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CUBISMO

Diversos movimentos artísticos contribuíram para a formação do design moderno, entretanto, pretendo enfatizar aqui o cubismo, que é considerado um dos mais importantes e precursores dentre os demais movimentos.

Iniciado por Pablo Picasso em 1907, com o quadro Les Demoiselles d'Avilon, o cubismo só iria ter este nome anos mais tarde, quando seria de fato reconhecido como estilo. A insatisfação do pintor em relação a perfeição formal e linear de suas pinturas, em sua fase rosa, o fez introduzir este novo conceito de realidade, rejeitando tradicionais técnicas de perspectiva, forma, textura, cor e espaço. Esta maneira diferente de representar o mundo foi amplamente discutida, ainda como "arte de pintar cubos", em cafés parisienses, na companhia de champagne e vinho, por muitos artistas como Raoul Dufy, Georges Braque, André Derarn e o próprio Picasso, além de jornalistas, fotógrafos, poetas e escritores.

Sob forte influencia negro-africana e principalmente de Cézanne ("Nature should be handled with the cylinder, sphere and cone"), o cubismo caracteriza-se por ser semiabstrato, esquemático e em parte geométrico, sendo muitas vezes bidimensional. Elementos como o papel de jornal e revistas eram utilizados em obras pintadas ou desenhadas, através da colagem. Objetos fragmentados com vários lados, podendo-se enxergá-los simultaneamente também foram construídos. O cubismo teve sua própria força e destaque, dependendo pouquíssimo de outras influências. Braque ocupou também, junto a Picasso, papel relevante no desenvolvimento e solidificação do cubismo. Le Corbusier é um exemplo da influência cubista na arquitetura, uma vez observadas as casas por ele planejadas na década de 20. No Brasil, o pai deste estilo é Antonio Gomide, que depois de conviver com Picasso, Braque e Andre Lhaote na Europa, inaugurou a arte cubista em sua terra natal. Outros grandes representantes brasileiros são Anita Malfati, que participou da Semana de Arte Moderna de 1920, Vicente do Rego Monteiro e Cândido Portinari.

O cubismo foi um acontecimento artístico único, que em muito contribuiu para o progresso no campo visual da comunicação. Tendo como antecessor a Art Noveau, e influenciando estilos posteriores e até mesmo simultâneos como o futurismo, que mesmo prejudicado pelo advento da 1ª guerra fincou suas raízes, dadaísmo, a arte enlouquecida e revoltada, surrealismo, construtivismo e demais movimentos russos, Art Decó, que retomou a decoração rebuscada da Art Noveau, a escola de Bauhaus e De Stijl de Doesberg. Apesar da 1ª guerra Mundial, o movimento cubista persistiu na Espanha, na Holanda e na Suíça, que não participaram do conflito, se aperfeiçoando e se ampliando até meados da década de 20.

Fonte: www.unb.br

CUBISMO

Pablo Picasso (1881-1973) e Georges Braque (1882-1963) criaram, no início do século XX, em Paris, esse novo estilo artístico que rompeu com a idéia de arte devia retratar com fidelidade a natureza. Esse movimento abandonou as noções tradicionais de perspectiva.

Os objetos são representados em um único plano, como se o objeto fosse visto, simultaneamente, sob diversos ângulos. Esse estilo de pintura recebeu o nome de Cubismo Analítico.

Desse modo, os artistas encontram novas maneiras de retratar o que viam e, influenciados por Cézanne, passaram a valorizar as formas geométricas e a retratar os objetos como se eles estivessem partidos.

Já no começo do século XX, os cubistas reagem contra o predomínio da luz e da cor, como pregavam os impressionistas. Procuram devolver à pintura suas bases clássicas de composição e forma. Inspiram-se em Cézanne.

Paul Cézanne integrante do grupo dos impressionistas passa a ter profundas divergências com as teses impressionistas. Em Cézanne a luz não é móvel e risonha, ela é menos cintilante, porém mais real. Não se limita a traduzir as aparências de um momento. Cézanne a encontra no interior dos objetos, capturando a intimidade da natureza.

Mesmo que ainda utilizasse a união dos tons difusos como Monet, ele não se libertava da soberania da forma. Cézanne sente a necessidade de expressar a sensação de estrutura dos objetos, converter as realidades da natureza em cones, esferas e cilindros. A escolha da cor é precisa. Ela define de vez e com precisão as linhas, ao contrário dos contornos vagos dos impressionistas.

Assim, as linhas precisas e os múltiplos planos refletem a visão do artista. No cubismo analítico há a predominância de poucas cores (preto, cinza e tons de marrom e ocre). Em algumas obras cubistas, Picasso preocupou-se tanto em apresentar simultaneamente as múltiplas faces de um objeto tornando quase impossível reconhecê-lo.

A fim de evitar a fragmentação excessiva, os cubistas criaram o Cubismo Sintético, que busca recuperar a imagem real do objeto, tornando as cores mais fortes e as formas mais decorativas. A colagem de pedaços de jornal, madeiras, vidros, etc. é um recurso introduzido na pintura pelo Cubismo Sintético.

Fonte: www.angelfire.com

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