As estações mais quentes do ano estão se aproximando e, com elas, o perigo das contaminações tóxico-alimentares. Essas contaminações provêm de alimentos estragados geralmente por deficiência na conservação, quer seja por temperatura inadequada ou por excesso de tempo na prateleira.
As contaminações alimentares ocorrem devido à presença
de microorganismos que se proliferam em quantidades que se tornam prejudiciais
à saúde do homem. Esses microorganismos estão em toda
parte: no nosso corpo (mãos, nariz, boca, etc.), no ar, nos utensílios
de cozinha (talheres, pratos e vasilhas), nos equipamentos como liquidificador,
batedeira, etc. e, inclusive, no ambiente. Eles se tornam perigosos (patogênicos)
quando sua quantidade é muito superior à tolerável por
nosso organismo. Aliás, o ambiente de uma cozinha é muito propício
à proliferação desses microorganismos, pois, geralmente,
é úmido e quente (devido ao fogão e ao forno).
As tóxico-infecções alimentares acometem, principalmente,
as crianças. Por isso, os cuidados devem ser redobrados nas estações
mais quentes. Seus sintomas mais comuns são vômito, diarréia,
dor de estômago, náusea, febre e câimbras.
As causas que fazem com que um alimento se torne impróprio para o consumo, geralmente são:
temperatura de conservação inadequada;
falta de higiene em seu preparo e/ou conservação;
sujeira no ambiente de preparo;
utilização de alimentos de origem duvidosa, principalmente os
perecíveis.
Os alimentos que proporcionam mais condições para a proliferação de microorganismos nocivos são os chamados perecíveis, como as carnes (bovinas, suínas, aves, peixes e frutos do mar), leite e derivados (iogurte, queijos e requeijão) e os ovos.
Agora, observe os cuidados básicos que devemos ter com os alimentos nas diversas etapas de sua utilização.
Na aquisição: ao comprar alimentos, sempre observe a procedência e o prazo de validade. Não adquira latas amassadas, estufadas, enferrujadas ou violadas. Ao escolher congelados, repare se estão realmente congelados.
No armazenamento: quando chegar das compras, guarde imediatamente os produtos. Inicie pelos congelados e os que necessitam de refrigeração, como carnes e lácteos. Evite deixar os alimentos crus e cozidos entrarem em contato um com outro, principalmente na geladeira: isso se chama contaminação cruzada. Sempre que manusear qualquer alimento cru, lave as mãos para manusear o próximo. Guarde as verduras na parte de baixo da geladeira ou nas gavetas apropriadas. Os enlatados e embalados em sacos plásticos devem ser colocados atrás dos que já estão armazenados para que se use, primeiro, o alimento mais antigo devido à data de validade. Nunca utilize alimentos vencidos mesmo que aparentemente eles pareçam bons para o consumo.
Na preparação: não deixe os alimentos crus — como carnes, frutas e verduras — entrarem em contato com os alimentos que já estão cozidos. Sempre que for mudar de preparação, lave as mãos e os utensílios. Por exemplo: se você está cortando bifes e, em seguida, vai cortar folhas para uma salada, não use o mesmo utensílio (faca ou tábua) sem lavá-lo antes e sem lavar as mãos também.
No cozimento: o processo de cozimento ajuda a eliminar alguns microorganismos patogênicos. Assegure-se de que os alimentos estão bem cozidos no meio da peça, como carnes assadas ou cozidas. Evite iniciar o cozimento para terminá-lo mais tarde. Tenha os mesmos cuidados ao cozinhar no forno de microondas.
Na hora de servi-los: os alimentos devem ser servidos assim que forem preparados. Não espere muito tempo para consumi-los. Se for necessário, guarde-os na geladeira e, depois, esquente-os.
As sobras: se for utilizar as sobras, tenha o cuidado de acondicioná-las adequadamente em vasilhas com tampa e na geladeira. Quando for aquecê-las, procure deixar que fervam ou esquente-as muito bem para matar qualquer microorganismo que, por ventura, tenha contaminado o alimento. Não deixe as sobras por muito tempo na geladeira (no máximo, 2 dias!).
Dando continuidade às recomendações sobre conservação dos alimentos, este material apresenta os cuidados que devemos ter com os alimentos nas estações mais quentes do ano.
Devemos sempre olhar a aparência do produto. Cada alimento possui características próprias. No verão, os alimentos estragam com mais facilidade. Para evitar isso, é necessário escolhê-los e conservá-los corretamente.
observe sempre o prazo de validade. A embalagem não pode estar violada, estufada, amassada, rasgada ou enferrujada. Se for alimento de origem animal, ele deve ter sempre o selo de garantia do Serviço de Inspeção Federal — SIF — do Ministério da Agricultura. Se o alimento estiver à mostra, como legumes pré-processados, analise sua cor e consistência.
Carnes: as carnes bovina e suína devem apresentar cor avermelhada (nunca
acinzentada ou esverdeada), cheiro agradável e também o carimbo
do SIF. Se a carne for vendida em peças grandes ou se já estiver
moída ou processada (em cortes específicos), a origem deve estar
registrada na embalagem do produto, assim como a data em que produto foi embalado
e seu prazo de validade. Prefira que o estabelecimento moa a carne na sua
frente.
Aves: deve ser adquirida quando a pele tiver uma cor que varia do branco ao amarelo, superfície brilhante e sua carne firme. Veja também o SIF e a validade.
Ovos: verifique se não há rachaduras na casca. Se houver, não compre, pois as bactérias entram nos ovos também por meio delas. Se, após quebrá-los, você detectar que a gema e a clara grudaram na casca ou sentir um cheiro muito forte, não consuma esses ovos. Para saber se eles estão velhos, coloque-os em um copo com água — se flutuarem, estão velhos; se ficarem no fundo do copo, estão bons para consumo. Somente lave os ovos na hora de utilizá-los e na quantidade exata. Na dúvida, não lave a mais, pois isso eliminaria a película que recobre a casca e, dessa forma, destruiria a barreira natural contra a invasão de bactérias.
Frutos do mar: os peixes precisam ter olhos brilhantes, cheiro suave, carne e escamas firmes e guelra avermelhada. O camarão precisa estar com a cabeça presa ao corpo, casca firme e cheiro agradável.
Hortaliças e frutas: é importante observar se não há manchas escuras na casca ou partes amolecidas. Se houver alguma alteração na cor normal do produto, escolha outro. A consistência precisa ser firme e ter características de cada tipo de vegetal. As frutas devem estar cheirosas. Não compre frutas e vegetais perfurados ou machucados.
Tomando esses cuidados na hora de adquirir e conservar os alimentos, você obtém uma segurança maior e evita a intoxicação alimentar neste verão. Na próxima vez, quando vamos falar sobre os microorganismos que podem infectar os alimentos e os cuidados necessários para impedir a contaminação.
Fonte: www.educacional.com.br