
Um dos mais velhos desenhos que hoje se encontram a nossa disposição, o Tarô de Marselha surgiu no final do século XV, na França, e tornou-se popular em toda a Europa. Para Ana Correa, é o baralho que tem a simbologia mais próxima da cultura ocidental, e é o que ela costuma introduzir a seus alunos. Embora alguns de seus exemplares sejam vendidos acompanhados de um texto explicativo, originalmente o Tarô de Marselha é vendido só como baralho e seus símbolos e figuras servem de ponte para que a intuição do leitor alce vôo e interprete sua linguagem.

As cartas do tarô de Etteilla, conhecidas como as cartas do Grande Etteilla, são um conjunto de cartas emblemáticas baseadas nos desenhos dos tarôs típicos e acompanhadas por uma série numeral, começando com o número 1, Ettelila questionnant (Etteila consultando) e indo até o número 78, Folie (A Loucura). Os desenhos de Etteilla representam um afastamento em relação às figuras simbólicas padrão, encontradas na maioria dos outros baralhos de Tarô. Os desenhos das cartas são quase todos de figuras de corpo inteiro. Os títulos estão em ambas extremidades das cartas e variam levando em consideração os significados invertidos.
Esse conjunto de cartas, desenhado e preparado para fins divinatórios por Etteilla, vinha acompanhado de um livro de explicações e orientações, intitulado Maniére de tirer - Lê Grand Etteilla où tarots Egyptiens.
Famoso baralho criado por Arthur Edward Waite e desenhado, sob a sua supervisão, por Miss Pámela ColmanSmith. O baralho foi editado primeiramente pela Rider&Co., em 1910, e por isso ficou conhecido como baralho Rider. Tornou-se o mais popular em países de língua inglesa. Neste Tarô, Waite presumiu, corretamente, que O Bobo, sendo uma carta sem número e representado por O, não devia ser colocado entre as cartas número 20 e 21, conforme fora sugerido por Levi e por Papus, mas que a suas seqüência natural seria antes do Mago, como um atributo da primeira letra do alfabeto hebraico, o Aleph. Ele também mudou de lugar as cartas da Força e da Justiça. Geralmente mostrada com o número XI, a Força é indicada por Waite com o número VIII, trocando de lugar com a Justiça. Outra inovação de Waite foi trazer figuras simbólicas nas cartas numeradas, ao invés de apenas o símbolo do naipe. Com esta mudança, cada carta do baralho faz uma sugestão psicológica imediata na mente do leitor.

Outro membro famoso da Ordem do Golden Dawn, o famoso ocultista Aleister Crowley criou o Tarô de Thoth (deus egípcio da magia), pintado por Lady Frieda Harris, em 1940, mas publicado somente em 1966. Esse baralho tem figuras psicologicamente intensas (beirando o psicodelismo) e um desenho bastante abstrato e visceral. Embora as interpretações de Crowley tenham conexões com as de Waite, essa cartas afastam-se completamente dos desenhos usuais de tarô.
As 22 cartas dos Arcanos maiores que acompanham o livro de Oswald Wirth, Le Taro dês Imagiers du Moyen Age, contêm letras hebraicas desenhadas no canto inferior direito de cada carta. Por exemplo, o Aleph é atribuído à carta número I, Lê Bateleur (O Mago). As cartas de Wirth são impressas em admiráveis cores metálicas e ostentam algarismos romanos na parte de cima.
Paul Foster Case, em seu livro The Taro, A Key to the Wisdom of the Ages, usa, para as 22 cartas dos Arcanos Maiores, desenhos que em alguns casos são similares aos desenhos de Waite. As cartas de Case trazem um número arábico no canto inferior esquerdo e uma letra hebraica no canto inferior direito. O Aleph, por exemplo, é atribuído ao Bobo, enquanto que Beth é atribuído ao Mago. Os desenhos em branco e preto do baralho Case permite que a pessoa lhes dê o colorido que preferir.
O baralho do tarô usado por C.C. Zain em seu livro The Sacred Tarot, publicado pela Igreja da Luz, também é em branco e preto e se presta para colorir. Embora as cartas sejam ricas em matéria de simbolismo egípcio, elas se afastam completamente dos símbolos usuais de Tarô.
Este é o primeiro baralho de cartas circulares. Ele promove uma espiritualidade feminista, dentro de um contexto shamanico e de cultura tribal.
Embora contenha 78 cartas que podem ser postas em correspondência com as dos baralhos de tarô tradicionais, esse tarô suprimiu totalmente a distinção entre arcanos maiores e menores. Cada carta é uma bela e psicológica imagem em si, pretendendo ser profundamente transformadora.
Criados por Juliete Charman-Bourke e Liz Greene, todos os arcanos deste tarô são representados por entidades e histórias da mitologia grega. O conjunto de cartas que forma cada naipe dos arcanos menores retrata um mito ou tragédia grega: o de Copas a lenda de Eros e Psiqué; o de Paus, ao mito de Jasão e Os Argonautas em busca do Velocino de Ouro; o de Espadas, a tragédia de Orestes e a maldição da Casa de Atreu, o de Ouros, a história Dédalus, arquieto, escultor e artesão ateniense que construiu o labirinto para o rei Minos de Creta.
Fonte: www.terra.com.br
O tarô é um instrumento que nos permite analisar, meditar e refletir sobre nosso passado, presente e futuro, através de seu sistema de simbologias e metáforas.
O tarô é um meio de autoconhecimento muito eficaz que pode guiá-lo através de situações e problemas. Para melhor proveito de suas interpretações, pense na situação sobre a qual quer consultar e faça uma pergunta objetiva e direta, incluindo pessoas, tempo e lugares. Por exemplo, se você tem dúvidas em relação ao seu emprego, não pergunte simplesmente "Vai ficar tudo bem no meu trabalho?". Faça perguntas como: "Meu trabalho vai ser reconhecido pelo meu chefe?" ou "Vou receber uma promoção?". Perguntas específicas ajudam você a direcionar sua interpretação, entender a questão que está vivendo e achar uma solução favorável.
O tarô utilizado aqui é o Tarô de Marselha, um baralho que surgiu na Idade Média e que, naturalmente, carrega os símbolos e significados de sua época. Isso quer dizer que sua linguagem, figuras e significados podem, às vezes, refletir valores, idéias e a cultura daqueles tempos que são muito diferentes dos que vivemos hoje.
Por isso, é importante você ter sempre em mente que sua interpretação não é imutável e que o tarô não tem a intenção de prever seu futuro. Sua principal função é levar o consulente a um caminho de auto-conhecimento, onde ele encontre repostas. Quando ler uma interpretação, lembre-se também de olhar bem para as cartas, seus símbolos, cores e figuras, e fazer sua própria interpretação, ouvindo o que elas têm a lhe dizer.
O jogo de três cartas é indicado para quem procura respostas rápidas. Desde questões simples do dia-a-dia até assuntos de razoável complexidade, esse jogo apresenta o problema e seus possíveis desfechos, favoráveis ou negativos, de uma maneira simples e eficiente.
A melhor maneira de obter boas respostas e interpretações é fazendo perguntas objetivas. Assim, as três cartas em conjunto lhe apresentarão uma visão da situação que está passando e os caminhos que podem ser seguidos.
Lembre-se sempre de que as cartas se completam e conversam entre si, sendo assim, reflita bastante sobre seus significados e símbolos e sobre o que elas realmente estão lhe dizendo.
Fonte: horoscopo.uol.com.br