O Do-In é um dos métodos orientais de massagem, ou melhor, de automassagem, que, além de oferecer um diagnóstico, pode servir para orientar o planejamento das atividades do dia, da dieta alimentar e mesmo, como um guia de conduta.
A técnica de do-in, transmitida de geração para geração, nasceu na China e difundiu-se rapidamente por todo o oriente. No Japão, recebeu o nome de do-in, que significa “O caminho de casa” (casa é o corpo, morada do espírito e do ki, a energia vital).
Muito fácil de ser entendido e aplicado, o tratamento pelo do-in baseia-se na simples pressão com o polegar sobre os centros ou pontos de captação, armazenamento e fazendo a distribuição de energia.
O congestionamento em um determinado ponto da complexa rede de canais que transportam a energia ki pelo corpo, gera um excesso ou uma deficiência de energia. Quando a energia condensada dispersa, o órgão afetado se acalma, ocorrendo então a sedação. Para sedar basta pressionar profunda e continuamente o ponto específico do meridiano, através do qual se trata o distúrbio, durante cinco minutos. O inverso é a tonificação, que aumenta o volume do fluxo energético do meridiano, ativando o órgão deficiente. Para tonificar, pressiona-se repetidamente o (os) ponto (os), em intervalo de um segundo, durante um a cinco minutos.
A prática do do-in não apresenta qualquer contra-indicação. Pode ocorrer em alguns casos o agravamento inicial dos sintomas, mas será temporário, pois indica somente, que o processo de melhora está em andamento.
Evidentemente, os resultados do do-in serão mais eficazes e duradouros nas pessoas que utilizam outras técnicas naturais e controlam adequadamente a sua dieta.
A teoria de Do-In é baseada no conceito chinês de que o universo é um organismo vivo e dinâmico, constituído de uma energia cósmica primordial da qual derivam todas as coisas existentes. O organismo humano é uma cópia do universo e como tal está sujeito às mesmas leis que regem a natureza. Desse modo o corpo humano não apenas contém energia, mas ele é ENERGIA manifestada como matéria sólida viva. Esta força cósmica, o Chinês chamou de Ki. Ela flui incessantemente por canais definidos, transmitindo a vida através das células e colocando o organismo em harmonia com o mundo que o rodeia.
Já que o organismo é um complexo digestivo, a energia vital se renova através da assimilação de alimentos, da respiração e das vibrações que os sentidos captam. No entanto a forma primordial do Ki energia cósmica pura, é captada continuamente por determinados pontos distribuídos na pele. Assim o funcionamento adequado do organismo humano estaria ligado a perfeita captação e ao fluxo de energia Ki através do corpo.
Segundo a idéia Chinesa da criação do universo, no início existia somente Ki, a unidade. Para que o nosso mundo relativo fosse criado, a unidade manifestou-se em seus dois aspectos opostos e complementares, negativo e positivo, a que os Chineses denominaram Yin e Yang. Yin é o princípio negativo, que se manifesta pela expansão; Yang é o princípio positivo que contrai, sendo que todos os fenômenos ocorrem a partir da interação constante destas forças opostas. Portanto, é eterna e contínua a atração que Yin exerce sobre Yang e vice-versa, formando um número infinito de combinações que constituem o Uni-verso, a diversificação da Unidade.
Estas duas expressões do Ki devem ocorrer no organismo humano de forma harmoniosa e equilibrada, gerando saúde física e mental. Quando o fluxo de energia Ki é bloqueado, aparecem sinais no corpo que seriam o que nós chamamos de sintomas de doença. Estas surgem justamente quando o equilíbrio interno se desfaz, debilitando o organismo e destruindo suas imunidades.
Existem dois tipos de energia: Yin e Yang. Eles são simbolizados pelo TAI CHI, onde o lado branco representa o princípio masculino-positivo e o preto, o princípio feminino-negativo, respectivamente Yang e Yin.
Este símbolo, de origem Taoísta, representa a dualidade presente em todas as coisas manifestadas no universo.
Tao – Yin e Yang
Depois de saber um pouco mais sobre essa técnica oriental de automassagem, é hora de aprender a executá-la. Siga cada um dos passos propostos.

1 – Antes de tudo, sente-se sobre os calcanhares e procure respirar
lenta e profundamente. Mantenha esse ritmo por alguns minutos.

2 – Com a mão em forma de concha, golpeie o braço com
vigor, em toda a sua extensão. O objetivo é ativar os meridianos.

3 – A seguir, vá pressionando os vários pontos do antebraço
concentrando naqueles mais doloridos, que são os que contêm energias
acumuladas.

4 – Gire cada um dos dedos e puxe-os delicadamente.

5 – Incline cada um dos dedos para trás, o máximo possível.
Depois, dobre-os para frente. Esses exercícios ativam as energias das
extremidades superiores.

6 - De acordo com a orientação da fotografia, pressione o ponto
indicado, que corresponde ao intestino grosso. Se manifestar dor, é
sinal de problemas digestivos. Insista nos exercícios a fim de melhorar
essa função.

7 – Massageie bem essa região abaixo do dedão na palma
da mão, é de grande importância, pois corresponde aos
pulmões. Pressionando os pontos logo abaixo dos dedos, é possível
ajudar a dissipar a ansiedade e depressão.

8 – As pontas dos dedos devem ser massageadas para estimular a circulação
sanguínea no meridiano do coração.

9 – O próximo passo agora, é friccionar vigorosamente
as bochechas, até sentir uma sensação de calor. O objetivo
é vitalizar o estômago e os intestinos.

10 – Para aliviar os sintomas de resfriados e sinusites e também
para os problemas de vesícula e do sistema nervoso, friccione a ponta
do nariz utilizando as pontas dos dedos. Batidas de leve e pressão
no nariz, são uma forma de aliviar a congestão nasal.

11 – Com as mãos ao redor dos lábios, exerça uma
pequena pressão. Esse exercício é indicado para tratar
problemas de gengiva, estômago, bexiga e casos de inapetência.
Utilizando os polegares, pressione com profundidade a região sob as
mandíbulas. A manifestação de dor nesse local indica
concentração de energia devido ao consumo exagerado de alimentos
pouco saudáveis, como açúcar, laticínios, carne
vermelha, etc.