O consumo de energia de um país está relacionado até certo ponto, ao seu grau de desenvolvimento. Países pobres ou em desenvolvimento, consomem pouca energia e, segundo alguns estudiosos do assunto, para melhorar o nível de vida da população seria necessário aumentar esse consumo. Por outro lado, alguns países considerados desenvolvidos consomem muito mais que outros também desenvolvidos, sugerindo que há desperdícios.
A sociedade atual, com seu modo de vida, acostumada a mecanização intensa e parte dela, ao excesso de conforto, não se dá conta do consumo de energia excessivo necessário para manter suas exigências.
É necessário que se pesquisem novas fontes de energia, pouco dispendiosas, pouco poluentes e mais eficientes. É necessário também que as pessoas se conscientizem da gravidade dos problemas e que contribuam de alguma forma na solução desses problemas.
Assim, cada um de nós pode dar sua contribuição, por exemplo, questionando e mudando alguns de seus próprios hábitos diários: tomando atitudes simples, como não deixar lâmpadas acesas desnecessariamente, tomar um banho mais rápido, usar menos o carro e mais o transporte coletivo, e mesmo ir a pé a lugares próximos, ter o carro sempre regulado, reciclar materiais, comprar aparelhos eletrodomésticos que consomem menos energia etc. Ainda, como cidadãos, membros de uma sociedade, devemos refletir também sobre as políticas energéticas de nosso país, as leis de proteção ambiental, os recursos gastos em pesquisas sobre fontes de energia alternativas etc.
Para resumir, pode-se dizer que possíveis soluções para o problema energético dependem de, pelo menos, três fatores:
• a conscientização das necessidades reais de energia;
• o desenvolvimento de técnicas e equipamentos de menor consumo;
• e o uso de fontes de energia renovável eficientes e não poluentes.
As transformações químicas exerceram e podem exercer ainda papel fundamental nesse cenário. Espera-se que novas pesquisas e novos hábitos resultem em um fornecimento sustentado de energia para que o nosso planeta continue sendo um lugar agradável de se viver.
Fonte: www.eciencia.usp.br