esse tipo de órbita é geralmente é provocada pela influência gravitacional dos planetas, pricipalmente Júpiter e Saturno, que têm a tendência de prenderem os cometas ao sistema solar.
Fonte: www.cdcc.usp.br
Os corpos com órbitas mais excêntricas e de comportamento mais imprevisível do sistema solar são os cometas. Com aparições espetaculares ou às vezes decepcionantes, são dos objetos mais procurados por amadores do mundo inteiro. Um dos motivos é a sua nomenclatura: o cometa toma o nome, ou os nomes, de seus descobridores! Qual astrônomo não gostaria de ver seu nome num deles?
Um segundo motivo, é a expectativa de que ele possa ser mais brilhante, maior e mais espetacular que os já conhecidos. Apesar de sua descoberta ser um desafio quase impossível após o advento do projeto LINEAR-MIT (Lincoln Near Earth Asteroid Research do Massachusets Institute of Tecnology), um robô de busca automática de asteróides e cometas, recentemente um amador do Canada, Vance Avery Petriew, durante uma Star Party (literalmente, festa de estrelas, reunião de astrônomos amadores onde exibem seus telescópios e trocam informações), descobriu um deles: O cometa Petriew.
Ao contrário dos asteróides, que são rochosos, os cometas são formados de gelo e de impurezas, que ao se aproximar do Sol em suas órbitas de grande excentricidade, vaporizam parte de sua massa, que excitada pela radiação do Sol, brilha formando uma cabeleira. Normalmente 10 ou 12 deles podem ser observados ao mesmo tempo, mas poucos podem ser vistos a olho nu. Algumas vezes, parte destes vapores são arrancados pelo vento solar, formando uma cauda, em direção oposta ao Sol, que pode chegar a milhões de quilômetros de comprimento. Como seus núcleos são irregulares e giram a velocidades variadas, sua posição em relação ao Sol muda, gerando ciclos de maior e menor brilho e criando caudas raiadas ou irregulares. Alguns cometas de comportamento anômalo já apresentaram uma cauda, ou um jato de gases, em direção ao Sol!
Edmund Halley foi quem, pela primeira vez, sugeriu que os cometas eram corpos do sistema solar, e que apesar de seus aparecimentos caóticos, obedeciam às leis das órbitas elípticas, retornando após algum tempo. O grande cometa de Halley foi o primeiro a ter seu retorno previsto. Como o cometa perde relativamente pouca massa em cada passagem, cerca de 1%, eles podem ser vistos várias vezes, são os cometas periódicos. Cometas com órbitas hiperbólicas fazem uma única passada e se perdem nas profundezas do espaço. Alguns cometas, como o de Lexell, passam perto demais de planetas de grande massa e são ejetados para fora do sistema solar, enquanto muitos outros penetram diretamente no Sol, e são vaporizados.
Em 1994, o cometa Shoemaker-Levi-9, após ser despedaçado por uma passagem muito próxima de Júpiter, entrou em rota de colisão e bateu no planeta, causando grandes explosões e marcas que duraram semanas em sua superfície gasosa. O cometa Ikeya-Seki, observado em 1965 foi um dos mais brilhantes do final do século, podendo ser visto mesmo durante o crepúsculo.
Em 1974, o cometa Kohoutek, após a passagem do periélio perdeu repentinamente seu brilho, decepcionando a comunidade astronômica. Mesmo o tão esperado retorno do cometa de Halley em 1986, deixou grande parte do público decepcionado, já que a mídia exagerou muito as expectativas e divulgou a data da maior proximidade com a Terra, e não a data do maior brilho, e conseqüentemente de melhor visibilidade.
Hoje, acreditamos que os cometas tenham origem na Nuvem de Oort, uma nuvem de pequenos objetos gelados que existiria em torno do sistema solar, mas numa distância muito grande, cerca de 1 000 U.A. Deste modo, os cometas que vemos hoje, teriam iniciado sua jornada a caminho do Sol, há pelo menos 4 milhões de anos atrás. Alguns asteróides oriundos do cinturão de Kuiper apresentaram uma tênue cabeleira, característica dos cometas, mas que desapareceu com o passar do tempo.
Como os cometas sempre passam perto do Sol, que está em um dos focos de sua órbita, devemos procurá-los ao entardecer, logo após o pôr do Sol, ou de madrugada, antes que ele nasça.
Use um binóculo ou um telescópio luminoso. Ao detetar um corpo difuso, certifique-se que não se trata de uma nebulosa ou galáxia já catalogada. Para isso você precisa ter mapas atualizados! Certifique-se de que o corpo está se movendo. Anote as coordenadas, faça um croqui do campo que o cometa está atravessando. Quando estiver certo de sua descoberta, mande um comunicado por escrito (telegrama, telex, e-mail) para um observatório oficial, e peça a confirmação da sua observação. Se for um novo cometa, esta documentação irá garantir a sua descoberta. Alguns registros são feitos com diferença de minutos ou segundos de outros observadores. Observadores do hemisfério sul, têm maior chance de descobrir um cometa: astrônomo no hemisfério sul é coisa rara e não temos um projeto LINEAR!
Fonte: www.feiradeciencias.com.br
Cometas são corpos celestes do sistema solar, que se movem em torno do Sol com órbitas parabólicas, hiperbólicas ou elípticas de grande excentricidade. São muitas as teorias da sua origem, uma delas situa um ninho de cometas a uma distância muito grande de 20 trilhões de Km do Sol, mas mesmo nesta distância eles estão girando em sua volta.

É um anel de gelo e rochas em numero de dezenas de bilhões
de massas de gelo congelado, variações da força gravitacional
fazem com que esses corpos se soltem do cinturão e avancem em direção
ao Sol que exerce a força e atrai o cometa, com isso o cometa pode
ter vários destinos, devido a atração do Sol, ele pode
se chocar contra a nossa estrela, escapar para sempre so sistema solar ou
no meio do caminho
se chocar com um planeta.
Visto enquanto viaja rumo ao Sistemas Solar, o cometa é apenas uma
massa pequena de gelo, mas ao começar a sofrer dos ventos solares,
as particulas de gelo do cometa se soltam e formam uma cauda que pode ter
milhares de Km sendo ela visivel aqui da terra.
NÚCLEO: é o ponto mais brilhante e condensado, formado por rochas de diversos tamanhos, coberto por moléculas congelados, seu tamanho pode ir de dezenas até centenas de km de diâmetro.
COMA: é uma nuvem transparente que fica ao redor do nucleo, congregando particulas de pó, pode atingir um diametro de 200.000 Km.
CAUDA: é o rastro deixado pelo cometa formada por partículas de pó, pequenos fragmentos e gases que se desprendem do núcleo devido ao vento solar.
Os elementos químicos mais comuns existentes nos cometas são hidrogênio, oxigênio, carbono e sódio, sempre congelados.
Devido a suas aparições, que sempre causaram em todo os tempos, desde os mais remotos, muitos sentiam medo, e hoje, algumas pessoas com mas intensões, os usam para cusar panico nas pessoas, em maio de 1910, quando o conhecido cometa Halley se aproximou da Terra, infelizmente os "adivivnhos" de plantão, parecidos com os atuais pergavam o fim do mundo, fato que não ocorreu, o "engraçado" é que quando a sempre um cometa ou um eclipse, os "magos" de plantão falam sempre em fim de mundo, e obviamente não acontece.
Mas caso se chocasse com a Terra, uma bola de fogo se formaria, seguido de uma onde de vento enorme, mas nao formaria cratera, ja que seu fragil nucleo se desmancharia ao passar pela atmosfera, onde sofre um forte atrito.
No extremo do sistema solar, há uma grande nuvem esférica de 1 milhão de núcleos comentários, ocasionalmente devido a força do Sol, esses objetos saem das nuvens e vai em direção a estrela, descrevendo órbitas elípticas, que podem variar entre poucos anos ou ate milhares de anos, o destino final de muitos, é o choque com o Sol.
Vagando a altissimas velocidades, contra o vento solar, fragmentos de gelo e poeira vão sendo empurradas, e o calor so sol faz com que gases se soltem do astro, parecido com um gelo seco que vemos aqui na terra, dando origem a cauda.
Fonte: www.achetudoeregiao.com.br
Os cometas são corpos gelados que orbitam em volta do Sol. O núcleo (a parte "sólida" do cometa) é relativamente pequeno, na maior parte das vezes não ultrapassa muito os 10 km de diâmetro.
Quando um cometa está muito longe do Sol, ele é apenas formado
pelo núcleo, tendo este uma forma irregular. O núcleo é
constituído essencialmente por gelo misturado com partículas
rochosas ou metálicas. Este modelo, hoje o mais aceite na comunidade
cientifica, é chamado de bola de neve suja.
Quando um cometa na sua viagem pelo Sistema Solar, se vai aproximando do Sol
chegando a algumas centenas de milhões km, os gases que até
ali estavam congelados começam a sublimar. Estes escapam-se para o
espaço juntamente com partículas sólidas (poeiras). Este
material expande-se por vários milhares de km em volta do núcleo
dando origem à cabeleira ou coma.
À medida que o cometa aproxima-se mais do Sol, surgem várias caudas oriundas do núcleo: a cauda de poeiras e a cauda de iões.
Essas caudas são causadas pela pressão da radiação solar e por colisões de partículas do vento solar, sendo esse o motivo das caudas surgirem sempre em sentido contrário em relação ao Sol.
Existem cometas de curto período, que são cometas que demoram até algumas centenas de anos a completar uma volta ao redor do Sol. Esses cometas estarão provavelmente associados à Cintura de Kuiper. Dentro desta categoria podemos dar o exemplo do famoso cometa Halley.
Os cometas de longo período podem demorar entre dezenas de milhares de anos a vários milhões de anos a completar uma volta ao Sol. Esses cometas deverão de estar associados à Nuvem de Oort, como são os casos dos cometas Hale-Bopp e Hyakutake.
Por fim ainda existem cometas com órbitas abertas que acabarão por deixar o Sistema Solar.
Sempre que um cometa periódico se aproxima do Sol, o seu núcleo perde alguns metros da camada superficial, criando um rasto de gases e poeiras ao longo da sua órbita. Os cometas deixam atrás de si uma nuvem de meteoróides, sendo que em alguns casos o nosso planeta Terra acaba por se cruzar com uma dessas nuvens, produzindo-se as chamadas chuvas de meteoros. Existe portanto uma relação entre as chuvas de meteoros e os cometas.
Fonte: www.astro.110mb.com

A idéia popular de cometa é de um astro vistoso, com uma cabeça brilhante e uma longa cauda. Assim eram os objetos que causaram pânico a diversos povos antigos, talvez pelo fato de quebrarem a aparente imobilidade das estrelas. Quando se soube que a passagem do cometa de Halley seria visível (1910), era crença popular que o fato seria precursor de graves acontecimentos. Houve mesmo quem pensasse em "fim do mundo".
Embora alguns cometas sejam realmente vistosos, grande número deles está relativamente distante, e muitos nem têm cauda, mas constituem importante fonte de informações sobre a origem do sistema solar. Há mais de seis mil cometas registrados, mas sabe-se que eles são apenas uma pequena fração de um número muito maior. O astrônomo alemão Johannes Kepler (1571-1630), afirmava que os cometas "são mais numerosos que os peixes do mar"; e, na realidade, eles parecem ser os habitantes de um mar em que "nada" todo o sistema solar. Os cometas que podem ser observados passam relativamente perto do Sol, e enquanto alguns permanecem visíveis durante anos, outros, depois de algumas semanas, ou alguns dias, desaparecem.
Todos se movem sob a ação do Sol, descrevendo órbitas cônicas, estando submetidos, também, a perturbações planetárias. O cometa que tem órbita elíptica é periódico, pois retorna ao periélio, ponto da órbita mais próximo do Sol, a intervalos regulares, exceto quando é perturbado por planetas. Três quartos dos cometas conhecidos têm, aparentemente, órbita parabólica, e cerca de vinte deles parece mover-se hiperbolicamente.
O movimento de um cometa pode ser direto (no sentido dos ponteiros de um relógio), ou retrógrado (acompanha o movimento dos planetas). Cerca de setenta cometas cujos períodos oscilam entre três e nove anos, constituem um grupo característico: todos se movem em sentido direto, seus brilhos são mais fracos e, quando possuem cauda, ela é pequena. Seus afélios, pontos da órbita mais afastados do Sol, encontram-se nas proximidades de Júpiter, que evidentemente exerce influência marcante nos seus movimentos (por isso são considerados como "da família de Júpiter").
Conhecem-se cerca de quarenta cometas com período entre dez e mil anos. Devido às grandes dimensões de suas órbitas, eles raramente se aproximam de planetas maiores, e seus movimentos, portanto, são sofrem perturbações freqüentes. Alguns deles, entre os quais o cometa de Halley, cuja aparição tem sido registrada desde 240 a.C., têm movimentos retrógrados. O astrônomo inglês Edmund Halley (1656-1742), que lhe deu o nome, descobriu que ele era periódico, pois suas órbitas de 1531 e de 1607 (e provavelmente a de 1456) eram idênticas.
Previu, daí, que seu retorno ocorreria em 1758, mas não viveu para vê-lo. Em 1910, embora grande parte do povo achasse que aquele seria o último ano da Terra, os cientistas sabiam que o cometa seria observado novamente por volta de 1984, pois leva, em média, 77 anos para girar em torno do Sol (com variações de no máximo três anos, devido a perturbações).
Dependendo da excentricidade, as órbitas dos corpos celestes são elípticas, parabólicas ou hiperbólicas. Daí que os cometas podem ser agrupados da seguinte forma: Cometa de Período Muito Curto - Cometa elíptico, cujo período é inferior a 10 anos. Cometa de Eclipse - O que é descoberto por ocasião de um eclipse total do Sol. Cometa de Longo Período, ou Parabólico - Aquele cuja órbita é praticamente uma parábola. Cometa de período Intermediário - Aquele cujo período é compreendido entre 10 e 200 anos, e cuja órbita é uma elipse alongada.
Cometa elíptico - Aquele cuja órbita é elíptica. Os cometas de curtos períodos e os cometas de período intermediários apresentam órbitas elípticas. Cometa hiperbólico - Aquele que tem a peculiaridade de o cálculo da sua órbita conduzir a uma hipérbole, o que indica a possibilidade de não ser ele um membro próprio do sistema solar. São os cometas de períodos muito, muito longos. Cometa Periódico - Aquele cujo retorno é previsível e pode ser observado. São os periódicos, os cometa de curto período, e o cometa de período intermediário. Cometas Rasantes Solares - São os cometas que passam muito próximos ao Sol e por vezes acabam mergulhando diretamente nele.
A origem dos cometas é ainda bastante nebulosa, mas os dados estatísticos a respeito de suas órbitas permitem afirmar que pertencem ao sistema solar. Supõe-se que um grande anel de cometas circunda o nosso sistema planetário a uma distância de 200.000 unidades astronômicas (cada uma equivale a 149.597.870,691 km.
Em geral consideramos que a distância aproximada entre a Terra e o Sol, ou seja, uma unidade astronômica, é igual a 150 milhões de quilômetros, aproximadamente 500 segundos-luz. Um feixe de luz leva aproximadamente 8,3 minutos para viajar uma unidade astronômica). Nessa distância, as perturbações pelas estrelas mais próximas tornam-se importantes e alguns cometas são forçados a entrar em órbitas menores, diminuindo a distância do periélio. Predomina, então a perturbação causada pelos grandes planetas, principalmente Júpiter. Segundo professores do Observatório do Harvard College, nos Estados Unidos, um cometa seria formado por produtos da condensação das partes exteriores da nebulosa solar.
Moléculas e elementos leves se aglomerariam lentamente em pequenos fragmentos sólidos, dando origem a gases congelados pelas temperaturas mais baixas dessas regiões. Meteoritos e poeiras cósmicas encontrados pelo caminho também se ajuntariam com o tempo, e ao se aproximar do Sol esse aglomerado se aqueceria, sublimando-se então as substâncias sólidas, formando o cometa. Este tem três partes características:
- o núcleo, com aparência de estrela, constituído de material sólido. É dificilmente observável e muito pouco conhecido devido a seu pequeno tamanho, que vai de dezenas a poucas centenas de quilômetros (o núcleo de Halley, por exemplo, seria de 16 quilômetros).
- a cabeleira, ou coma, uma atmosfera de forma aproximadamente esférica (no centro da qual está o núcleo). Constituiu-se predominantemente de moléculas neutras e átomos com variável mistura de poeira. A superfície brilhante da coma decresce rapidamente com a distância do núcleo e não tem contorno definido. O diâmetro é da ordem de 50.000 a 250.000 quilômetros.
- a cauda, freqüentemente alcançando dimensões de 20 a 30 milhões de quilômetros. Gás e poeira estão presentes nelas, mas separam-se no espaço e seus caminhos têm curvaturas diferentes. A expulsão de material cometário em direção contrária ao Sol forma a cauda. A força repulsiva, agindo sobre partículas de poeira, produz uma cauda bastante curva, enquanto a parte formada por gases tem curvatura menor.
Nas caudas de poeira, as forças de repulsão são da mesma ordem de grandeza que a atração (gravitação) do Sol. Um cometa observado em 1843 tinha uma cauda de 320 milhões de quilômetros, cerca de duas vezes a distância da Terra ao Sol.
Observam-se, também, cometas com várias caudas, como o de Chéseux, que possui seis caudas. As repetidas "viagens" ao redor do Sol provocam considerável desgaste nos cometas, sobretudo nos pequenos, que podem, entretanto, sobreviver a várias de passagens pelo periélio, de modo que a vida de um cometa de curto período pode ser de alguns poucos milhares, ou dezenas de milhares de anos. Os cometas de grande período, com periélios grandes, podem subsistir por centenas de milhares de passagens próximas ao Sol, e sua vida média é comparável à do sistema solar.
Fonte: www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br
Cometas são corpos pequenos, frágeis e de formato irregular compostos por uma mistura de grãos não voláteis e gases congelados. Têm órbitas muito elípticas que os trazem muito próximo do Sol e os levam longe no espaço, por vezes para além da órbita de Plutão.
A estrutura dos cometas é diversa e muito dinâmica, mas todos desenvolvem uma nuvem de matéria difusa, chamada coroa, que geralmente cresce em diâmetro e brilho enquanto o cometa se aproxima do Sol.
Geralmente vê-se no meio da coroa um núcleo pequeno (menos de 10 km de diâmetro) e brilhante. A coroa e o núcleo juntos constituem a cabeça do cometa. Quando os cometas se aproximam do Sol desenvolvem enormes caudas de matéria luminosa que se estendem por milhões de quilômetros da cabeça, na direção oposta ao Sol. Quando estão longe do Sol, o núcleo está muito frio e a sua matéria está congelada dentro do núcleo. Neste estado os cometas são muitas vezes referidos por "icebergs sujos" ou "bolas de neve sujas", porque mais de metade do seu material é gelo. Quando o cometa se aproxima a menos de algumas UA do Sol, a superfície do núcleo começa a aquecer e volatiliza-se. As moléculas evaporadas carregam consigo partículas sólidas, formando a coroa do cometa, de gás e poeira.
Quando o núcleo está congelado, pode ser visto apenas pela luz do Sol refletida. No entanto, quando a coroa se desenvolve, as partículas de pó refletem ainda mais luz solar, e o gás na coroa absorve a radiação ultravioleta e começa a fluorescer. A cerca de 5 UA do Sol, a fluorescência normalmente torna-se mais intensa do que a luz refletida.
Enquanto o cometa absorve luz ultravioleta, os processos químicos libertam hidrogênio, que escapa à gravidade do cometa, e forma um invólucro de hidrogênio. Este invólucro não pode ser visto da Terra porque a sua luz é absorvida pela nossa atmosfera, mas foi detectado pelas naves espaciais.
A pressão da radiação solar e o vento solar aceleram os materiais afastando-os da cabeça do cometa a velocidades diferentes conforme a dimensão e a massa dos materiais. Por isso, caudas de poeira relativamente massivas são aceleradas lentamente e tendem a ser curvas. A cauda de íons é muito menos massiva, e é acelerada de tal modo que aparece como uma linha quase direita afastando-se do cometa na direção oposta ao Sol.
Cada vez que um cometa visita o Sol, perde alguns dos seus materiais voláteis. Eventualmente, torna-se outra massa rochosa no Sistema Solar. Por esta razão, diz-se que os cometas têm vida curta, numa escala de tempo cosmológica. Muitos cientistas acreditam que alguns asteróides são núcleos de cometas extintos, cometas que perderam todos os seus materiais voláteis.
Fonte: www.inape.org.br