Tudo começa com uma abelha-rainha. Poucos dias depois de nascer, ela já está pronta para seu primeiro e único namoro, marcado pelo chamado vôo nupcial, em que é seguida por um cortejo de zangões. Depois de fecundada, ela sai em busca de um novo lar, junto com as abelhas serviçais, que carregam um pouco de cera.
O local ideal é uma fresta ou um buraco em uma árvore ou uma parede. "Com o material trazido do antigo ninho, elas constroem o primeiro favo", afirma a entomologista Maria Cristina de Almeida, da Universidade Federal do Paraná. As operárias vedam as frestas com o própolis, conhecido por seus efeitos medicinais e secretado por suas próprias glândulas.
Terminada a construção, a rainha inicia a sua linhagem, pondo as larvas. As filhas escolhidas para futuras rainhas — não se sabe por quais critérios — são alimentadas por mais tempo com geléia real, substância rica em vitaminas também secretada pelas glândulas das abelhas. As demais estão condenadas a ser vassalas: cuidam da faxina, defendem a colméia, procuram comida, produzem mel e alimentam as larvas. As rainhas que nascerem farão o mesmo que a mãe: serão fecundadas, reunirão suas operárias e formarão suas próprias colméias.
As abelhas têm em suas cabeças glândulas que secretam duas enzimas: invertase e glicose oxidase.
O mel é formado pela reação dessas substâncias com o néctar coletado das flores. A invertase converte a sacarose - tipo de açúcar contido no néctar - em dois outros açúcares: glicose e frutose. A glicose oxidase, por sua vez, transforma uma pequena quantidade de glicose em ácido glicônico, que torna o mel ácido, protegendo-o de bactérias que o fariam fermentar. Agitando as asas para secar a água, presente em grande quantidade no néctar, as abelhas desidratam o mel, matando outros microorganismos.
Fonte: super.abril.uol.com.br