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AYAHUASCa ou dmt

Ayahuasca, nome de origem inca, refere-se a uma bebida sacramental produzida a partir da decocção de duas plantas nativas da floresta amazônica: um cipó Banisteriopsis Caapi e folhas de um arbusto Psychotria viridis.

O nome Ayahuasca significa "liana dos sonhos" ou "vinho das almas". Outros nomes para essa bebida são: Caapi, Yagé, Vegetal, Daime, Hoasca.

Além de ser utilizada milenarmente por povos indígenas de boa parte da Amazônia (Brasil, Equador, Colômbia, Bolívia e Peru), desde as últimas décadas igrejas e em centros espirituais e/ou xamânicos a têm utilizado em seus rituais. Alguns exemplos de organizações religiosas sincréticas, que incorporam o uso regular do "vinho das almas" em seus rituais são União do Vegetal, e o Santo Daime.

Esta bebida apresenta propriedades que alguns consideram alucinógenas. Entretanto, os estudiosos e usuários, preferem utilizar o termo enteógeno, pois seu uso ocorre em contextos litúrgicos específicos. A ayahuasca caracteriza-se por ser capaz de causar alterações de consciência a quem a utiliza sem causar qualquer dano físico ao usuário. É atribuído a ela propriedades curativas, como reativar órgãos danificados. Chama a atenção o fato de jamais gerar dependência física ou psicológica.

Sua utilização divide opiniões. A favor do uso, seus adeptos ressaltam que:

Após 18 anos de estudos, o CONAD (Conselho Nacional Anti-Drogas) do Brasil, retirou a Ayahuasca da lista de drogas alucinógenas conforme portaria publicada no Diário Oficial da União em 10/11/2004.
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu (em 20/02/2006) que o governo Bush não pode impedir a filial da União do Vegetal no estado do Novo México de utilizar o chá Ayahuasca (Hoasca / Santo Daime) em seus rituais religiosos. O veredicto atesta que o grupo religioso está protegido pelo 'Religious Freedom Restoration Act', aprovado pelo congresso em 199Drogas | AYAHUASCA | DMT | Diga não as Drogas!, e que foi peça jurídica fundamental no processo que legalizou o uso ritual do cactus peyote (princípio ativo: mescalina) pela 'Native American Church' - congregação que reúne descendentes de algumas etnias indígenas norte-americanas.
A ONU emitiu um parecer favorável recomendando a flexibilização das leis em todos os países do mundo no que se refere à Ayahuasca.

Outros nomes

Chá do Santo Daime, yajé, caapi, vinho de deus, vinho das almas. Na linguagem Quéchua, aya significa espírito ou ancestral, e huasca significa vinho ou chá.

Aparência

A aparencia da ayahuasca varia entre diversos tons de terra variando entre o bege claro e translúcido ao marrom escuro. Os métodos de preparo variam conforme a tradição de cada local e da ocasião em que o consumo se dá. De qualquer maneira, o processo é longo e leva quase um dia para o preparo. As diversas beberagens geralmente contêm talos socados do cipó caapi (Banisteriopsis caapi) mais as folhas da chacrona (Psychotria viridis).

Efeitos

Segundo estudos recentes, a ayahuasca não é exatamente um alucinógeno (sendo assim considerada por outros autores). Tal propriedade se deve à presença nas folhas da chacrona de uma substância enteógena (alucinogénea, para outros autores) denominada N,N-dimetiltriptamina (DMT), produzido naturalmente no organismo humano. O DMT é destruído pelo organismo por meio da enzima monoaminaoxidase (MAO). No entanto, o caapi possui uma substância capaz de bloquear os efeitos da MAO: a harmalina. Desse modo, o DMT tem sua ação alucinógena intensificada e prolongada.

Outras plantas amazônicas também possuem DMT e são utilizadas por diversas tribos indígenas como um modo de experiência religiosa. Entre estas estão a jurema (Mimosa hostilis) e o yopo (Anadenanthera colubrina). A jurema é consumida na forma de chá, enquanto as sementes do yopo são maceradas e seu pó, consumido pela via intranasal (cheirado).

Caráter religioso e sintomatologia

Seu consumo está associado a práticas religiosas e parece ser utilizada por tribos indígenas da Amazônia desde 2000 a.C. As seitas religiosas mais conhecidas no Brasil são o Santo Daime e a União do Vegetal. Os efeitos, desse modo, estão bastante relacionados aos rituais religiosos onde se dá o consumo, baseados na crença da possibilidade de contato com outros planos espirituais.

Riscos à saúde

Não há dados científicos que indiquem riscos à saúde. No entanto, para indivíduos com tendências a quadros psicóticos, seu uso implica atenção especial devido à natureza do efeito da bebida.

Fonte: pt.wikipedia.org

COCAÍNA

Princípio ativo

A cocaína é uma droga sintetizada em laboratório e sua matéria prima é a folha de um arbusto denominado Erytroxylon coca. A fórmula química da cocaína é 2-beta-carbometoxi-3betabenzoxitropano e essa substância age na comunicação entre os neurônios prolongando a ação de uma outra substância chamada dopamina.

A cocaína pode ser consumida de várias formas mas o modo mais comum é "aspirando" a droga, que normalmente se apresenta sob forma de um pó. Consumidores mais inconseqüentes chegam a injetar a droga diretamente na corrente sangüínea, o que eleva consideravelmente o risco de uma parada cardíaca irreversível, a chamada "overdose fatal".

Efeitos

Os efeitos da cocaína no corpo do ser humano depende das características da droga que está sendo consumida já que, como em seu processo de refino são misturados diversos produtos como cimento, pó de vidro e talco, a droga perde em pureza ficando mais ou menos poderosa.

Euforia, excitação, sensação de onipotência, falta de apetite, insônia e aumento ilusório de energia são as primeiras sensações que o consumidor de cocaína tem. Esse efeito inicial dura cerca de meia hora e logo a seguir vem uma forte depressão que leva o usuário a consumir nova dose da droga para renovar as sensações. Meia hora depois da segunda dose, a depressão volta e o usuário busca uma terceira dose, que, com certeza, vai ser seguida por uma nova depressão e assim o consumidor entra em um perigoso ciclo que o transforma em um dependente químico da droga.

O consumo de cocaína traz sérios danos ao organismo do usuário. Os problemas começam nas vias de entrada da droga, como a necrose (morte dos tecidos) da mucosa nasal ou das veias, dependendo da forma como é consumida. A quinina, uma substância que pode estar misturada à cocaína, pode levar à cegueira irreversível. Infecção sangüínea, pulmonar e coronária também estão na lista de conseqüências do uso contínuo da cocaína.

Histórico

Os primeiros indícios de utilização da folha de coca, matéria-prima da cocaína, são encontrados há mais de três mil anos, quando era mascada por povos que habitavam a região andina da América do Sul.

A folha de coca era utilizada por inibir a fome e estimular longas caminhadas na altitude. Os povos da época costumavam também usar o sumo da folha para aliviar a dor, aplicando-o em diferentes áreas do corpo. Em 1862, o químico Albert Niemann produziu, em laboratório, um pó branco a partir da folha de coca que foi denominado cloridrato de cocaína. Esse produto passou a ser usado amplamente na sintetização de remédios utilizados no fim do século XIX como tônicos, supositórios e pastilhas expectorantes. O cloridrato de cocaína chegou a ser utilizado até na produção de vinhos.

No início do século XX, a cocaína era livremente comercializada como um remédio comum, mas logo apareceram as primeiras mortes por causa do abuso do consumo da droga. Por conta das mortes, ela foi gradativamente sendo proibida em quase todo o mundo.

Por ser uma droga cara chegou a ser chamada de "caviar das drogas" e, na década de 80, difundiu-se muito na elite social americana, os "yuppies". Em meados da década de 90, o número de usuários alcançou a marca de 14 milhões de pessoas, que consumiam quase 500 toneladas da droga a cada ano.

Curiosidades

Um dos grandes problemas da cocaína é a adulteração pela qual o produto puro passa. Como é comercializada por peso, diversas substâncias são acrescidas ao produto inicial e, normalmente, chegam ao consumidor final com apenas 30% de pureza. Os mais variados produtos são misturados, como soda cáustica, solução de bateria de carro, água sanitária, cimento, pó de vidro, hormônio para engorda de gado e talco.

Fonte: www.diganaoasdrogas.com.br

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