O sangue humano é classificado em grupos e subgrupos, sendo os mais importantes o ABO (A, B, AB e O) e o Rh(positivo e negativo).
No Brasil, os grupos sanguíneos mais comuns são o O e o A. Juntos eles abrangem 87% de nossa população. O grupo B contribui com 10% e o AB com apenas 3%.
O sangue O Negativo é conhecido como universal. Pode ser transfundido em qualquer pessoa. Mas apenas 9% dos brasileiros possuem esse tipo sanguíneo. É muito utilizado pelos hospitais pois é o sangue que salva em situações de emergência.
O O Positivo é o sangue mais utilizado no Brasil. O estoque de um hemocentro deve ter, no mínimo, 50% desse tipo sanguíneo.
Se você conhece seu tipo de sangue, passe o mouse por cima do grupo sanguíneo acima correspondente. Você saberá de quem poderá receber e para quem poderá doar.
Fonte: www.prosangue.sp.gov.br
Os grupos sanguíneos ou sangüíneos foram descobertos no início do século XX (cerca de 1900), quando o cientista austríaco Karl Landsteiner se dedicou a comprovar que havia diferenças no sangue de diversos indivíduos. Ele colheu amostras de sangue de diversas pessoas, isolou os glóbulos vermelhos e fez diferentes combinações entre plasma e glóbulos vermelhos, tendo como resultado a aglutinação dos glóbulos em alguns casos, formando grânulos, e em outros não. Landsteiner explicou então por que algumas pessoas morriam depois de transfusões de sangue e outras não. Em 1930 ele ganhou o Prêmio Nobel por esse trabalho.

Diagrama de compatibilidade
Doadores do tipo O podem doar para A, B e AB; doadores do tipo A e B podem
doar para AB.
Distribuição do fator Rh mundial.
Os resultados dos experimentos realizados por Landsteiner o levaram a sugerir o Sistema AB0. Ele considerou que havia três tipos de sangue: A, B e 0(zero).
Outros cientistas identificaram um quarto tipo, nomeado AB.
A diferença entre esse grupo de sangue deve-se à presença ou ausência, nas hemácias, de uma substância chamada aglutinogênio A e B. Dependendo dessa substância na hemácia, existe no plasma uma substância chamada aglutinina, que pode ser Anti-A e Anti-B.
Portanto os indivíduos do: Tipo A possuem nas hemácias aglutinogênio A e no plasma aglutinina Anti-B; Tipo B possuem nas hemácias aglutinogênio B e no plasma aglutinina Anti-A; Tipo AB possuem nas hemácias ambos os aglutinogênios (A e B) e no plasma não possuem aglutininas; Tipo 0 não possuem nas hemácias nenhum aglutinogênio (daí a sua designação de zero) e no plasma possuem aglutinina Anti-A e Anti-B;
Atualmente sabe-se que existem outros antígenos na superfície das hemácias que também podem estar implicados em reações hemolíticas transfusionais, exemplos destes são:
Da combinação entre o Sistema AB0 e Factor Rh, podemos encontrar os chamados receptores e doadores universais.
Logo os indivíduos do tipo AB+ (AB, Rh positivo) são os Receptores Universais e os indivíduos do tipo 0- (Zero, Rh negativo) são os Doadores Universais.
Veja as tabelas abaixo comparando a compatibilidade entre os tipos de sangue.

A distribuição dos grupos sanguíneos na população humana não é uniforme. O mais comum é 0+, enquanto que o mais raro é o AB-.
Além disso há variações na distribuição nos diferentes grupos étnicos:
Nos aborigenes da Austrália, 68 % são 0 e 32 % são A
Nos esquimós, 86 % são 0
Nos asiáticos, a grande maioria da população é
do grupo B.
| População | 0+ | A+ | B+ | AB+ | 0- | A- | B- | AB- |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| EUA | 38% | 34% | 9% | 3% | 7% | 6% | 2% | 1% |
| Reino Unido | 37% | 35% | 8% | 3% | 7% | 7% | 2% | 1% |
| Austrália | 40% | 31% | 8% | 2% | 9% | 7% | 2% | 1% |
| Finlândia | 27% | 38% | 15% | 7% | 4% | 6% | 2% | 1% |
| Suécia | 32% | 37% | 10% | 5% | 6% | 7% | 2% | 1% |
| França | 36% | 37% | 9% | 3% | 6% | 7% | 1% | 1% |
Fonte: pt.wikipedia.org