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DADAÍSMO

Dadá é a vida sem pantufas nem paralelos: quem é contra e pela unidade e decididamente contra o futuro; nós sabemos ajuizadamente que os nossos cérebros se tornarão macias almofadas, que nosso antidogmatismo é tão exclusivista como o funcionário e que não somos livres e gritamos liberdade; necessidade severa sem disciplina nem moral e escarramos na humanidade.

Assim começa o "Manifesto do Senhor Antipirina", o manifesto dadaísta, o mais radical de todos os movimentos de vanguarda. De feições anarquistas, o dadaísmo nasceu em meio à 1ª Grande Guerra, em Zurique, onde ainda se podia respirar os ares da paz.

Em 1916, foi fundado o Cabaret Voltarie, por Hugo Ball, e logo tornou-se local de reuniões de intelectuais e foragidos da guerra. Neste cabaret, Tristan Tzara, o próprio Hugo Ball, Hans Harp, Marcel Janco e Huelsembeck lançaram o Dadaísmo, tendo como intenção buscar uma liberdade de se exprimir, de agir; pregando e destruição do passado, o passado cultural e sócio-político da humanidade, assim como dos valores presentes, e não vendo qualquer esperança ao futuro.

Apesar de todo esse radicalismo, o dadaísmo foi na verdade um movimento pacifista, pois este desejo, esta ânsia de destruição, era motivado exatamente pela guerra, que gerou uma forte crise moral e política por toda a Europa. O Dadaísmo representou, portanto, uma reação à sociedade decadente, sobretudo a alemã. Voltou-se inclusive contra uma possível vitória da Alemanha. E um das maneiras que os artistas encontraram para mostrar seu descontentamento com a sociedade foi criando uma antiarte, uma antiliteratura, carregada de ilogismo, de deboche, de humor sendo antiintelectualista, seguindo com isto parte das idéias cubistas, embora se declarassem anticubistas também.

O cubismo a penúria nas idéias. Os cubistas, os quadros dos primitivos, as esculturas negras, as guitarras, e agora vão cubicar o dinheiro. (Francis Picabia - Manifesto canibal na obscuridade)

Este niilismo, esta negação dadaísta, era tão forte que os artistas procuravam negar-se até a si mesmos. "Os verdadeiros dadaístas são contra dadá.". Isto pelo fato de, uma vez destruídas a arte acadêmica e a moral burguesa, dadá seria o substituto natural. Entretanto, o dadaísmo representou uma reação a qualquer sistema institucionalizado. No referido manifesto, Tzara diz: "eu sou contra os sistemas, o mais aceitável dos sistemas é aquele que tem por princípio não ter princípio nenhum."

Quanto ao significado da palavra dadá, Tzara explica: "Dada não significa nada." De qualquer modo, esta palavra foi encontrada no dicionário Petit Larousse pelo próprio Tzara. E um dos significados lá presentes era o de que se tratava de um sinal de ingenuidade, algo ligado à criança. O que ressalta a idéia de espontaneidade, de ilogismo e humor da antiarte dadaísta. Por outro lado, a intenção maior ao nomear o movimento de dadaísmo foi a de ter uma expressividade e uma força à própria palavra.

O Dadaísmo teve como epicentro Zurique, na Suiça; porém houve uma contemporânea internacionalização do movimento, indo de Nova York a Moscou, passando por Paris, Barcelona e Munique. Na Alemanha, procurou-se ressaltar os aspectos críticos em relação à sociedade e ao pós-guerra. Enquanto nos Estados Unidos, Francis Picabia, Marcel Duchamp e o americano Man Ray realizam algo como um protodadaísmo. Duchamp utilizou-se da técnica do ready-made, consistindo em se aproveitar de produtos industrializados para recriar um novo objeto que desprezasse a arte acadêmico-burguesa. Segundo Georges Hugnet, Duchamp "pretendia exprimir a sua aversão à arte e a admiração pelos objetos fabricados."

Quanto à literatura, os textos dadaístas mostravam-se agressivos, opondo-se a qualquer técnica tradicional, criando com isto um texto ilógico e antiracional. "abolição da lógica, dança dos impotentes da criação: DADÁ; (...) trajetória de uma palavra lançada como um disco sonoro grito" (Manifesto Dada - 1918).

Veja como exemplo de ilogicidade dadá este poema de Tzara: As borboletas de 5 metros de comprimento se partem como os espelhos, como o vôo dos rios noturnos sobem com o fogo até à via-láctea.

Uma técnica dadaísta, aprofundada pelos surrealistas, é a da escrita automática, que consiste em escrever sem qualquer preocupação lógica, fazendo uma livre associação de idéias (conforme o poema acima). Dentro deste espírito desconcertante, Tzara dá até mesmo a "técnica" de como se escrever um poema dadaísta:

Pegue um jornal. Pegue a tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-se num saco. Agite suavemente. Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco. O poema se parecerá com você. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.

O Dadaísmo conheceu seu apogeu em 1920 e, no ano seguinte, seu declínio. No ano de 1920, várias peças teatrais, recitais de música e leitura de poemas dadaístas foram praticadas com até mesmo certa aceitação pública. Porém, o distanciamento pretendido se acentuou e, em um outro manifesto, lido por Francis Picabia, "Manifesto Canibal na Obscuridade", há a seguinte passagem:

Dada não quer nada, não pede nada. Move-se e gesticula para que o público diga: nós não compreendemos nada, nada, nada.

Contudo, a Europa, após o término da 1ª Guerra, pedia uma reconstrução, tanto física quanto cultural e moral; e este desejo de se manter distante, este aspecto destrutivo foi causa de discordâncias internas, sendo a principal a entre Tzara e André Breton, dadaísta francês que, em 1924, lançaria o movimento surrealista. De qualquer modo, apesar de todo radicalismo peculiar, os dadaístas cumpriram seu papel ao se posicionarem contra uma sociedade decadente.

Fonte: www.redacional.com.br

DADAÍSMO

Ao contrário de outras correntes artísticas, o dadaísmo apresenta-se como um movimento de crítica cultural mais ampla, que interpela não somente as artes mas modelos culturais, passados e presentes. Trata-se de um movimento radical de contestação de valores que utilizou variados canais de expressão: revistas, manifestos, exposições, entre outros. As manifestações dos grupos dada são intencionalmente desordenadas e pautadas pelo desejo do choque e do escândalo, procedimentos típicos das vanguardas de um modo geral. A criação do Cabaré Voltaire, em Zurique, 1916, inaugura oficialmente o dadaísmo. Fundado pelos escritores alemães H. Ball e R. Ruelsenbeck, e pelo pintor e escultor alsaciano Hans Arp (1886-1966), o clube literário - ao mesmo tempo galeria de exposições e sala de teatro - promove encontros dedicados à música, dança, poesia, artes russa e francesa. O termo dada é encontrado "por acaso" numa consulta a um dicionário francês. "Cavalo de brinquedo", sentido original da palavra, não guarda relação direta, nem necessária, com bandeiras ou programas, daí o seu valor: sinaliza uma escolha aleatória (princípio central da criação para os dadaístas), contrariando qualquer sentido de eleição racional. "O termo nada significa", afirmaria o poeta romeno Tristan Tzara (1896-1963), integrante do núcleo primeiro.

A geografia do movimento aponta para a formação de diferentes grupos, em diversas cidades, aproximados pelo espírito de questionamento crítico e pelo sentido anárquico das intervenções públicas. O clima mais amplo que abriga as várias manifestações dada pode ser encontrado na desilusão e ceticismo instaurados pela 1ª Guerra Mundial, que alimenta reações extremadas por parte dos artistas e intelectuais em relação à sociedade e ao suposto progresso social. Na Alemanha, nas cidades de Berlim e Colônia, destacam-se os nomes de R. Ruelsenbeck, R.Haussmann, Johannes Baader (1876-1955), John Heartfield (1891-1968), G.Groz e Kurt Schwitters (1887-1948). Em Colônia, Max Ernst (1891-1976) - posteriormente um dos grandes nomes do surrealismo - aparece como um dos principais representantes do dadaísmo. A obra e atuação de Francis Picabia (1879) estabelecem um elo direto entre Europa e Estados Unidos. Catalisador, com Albert Gleizes (1881-1953) e A. Cravan, das expressões dada em Barcelona, onde edita a revista 391, Picabia se associa também ao grupo de Tzara e Arp, em Zurique. Em Nova York, por sua vez, é protagonista do movimento com Marcel Duchamp (1887-1968) e Man Ray (1890-1976).

Se o dadaísmo não professa um estilo específico nem defende novos modelos, aliás colocou-se expressamente contra projetos pré-definidos e recusou todas as experiências formais anteriores, é possível localizar formas exemplares da expressão dada. Nas artes visuais, os ready-made de Duchamp constituem manifestação cabal de um certo espírito que caracterizou o dadaísmo. Ao transformar qualquer objeto escolhido ao acaso em obra de arte, Duchamp realiza uma crítica radical ao sistema da arte. Assim, objetos utilitários sem nenhum valor estético em si são retirados de seus contextos originais e elevados à condição de obra de arte ao ganharem uma assinatura e um espaço de exposições, museu ou galeria. Por exemplo, a roda de bicicleta que encaixada num banco vira Roda de bicicleta (1913), ou um mictório que invertido se apresenta como Fonte (1917), ou ainda os bigodes colocados sobre a Gioconda de Leonardo da Vinci (1452-1519) que fazem dela um ready-made retificado, o L.H.O.O.Q. (1919). Os princípios de subversão mobilizados pelos ready-made podem ser também observados nas máquinas antifuncionais de Picabia e nas imagens fotográficas de Man Ray.

Ainda que o ano de 1922 apareça como o do fim do dadaísmo, fortes ressonâncias do movimento podem ser notadas em perspectivas artísticas posteriores. Na França, muitos de seus protagonistas integraram o surrealismo subsequente. Nos Estados Unidos, por sua vez, na década de 50, artistas como Robert Rauschenberg (1925), Jasper Johns (1930) e Louise Nevelson (1899-1988) retomam certas orientações do movimento no chamado neodada. Difícil localizar influências diretas do dadaísmo na produção brasileira, mas talvez seja possível pensar que ecos do movimento dada chegaram até nós através da leitura que dele fizeram os surrealistas, herdeiros legítimos do dadaísmo em solo francês. Por exemplo, em obras variadas como as de Ismael Nery (1900-1934) e Cicero Dias (1907-2003); nas fotomontagens de Jorge de Lima (1893-1953), que podem ser aproximadas de trabalhos correlatos de Max Ernst; na produção de Flávio de Carvalho (1899-1973). Deste último, podemos lembrar as performances, tão ao gosto das vanguardas - por exemplo, a relatada no livro Experiência nº 2 - e também o seu projeto para a Fazenda Capuava, edificada em 1938, cujas motivações de aproximação arte e vida lembram, segundo algumas leituras, o Merzbau de Schwitters.

Fonte: www.itaucultural.org.br

DADAÍSMO

Formado em 1916 em Zurique por jovens franceses e alemães que, se tivessem permanecido em seus respectivos países, teriam sido convocados para o serviço militar, o Dada foi um movimento de negação. Durante a Primeira Guerra Mundial, artistas de várias nacionalidades, exilados na Suíça, eram contrários ao envolvimento dos seus próprios países na guerra.

Fundaram um movimento literário para expressar suas decepções em relação a incapacidade da ciências, religião, filosofia que se revelaram pouco eficazes em evitar a destruição da Europa. A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan num dicionário alemão-francês. Dada é uma palavra francesa que significa na linguagem infantil "cavalo de pau". Esse nome escolhido não fazia sentido, assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra. Sua proposta é que a arte ficasse solta das amarras racionalistas e fosse apenas o resultado do automatismo psíquico, selecionado e combinando elementos por acaso.

O fim do Dada como atividade de grupo ocorreu por volta de 1921.

Principais artistas:

MARCEL DUCHAMP (1887-1968), pintor e escultor francês, sua arte abriu caminho para movimentos como a pop art e a op art das décadas de 1950 e 1960. Reinterpretou o cubismo a sua maneira, interessando-se pelo movimento das formas.

O experimentalismo e a provocação o conduziram a idéias radicais em arte, antes do surgimento do grupo Dada (Zurique, 1916). Criou os ready-mades, objetos escolhidos ao acaso, e que, após leve intervenção e receberem um título, adquiriam a condição de objeto de arte. Em 1917 foi rejeitado ao enviar a uma mostra um urinol de louça que chamou de "Fonte". Depois fez interferências (pintou bigodes na Mona Lisa, para demonstrar seu desprezo pela arte tradicional), inventou mecanismos ópticos.

FRANÇOIS PICABIA (1879-1953), pintor e escritor francês. Envolveu-se sucessivamente com os principais movimentos estéticos do início do século XX, como cubismo, surrealismo e dadaísmo. Colaborou com Tristan Tzara na revista Dada. Suas primeiras pinturas cubistas, eram mais próximas de Léger do que de Picasso, são exuberantes nas cores e sugerem formas metálicas que se encaixam umas nas outras. Formas e cores tornaram-se a seguir mais discretas, até que por volta de 1916 o artista se concentrou nos engenhos mecânicos do dadaísmo, de índole satírica. Depois de 1927, abandonou a abstração pura que praticara por anos e criou pinturas baseadas na figura humana, com a superposição de formas lineares e transparentes.

MAX ERNEST (1891-1976), pintor alemão, Adepto do irracional e do onírico e do inconsciente, esteve envolvido em outros movimentos artísticos, criando técnicas em pintura e escultura. No Dadaímo contribuiu com colagens e fotomontagens, composições que sugerem a múltipla identidade dos objetos por ele escolhidos para tema. Inventou técnicas como a decalcomania e o frottage, que consiste em aplicar uma folha de papel sobre uma superfície rugosa, como a madeira de veios salientes, e esfregar um lápis de cor ou grafita, de modo que o papel adquira o aspecto da superfície posta debaixo dele.

Fonte: www.galeriafernandobarbosa.kit.net

DADAÍSMO

O dadaísmo surgiu no ano de 1916, por iniciativa de um grupo de artistas que, descrentes de uma sociedade que consideravam responsável pelos estragos da Primeira Guerra Mundial, decidiram romper deliberadamente com todos os valores e princípios estabelecidos por ela anteriormente, inclusive os artísticos. A própria palavra dadá não tem outro significado senão a própria falta de significado, sendo um exemplo da essência desse movimento iconoclasta.

O principal foco de difusão desta nova corrente artística foi o Café Voltaire, fundado na cidade de Zurique pelo poeta Hugo Ball e ao qual se uniram os artistas Hans Arp e Marcel Janco e o poeta romeno Tristan Tzara. Suas atuações provocativas e a publicação de inúmeros manifestos fizeram que o dadaísmo logo ficasse conhecido em toda a Europa, obtendo a adesão de artistas como Marcel Duchamp, ou Francis Picabia.

Não se deve estranhar o fato de artistas plásticos e poetas trabalharem juntos - o dadaísmo propunha a atuação interdisciplinar como única maneira possível de renovar a linguagem criativa. Dessa forma, todos podiam ter vivência de vários campos ao mesmo tempo, trocando técnicas ou combinando-as. Nihilistas, irracionais e, às vezes, subversivos, os dadaístas não romperam somente com as formas da arte, mas também com o conceito da própria arte.

Não são questionados apenas os princípios estéticos, como fizeram expressionistas ou cubistas, mas o próprio núcleo da questão artística.Negando toda possibilidade de autoridade crítica ou acadêmica, consideram válida qualquer expressão humana, inclusive a involuntária, elevando-a à categoria de obra de arte.Efêmera, mas eficaz, a arte dadaísta preparou o terreno para movimentos vanguardistas tão importantes como o surrealismo e a arte pop, entre outros.

PINTURA NO DADAÍSMO

A pintura dadaísta foi um dos grandes mistérios da história da arte do século XX. Os pintores deste movimento, guiados por uma anarquia instintiva e um forte nihilismo, não hesitaram em anular as formas, técnicas e temas da pintura, tal como tinham sido entendidos até aquele momento. Um exemplo disso eram os quadros dos antimecanismos ou máquinas de nada, nos quais o tema central era totalmente inédito para aqueles tempos.

Representavam artefatos de aparência mais poética do que mecânica, cuja função era totalmente desconhecida. Para dificultar ainda mais sua análise, os títulos escolhidos jamais tinham qualquer relação com o objeto central do quadro. Não é difícil deduzir que, exatamente através desses antitemas, os pintores expressavam sua repulsa em relação à sociedade, que com a mecanização estava causando a destruição do mundo.

Um capítulo à parte merecem as colagens, que logo se transformaram no meio ideal de expressão do sentimento dadaísta. Tratava-se da reunião de materiais aparentemente escolhidos ao acaso, nos quais sempre se podiam ler textos elaborados com recortes de jornais de diferente feição gráfica. A mistura de todo tipo de imagens extraídas da imprensa da época faz desse tipo de trabalho uma antecipação precoce da idealização dos meios de comunicação de massa, que mais tarde viria a ser a artepop.

ESCULTURA NO DADAÍSMO

A escultura dadaísta nasceu sob a influência de um forte espírito iconoclasta. Uma vez suprimidos todos os valores estéticos adquiridos e conservados até o momento pelas academias, os dadaístas se dedicaram por completo à experimentação, improvisação e desordem. Os ready mades de Marcel Duchamp não pretendiam outra coisa que não dessacralizar os conceitos de arte e artista, expondo objetos do dia-a-dia como esculturas.

Um dos mais escandalosos foi, sem dúvida, o urinol que este artista francês se atreveu a apresentar no Salão dos Independentes, competindo com as obras de outros escultores. Sua intenção foi tão-somente demonstrar até que ponto o critério subjetivo do artista podia transformar qualquer objeto em obra de arte. Com exemplos desse tipo e outros, pode-se afirmar que Marcel Duchamp é sem dúvida o primeiro pai da arte conceitual.

Apareceram também, como na pintura, os primeiros antimecanismos, máquinas construídas com os elementos mais estapafúrdios e com o único objetivo de serem expostas para desconcertar e provocar o público. Os críticos não foram muito condescendentes com essas obras, que não conseguiam compreender nem classificar. Tais manifestações, por mais absurdas e insolentes que possam parecer, começaram a definir a plástica que surgiria nos anos seguintes.

FOTOGRAFIA E CINEMA DADAÍSTA

Artistas de seu tempo, os dadaístas foram sem dúvida os primeiros a incorporar o cinema e a fotografia à sua expressão plástica. E fizeram isso de uma maneira totalmente experimental e guiados por uma espontaneidade inata. O resultado desse novo materialismo foi um cinema completamente abstrato e absurdo, por exemplo, o de diretores como Hans Richter e a fotografia experimental de Man Ray e seus seguidores.

Foi exatamente Man Ray o inventor da conhecida técnica do raiograma, que consistia em tirar a fotografia sem a câmara fotográfica, ou seja, colocando o objeto perto de um filme altamente sensível e diante de uma fonte de luz. Apesar de seu caráter totalmente experimental, as obras assim concebidas conseguiram se manter no topo da modernidade tempo suficiente para passar a fazer parte dos anais da história da fotografia e do cinema artísticos.

Fonte: www.arteeeducacao.net

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