
A Festa de Corpus Christi é a celebração em que solenemente
comemoramos a instituição do Santíssimo Sacramento da
Eucaristia. Propriamente é a Quinta-feira Santa o dia da instituição,
mas a lembrança da Paixão e Morte do Salvador não permite
expansões de alegria. Por isso, é na Festa de Corpus Christi
que agradecemos e louvamos a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia,
na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento que fortifica
nossa alma, nos santifica e nos concede a vida eterna junto à Santíssima
Trindade. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã.
Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é,
o próprio Cristo, nossa Páscoa.
A Festa surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica,
por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, que recebia visões
nas quais o próprio Jesus pedia uma festa anual em honra do sacramento
da Eucaristia. Em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística
pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa
litúrgica celebrada em toda a Bélgica. Em 11 de agosto de 1264,
o Papa Urbano IV decretou, pela Bula Transiturus, a instituição
da Festa de Corpus Christi, mas a celebração só ganhou
caráter universal no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou
a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico
mundial. Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição
Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias
públicas.
A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou
a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo
da Santíssima Trindade. A celebração tem início
com a missa, seguida pela procissão, que se encerra com a bênção
do Santíssimo. Em Brasília, desde 1961 celebra-se a Festa de
Corpus Christi. No começo, uma pequena procissão saía
da igreja Santo Antônio e ia até a igreja Nossa Senhora de Fátima,
na Asa Sul, reunindo a cada ano mais pessoas. Atualmente, a Festa é
celebrada na Esplanada dos Ministérios, concentrando os fiéis
de todas as paróquias da Arquidiocese de Brasília.
Fonte: www.catedral.org.br
As palavras Corpus Christi estão em latim. e significam o Corpo de Cristo. Elas designam uma festa, celebrando a presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo, na hóstia consagrada, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade.
Essa festa de Corpus Christi foi instituída, na idade Média, no século XIII, quando se deu o chamado milagre de Bolsena.
Um sacerdote católico tinha muitas tentações sobre a presença de Cristo na sagrada hóstia e no sagrado cálice. Para vencer essa tentação, ele fez muitas penitências, e até foi em peregrinação, a pé, até Roma. De nada lhe adiantou.
Um dia, quando rezava Missa, ao consagrar o vinho no cálice, durante a sua Missa, ele viu o Sangue de Cristo borbulhar no cálice, e extravasar e molhar a toalha do altar. A toalha ficou com a marca do sangue de Cristo até hoje. Ela está na Catedral de Orvieto, na Itália.
O papa de então quis ver a toalha ensangüentada, e quando se certificou do milagre, ordenou a festa de Corpus Christi. Ele mandou também que o próprio São Tomás de Aquino, que estava, então, naquele local -- Orvieto, na Itália -- que fizesse as orações e hinos comemorativos dessa festa. Foi então que São Tomás compôs os hinos Adoro Te devote e o Pange Lingua, que são os hinos mais belos jamais compostos em homenagem à Eucaristia e à presença real de Cristo na hóstia e no cálice consagrados.
Fonte: montfort.org.br
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XII. A Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. Esta necessidade se aliava ao desejo do homem medieval de "contemplar" as coisas. Surgiu nesta época o costume de elevar a hóstia depois da consagração. Disseminava-se uma controvertida piedade eucarística, chegando ao ponto das pessoas irem à igreja mais "verem" a hóstia do que para participarem efetivamente da eucaristia
A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter ‘visões’,
(que retratavam um disco lunar dentro do qual havia uma parte escura. Isto foi interpretado como sendo uma ausência de uma festa eucarística no calendário litúrgico para agradecer o sacramento da Eucaristia). Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, será o Papa Urbano IV (1261-1264), e tornará mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.
A ‘Fête Dieu’ começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica.
A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.
O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270.
O ofício divino, seus hinos, a seqüência ‘Lauda Sion Salvatorem’ são de Santo Tomás de Aquino (1223-1274), que estudou em Colônia com Santo Alberto Magno. Corpus Christi tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas.
O Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.
Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – cânon 944 – mantém a obrigação de se manifestar ‘o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia’ e ‘onde for possível, haja procissão pelas vias públicas’, mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse :‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.
Fonte: www.vivos.com.br